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	<title>Vida após o câncer - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Vida após o câncer - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Mindfulness e câncer de mama: prática pode ampliar qualidade de vida de sobreviventes da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
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		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O caminho após o diagnóstico e o tratamento de um tumor nas mamas envolve não apenas a recuperação física, mas também a reconstrução do bem-estar emocional, social e psicológico. Nesse contexto, pode haver uma conexão relevante entre técnicas de mindfulness e câncer de mama. Não por acaso, vários pesquisadores vêm explorando como tais formas de autocuidado e a conexão com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O caminho após o diagnóstico e o tratamento de um tumor nas mamas envolve não apenas a recuperação física, mas também a reconstrução do bem-estar emocional, social e psicológico. Nesse contexto, pode haver uma conexão relevante entre técnicas de <em>mindfulness </em>e câncer de mama.</p>



<p>Não por acaso, vários pesquisadores vêm explorando como tais formas de autocuidado e a conexão com o momento presente têm se mostrado aliadas importantes.</p>



<p>Isso é o que buscou demonstrar um estudo apresentado na edição de 2025 do <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PS1-02-26/773435/Abstract-PS1-02-26-Effectiveness-of-mindfulness-on" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS)</u></em></a><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PS1-02-26/773435/Abstract-PS1-02-26-Effectiveness-of-mindfulness-on"><u>, </u></a>que reuniu evidências justamente a respeito dos benefícios para a qualidade de vida de quem superou a doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é o mindfulness?</h2>



<p><em>Mindfulness,</em> ou atenção plena, é uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>prática de meditação </u></a>que envolve direcionar a atenção de forma intencional para as experiências do momento presente, sem julgamento. De acordo com a <a href="https://www.apa.org/topics/mindfulness/meditation" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>American Psychological Association </u></em></a>(APA), essa técnica pode ser compreendida a partir de dois componentes principais: atenção e aceitação.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A atenção envolve sintonizar-se com as próprias experiências para focar no que acontece no momento presente. Isso geralmente implica direcionar a consciência para a respiração, os pensamentos, as sensações físicas no corpo e os sentimentos que estão sendo vivenciados.</li>



<li>Já a aceitação implica observar esses sentimentos e sensações sem julgamento. Em vez de responder ou reagir automaticamente aos pensamentos ou às emoções que surgem, a proposta é notá-los e deixá-los ir.</li>
</ul>



<p>Com origem em práticas orientais (que não necessariamente se vinculam a uma expressão religiosa), o conceito foi introduzido na medicina ocidental por meio de programas estruturados como o <em>Mindfulness-Based Stress Reduction</em> (MBSR, ou Redução de Estresse Baseada em <em>Mindfulness</em>) e o <em>Mindfulness-Based Cognitive Therapy</em> (MBCT, ou Terapia Cognitiva Baseada em <em>Mindfulness</em>). De modo geral, ambos integram as técnicas de atenção plena com estratégias da terapia cognitiva.</p>



<p>Alguns dos benefícios dessa prática já foram registrados em outros estudos sobre o tema. Uma meta-análise publicada em 2017 no<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0022395617301462?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u> Journal of Psychiatric Research </u></em></a>demonstrou que a meditação<em>mindfulness </em>regular promove alterações mensuráveis em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>marcadores fisiológicos do estresse.</u></a></p>



<p>Esses marcadores surgem justamente quando o corpo se encontra cronicamente tenso, com reflexos em diversos quadros de saúde. Ao diminuir essa resposta, o <em>mindfulness </em>potencialmente gera efeitos positivos em cadeia por todo o organismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que o estudo destacado demonstra sobre esse recurso entre mulheres com câncer de mama?</h2>



<p>O estudo da edição de 2025 do SABCS avaliou a eficácia de intervenções baseadas em mindfulness na qualidade de vida de sobreviventes de câncer de mama.</p>



<p>Conduzido por pesquisadores brasileiros, trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise. Com essa abordagem, os autores reúnem e consolidam as evidências mais recentes sobre o tema, oferecendo um panorama robusto a respeito do que se sabe sobre o assunto.</p>



<p>Assim, o trabalho considerou 13 ensaios clínicos com 1.942 mulheres (sem problemas psiquiátricos prévios ou experiência com mindfulness) e comparou essas práticas com cuidados padrão, mostrando melhora pequena, mas significativa, na qualidade de vida.</p>



<p>Apesar da diferença pequena, a evidência é de baixa certeza devido a variações entre os estudos disponíveis e à falta de casos mais avançados entre as amostras analisadas.</p>



<p>Apesar disso, os autores ressaltam que, como o <em>mindfulness </em>é acessível e econômico, ele pode ser um recurso relevante nos cuidados entre as sobreviventes. Seja como for, há sempre a necessidade de mais pesquisas para entender melhor como e de que forma a técnica funciona.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Como companheiros(as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> De que forma esses resultados reforçam as ações necessárias na promoção da qualidade de vida nessa fase da vida?</h2>



<p>Os achados dessa meta-análise se alinham a um movimento mais amplo na oncologia: o de reconhecer que o cuidado não termina com o tratamento. Para as sobreviventes de câncer de mama, a jornada frequentemente inclui desafios como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>dores</u></a> e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>fadiga persistente</u></a>;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>dificuldades cognitivas</u></a>;</li>



<li>alterações na imagem corporal;</li>



<li>questões sexuais;</li>



<li>temor constante de uma recidiva.</li>
</ul>



<p>Nesse cenário, o mindfulness se apresenta como uma estratégia não farmacológica, acessível e centrada na paciente. Ele <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>não substitui tratamentos convencionais, mas os complementa,</u></a> oferecendo ferramentas para que a mulher se torne agente ativa no seu processo de recuperação.</p>



<p>Além disso, investir na qualidade de vida das sobreviventes traz retornos no longo prazo. Um estudo publicado no <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.2010.30.6951"></a><a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.2010.30.6951" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of Clinical Oncology </u></em></a>acompanhou mais de 2.200 mulheres com diagnóstico de câncer de mama e demonstrou que a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>qualidade de vida após o diagnóstico</u></a> e no período de sobrevida tem impacto direto no prognóstico da doença.</p>



<p>Depois de uma média de acompanhamento de 4,8 anos, as mulheres com os melhores marcadores de bem-estar social apresentaram 38% menos risco de mortalidade e 48% menos risco de recorrência em comparação àquelas com os menores números.</p>



<p>Esses dados sugerem que intervenções que fortalecem o suporte social, as relações interpessoais e a sensação de pertencimento podem não apenas melhorar a experiência da paciente, mas também influenciar resultados clínicos importantes.</p>



<p>Por fim, a prescrição de mindfulness no câncer de mama pode ser uma recomendação tão valiosa quanto a orientação sobre atividade física ou alimentação saudável, inclusive para contribuir para melhores desfechos oncológicos.</p>



<p>Aproveite agora e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>saiba mais sobre estratégias capazes de melhorar o desempenho sexual das pacientes depois do câncer de mama</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mindfulness-e-cancer-de-mama/">Mindfulness e câncer de mama: prática pode ampliar qualidade de vida de sobreviventes da doença</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mindfulness-e-cancer-de-mama/">Mindfulness e câncer de mama: prática pode ampliar qualidade de vida de sobreviventes da doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Estudos mostram benefícios da acupuntura no câncer de mama para dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[acupuntura]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
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		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalho apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) trouxe evidências relevantes sobre os benefícios da acupuntura no câncer de mama para um problema frequente entre as sobreviventes: as dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento. O estudo comparou acupuntura real, acupuntura simulada e cuidado usual, demonstrando que ambas as intervenções com agulhas foram superiores ao acompanhamento convencional. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho apresentado na <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-04/772912/Abstract-GS3-04-Effects-of-Acupuncture-vs-Sham" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS)</u></a> trouxe <strong>evidências relevantes sobre os benefícios da acupuntura no câncer de mama </strong>para um problema frequente entre as sobreviventes: <strong>as dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento.</strong></p>



<p>O estudo comparou <strong>acupuntura real, acupuntura simulada e cuidado usual, </strong>demonstrando que ambas as intervenções com agulhas foram superiores ao acompanhamento convencional. Todavia, o destaque vai para a abordagem verdadeira, que apresentou vantagem adicional no objetivo avaliado.</p>



<p>Para reforçar o que esses achados podem indicar, os tópicos a seguir esclarecem melhor do que se trata esse comprometimento, o que a pesquisa revelou e quais outras estratégias podem ser aliadas no manejo dessa queixa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que se sabe sobre as dificuldades cognitivas relacionadas ao câncer de mama?</h2>



<p>As <strong>dificuldades cognitivas associadas ao câncer de mama são uma das queixas mais frequentes entre as pacientes</strong>, especialmente após a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-cancer-de-mama-estagio-inicial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quimioterapia </u></a>e, eventualmente, a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>hormonioterapia.</u></a> Popularmente conhecidas como &#8220;<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>chemo brain</u></em></a>&#8221; ou &#8220;brain fog&#8221;, elas se manifestam por meio de alterações que incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>esquecimentos maiores do que o habitual;</li>



<li>lentidão no raciocínio;</li>



<li>dificuldade de concentração;</li>



<li>sensação de névoa mental, que deixa os pensamentos confusos e a impressão subjetiva de que a mente não funciona como antes.</li>
</ul>



<p>Publicação de 2025 sobre o tema no periódico <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-95380-5" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Scientific Reports</u></em></a> <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-95380-5"></a>sugere que até<strong>40% das mulheres que recebem quimioterapia para um câncer de mama apresentam algum grau de déficit cognitivo.</strong> Esse número pode ser maior ou menor conforme o conceito de alteração cognitiva e a ferramenta clínica utilizada para mensurar cada uma delas.</p>



<p>Seja como for, acredita-se que a raiz do problema é multifatorial (ou seja, tem mais de uma causa). Revisão publicada em 2024 na revista especializada <a href="https://academic.oup.com/oncolo/article/29/7/e848/7667897" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>The Oncologist</u></em></a> aponta que o<strong>impacto do estresse psicológico, os distúrbios do sono e os fatores inflamatórios sistêmicos </strong>são componentes associados a um maior risco de desenvolver as queixas, que têm impacto relevante sobre a qualidade de vida.</p>



<p><em>Leia também: </em><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Entenda se a fadiga durante o tratamento de câncer de mama é comum e quais as dicas para reduzi-la</u></em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como a acupuntura pode trazer benefícios para essas pacientes?</h2>



<p>O ensaio clínico ENHANCE avaliou <strong>260 mulheres com câncer de mama em estágios 0 a III. </strong>Elas haviam concluído o tratamento principal e relataram dificuldades cognitivas moderadas ou intensas, além de insônia. As <strong>participantes foram distribuídas em três grupos,</strong> cada um recebendo os seguintes tratamentos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura </u></a>real (129 mulheres);</li>



<li>acupuntura simulada, também chamada de <em>sham</em>, na qual as agulhas não penetram a pele (70 mulheres);</li>



<li>cuidado usual (61 mulheres), conforme prescrito pelo médico responsável pelo acompanhamento.</li>
</ul>



<p>As sessões ocorreram semanalmente por dez semanas. Nesse ínterim, houve avaliações de função cognitiva utilizando ferramentas específicas na semana 10 (ou seja, ao fim do tratamento) e, posteriormente, na semana 26 (cerca de seis meses depois do início).</p>



<p>Ao fim das dez semanas,<strong> tanto a acupuntura real quanto a simulada promoveram melhora significativamente maior no comprometimento cognitivo percebido pelas pacientes em comparação ao cuidado usual.</strong></p>



<p>A melhora foi de aproximadamente 10 pontos nos grupos de acupuntura (real e simulada) frente a cerca de 5 pontos no grupo controle, conforme a escala utilizada para avaliar a cognição no contexto oncológico. <strong>Esses resultados se mantiveram na avaliação realizada seis meses após o início do estudo.</strong></p>



<p>Já no que diz respeito à função cognitiva objetiva (avaliada por testes de memória verbal), apenas a acupuntura real demonstrou melhora estatisticamente significativa em relação à acupuntura simulada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> De onde vêm os benefícios da acupuntura no câncer de mama?</h3>



<p>Esse achado é relevante porque sugere que, além do benefício relacionado à experiência geral do tratamento (como o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>relaxamento</u></a> e a atenção recebida durante as sessões), o procedimento específico da acupuntura em pontos terapêuticos também exerce efeito mensurável sobre a função cognitiva.</p>



<p>Ou seja: a<strong> expectativa positiva, o estado de relaxamento e o engajamento com um tratamento em que se acredita ser eficaz podem contribuir para a melhora.</strong> Ainda assim, a diferença na função objetiva favorável à acupuntura real indica que há uma ação específica além do placebo.</p>



<p>Outro dado relevante do estudo foi a confirmação de uma associação significativa entre qualidade do sono e desempenho cognitivo. Pacientes com pior qualidade de sono apresentaram desempenho mais baixo nos testes objetivos.</p>



<p><strong>Tal conclusão dialoga com pesquisas anteriores que identificaram a acupuntura como ferramenta eficaz no manejo da insônia em sobreviventes de câncer de mama. </strong>Ele também reforça a hipótese de que parte dos benefícios cognitivos pode ser induzida pela melhora do sono.</p>



<p>Do ponto de vista da segurança, os eventos adversos foram mínimos. <strong>Casos leves de hematoma em 3,1% das participantes do grupo de acupuntura real foram a principal ocorrência</strong>, sem registros graves. Isso reforça o perfil favorável da abordagem como opção não farmacológica dentro do cuidado integrado em oncologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Que outras medidas podem aliviar o comprometimento cognitivo associado à doença?</h2>



<p>A acupuntura e outras abordagens não farmacológicas fazem parte de um conjunto mais amplo de estratégias no manejo das dificuldades cognitivas no câncer de mama. <strong>A abordagem mais eficaz costuma ser aquela que combina diferentes frentes de cuidado de forma integrada.</strong> Assim, algumas estratégias com evidências sólidas se destacam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>atividade física regular,</u></a> que pode contribuir para amenizar uma série de fatores associados ao comprometimento cognitivo, como destaca estudo publicado em 2026 no <a href="https://jnccn.org/view/journals/jnccn/24/3/article-p91.xml" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the National Comprehensive Cancer Network</u></em></a>;</li>



<li>intervenções em prol de um sono melhor, dado que insônia e fragmentação do sono se associam diretamente a pior desempenho cognitivo;</li>



<li>suporte psicológico de psicólogos ou psiquiatras, que podem prescrever abordagens (como a terapia cognitivo-comportamental) capazes de tornar possível a gestão desse <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/"><u>componente emocional;</u></a></li>



<li>ferramentas digitais de suporte, que têm mostrado resultados favoráveis na promoção do bem-estar e na gestão dos sintomas, inclusive cognitivos, de modo acessível e individualizado.</li>
</ul>



<p>Diante disso, mesmo considerando os benefícios da acupuntura no câncer de mama como parte do cuidado integrativo, não se deve eliminar a necessidade de outras ferramentas. Por isso, o<strong> cuidado oncológico completo é, cada vez mais, aquele que vai além do tumor e acompanha a mulher em todas as dimensões</strong> da sua recuperação.</p>



<p>Saiba agora quais são outros benefícios e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quais os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</u></a>.</p>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura-cancer-mama/">Estudos mostram benefícios da acupuntura no câncer de mama para dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento da doença</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura-cancer-mama/">Estudos mostram benefícios da acupuntura no câncer de mama para dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento da doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Entenda quais estratégias podem melhorar o desempenho sexual depois do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de um tumor mamário é um momento significativo na vida de qualquer mulher, com um período de recuperação que se estende por meses e, às vezes, anos. E, entre os aspectos que precisam ser abordados, um tema ainda pouco explorado é o desempenho sexual depois do câncer de mama. Ou seja: nem sempre se aborda adequadamente essa questão, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diagnóstico de um tumor mamário é um momento significativo na vida de qualquer mulher, com um período de recuperação que se estende por meses e, às vezes, anos. E, entre os aspectos que precisam ser abordados, <strong>um tema ainda pouco explorado é o desempenho sexual depois do câncer de mama.</strong></p>



<p>Ou seja: nem sempre se aborda adequadamente essa questão, que <strong>tem impacto direto na qualidade de vida e no bem-estar emocional das pacientes.</strong> Felizmente, existem sim estratégias que podem ajudar as mulheres a desfrutar de uma vida íntima satisfatória depois que as terapias terminam.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O impacto do câncer de mama na vida sexual das pacientes</h2>



<p>Estudo publicado em <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-21479-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>outubro de 2025 no periódico Scientific Reports</u></a>, feito com 88 mulheres brasileiras que passaram por pelo menos um ano de tratamento oncológico, <strong>mostra que 76% relataram algum incômodo relativo à vida sexual. </strong>As maiores queixas foram a piora da lubrificação vaginal e a falta de libido.</p>



<p>As reclamações eram mais relevantes nos cenários em que havia comorbidades preexistentes (como diabetes e hipertensão), mudanças corporais depois da cirurgia e falta de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>procedimento de reconstrução mamária.</u></a> Seja como for, dados de fontes distintas apontam que <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/EDBK-25-472856" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>o número de pacientes afetadas pode superar os 90%.</u></a></p>



<p>Além disso, outra publicação sobre o tema, dessa vez da <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2059702924000048" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revista da Sociedade Europeia de Oncologia Médica</u></a>, mostrou que menos da <strong>metade das pacientes com esse tipo de reclamação recebe suporte adequado para a questão.</strong></p>



<p>É preciso ter em mente que esse impacto se manifesta de diversas formas<strong>, incluindo alterações físicas e emocionais</strong>. Ademais, cada vez mais <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-jovens/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mulheres jovens são diagnosticadas com câncer de mama</u></a>, tornando esse tópico ainda mais relevante.</p>



<p>Do ponto de vista físico, cirurgias que removem parte ou toda a mama podem resultar em mudanças na imagem corporal e na sensibilidade mamária. A quimioterapia, por sua vez, pode induzir <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/entrando-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menopausa</u></a> precoce ou desregular o ciclo menstrual.</p>



<p>Já a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>hormonioterapia</u></a>, amplamente utilizada em casos de câncer de mama com receptores hormonais positivos, pode causar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais</u></a> como secura vaginal, diminuição da libido e desconforto durante a relação sexual.</p>



<p>Somados a esses fatores, aspectos emocionais frente a um momento em que o medo e a ansiedade são naturalmente maiores contribuem para um cenário ainda mais desafiador.</p>



<p>O impacto também se estende às relações. A <strong>disfunção sexual pode afetar negativamente a autopercepção da imagem corporal e interferir na dinâmica dos relacionamentos amorosos</strong>, prejudicando a vida nesse âmbito.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As queixas mais comuns nessa nova etapa da vida sexual</h2>



<p>Entre as dificuldades relatadas pelas pacientes com relação ao desempenho sexual depois do câncer de mama, as mais relevantes (algumas das quais já citadas) estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>diminuição do <strong>desejo sexual</strong>;</li>



<li>secura vaginal e atrofia genital;</li>



<li>dor durante a relação sexual (dispareunia);</li>



<li><strong>dificuldade para atingir o orgasmo</strong>;</li>



<li>perda de sensibilidade nas mamas e mamilos;</li>



<li>prejuízos à autoimagem corporal, muitas vezes por conta de alterações na anatomia das mamas;</li>



<li>fadiga persistente, comum durante o tratamento, que interfere no interesse e na disposição para atividades sexuais;</li>



<li><strong>ansiedade e estresse</strong> relacionados ao diagnóstico e ao medo de que a doença retorne;</li>



<li>menopausa precoce, induzida por tratamentos específicos, o que traz também uma série de outros incômodos;</li>



<li>incontinência urinária e outros <strong>sintomas geniturinários</strong> (como urgência miccional frequente, desconforto na região genital, coceira e irritação).</li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Quais os riscos e como diminuir a chance de ser afetada pela recorrência de um câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que deve ser feito para preservar o desempenho sexual depois do câncer de mama</h2>



<p>De modo geral, <strong>a partir de uma avaliação individualizada, é possível apontar uma ou mais abordagens para melhorar o desempenho sexual</strong> depois do câncer de mama.</p>



<p>Acima de tudo, profissionais de saúde e outros especialistas devem ver essas estratégias de um ponto de vista multidisciplinar e integrá-las ao plano de cuidados da paciente. Para isso, as principais soluções dependem de aspectos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>garantir espaço para diálogo aberto com a equipe médica</strong>, eliminando estigmas e proporcionando o acolhimento ideal;</li>



<li><strong>ampliar o </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/projeto-a-flor-da-pele-reconstrucao-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>acesso à reconstrução mamária</strong></u></a>, algo que tem impacto positivo na autoconfiança, imagem corporal e na função sexual;</li>



<li><strong>orientar sobre mecanismos para corrigir determinadas queixas</strong>, como lubrificantes à base de água ou silicone, hidratantes vaginais e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estrogênio vaginal </u></a>em baixa dose (quando pertinente), que ajudam a aliviar a secura e a dor durante a relação sexual com penetração;</li>



<li><strong>proporcionar acompanhamento psicológico</strong>, que, se bem conduzido, reduz a ansiedade e os medos das pacientes. Também é um espaço para orientações sobre como retomar a atividade sexual e a intimidade de forma confortável;</li>



<li><strong>incentivar </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>exercícios </strong></u></a><strong>para o assoalho pélvico</strong>, uma vez que eles fortalecem a musculatura vaginal, melhoram a flexibilidade e auxiliam no controle de determinados sintomas geniturinários;</li>



<li><strong>promover o ajuste de expectativas</strong> para reforçar que a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>sexualidade</u></a> pode mudar após o tratamento, o que inclui conversas com o parceiro ou parceira sobre os melhores caminhos para redescobrir o prazer.</li>
</ul>



<p>Em suma, <strong>o desempenho sexual depois do câncer de mama é uma questão que merece ser tratada com seriedade e empatia</strong>. Com o suporte apropriado de uma equipe qualificada, é possível recuperar uma sexualidade saudável e plena.</p>



<p>Entenda agora se uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>gravidez depois de um câncer de mama</u></a> é uma opção segura e saiba quais fatores devem ser levados em consideração nessa decisão.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/">Entenda quais estratégias podem melhorar o desempenho sexual depois do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/">Entenda quais estratégias podem melhorar o desempenho sexual depois do câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar da paciente]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapias complementares e integrativas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de câncer de mama é um momento delicado para qualquer mulher. Nesse contexto, junto dos tratamentos convencionais disponíveis, muitas pacientes buscam formas de melhorar sua qualidade de vida durante essa jornada. Assim, asterapias complementares no câncer de mamasurgem como uma possibilidade real de tornar o tratamento mais tolerável, sem substituir as abordagens comprovadas pela medicina,sendo cada vez mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diagnóstico de câncer de mama é um momento delicado para qualquer mulher. Nesse contexto, junto dos tratamentos convencionais disponíveis, muitas pacientes buscam formas de melhorar sua qualidade de vida durante essa jornada.</p>



<p>Assim, asterapias complementares no câncer de mama<strong>surgem como uma possibilidade real de tornar o tratamento mais tolerável, sem substituir as abordagens comprovadas pela medicina,</strong>sendo cada vez mais procuradas.</p>



<p>Ao mesmo tempo, aparecem dúvidas sobre a efetividade e a segurança desses recursos, o que merece ser sempre discutido. É isso o que vamos fazer nos tópicos a seguir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que são as terapias complementares no câncer de mama?</h2>



<p>As <strong>terapias complementares (ou integrativas) no câncer de mama são práticas utilizadas em conjunto com o tratamento médico convencional</strong>. Ou seja, em complemento à cirurgia, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quimioterapia,</u></a> <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>radioterapia</u></a>, hormonioterapia e o que mais for pertinente conforme orientação profissional.</p>



<p>De modo geral, essas práticas englobam uma série de técnicas que trabalham o corpo e a mente de forma integrada. As mais conhecidas são a acupuntura, a meditação e a ioga, entre outras modalidades terapêuticas.</p>



<p>Um trabalho apresentado na <a href="https://ecancer.org/en/news/20417-asco-2021-breast-cancer-patients-embrace-integrative-health-during-treatment" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>edição de 2021 do encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) </u></a>revelou que <strong>73% das pacientes com câncer de mama nos Estados Unidos relataram usar ao menos um tipo de terapia complementar</strong> <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>após o diagnóstico.</u></a></p>



<p>Esse número é muito superior às estimativas que os oncologistas tinham sobre a utilização desses métodos, que, em geral, <strong>não ultrapassava metade das pacientes atendidas (43%)</strong>. Ainda assim, dois terços dos médicos e das pacientes acreditam que essas técnicas têm potencial para melhorar a qualidade de vida durante o tratamento.</p>



<p>No Brasil, essas práticas também ganham espaço. Muitas delas já foram incorporadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dentro da P<a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnpic.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>olítica Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde</u></a> (as PICs), posta em prática em 2006.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que elas são diferentes das terapias alternativas?</h2>



<p>Embora os termos sejam frequentemente usados de forma conjunta, <strong>existe uma diferença fundamental entre terapias complementares e terapias alternativas no câncer de mama</strong>. Essa distinção é crucial para a segurança das pacientes.</p>



<p>Comumente, <strong>as terapias alternativas são aquelas utilizadas no lugar dos tratamentos convencionais</strong>. Em outras palavras, quando uma pessoa opta por substituir a quimioterapia, a cirurgia ou a radioterapia por dietas restritivas,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> suplementos sem comprovação </u></a>ou outras práticas não validadas pela ciência, ela está assumindo riscos consideráveis.</p>



<p>Não raro, a substituição ou o atraso no início do tratamento adequado pode permitir que o tumor avance para estágios mais graves, reduzindo drasticamente as <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>chances de remissão da doença.</u></a></p>



<p>Por outro lado, <strong>as terapias complementares são usadas ao lado dos tratamentos médicos comprovados</strong>. Elas não prometem curar o câncer, mas sim ajudar a aliviar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais</u></a> e reduzir sintomas (como insônia, ansiedade e dor, entre outros) para melhorar a qualidade de vida como um todo, dentro do possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Que tipo de benefício é possível obter com esse recurso?</h2>



<p>As terapias complementares no câncer de mama oferecem benefícios cada vez mais documentados, especialmente no manejo de sintomas e efeitos colaterais do tratamento.</p>



<p>Para ajudar a separar o que de fato é relevante, a <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/EDBK_431554" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e a Sociedade de Oncologia Integrativa</u></a> publicaram diretrizes sobre o uso dessas práticas, classificando-as de acordo com o grau de evidência científica disponível. Entre os benefícios mais consistentes, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>redução da ansiedade: </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>meditação, </u></a>ioga e musicoterapia podem amenizar o desconforto em pacientes, o que está associado a melhorias na <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>saúde mental</u></a> e no bem-estar emocional;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>combate à fadiga</strong></u></a><strong>: </strong>a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura </u></a>e a ioga já se mostraram úteis no combate à fadiga pós-tratamento, um dos sintomas mais debilitantes relatados pelas pacientes;</li>



<li><strong>alívio da dor: </strong>mais uma vez, a acupuntura e a musicoterapia demonstraram potencial para o alívio da dor relacionada ao câncer;</li>



<li><strong>prevenção e controle do </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfedema-bracos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>linfedema</strong></a><strong>: </strong>por meio dedrenagem linfática manual e uso de faixas de compressão no pós-cirurgia.</li>
</ul>



<p>Seja como for, muito ainda precisa ser explorado quando o tema é o uso de terapias complementares no câncer de mama. O que funciona para uma pessoa pode não ser tão efetivo em outras circunstâncias, por exemplo.</p>



<p>Por isso, vários estudos estão em curso para determinar como e quando esse tipo de solução tende a apresentar melhores resultados nas diferentes fases do tratamento oncológico.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que médicos e pacientes devem levar em consideração nessas abordagens?</h2>



<p>Acima de tudo, <strong>é fundamental que as terapias complementares no câncer de mama sejam implementadas de forma segura</strong>. Com tal finalidade, existem aspectos importantes que tanto médicos quanto pacientes devem sempre ter em mente.</p>



<p><strong>A comunicação transparente entre paciente e equipe médica é essencial.</strong> Muitas mulheres hesitam em compartilhar que estão utilizando terapias complementares por receio de julgamento. No entanto, o oncologista e o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologista</u></a> precisam ter essa informação para garantir que não haja interações prejudiciais com os tratamentos em curso.</p>



<p>Além disso, nem todas as terapias complementares são reguladas adequadamente pelas autoridades responsáveis. Diferentemente dos medicamentos convencionais, muitas práticas integrativas não passam por controle de qualidade rigoroso. Por isso, é importante buscar profissionais qualificados, apoiando-se em fontes confiáveis e reconhecidas.</p>



<p><strong>Outro ponto de atenção refere-se às expectativas realistas.</strong> As terapias complementares não substituem o tratamento convencional e não curam o câncer. Elas devem ser vistas como parte de um plano de cuidado mais amplo e integrado.</p>



<p>Por fim, a individualização do cuidado é fundamental. A escolha das ferramentas complementares deve levar em conta o perfil da paciente, o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> tipo de tumor</u></a>, o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estágio da doença</u></a> e os tratamentos convencionais em curso. Cada caso exige uma avaliação minuciosa.</p>



<p>De todo modo, quando utilizadas de forma consciente e orientada, <strong>as terapias complementares no câncer de mama representam uma abordagem promissora para o suporte à paciente</strong>. Elas refletem uma mudança positiva, que cada vez mais reconhece a importância de tratar não apenas a doença, mas a pessoa como um todo.</p>



<p>Depois de conhecer os benefícios das terapias complementares, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira 5 pontos da relação entre suplementos e câncer de mama</u></a> que toda paciente deve saber.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 12:17:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[benefícios da música]]></category>
		<category><![CDATA[comprometimentos cognitivos]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapias alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O câncer é uma condição crônica que gera efeitos no corpo para além do físico. Mesmo após o término do tratamento, muitas pessoas convivem com alterações psicológicas e cognitivas que podem durar anos. Entre as sobreviventes de câncer de mama, dificuldades de memória, concentração e raciocínio — conhecidas como chemobrain, são especialmente comuns. Segundo estudo publicado na revista médica Complementary [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O câncer é uma condição crônica que gera efeitos no corpo para além do físico. Mesmo após o término do tratamento, <strong>muitas pessoas convivem com alterações psicológicas e cognitivas que podem durar anos.</strong></p>



<p>Entre as sobreviventes de câncer de mama, <strong>dificuldades de memória, concentração e raciocínio</strong> — conhecidas como chemobrain, são especialmente comuns. Segundo estudo publicado na revista médica <em>Complementary Therapies in Clinical Practice</em>, esses efeitos colaterais (que podem ser tardios) <strong>podem afetar até 78% das pacientes</strong>.</p>



<p>Nos últimos anos, a ciência tem buscado compreender melhor esse quadro e testar novas formas de tratamento. E uma delas vem de um caminho inesperado: a música.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As características do chemobrain</h2>



<p>O termo <em>chemobrain</em>, ou “névoa cerebral”, é usado para descrever as <strong>mudanças cognitivas que podem ocorrer durante ou </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>após o tratamento do câncer</strong></a><strong>.</strong></p>



<p>De forma simples, o quadro envolve dificuldades em atividades que antes pareciam naturais e inclui sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>redução na velocidade de raciocínio e na capacidade de resolver problemas;</li>



<li>dificuldade de concentração e para finalizar tarefas;</li>



<li>lapsos de memória recente.</li>
</ul>



<p>Essas alterações frequentemente ocorrem como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">efeito colateral da quimioterapia</a>. No entanto, conforme explica um <a href="https://revista.abrale.org.br/saude/2021/04/chemobrain/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado na revista da Associação Brasileira de Câncer do Sangue (ABRALE)</a>, as causas ainda não são totalmente compreendidas.</p>



<p>Isso significa que podem também estar associadas aos outros tratamentos oncológicos (como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">radioterapia</a> e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">terapia hormonal</a>), <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aos medicamentos indicados</a> e ao estresse psicológico da doença.</p>



<p>Em alguns casos, as manifestações são leves e passageiras; em outros, podem durar meses ou até anos após o fim do tratamento do câncer.</p>



<p>Apesar de o problema ser reconhecido por especialistas, <strong>não há medicamentos aprovados especificamente para o manejo do chemobrain</strong>. Por isso, terapias complementares e estratégias alternativas têm ganhado destaque em pesquisas nos últimos anos.</p>



<p id="leia">Leia mais: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quem faz quimioterapia, o que pode comer? Confira 5 recomendações para ajudar na alimentação</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a música é aliada na recuperação cognitiva</h2>



<p>Um estudo recente publicado na revista médica <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1744388120311038?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Complementary Therapies in Clinical Practice</a> investigou como <strong>ouvir música diariamente poderia ajudar mulheres com </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>câncer de mama</strong></a><strong> a aliviar os sintomas cognitivos e psicológicos após o tratamento.</strong></p>



<p>A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade do Texas em Austin adaptando a técnica de meditação kundalini baseada em mantra, denominada Kirtan Kriya (KK), que envolve canto, visualização e movimentos com as mãos e já se provou eficiente para idosos com declínio cognitivo.</p>



<p><strong>Vinte e sete mulheres que haviam passado por quimioterapia e relatavam dificuldades de concentração e memória</strong> participaram do estudo e foram divididas em dois grupos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>grupo musical:</strong> as participantes ouviram músicas clássicas (como Mozart, Bach, Beethoven e Tchaikovsky) por 12 minutos diários;</li>



<li><strong>grupo de meditação:</strong> as mulheres praticaram a técnica Kirtan Kriya também durante 12 minutos por dia.</li>
</ul>



<p>Após oito semanas, ambos os grupos apresentaram melhora cognitiva significativa, incluindo <strong>maior capacidade de focar, lembrar palavras e priorizar tarefas</strong>, além de melhora no raciocínio e na capacidade de resolver problemas. Porém, <strong>o grupo que apenas ouviu música também relatou benefícios adicionais</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>menos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estresse</a> e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fadiga</a>;</li>



<li>melhora no humor e bem-estar geral;</li>



<li>maior prazer na rotina diária.</li>
</ul>



<p>Os pesquisadores explicaram que a razão para esse resultado pode estar relacionada ao fato de que <strong>ouvir música pode ativar e envolver todo o cérebro</strong>, funcionando como uma espécie de “treinamento de atenção”. Esse estímulo contínuo favorece outros processos mentais, como memória e processamento de informações.</p>



<p>Outro ponto positivo levantado é a acessibilidade. <strong>Ouvir música é uma intervenção simples, de baixo custo e fácil de manter.</strong> Diferentemente de outras terapias cognitivas, não exige deslocamento, treinamento ou acompanhamento especializado, possibilitando uma maior adesão e resultados eficazes.</p>



<p id="leia">Confira também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Entenda como funciona e quais benefícios da reabilitação física após o câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Outras alternativas para lidar com o chemobrain</h2>



<p>Embora ainda não exista um tratamento único para o chemobrain, de acordo com <a href="https://www.breastcancer.org/news/music-listening-chemo-brain" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado no portal do Breast Cancer</a> <strong>várias abordagens podem ajudar a reduzir seus sintomas</strong> <strong>e melhorar a qualidade de vida.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Musicoterapia</h3>



<p>A <strong>musicoterapia</strong> <strong>também envolve música como tratamento</strong>, mas é conduzida por um profissional qualificado que propõe outras atividades como cantar, tocar instrumentos, criar composições e explorar os significados das letras.</p>



<p><strong>Essa prática</strong> <strong>tem mostrado bons resultados no alívio de sintomas cognitivos, ansiedade e depressão</strong>. Muitos centros oncológicos e hospitais já oferecem esse tipo de acompanhamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Práticas e hobbies</h3>



<p>Algumas terapias alternativas e abordagens complementares <strong>podem promover benefícios e fortalecer a atividade cerebral e a </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>saúde mental</strong></a>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>meditação</strong></a> e <strong>mindfulness</strong>, para reduzir o estresse e melhorar o foco;</li>



<li><strong>ioga</strong>, <strong>qigong</strong> e <strong>acupressão</strong>, que equilibram corpo e mente;</li>



<li><strong>reabilitação cognitiva</strong>, feita com acompanhamento especializado;</li>



<li><strong>atividades intelectuais</strong>, como leitura, palavras cruzadas ou sudoku.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Hábitos diários e saudáveis</h3>



<p>Pequenas mudanças na rotina também são recomendadas e podem ajudar a amenizar os efeitos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manter horários regulares de sono e de descanso;</li>



<li>evitar multitarefa e priorizar uma tarefa por vez;</li>



<li>anotar compromissos e criar lembretes visuais;</li>



<li>fazer pausas frequentes durante o dia;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">praticar exercícios regularmente</a>;</li>



<li>priorizar uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alimentação equilibrada</a>.</li>
</ul>



<p>Ao que tudo indica, com o acompanhamento adequado e intervenções simples, como ouvir música, é possível recuperar a confiança e a clareza mental após o tratamento do câncer, minimizando os efeitos cognitivos e retomando a rotina com mais leveza e bem-estar.</p>



<p>Aproveite e conheça também a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">técnica de respiração profunda com sessões de 20 minutos que ajuda no controle da dor do câncer</a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/">Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/">Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Tumores de mama benignos de grande volume: o que são, causas e tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[fibroadenomas]]></category>
		<category><![CDATA[Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa]]></category>
		<category><![CDATA[PASH]]></category>
		<category><![CDATA[tumor benigno na mama]]></category>
		<category><![CDATA[tumores filoides]]></category>
		<category><![CDATA[tumores na mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os tumores de mama benignos de grande volume representam um grupo de lesões que, embora não estejam associadas ao câncer, podem causar desconforto físico, alterações estéticas e preocupação para quem recebe o diagnóstico. Entre as lesões citadas, destaca-se a Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa (PASH, na sigla em inglês para Pseudoangiomatous Stromal Hyperplasia), condição rara que pode atingir grandes dimensões e exigir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tumores de mama benignos de grande volume representam um grupo de lesões que, embora não estejam associadas ao câncer, podem causar desconforto físico, alterações estéticas e preocupação para quem recebe o diagnóstico.</p>



<p>Entre as lesões citadas, destaca-se a <strong>Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa </strong>(PASH, na sigla em inglês para <em>Pseudoangiomatous Stromal Hyperplasia</em>), condição rara que pode atingir grandes dimensões e exigir tratamento cirúrgico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Características gerais da Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa</h2>



<p>A <strong>Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa (PASH)</strong> é uma <strong>alteração benigna do tecido da mama</strong> causada pelo <strong>crescimento excessivo das células de sustentação</strong> que compõem a estrutura mamária.</p>



<p>Embora a<strong> PASH seja considerada rara, </strong>segundo <a href="https://abs.amegroups.org/article/view/6368/html"><u>artigo publicado na revista acadêmica </u></a><a href="https://abs.amegroups.org/article/view/6368/html"><em><u>Annals of Breast Surgery</u></em></a><a href="https://abs.amegroups.org/article/view/6368/html"><u>,</u></a> <strong>ela é mais comum em mulheres na pré-menopausa</strong>. Ainda assim, casos em adolescentes, mulheres jovens e até mesmo homens (geralmente associada à ginecomastia) já foram registrados na literatura científica.</p>



<p>A causa exata da PASH é desconhecida, mas há indícios de que a origem da condição esteja em uma resposta hormonal exacerbada, especialmente à progesterona — o que estimularia a proliferação tecidual.</p>



<p>De acordo com <a href="https://www.rbcp.org.br/details/1853/pt-BR/hiperplasia-estromal-pseudoangiomatosa--caso-raro-em-menina-de-11-anos"><u>artigo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica</u></a>, a lesão costuma crescer de forma lenta (raramente o aumento de tamanho é rápido), assumindo características de um tumor mamário de grande volume.</p>



<p>Na maioria dos casos, <strong>a PASH é identificada em exames de imagem de rotina</strong>, podendo também se manifestar como uma massa palpável, firme, indolor e móvel.</p>



<p>Assim, o diagnóstico é feito por meio de exames clínicos, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mamografia/"><u>mamografia</u></a> e/ou <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/ultrassom-das-mamas-e-axilas/"><u>ultrassonografia</u></a> das mamas, e confirmado em biópsia por agulha grossa, que permite avaliar a estrutura histológica do tecido.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/nodulos-mamarios-grandes-benignos/#:~:text=O%20papel%20das%20t%C3%A9cnicas%20de,as%20possibilidades%20de%20reconstru%C3%A7%C3%A3o%20mam%C3%A1ria."><u>Saiba mais sobre o tratamento dos nódulos mamários grandes e benignos</u></a></p>



<p>Outros tipos de tumores de mama benignos de grande volume</p>



<p>Além da PASH, outros tumores benignos podem atingir grandes dimensões e demandar atenção médica. São eles os <strong>fibroadenomas</strong> e os <strong>tumores filoides</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fibroadenoma</h3>



<p>O <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/"><u>fibroadenoma</u></a> é o tumor benigno mais comum entre as mulheres, formado por tecido <strong>fibroso e glandular. </strong>É um nódulo <strong>bem delimitado, móvel e indolor</strong>. Ocorre, principalmente, entre os <strong>20 e 35 anos</strong> e não aumenta o risco de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/resultado-anatomapatologico-cancer-de-mama/"><u>câncer de mama.</u></a></p>



<p>O chamado fibroadenoma juvenil, mais frequente em adolescentes entre <strong>10 e 18 anos</strong>, pode crescer rapidamente, mas tende a <strong>reduzir de tamanho ou desaparecer</strong> com o tempo. Já quando o nódulo atinge <strong>5 cm ou mais</strong>, é classificado como <strong>fibroadenoma gigante</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tumores filoides</h3>



<p>Os <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumor-filoide-mama/"><u>tumores filoides</u></a> se originam no <strong>tecido conjuntivo (estroma)</strong> da mama e têm crescimento potencialmente rápido. Podem ser classificados <strong>como benignos, borderline (intermediários) ou malignos.</strong></p>



<p>Embora a maioria seja benigna, todos os tipos requerem avaliação médica detalhada, pois <strong>podem atingir grandes volumes e causar dor ou deformidade mamária.</strong></p>



<p>Diagnóstico diferencial e importância da avaliação médica</p>



<p>O exame microscópico é fundamental para identificar casos de PASH e diferenciá-los de fibroadenoma, tumor filoide ou outras condições benignas e malignas.</p>



<p>Isso porque, como reforça o artigo da Annals of Breast Surgery, a <strong>PASH não apresenta sinais de malignidade</strong>, como atipia celular, mitoses ou destruição tecidual.</p>



<p>Outras condições que também podem ser descartadas nessa avaliação médica são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/angiossarcoma-mama/"><u><strong>angiossarcoma</strong></u></a><strong> de baixo grau</strong> (lesão maligna com espaços vasculares verdadeiros);</li>



<li><strong>hamartoma mamário</strong> (tumor benigno que cresce a partir da mistura de tecido mamário, fibroso e adiposo);</li>



<li><strong>miofibroblastoma</strong> (tumor mesenquimal benigno e extremamente raro).</li>
</ul>



<p>Essa diferenciação entre <strong>tumores de mama benignos de grande volume</strong> é decisiva para a definição e início do tratamento adequado.</p>



<p id="liea"><em>Saiba mais: </em><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/"><em><u>O papel do autoexame de mama no acompanhamento da saúde da mulher</u></em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Técnicas de cirurgia oncoplástica para tumores de mama benignos de grande volume</h2>



<p>A definição de tratamento depende do tipo e do tamanho do tumor, além dos sintomas e da evolução clínica da pessoa.</p>



<p>Quando o diagnóstico da PASH ou fibroadenoma é confirmado e o tumor é de pequeno porte e assintomático, pode-se optar pelo acompanhamento clínico e exames periódicos de imagem para verificar a evolução do quadro.</p>



<p>Porém, em casos de crescimento progressivo, de sintomas físicos, estéticos e/ou de achados de imagem suspeitos, pode haver a necessidade de procedimentos cirúrgicos.</p>



<p>Os<strong> tumores filoides, mesmo benignos, também costumam ser removidos cirurgicamente</strong>. Em situações raras, como <strong>PASH gigante</strong>, a <strong>mastectomia</strong> pode ser necessária, conforme relatado na <em>Revista Brasileira de Cirurgia Plástica</em>.</p>



<p>Nesses contextos, a <strong>cirurgia oncoplástica</strong> tem papel essencial, pois combina técnicas de <strong>remoção segura da lesão</strong> com <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/"><u><strong>reconstrução estética da mama</strong></u></a>, buscando preservar o formato e a simetria da região.</p>



<p>O procedimento é realizado em <strong>etapa única</strong>, oferecendo <strong>recuperação mais tranquila e resultados harmônicos</strong>. Além de benefícios estéticos, a reconstrução auxilia na <strong>autoestima e bem-estar emocional</strong> da paciente.</p>



<p>A decisão sobre o tipo de abordagem para o tratamento deve ser tomada em conjunto com a equipe médica, considerando o <strong>tamanho do tumor, o volume mamário e o desejo da paciente</strong>.</p>



<p>Conheça <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-mamaria-com-enxerto-de-gordura/"><u>as principais inovações nas técnicas de reconstrução mamária com enxerto de gordura.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/">Tumores de mama benignos de grande volume: o que são, causas e tratamento</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/">Tumores de mama benignos de grande volume: o que são, causas e tratamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 12:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[exercícios físicos]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[sedentarismo]]></category>
		<category><![CDATA[sobrevida no câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diversos estudos já mostraram que movimentar o corpo regularmente pode aumentar a sobrevida de pacientes depois do diagnóstico do câncer de mama. Nesse contexto, os benefícios da caminhada também fazem dessa prática uma alternativa importante para reduzir o sedentarismo e suas complicações. Para sustentar a afirmação, um estudo buscou mapear de que forma um número maior de passos diários está [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diversos estudos já mostraram que <strong>movimentar o corpo regularmente pode aumentar a sobrevida de pacientes depois do diagnóstico do câncer de mama</strong>. Nesse contexto, os <strong>benefícios da caminhada também fazem dessa prática uma alternativa importante</strong> para reduzir o sedentarismo e suas complicações.</p>



<p>Para sustentar a afirmação, um estudo buscou mapear de que forma um número maior de passos diários está associado a uma menor mortalidade por qualquer causa depois que a doença foi identificada. <a href="https://aha.abstractarchives.com/abstract/epi2025-4176580/accelerometer-measured-physical-activity-and-sedentary-behavior-and-risks-of-all-cause-and-cardiovascular-disease-mortality-among-postmenopausal-cancer-survivors-the-womens-health-accelerometry-collaboration" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Os resultados foram apresentados em um evento</u></a> sobre estilo de vida e saúde cardiometabólica da <em>American Heart Association.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A importância da atividade física entre pacientes com câncer de mama</h2>



<p><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/">Finalizar </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o tratamento do câncer de mama </a>certamente é uma etapa fundamental na jornada que começa depois da notícia do diagnóstico. Mas esse marco não significa que é possível dispensar a manutenção de determinados cuidados com a saúde.</p>



<p>Desse modo, há vários motivos para reforçar <strong>as recomendações sobre uma vida ativa entre esse grupo de pacientes.</strong></p>



<p>Logo de início, evitar o sedentarismo tem o potencial de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>amenizar o risco de recidivas do câncer de mama</u></a>, independentemente da idade. Além disso, o hábito contribui com o bem-estar físico e mental como um todo, reduzindo possíveis <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais de longo prazo associados ao tratamento.</u></a></p>



<p>Em paralelo, <strong>os exercícios também são essenciais para prevenir complicações cardiovasculares, obesidade e diabetes</strong>, entre outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). O <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Ministério da Saúde </u></a>reforça que elas são as principais causas de morte em todo o país e que, por isso, devem ser monitoradas de perto para uma maior qualidade de vida.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Como exercícios podem ajudar na prevenção e no tratamento do câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho dos benefícios da caminhada na sobrevida depois do câncer</h2>



<p>Com isso em mente, pesquisadores reuniram os dados de 2.600 mulheres sobreviventes de diferentes tipos de câncer já na pós-menopausa. Mais da metade da amostra era composta por pacientes com tumores mamários.</p>



<p>As participantes passaram pelo menos quatro dias de uma semana com um acelerômetro no quadril. O equipamento, mantido junto ao corpo por no mínimo 10 horas diárias, registrava todos os movimentos de cada uma delas.</p>



<p>Depois disso, elas foram acompanhadas por cerca de oito anos. Nesse período, eram registrados os óbitos por todas as causas, incluindo câncer e doenças cardiovasculares.</p>



<p>Os <strong>resultados obtidos indicaram que mulheres que praticaram pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa</strong> (como uma caminhada mais rápida) <strong>apresentaram redução significativa no risco de morte por qualquer causa</strong>, mas principalmente por doenças do coração. Além disso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mulheres com 5.000 a 6.000 passos diários acumulados apresentaram um <strong>risco 40% menor de mortalidade por qualquer causa;</strong></li>



<li>a cada 2.500 passos adicionais, <strong>a chance de comprometimento cardiovascular caía cerca de 34%;</strong></li>



<li>a cada pouco mais de 100 minutos diários em posição sentada, observou-se um aumento de 12% no risco de morte por qualquer causa e de 30% no risco relacionado a doenças cardíacas;</li>



<li>os maiores benefícios foram entre aquelas que se exercitavam de forma vigorosa ou moderada, mas <strong>quem praticava exercícios leves também obteve ganhos</strong>, ainda que menores.</li>
</ul>



<p>Os achados estão em linha com outro estudo sobre o tema publicado também em 2025 no<a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/117/8/1689/8138213" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u> Journal of the National Cancer Institute</u></em></a>, reunindo dados de 90 mil sobreviventes de câncer, com acompanhamento médio de 10 anos.</p>



<p>No fim, <strong>os pesquisadores concluíram que entre 150 e 300 minutos de atividade física semanal (inclusive em momentos de lazer) com intensidade moderada </strong>ou vigorosa estão associados com uma maior sobrevida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As recomendações para colocar em prática com segurança esse tipo de orientação</h2>



<p>A caminhada, em particular, é um exercício que geralmente não exige equipamentos especiais ou treino intenso prévio. Ela pode ser feita ainda em diferentes ambientes e adaptada ao ritmo e à condição física de cada pessoa.</p>



<p>De qualquer maneira, <strong>antes de iniciar qualquer rotina de atividade mais intensa, é fundamental conversar com seu médico</strong>. O profissional poderá avaliar o estado geral, identificar eventuais limitações e indicar a melhor forma de começar.</p>



<p>Seja como for, entre as dicas que podem ajudar na busca de uma vida mais ativa estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>começar aos poucos</strong> com um ritmo que seja confortável e ir aumentando-o progressivamente;</li>



<li><strong>dividir o tempo de atividade em vários intervalos</strong> ao longo do dia e combiná-lo com outras atividades diárias (como levar o cachorro para passear);</li>



<li><strong>evitar longos períodos sentados</strong>, procurando sempre levantar-se a cada hora para se movimentar, alongar-se ou caminhar alguns passos. Isso ajuda a reduzir os riscos ligados ao comportamento sedentário;</li>



<li><strong>observar sempre os sinais do corpo</strong> para entender se o esforço não está além do limite do organismo;</li>



<li><strong>considerar outras formas de se movimentar</strong>, como andar de bicicleta, dançar, fazer pilates, entre outras modalidades.</li>
</ul>



<p>Assim sendo, ao incorporar esse tipo de atividade na rotina, fica mais fácil aproveitar os benefícios da caminhada e de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>outras práticas</u></a>, <strong>reduzindo o risco de complicações de saúde mesmo depois do diagnóstico de um câncer.</strong></p>



<p>Saiba agora como <a href="https://redacao.wellmaker.com.br/wp-admin/post.php?post=2422&amp;action=edit"></a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exercícios após cirurgia de câncer de mama melhoram a mobilidade do braço e do ombro</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/">Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/">Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 20:38:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez após câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[pílula anticoncepcional]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A preocupação com a anticoncepção após câncer de mama envolve o fato de que muitas mulheres são diagnosticadas ainda em idade fértil e vão seguir assim por vários anos mesmo após o fim do tratamento. Além disso, os avanços nas terapias têm aumentado a sobrevida após o tratamento, especialmente nos casos com o bom prognóstico entre os tumores mamários. Assim [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>preocupação com a anticoncepção após câncer de mama</strong> envolve o fato de que muitas mulheres são diagnosticadas ainda em idade fértil e vão seguir assim por vários anos mesmo após o fim do tratamento.</p>



<p>Além disso, os <strong>avanços nas terapias têm aumentado a sobrevida após o tratamento</strong>, especialmente nos casos com o bom prognóstico entre os tumores mamários.</p>



<p>Assim sendo, mulheres que não querem ter filhos devem ter ciência e obter os <strong>esclarecimentos necessários sobre os métodos contraceptivos apropriados.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os impactos dos tratamentos oncológicos sobre a fertilidade feminina</h2>



<p>Saber se uma mulher poderá ou não engravidar depois de finalizadas as terapias necessárias para eliminar o tumor depende de uma série de variáveis.</p>



<p><strong>Alguns tratamentos para o câncer de mama podem causar menopausa precoce e, em muitos casos, de forma irreversível</strong>. Dessa forma, os <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-pode-menstruar/"><u>ciclos menstruais</u></a> são interrompidos em definitivo, impedindo a liberação de novos óvulos essenciais para a concepção.</p>



<p>Isso geralmente ocorre com tratamentos em que há danos aos ovários. No geral, o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-e-amamentacao/"><u> uso de determinados quimioterápicos</u></a> costuma ser a circunstância em que isso mais ocorre.</p>



<p>Adicionalmente, em alguns casos (como diante de mutações que aumentam a chance de que o tumor volte ou de diagnósticos de tumores com<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/interromper-hormonioterapia/"><u> receptores hormonais positivos</u></a>) pode ser indicada a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/retirada-ovarios/"><u>remoção cirúrgica</u></a> dos ovários ou o bloqueio da sua função com medicamentos que suprimem a atividade hormonal.</p>



<p>Em paralelo, algumas mulheres experimentam infertilidade apenas temporária. Ela é mais frequente em casos de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/"><u>terapia hormonal </u></a>utilizando inibidores de aromatase ou o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/"><u>tamoxifeno</u>.</a></p>



<p>Seja como for, se essa for uma preocupação, é <strong>fundamental discutir o </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u><strong>impacto sobre a fertilidade </strong></u></a><strong>com a equipe médica antes de iniciar o tratamento.</strong></p>



<p>Essa discussão permite combinar a preservação da <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-gravidez/"><u>viabilidade de uma gravidez</u></a>, dentro do possível, e a manutenção da eficácia do tratamento. Entre algumas das opções com esse fim estão o congelamento de óvulos e o uso de técnicas para proteger a função ovariana.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os métodos de anticoncepção contraindicados após um câncer de mama</h2>



<p>Ainda que a preservação da fertilidade seja uma possibilidade relevante, nem toda mulher deseja ser mãe depois do fim do tratamento.</p>



<p>Portanto, essas mulheres (e seus respectivos parceiros) podem procurar por métodos contraceptivos capazes de restringir a chance de haver o encontro de um óvulo viável com um espermatozoide.</p>



<p>Mas essa <strong>escolha precisa ser cuidadosa.</strong> Os especialistas concordam que a regra essencial a ser seguida envolve deixar de lado qualquer opção de contracepção que depende de hormônios para funcionar.</p>



<p>O principal exemplo disso são as <strong>pílulas anticoncepcionais</strong>. A razão é simples: os hormônios utilizados para limitar a ovulação podem contribuir com o risco de que o tumor volte, uma vez que a fisiologia de desenvolvimento das células cancerígenas pode sofrer influência da ação hormonal. <strong>Entram também na lista de restrições:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>qualquer tipo de implante hormonal;</li>



<li>adesivos contraceptivos;</li>



<li>anéis vaginais;</li>



<li>dispositivos intrauterinos com hormônios (conhecidos popularmente como DIU Mirena, por conta do nome comercial)</li>
</ul>



<p>Como os nomes sugerem, todos eles de algum modo liberam versões sintéticas de hormônios no organismo feminino, o que faz deles desaconselháveis para mulheres com histórico de câncer de mama.</p>



<p id="leia">Leia também:<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/"><u> As novas alternativas de tratamento não hormonal para as ondas de calor da menopausa</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As alternativas seguras para evitar uma gravidez nessa fase da vida</h2>



<p>Diante da restrição a qualquer mecanismo de anticoncepção que utilize hormônios, as mulheres podem recorrer com maior segurança a opções que incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>dispositivos intrauterinos de cobre</strong>, em que o metal presente no item inserido na cavidade uterina torna o ambiente inóspito para a fecundação. É uma alternativa de longo prazo, mas reversível;</li>



<li><strong>métodos de barreira,</strong> conhecidos sobretudo pelos <strong>preservativos</strong> (masculinos ou femininos), que são fáceis de usar e bastante acessíveis. O diafragma é outra opção bem menos popular dentro dessa categoria;</li>



<li><strong>cirurgias de esterilização</strong>, como a laqueadura (para mulheres) ou vasectomias (para homens), que têm eficiência bem alta, mas são praticamente irreversíveis.</li>
</ul>



<p>Em toda essa equação sobre a escolha do método vale sempre considerar que, na lista acima, somente os preservativos oferecem proteção também contra <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist"><u>infecções sexualmente transmissíveis.</u></a></p>



<p>No mais, toda dúvida sobre fertilidade ou anticoncepção após câncer de mama deve sempre ser discutida junto ao oncologista, mastologista ou ginecologista. Esses profissionais são capacitados para avaliar caso a caso e fornecer orientações personalizadas.</p>



<p>Para saber mais sobre a relação entre câncer de mama e o uso de pílulas anticoncepcionais,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcional-e-cancer-de-mama-relacao-e-riscos/"><u> leia esse texto sobre o tema já publicado aqui no blog.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/">As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/">As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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