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	<title>Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A relação entre o peso corporal e um quadro oncológico vai muito além da estética. Há décadas, vêm se acumulando evidências de que sobrepeso e obesidade são fatores de prognóstico negativo bem estabelecidos nesta doença. Desse modo, o emagrecimento em pacientes com câncer de mama pode ter impacto real nos desfechos obtidos. Diante disso, um estudo apresentado na edição de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A relação entre o peso corporal e um quadro oncológico vai muito além da estética. Há décadas, vêm se acumulando evidências de que sobrepeso e obesidade são fatores de prognóstico negativo bem estabelecidos nesta doença. Desse modo, o emagrecimento em pacientes com câncer de mama pode ter impacto real nos desfechos obtidos.</p>



<p>Diante disso, um <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-01/773110" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) </u></a>chamou atenção ao revelar trajetórias dinâmicas de perda de peso a partir de uma intervenção digital. Por isso, exploramos o que esse e outros dados relevantes sobre o tema têm evidenciado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Por que o excesso de peso corporal pode impactar negativamente no prognóstico do câncer de mama?</h2>



<p>A associação entre obesidade e piores desfechos no câncer de mama é bem documentada. Uma metanálise de 82 estudos publicada nos <a href="https://www.annalsofoncology.org/article/S0923-7534(19)36595-0/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Annals of Oncology</u></em></a><a href="https://www.annalsofoncology.org/article/S0923-7534(19)36595-0/fulltext"></a>demonstrou que mulheres com algum nível de obesidade ao receberem diagnóstico de câncer apresentaram aumento de 35% na mortalidade específica pela doença e de 41% na mortalidade geral quando comparadas àquelas com peso normal.</p>



<p>Além disso, a cada cinco unidades a mais no índice de massa corporal (IMC), o risco de morte total sobe 17% antes do diagnóstico, 11% logo após e 8% depois de um ano; para morte por câncer de mama, o aumento chega a 29% no longo prazo.</p>



<p>Como reforça a <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a> (OMS), o sobrepeso é o estado em que o IMC se encontra entre 25 e 29,9. Já a obesidade é considerada um patamar superior a 30. O número é obtido por meio de um cálculo simples: o peso em quilos dividido pelo quadrado da altura em metros. Ou seja, IMC = peso (kg) / altura x altura (m).</p>



<p>Seja como for, os mecanismos pelos quais o excesso de gordura corporal exerce esse efeito são múltiplos. Entre os mais destacados estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A forma como o excesso de tecido adiposo promove um ambiente inflamatório crônico;</li>



<li>A associação entre obesidade e desregulação da insulina, que estimula a proliferação de células tumorais e inibe a morte dessas células;</li>



<li>A produção de estrogênio pelo tecido adiposo, especialmente relevante em mulheres na pós-<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menopausa.</u></a> Esse excesso hormonal pode alimentar tumores com receptores positivos para o hormônio.</li>
</ul>



<p>Além de afetar os mecanismos biológicos, o excesso de peso interfere nas terapias utilizadas, podendo dificultar a realização de cirurgias e reduzir a tolerância ao tratamento. Tudo isso reforça que abordar o peso corporal é parte integrante do cuidado oncológico e nunca um detalhe secundário.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Descubra o que novas atualizações dizem sobre os riscos da relação entre álcool e câncer de mama.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Intervenções para o emagrecimento em pacientes com câncer de mama e resultados obtidos</h2>



<p>Os dados apresentados no SABCS 2025, coletados por meio do estudo BWEL, demonstraram o uso de ferramentas digitais como suporte à intervenção necessária para a perda de peso.</p>



<p>Para isso, os pesquisadores acompanharam 3.180 mulheres com câncer de mama em estágios mais avançados (II-III) e peso acima do ideal (IMC igual ou maior que 27), recém-tratadas com quimioterapia e/ou radioterapia. Pouco mais da metade passou pela intervenção (que incluía o uso de aplicativos e balanças digitais de alta precisão) enquanto o restante não passou por ela.</p>



<p>No grupo que recebeu 42 ligações telefônicas ao longo de dois anos, com orientações específicas sobre dieta, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exercícios </u></a>e outros hábitos de saúde, houve uma curva descendente da massa corporal dos participantes. Em princípio, o peso médio caiu de 91,4 kg para 85,6 kg em dez meses (queda de 6,1% do peso inicial), ficou estável por mais dois meses e, após dois anos, terminou com redução de 4,4% (87 kg).</p>



<p>Contudo, os resultados não foram homogêneos: enquanto 68% perderam cerca de 6,6% no pico de redução do peso corporal, 22% não perderam peso e uma pequena parcela (2,2%) chegou a ganhar 2,2%. Os autores indicam que os resultados variaram conforme o quadro clínico da paciente, seus hábitos e fatores demográficos.</p>



<p>As medições obtidas por meio dos dispositivos eletrônicos mostram que aplicativos e balanças digitais funcionam bem em acompanhamentos a distância. De qualquer forma, mais do que os resultados em si, o estudo demonstrou a viabilidade do monitoramento digital em larga escala no contexto oncológico.</p>



<p>Além disso, os resultados obtidos são clinicamente relevantes. A perda de peso promovida pelo programa pode ser importante para a obtenção de melhores prognósticos no controle da doença e até mesmo na redução do risco de recidiva, o que precisa ser acompanhado no longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como médicos e pacientes devem abordar esse tema ao longo de todo o tratamento?</h2>



<p>Apesar das evidências crescentes sobre a relevância do controle do peso corporal, este ainda é um tema frequentemente evitado nas consultas oncológicas, seja pelo receio de constrangimento, pelo foco nas urgências do tratamento ou pela percepção equivocada de que não há muito a fazer nesse sentido. Os dados do estudo apresentado são mais uma amostra de como o cenário pode mudar.</p>



<p>Para médicos, a recomendação é abordar ativamente o controle da massa corporal desde o diagnóstico. Isso não significa pressionar a paciente com cobranças estéticas, mas sim contextualizar o peso como parte do cuidado oncológico integral.</p>



<p>A conversa deve incluir a avaliação do IMC, a discussão sobre riscos específicos para aquela paciente e o encaminhamento para equipes multiprofissionais (nutricionistas, educadores físicos e psicólogos) sempre que for julgado pertinente.</p>



<p>Para as pacientes, é importante compreender que o ganho de peso durante o tratamento é algo comum, por diversos fatores, entre eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Efeitos colaterais</u></a> dos medicamentos;</li>



<li>Redução da atividade física;</li>



<li>Alterações no <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>metabolismo</u></a>;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Fatores emocionais.</u></a></li>
</ul>



<p>Reconhecer isso sem se culpabilizar é o primeiro passo. O segundo é buscar suporte qualificado. Além disso, o acompanhamento do peso não deve se encerrar com o término da quimioterapia ou da radioterapia. A atenção com a balança deve ser encarada como uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estratégia contínua de prevenção de recidivas e de promoção da qualidade de vida.</u></a></p>



<p>Acima de tudo, médicos e pacientes devem ter em mente que atuar sobre o emagrecimento em pacientes com câncer de mama é factível. E, com abordagem adequada, deve ser um aspecto central no manejo oncológico.</p>



<p>Para se aprofundar ainda mais no assunto, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira agora qual a influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/">Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/">Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[crioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais da quimioterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) identificou como a crioterapia na quimioterapia foi consideravelmente eficaz na prevenção da neuropatia. Essa é uma técnica que consiste no resfriamento das mãos e dos pés utilizando mecanismos específicos. Esse efeito colateral é um dos mais relevantes da quimioterapia, que muitas vezes persiste por meses ou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de <a href="https://discovery.researcher.life/article/abstract-ps1-01-18-temperature-controlled-hand-foot-cooling-prevents-chemotherapy-induced-polyneuropathy-cipn-a-real-world-data-collection-in-500-patients/06c2de226e33350fac63b2fda44371d2" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) </u></a>identificou como a <strong>crioterapia na quimioterapia foi consideravelmente eficaz na prevenção da neuropatia.</strong> Essa é uma técnica que consiste no resfriamento das mãos e dos pés utilizando mecanismos específicos.</p>



<p>Esse efeito colateral é um dos mais relevantes da quimioterapia, que muitas vezes persiste por meses ou até anos após o fim do tratamento. Nos tópicos a seguir, vamos entender melhor do que se trata essa condição e como essas e outras abordagens podem ser aliadas importantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é a neuropatia periférica induzida por quimioterapia?</h2>



<p>A <strong>neuropatia periférica induzida por quimioterapia (CIPN, na sigla em inglês, ou NPIQ, em português) é uma das queixas frequentes entre pacientes com câncer de mama</strong>. Ela se manifesta principalmente naquelas submetidas a tratamentos químicos para destruir as células cancerígenas.</p>



<p>Os quimioterápicos utilizados são amplamente eficazes contra as células tumorais. Porém, eles podem causar danos aos nervos periféricos, aqueles responsáveis pelas sensações e movimentos nas extremidades do corpo.</p>



<p>A <strong>complicação tende a ser mais notada quando são utilizados fármacos da classe dos taxanos,</strong> como paclitaxel e docetaxel, tanto de modo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>neoadjuvante (antes da cirurgia) </u></a>quanto adjuvante (depois da cirurgia). Entre os sintomas mais comuns estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Formigamento ou dormência nas pontas dos dedos das mãos e dos pés;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Dor ou sensação de queimação</u></a>;</li>



<li>Fraqueza muscular;</li>



<li>Dificuldade de equilíbrio;</li>



<li>Sensibilidade ao toque ou às mudanças de temperatura.</li>
</ul>



<p>Sendo assim, a<strong> presença da neuropatia pós-quimio compromete diretamente a qualidade de vida das pacientes,</strong> interferindo na autonomia e em atividades cotidianas simples.</p>



<p>Além disso, a neuropatia é uma das principais causas de redução de dose ou interrupção precoce da quimioterapia. Tal necessidade pode comprometer o sucesso do tratamento oncológico.</p>



<p>Estudos anteriores, como uma <a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2014/12000/incidence,_prevalence,_and_predictors_of.6.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revisão sobre o tema publicada na revista </u></a><a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2014/12000/incidence,_prevalence,_and_predictors_of.6.aspx"><em><u>Pain </u></em><u>em 2014, </u></a>mostravam que <strong>70% dos pacientes oncológicos experimentaram o quadro no primeiro mês de tratamento.</strong> Gradativamente, em três meses, a incidência caia para <strong>60% e, em seis meses, atingia cerca de 30%.</strong></p>



<p>Contudo, dados mais recentes mostraram que a neuropatia dolorosa atinge mais de <strong>40% dos pacientes de forma persistente após 3 meses, como sustenta artigo de 2025 publicado na revista</strong> <a href="https://rapm.bmj.com/content/early/2025/02/04/rapm-2024-106229"></a><a href="https://rapm.bmj.com/content/early/2025/02/04/rapm-2024-106229" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u><strong>Regional Anesthesia &amp; Pain Medicine.</strong></u></em></a></p>



<p>Os dados são, portanto, um dos indicativos da relevância de estratégias de prevenção iniciadas antes mesmo do aparecimento dos sintomas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como a crioterapia em mãos e pés pode prevenir a CIPN?</h2>



<p>Em resumo, a utilização da crioterapia na quimioterapia consiste no resfriamento de mãos e pés durante a infusão do quimioterápico. Na prática clínica, são utilizadas luvas e meias capazes de ficar geladas antes do início da infusão, durante a sessão e por mais algum tempo depois do término.</p>



<p>O mecanismo de ação é relativamente simples. O frio provoca a constrição dos vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue nas extremidades. Consequentemente, há diminuição da concentração do medicamento que chega aos nervos periféricos nessa região. Com menos exposição ao agente químico, os nervos ficam mais protegidos dos danos que levam à neuropatia.</p>



<p>O estudo apresentado no SABCS avaliou especificamente a tecnologia <em>Hilotherapy</em>. Esse sistema permite o controle preciso e contínuo da temperatura aplicada às mãos e aos pés durante toda a sessão de quimioterapia. Tal vantagem garante maior consistência na intervenção e conforto para a paciente.</p>



<p>Entre as aproximadamente 500 mulheres com câncer de mama que integraram o estudo e completaram a quimioterapia, <strong>mais de 90% das participantes não desenvolveram neuropatia periférica clinicamente significativa ao longo do tratamento.</strong></p>



<p>Esses dados estão de acordo com outros estudos já realizados sobre o tema anteriormente. Uma revisão publicada no começo de 2025 no periódico <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-024-07597-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Breast Cancer Research and Treatment</u></em></a> mostrou que diferentes técnicas de crioterapia reduziram a incidência de neuropatia por conta dos taxanos em até 55%.</p>



<p>Outro trabalho, dessa vez apresentado no encontro da <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.2025.43.16_suppl.e24074" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>American Society of Clinical Oncology</u></em></a>, mostrou que, <strong>em um grupo de 180 pacientes com câncer recebendo quimioterapia acompanhada da crioterapia na quimioterapia, mais de 90% não registrou sintomas ou teve quadros leves de neuropatia depois de um ano.</strong></p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfomas-em-implantes-de-mama-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Outros cuidados importantes no acompanhamento da neuropatia induzida por quimioterapia</h2>



<p>Ainda que a crioterapia na quimioterapia represente um avanço relevante, ela tem pontos de atenção, que muitas vezes impedem seu uso. Eles envolvem o desconforto por conta das baixas temperaturas ou contraindicações em pacientes com problemas circulatórios.</p>



<p>Desse modo, o manejo adequado da condição neuropática envolve um conjunto de estratégias complementares. Nesse sentido, vale mencionar a diretriz publicada pela <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.20.01399" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ASCO (</u></a><a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.20.01399"><em><u>American Society of Clinical Oncology</u></em><u>) no </u><em><u>Journal of Clinical Oncology </u></em><u>em 2020</u></a>, que revisou sistematicamente as melhores evidências disponíveis sobre prevenção e tratamento da CIPN em adultos sobreviventes de câncer. Os dados desse documento apontam que pode ser importante:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Avaliação regular e ajuste da dose do quimioterápico</strong>, com monitoramento ativo da neuropatia ao longo de cada ciclo de tratamento;</li>



<li><strong>Prescrição de medicamentos para manejo da dor já instalada</strong>, ainda que os benefícios possam ser moderados conforme cada caso;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Exercício físico supervisionado,</u></a> uma vez que <strong>movimentar o corpo pode ser bastante benéfico na prevenção e no manejo desses sintomas</strong>;</li>



<li><strong>Cuidados com segurança e prevenção de quedas</strong>, pois a dormência e a fraqueza nas pernas aumentam consideravelmente o risco de acidentes;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Atenção com suplementação</u></a>. A diretriz da ASCO é <strong>explícita contra o uso de acetil-L-carnitina</strong> e aponta que as <strong>evidências sobre o uso de substâncias como vitamina B12, ômega-3 e magnésio são limitadas.</strong></li>
</ul>



<p>Ou seja, a<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-cancer-de-mama/"><u> crioterapia </u></a>na quimioterapia é mais uma opção no contexto de atenção global. Mas, acima de tudo, é essencial que cada paciente tenha um plano de cuidado individualizado, discutido com a própria equipe assistencial. Assim, é <strong>possível minimizar a neuropatia periférica, uma das queixas que mais impactam a adesão ao tratamento e a qualidade de vida durante e depois da terapia oncológica.</strong></p>



<p>Leia também sobre <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>os efeitos colaterais da primeira sessão de quimioterapia e como se preparar para esse momento.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama em mulheres jovens]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[vida depois do câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A preocupação com a qualidade de vida no câncer de mama deve considerar como a fase da vida em que a mulher se encontra pode influenciar as queixas apresentadas Isso significa avaliar impactos em aspectos como vida sexual, fertilidade e saúde emocional, entre outros fatores que contribuem para o bem-estar. Foi justamente nesse cenário que um estudo apresentado na edição [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A preocupação com a qualidade de vida no câncer de mama deve considerar como a fase da vida em que a mulher se encontra pode influenciar as queixas apresentadas Isso significa <strong>avaliar impactos em aspectos como</strong> <strong>vida sexual, fertilidade e saúde emocional,</strong> entre outros fatores que contribuem para o bem-estar.</p>



<p>Foi justamente nesse cenário que um <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-03/773167/Abstract-GS3-03-Randomized-controlled-trial-of?searchresult=1"><u>estudo apresentado na edição de 2025 do</u></a><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-03/773167/Abstract-GS3-03-Randomized-controlled-trial-of?searchresult=1"><em><u> San Antonio Breast Cancer Symposium </u></em></a>(SABCS 2025) chamou atenção. <strong>Os resultados trouxeram evidências sobre o potencial de intervenções com ferramentas digitais para melhorar a qualidade de vida de sobreviventes jovens de câncer de mama.</strong> Nos tópicos abaixo, você poderá entender melhor quais impactos isso pode ter.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A preocupação com a qualidade de vida em pacientes com câncer de mama em todas as fases da vida</h2>



<p>O câncer de mama costuma ocupar o posto de tumor maligno mais frequente entre as mulheres, excluído o de pele não melanoma. Como referência, o<a href="https://ninho.inca.gov.br/jspui/bitstream/123456789/17914/1/Estima2026_completo%20%281%29.pdf"><u> Instituto Nacional do Câncer estima que entre 2026 e 2028 serão identificados mais de 78 mil novos casos, para cada ano, no Brasil.</u></a></p>



<p>Se antes o impacto da doença se concentrava entre mulheres mais velhas (geralmente após a menopausa) isso parece estar mudando. Um estudo publicado em março de 2026 na revista <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(25)00730-2/abstract"><em><u>The Lancet Oncology,</u></em></a><a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(25)00730-2/abstract"></a>com dados de mais de 200 países, <strong>aponta que a incidência de tumores mamários entre mulheres dos 20 aos 54 anos cresceu 29% desde 1990.</strong> Enquanto isso, a tendência de diagnósticos após os 55 anos permaneceu mais ou menos a mesma.</p>



<p>É claro que esse aumento no número de casos esteve acompanhado de maior capacidade de detecção precoce e de avanços no tratamento. Com isso, cada vez mais pacientes conseguem superar a doença.</p>



<p>Contudo, o impacto disso vai além do período de acompanhamento necessário para combater o tumor. <strong>Mesmo após a conclusão das terapias principais, muitas pacientes convivem por anos com sintomas físicos e emocionais que afetam diretamente a qualidade de vida.</strong> Entre eles estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fadiga persistente;</li>



<li>Alterações do humor;</li>



<li>Problemas sexuais;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/"><u>Dificuldades cognitivas</u></a>;</li>



<li>Dores articulares (neuropatias);</li>



<li>Receio constante de uma recidiva.</li>
</ul>



<p>Além dos efeitos do próprio tratamento, mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama muitas vezes estão em plena construção de carreira e de seus relacionamentos, e frequentemente têm planos de maternidade.</p>



<p>Portanto, a preocupação com a qualidade de vida desses pacientes é uma questão a ser abordada ao longo de toda a jornada de recuperação.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/"><u>Os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O possível papel de intervenções digitais na promoção de uma vida melhor</h2>



<p>Nesse cenário, o estudo apresentado no SABCS 2025 testou uma ferramenta digital chamada YES (sigla para <em>Young, Empowered &amp; Strong</em>, algo como Jovem, Empoderada e Forte, em português), desenvolvida especificamente para sobreviventes jovens de câncer de mama. O objetivo é oferecer suporte acessível durante esse novo período.</p>



<p>A ferramenta funciona por meio de um aplicativo, no qual as participantes respondiam mensalmente a questionários sobre sintomas e preocupações. Com base nessas respostas, o sistema oferecia informações personalizadas, links para recursos relevantes e orientações práticas.</p>



<p>Além disso, a plataforma incluía uma ferramenta de escrita expressiva (uma técnica terapêutica para expressar as próprias emoções) e uma sala de bate-papo para troca de experiências. As conclusões foram obtidas por meio de ensaio clínico randomizado, considerando os seguintes parâmetros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Foram recrutadas <strong>360 mulheres com menos de 39 anos</strong> diagnosticadas com<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><u> câncer de mama em estágios 0 a III</u></a>;</li>



<li>Após a avaliação inicial, as participantes foram divididas aleatoriamente em dois grupos: <strong>179 tiveram acesso à ferramenta YES e 181 seguiram o cuidado habitual;</strong></li>



<li>A <strong>qualidade de vida foi medida por instrumento que avaliava tanto dimensões gerais, como bem-estar emocional, fadiga, dor e relações sociais, quanto aspectos específicos do câncer,</strong> como preocupação com recidiva, alterações na aparência e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/"><u>impacto na satisfação sexual.</u></a></li>
</ul>



<p>Após seis meses, <strong>o grupo que utilizou o YES apresentou evolução mais favorável nos indicadores de qualidade de vida em comparação a quem não teve acesso ao recurso.</strong></p>



<p>Entre os ganhos mais notáveis estiveram o alívio de sintomas relacionados a problemas vaginais e nos braços, como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfedema-bracos/"><u>linfedemas</u></a>, que são queixas frequentes entre sobreviventes.</p>



<p>Contudo, a intervenção não demonstrou impacto significativo sobre sintomas de menopausa, ansiedade ou depressão, dimensões que tiveram melhorias sem diferença estatisticamente expressiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que esses resultados podem indicar na prática para médicos e pacientes</h2>



<p>Embora promissores, vários passos precisam ser percorridos para que a disponibilidade desse tipo de ferramenta se torne realidade. A validação dessas ferramentas em contextos mais diversos (incluindo localidades com menor renda e menor letramento digital) será fundamental para garantir avanços equitativos.</p>



<p>Também é necessária a evolução da ferramenta para incluir melhores intervenções em dimensões cujo cuidado ainda se mostra mais desafiador, como é o caso da saúde mental, uma limitação importante do estudo em questão.</p>



<p>Em suma, os dados do estudo refletem um problema bem conhecido. <strong>Depois que o tratamento principal termina, muitos pacientes ficam com lacunas importantes no acompanhamento do seu bem-estar.</strong></p>



<p>As <strong>consultas diminuem, os sintomas persistentes são frequentemente ignorados e não raro o acesso presencial a recursos de suporte fica limitado</strong>. Nesse contexto, uma ferramenta digital de saúde bem desenvolvida pode preencher parte desse vazio.</p>



<p>Para os médicos, o estudo reforça a importância de abordar ativamente a qualidade de vida durante as consultas de acompanhamento, mesmo quando a paciente não apresenta queixas espontâneas.</p>



<p>Questões relacionadas à saúde sexual, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/">fertilidade</a>, saúde mental e adesão ao tratamento hormonal são frequentemente relegadas ao segundo plano, mas têm impacto direto nos resultados a longo prazo.</p>



<p>Acima de tudo, <strong>médicos e pacientes devem ter sempre em mente que a vida após a doença não precisa ser inevitavelmente pior</strong>. Com atenção, suporte especializado e diálogo franco, a qualidade de vida diante do câncer de mama pode ser uma prioridade<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"><u> durante e depois do tratamento.</u></a></p>



<p>Confira agora como<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/"> </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/"><u>companheiros(as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama e também ser parte do cuidado nesse momento difícil.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/">Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/">Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Saiba como é feita e quais as vantagens de uma mastectomia com preservação do mamilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias]]></category>
		<category><![CDATA[astectomia]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia conservadora]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[preservação do mamilo]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastectomia com preservação do mamilo, também conhecida em inglês como Nipple-Sparing, é um avanço significativo quando se discutem as possibilidades de procedimentos cirúrgicos em pacientes com câncer de mama. Em resumo, a técnica permite remover toda a glândula mamária mantendo intacto o &#8220;envelope&#8221; de pele e o complexo aréolopapilar. Tal recurso oferece às pacientes um resultado reconstrutivo mais próximo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>mastectomia com preservação do mamilo, </strong>também conhecida em inglês como <strong>Nipple-Sparing</strong>, é um avanço significativo quando se discutem as possibilidades de procedimentos cirúrgicos em pacientes com câncer de mama.</p>



<p>Em resumo, a<strong> técnica permite remover toda a glândula mamária mantendo intacto o &#8220;envelope&#8221; de pele e o complexo aréolopapilar. </strong>Tal recurso oferece às pacientes um resultado reconstrutivo mais próximo da mama natural. Desse modo, vale a pena repassar quais os benefícios e o que deve ser observado para garantir a segurança oncológica da abordagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Os critérios para a adoção da mastectomia com preservação do mamilo</h2>



<p>Cada caso de câncer de mama é único, então é de se esperar que nem todo quadro clínico seja passível de ser operado com o uso dessa técnica cirúrgica específica.</p>



<p>Acima de tudo, o <strong>principal fator para determinar a viabilidade da preservação do mamilo é a distância entre o tumor e o complexo aréolopapilar</strong> (que une o mamilo e a área pigmentada ao redor).</p>



<p>Tradicionalmente, recomenda-se que os tumores estejam localizados a mais de 2 centímetros do mamilo. Distâncias menores podem ser aceitáveis em casos criteriosamente selecionados.</p>



<p>Além disso, a <strong>presença de múltiplos focos tumorais, tumores em estágio avançado ou com comprometimento intraductal extenso talvez restrinjam a opção</strong>. O mesmo vale para o subtipo molecular da doença (se receptor hormonal positivo ou não). Essa informação é útil ainda para determinar a necessidade de terapias adicionais (<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u>quimioterapia,</u></a> terapia hormonal etc.).</p>



<p>Elementos relacionados à saúde geral e às características físicas da paciente também são considerados. Entram nessa lista o índice de massa corporal, o histórico de tabagismo e as doenças crônicas não controladas.</p>



<p>No mais, é essencial que a paciente apresente <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mamilo-invertido/"><u>mamilo e pele sem sinais de envolvimento tumoral,</u></a> retração ou quaisquer outras alterações, com formato e cor dentro do normal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O passo a passo do procedimento de retirada do tumor com preservação do mamilo</h2>



<p>O procedimento inicia-se com um planejamento cirúrgico detalhado. Exames de imagem pré-operatórios (mamografia, ultrassom ou ressonância magnética) são essenciais para definir com precisão a localização do tumor, inclusive em relação ao complexo aréolopapilar.</p>



<p>A <strong>localização mais comum para a incisão cirúrgica é o sulco inframamário.</strong> Incisões laterais ou inferiores ou <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-oncoplastica-mamaria/"><u>técnicas oncoplásticas</u></a> também são viáveis, sempre visando a manutenção de uma margem segura de tecido ao redor do mamilo.</p>



<p>Na sequência, a glândula mamária é separada do músculo do tórax. Neste momento, pode ser feita a coleta de uma amostra de glândula logo abaixo do mamilo para a chamada biópsia de congelação.</p>



<p>Esse <strong>teste no meio da operação é fundamental para garantir que não há células cancerígenas no tecido remanescente,</strong> orientando a conduta do cirurgião conforme necessário, como destaca a <a href="https://www.sbp.org.br/exame-de-biopsia-de-congelacao-significado-e-importancia/"><u>Sociedade Brasileira de Patologia.</u></a></p>



<p>Com o resultado reforçando a ausência de células tumorais, inicia-se imediatamente a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-parcial-mama/"><u>reconstrução mamária</u></a>. A intervenção é realizada quase sempre com implantes de silicone colocados diretamente ou após expansão tecidual com expansor.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que a mulher operada pode esperar dos resultados</h2>



<p>Os <strong>resultados da mastectomia com preservação do mamilo têm sido consistentemente encorajadores</strong> quando as pacientes são adequadamente selecionadas.</p>



<p>Acima de tudo, a preservação do complexo aréolopapilar oferece aparência significativamente mais natural comparada a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/"><u>outras técnicas de mastectomia</u></a>. Logo, o resultado obtido contribui para melhorar a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/aumento-dos-seios/"><u>autoimagem, a autoestima e a qualidade de vida das pacientes.</u></a></p>



<p>As <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cicatrizes-da-mama-apos-cirurgia-do-cancer/"><u>cicatrizes</u></a>, quando estrategicamente posicionadas no sulco inframamário ou lateralmente, tendem a ser discretas. Contudo, é importante manter expectativas realistas, pois o tipo de incisão realizada pode causar deslocamento lateral do mamilo, por exemplo, entre outros incômodos.</p>



<p>A <strong>questão da sensibilidade do mamilo merece também atenção especial nas discussões pré-operatórias.</strong> A perda da sensibilidade tátil e da <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/"><u>capacidade de resposta erógena do mamilo</u></a> é a queixa mais frequentemente relatada, atingindo parcela relevante das pacientes. <strong>Por isso, elas devem estar cientes dessa limitação antes de optar pelo procedimento.</strong></p>



<p>A recuperação pós-operatória segue um padrão similar ao de outras operações, exigindo controle da dor, utilização de drenos cirúrgicos e retomada gradual das atividades com o passar das semanas.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cicatriz_em_l_oncoplastia/"><u>Como a cicatriz em L na oncoplastia contribui para tratar um câncer de mama com marcas menores e mais discretas</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>A segurança oncológica da mastectomia com preservação do mamilo</h2>



<p>Garantir que o risco de a doença voltar seja mínimo é, indiscutivelmente, uma preocupação importante ao considerar a preservação do mamilo em pacientes com câncer de mama. Felizmente, <strong>evidências apontam para a segurança </strong>quando profissionais a indicam de forma apropriada:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Artigo na <a href="https://www.nature.com/articles/nrclinonc.2011.159"><em><u>Nature Reviews of Clinical Oncology</u></em></a>apontam que as taxas de recorrência local da técnica são comparáveis às de mastectomias radicais, atingindo entre <strong>3 e 6% dos pacientes em 5 anos.</strong></li>



<li>Publicação no periódico<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0960977617305064"><em><u> The Breast</u></em></a>sugere que mastectomias com preservação de mamilo e pele apresentam resultados oncológicos equivalentes às mastectomias não conservadoras, <strong>com taxas de recorrência baixas e aceitáveis (de até 3,7%).</strong></li>



<li>Estudo da<a href="https://journals.lww.com/plasreconsurg/abstract/2022/10001/long_term_cancer_recurrence_rates_following.3.aspx"><em><u>Plastic and Reconstructive Surgery, </u></em></a><em>com </em>acompanhamento médio de 10 anos, mostrou taxa de recorrência baixa, também em <strong>torno de 3% das pacientes submetidas à mastectomia com preservação do mamilo.</strong></li>
</ul>



<p>Mesmo casos mais complexos se beneficiam da técnica, se mastologistas e oncologistas responsáveis os avaliarem devidamente.</p>



<p>Artigo da<a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2749070"><em><u>JAMA Surgery </u></em></a>sustenta que a mastectomia que conserva o mamilo pode ser segura para tratar até mesmo um<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/carcinoma-ductal-invasivo/"> câncer de mama invasivo </a>(ou seja, que foi além dos ductos e lóbulos mamários). <strong>Em um universo de 944 pacientes, apenas 4,1% dos casos apresentaram recorrência no mamilo, após média de sete anos.</strong></p>



<p>Seja como for, aliadas à escolha cuidadosa das pacientes em que a mastectomia com preservação do mamilo será realizada, a introdução adequada de outros tratamentos e o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"><u> acompanhamento de longo prazo</u></a> para identificar qualquer alteração de modo precoce são medidas insubstituíveis reforçar a segurança.</p>



<p>Aproveite e entenda agora como uma<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-oncoplastica-estetica-das-mamas/"><u> cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mastectomia-preservacao-mamilo/">Saiba como é feita e quais as vantagens de uma mastectomia com preservação do mamilo</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mastectomia-preservacao-mamilo/">Saiba como é feita e quais as vantagens de uma mastectomia com preservação do mamilo</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Entenda por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Quimioprevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estágios do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Mammaprint]]></category>
		<category><![CDATA[Oncotype DX]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A notícia de um diagnóstico de câncer de mama traz consigo uma série de dúvidas, e certamente uma das mais frequentes diz respeito ao tratamento. De qualquer modo, quando o tumor é descoberto precocemente, a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama pode ser dispensada sem impactos negativos. Isso é possível uma vez que há recursos para avaliar a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A notícia de um diagnóstico de câncer de mama traz consigo uma série de dúvidas, e certamente uma das mais frequentes diz respeito ao tratamento. De qualquer modo, quando o tumor é descoberto precocemente, a <strong>quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama pode ser dispensada sem impactos negativos.</strong></p>



<p>Isso é possível uma vez que há recursos para avaliar a biologia da doença e <strong>determinar quais pacientes realmente se beneficiarão dos medicamentos</strong>, permitindo uma abordagem individualizada com maior precisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que define um câncer de mama em estágio inicial?</h2>



<p>Quando falamos em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>câncer de mama em estágio inicial</u></a>, estamos nos referindo, grosso modo, aos <strong>estágios 0, I e II da doença</strong>. Nessas fases, o tumor ainda está restrito à mama ou, no máximo, atingiu poucos linfonodos próximos. Como destaca a <a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/understanding-a-breast-cancer-diagnosis/stages-of-breast-cancer.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Norte-Americana do Câncer,</u></a> esses casos apresentam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estágio 0: as células cancerígenas permanecem confinadas aos ductos mamários, sem capacidade de invasão de outros tecidos.</li>



<li>Estágio I: tumores de até 2 centímetros que não se espalharam para os linfonodos.</li>



<li>Estágio II: o tumor pode medir entre 2 e 5 centímetros ou ter comprometido alguns linfonodos axilares.</li>
</ul>



<p>Embora forneçam informações importantes, <strong>cabe ressaltar sempre que o estadiamento, por si só, não determina a necessidade de quimioterapia. </strong>A biologia tumoral (ou seja, as características moleculares do câncer) desempenha papel decisivo nessa escolha, como destacamos no tópico seguinte.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que a biologia do tumor é tão importante quanto seu tamanho?</h2>



<p>Nem todos os cânceres de mama se comportam da mesma forma. Existem diferentes subtipos moleculares, <strong>cada um com características próprias que influenciam tanto o prognóstico quanto a resposta ao tratamento</strong>. As diferenciações englobam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tumores luminais A e B, que são positivos para receptores hormonais (estrogênio e progesterona) e negativos para HER2.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/"><u>HER2-positivo</u></a>, onde há presença aumentada da proteína HER2, que estimula o crescimento celular.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>Triplo-negativo, </u></a>que não apresenta receptores de estrogênio, progesterona ou HER2. Tende a ser mais agressivo e não responde a diversas opções de tratamentos.</li>
</ul>



<p>Num exemplo bastante resumido, a classificação molecular poderia indicar que um tumor pequeno e triplo negativo pode demandar tratamento quimioterápico, enquanto um tumor Luminal A de tamanho similar, porém de baixo risco, pode prescindir dessa modalidade sem prejuízo para o bem-estar da paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais benefícios a quimioterapia pode oferecer no estágio inicial do câncer de mama?</h2>



<p>A principal finalidade de regimes quimioterápicos adjuvantes (realizados depois da cirurgia) ou neoadjuvantes (antes da cirurgia) é <strong>eliminar células tumorais que possam ter se espalhado para além da mama, mas não sejam detectáveis em exames de imagem.</strong></p>



<p>Esse é o que os médicos chamam de tratamento sistêmico, que aumenta as chances de recuperação ao mesmo tempo em que reduz o risco de recidiva.</p>



<p>No entanto, a quimioterapia também pode causar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/"><u>efeitos colaterais significativos</u></a>. Os mais relevantes são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Náuseas.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>Queda de cabelo.</u></a></li>



<li>Fadiga.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>Diarreia </u></a>e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-intestino-preso/"><u>constipação intestinal.</u></a></li>



<li>Feridas na boca.</li>



<li>Neuropatias periféricas.</li>



<li>Maior suscetibilidade a infecções.</li>



<li>Impactos na fertilidade.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/relacao-entre-retirada-dos-ovarios-e-insuficiencia-cardiaca/"><u>Disfunções cardiovasculares.</u></a></li>



<li>Comprometimento da <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/"><u>satisfação sexual.</u></a></li>



<li>Alterações cognitivas.</li>
</ul>



<p>Dessa forma, <strong>quando um tumor tem baixo risco</strong> (em geral, por conta da proliferação celular mais lenta e resposta a outros tratamentos), <strong>pode haver pouco benefício na adição da quimioterapia.</strong></p>



<p>Nessas situações, evitá-la significa poupar a paciente de efeitos adversos desnecessários sem comprometer o resultado oncológico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Qual o papel dos testes de assinatura genômica na decisão sobre quimioterapia?</h2>



<p>Para determinar com maior precisão quais pacientes realmente precisam de quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama, a medicina dispõe de testes que analisam a expressão de múltiplos genes no tecido tumoral.<strong> Os principais testes disponíveis no Brasil são o Oncotype DX e o MammaPrint.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Oncotype DX</h3>



<p>Avalia a expressão de 21 genes e gera um escore de recorrência que varia de 0 a 100 para prever o risco de o câncer retornar nos próximos 10 anos e indica o benefício potencial da quimioterapia.</p>



<p>Um <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1804710" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo sobre o tema </u></a>apontou que cerca de <strong>70% das mulheres com escore intermediário</strong> (entre 11 e 25) podem ser poupadas da quimioterapia com segurança, especialmente se tiverem mais de 50 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>MammaPrint</h3>



<p>Analisa 70 genes e classifica os tumores em dois grupos: baixo risco ou alto risco de recorrência. Diferentemente do Oncotype DX, pode ser aplicado em qualquer tipo de câncer de mama invasivo de estágio inicial (I ou II), independentemente do status hormonal ou HER2.</p>



<p>Publicação do <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1602253" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>New England Journal of Medicine </u></a>mostra que o <strong>recurso permite evitar quimioterapia em cerca de 46% das mulheres com alto risco clínico, mas baixo risco genômico</strong>, mantendo taxas de sobrevivência consideráveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é descalonamento e por que ele vem se tornando uma abordagem cada vez mais adotada?</h2>



<p>Tudo isso converge para o fato de que a oncologia tem adotado cada vez mais o conceito de descalonamento terapêutico, uma estratégia que visa utilizar o tratamento mínimo necessário para alcançar a cura. Esse conceito se aplica não apenas à quimioterapia, mas também à cirurgia e à <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/">radioterapia.</a></p>



<p>No contexto do câncer de mama em estágio inicial, o descalonamento pode apontar para abordagens tais quais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dispensar a quimioterapia quando os testes genômicos indicam baixo risco de recorrência.</li>



<li>Reduzir o número de ciclos ou a intensidade da quimioterapia, com regimes mais curtos.</li>



<li>Optar por <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mamoplastia-redutora-e-mastopexia-quando-sao-indicada/"><u>cirurgias conservadoras sempre que possível, </u></a>preservando a mama sem comprometer a segurança oncológica.</li>



<li>Evitar o esvaziamento axilar completo em pacientes com poucos linfonodos comprometidos, realizando apenas a biópsia do linfonodo sentinela.</li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u>Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</u></a></p>



<p>O <strong>descalonamento não significa subestimar a doença e nem dizer que a quimioterapia é inútil, mas sim tratá-la de forma inteligente e individualizada</strong>. O norte para a tomada de decisão envolve um equilíbrio delicado entre segurança e qualidade de vida, que deve ser alcançado por meio de um diálogo aberto entre médicos e pacientes.</p>



<p>Por isso, quem recebeu um diagnóstico de câncer de mama em estágio inicial deve buscar consultar o especialista sobre a necessidade de testes genômicos e sobre as diferentes opções de tratamento disponíveis para o seu caso específico. <strong>A decisão compartilhada, baseada em informações precisas e atualizadas, é sempre o modo mais eficiente de enfrentar a doença.</strong></p>



<p>Para saber mais sobre o mapeamento das <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/assinaturas-genomicas/"><u>assinaturas genômicas dos tumores de mama através dos testes disponíveis,</u></a> leia este outro conteúdo disponível por aqui.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-cancer-de-mama-estagio-inicial/">Entenda por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-cancer-de-mama-estagio-inicial/">Entenda por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estrogênio]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[reposição hormonal]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de reposição hormonal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da relação entre reposição hormonal e câncer de mama, as novas informações devem ser encaradas com cautela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da <strong>relação entre reposição hormonal </strong>e câncer de mama, <strong>as novas informações devem ser encaradas com cautela por médicos e pacientes.</strong></p>



<p>A decisão reconhece que os<strong> benefícios de abordagens para repor hormônios superam os riscos para a maioria das mulheres saudáveis</strong>. Contudo, para mulheres com histórico oncológico, essa é uma atualização que merece atenção especial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Entenda o que o FDA decidiu sobre os alertas em medicamentos de terapia hormonal</h2>



<p>Em novembro de 2025, após mais de duas décadas, o <a href="https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/hhs-advances-womens-health-removes-misleading-fda-warnings-hormone-replacement-therapy" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>FDA removeu os chamados “alertas de caixa preta” de diversos produtos contendo estrogênio</u></a>. <strong>Eles são, em certa medida, equivalente à tarja preta nos medicamentos vendidos no Brasil.</strong> Sua inserção é obrigatória quando medicamentos apresentam riscos significativos à saúde.</p>



<p>Tais avisos foram implementados em 2003. Isso foi resultado de <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/195120" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo conduzido Women&#8217;s Health Initiative (WHI)</u></a>, que sugeriram que a terapia hormonal combinando estrogênio e progesterona aumentava certos riscos. Os mais relevantes apontados envolviam riscos cardiovasculares, câncer de mama e demência.</p>



<p>Com a avaliação de novas evidências, <strong>os rótulos deixam de conter as advertências relacionadas a essas consequências,</strong> inclusive nas abordagens sistêmicas de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>reposição hormonal</u></a>. A agência também removeu completamente os alertas dos produtos de estrogênio vaginal de baixa dose. A razão é que, nesses casos, somente quantidades mínimas são absorvidas para a corrente sanguínea.</p>



<p>Contudo, a <strong>entidade norte-americana manteve o alerta para câncer de endométrio em produtos que contêm apenas estrogênio.</strong> Normalmente, eles são destinados a mulheres que já passaram por uma histerectomia (cirurgia de remoção do útero).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que isso significa na prática (inclusive para as pacientes brasileiras)</h2>



<p>No Brasil, a <a href="https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/2273-febrasgo-comemora-decisao-do-fda-sobre-retirada-de-advertencias-em-medicamentos-hormonais-para-menopausa" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)</u></a> manifestou apoio à decisão. Ela reconheceu que a novidade pode ajudar a desmistificar aspectos sobre o tema e permitir que mais mulheres acessem tratamentos adequados.</p>



<p>A remoção dos alertas reflete uma compreensão mais precisa dos riscos e benefícios da terapia hormonal. Se prescrita adequadamente, os benefícios dessa abordagem incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alívio de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fogachos e suores noturnos,</a> um incômodo comum no climatério/menopausa;</li>



<li>Ampliação da <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>satisfação sexual</u></a>, graças ao alívio do ressecamento vaginal e da dor durante as relações sexuais;</li>



<li>Prevenção de fraturas ósseas e de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/perda-ossea-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quadros de osteoporose</u></a>;</li>



<li>Diminuição das oscilações de humor, de sintomas ansiosos, de queixas para dormir e do declínio cognitivo;</li>



<li>Redução do risco de complicações cardiovasculares.</li>
</ul>



<p>Tais benefícios podem ser maiores ou menores, dependendo do momento escolhido para a introdução da intervenção visando repor os hormônios. O<strong> próprio FDA reconhece que os benefícios tendem a ser maiores que eventuais riscos dentro de dez anos após o início da menopausa</strong> (e geralmente antes dos 60 anos).</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que mulheres que já tiveram câncer de mama precisam saber sobre a reposição hormonal</h2>



<p>Apesar da remoção dos alertas gerais, <strong>de modo geral a terapia hormonal sistêmica permanece desaconselhável para mulheres com histórico de câncer de mama.</strong></p>



<p>A <a href="https://www.asco.org/news-initiatives/policy-news-analysis/statement-HHS-revision-black-box-warning" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)</u></a> emitiu um comunicado esclarecendo que, embora a mudança do FDA seja positiva para indivíduos saudáveis, ela não se aplica em determinados contextos.</p>



<p>Segundo o órgão, “a terapia sistêmica de reposição hormonal continua sendo contraindicada para pessoas que já tiveram câncer de mama, <strong>particularmente aquelas com doença positiva para </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>receptores hormonais</strong></u></a><strong>, ou outros tipos de câncer que respondem ao estrogênio</strong> (por exemplo, certos cânceres ginecológicos), devido ao aumento do risco de recorrência do câncer”.</p>



<p>Estudos como o <a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/100/7/475/918680?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ensaio clínico HABITS, publicado no Journal of the National Cancer Institute</u></a>, reforçam essa cautela. Essa avaliação, inclusive, foi interrompida prematuramente devido a preocupações com o aumento de novos eventos de câncer de mama no grupo que recebia terapia hormonal. No fim, os dados mostraram um risco pouco mais de duas vezes maior de recorrência do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> A importância da abordagem individualizada</h3>



<p>Ou seja, para quem já superou um câncer de mama ou mesmo convive com um risco maior de ter a doença (<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/brca-risco-cancer-de-mama-antinconcepcional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>por conta de mutações nos genes BRCA</u></a>, por exemplo), a mensagem que continua valendo é: cada caso é único e requer avaliação cuidadosa.</p>



<p>É fundamental que <strong>mulheres com histórico da doença mantenham um diálogo aberto</strong> com seus <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologistas</u></a>, oncologistas e ginecologistas para tomar decisões informadas que equilibrem qualidade de vida sem ignorar o risco de que a doença retorne. Nesse sentido, paciente e especialistas podem considerar, entre outros caminhos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Alternativas não hormonais </u></a>(inclusive com avanços recentes, graças a substâncias como o fezolinetant e o elinzanetant, destinados a amenizar os fogachos).</li>



<li>Medidas destinadas a combater sintomas específicos e que oferecem absorção sistêmica mínima (como o caso de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cremes vaginais com estrogênio</u></a>).</li>
</ul>



<p>Em resumo, a remoção do alerta sobre a possível conexão entre reposição hormonal e câncer de mama (e outros riscos) não significa abrir mão da precaução. No entanto, <strong>a atualização pode respaldar e orientar conversas sobre as abordagens disponíveis para cada mulher nessa fase da vida</strong>, respeitando sempre seu histórico de saúde.</p>



<p>Para saber mais sobre o impacto da menopausa na saúde feminina e quais os sinais de que esse marco na vida reprodutiva está chegando,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/entrando-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acesse esse outro conteúdo sobre o tema que já foi pauta aqui no blog.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reposicao-hormonal-e-cancer-de-mama/">Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reposicao-hormonal-e-cancer-de-mama/">Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Como a cicatriz em L na oncoplastia contribui para tratar um câncer de mama com marcas menores e mais discretas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[BIA-ALCL]]></category>
		<category><![CDATA[brca]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma anaplásico de células grandes]]></category>
		<category><![CDATA[próteses texturizadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama, geralmente duas preocupações surgem ao mesmo tempo: se o tratamento vai funcionar e como uma eventual cirurgia vai afetar a aparência das mamas. A boa notícia é que atualmente as intervenções cirúrgicas não se limitam apenas à cura da doença. Exemplo disso é a aplicação de técnicas de cicatriz em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama, geralmente duas preocupações surgem ao mesmo tempo: <strong>se o tratamento vai funcionar e como uma eventual cirurgia vai afetar a aparência das mamas</strong>.</p>



<p>A boa notícia é que atualmente as intervenções cirúrgicas não se limitam apenas à cura da doença.<strong> Exemplo disso é a aplicação de técnicas de cicatriz em L na oncoplastia.</strong></p>



<p>Esse método permite que mulheres com câncer de mama, dentro de determinadas circunstâncias, <strong>mantenham a aparência natural dos seios, com marcas bem mais discretas.</strong> Pensando nisso, nos tópicos abaixo você confere um panorama sobre o tema.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é a técnica de cicatriz em L e por que ela é chamada de &#8220;técnica do decote livre&#8221;?</h2>



<p>A <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mamoplastia-em-l-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cicatriz em L na oncoplastia é uma evolução da técnica clássica de T invertido</u></a>. Enquanto essa opção tradicional deixa três cicatrizes (uma ao redor da aréola, uma vertical e outra horizontal em forma de âncora), a <strong>abordagem em L elimina a cicatriz que passaria pela parte interna da mama, próxima ao colo.</strong></p>



<p>O resultado é um padrão de cicatriz que forma justamente um &#8220;L&#8221;: uma marca vertical que desce da aréola, conectada a uma cicatriz horizontal que fica apenas na lateral da mama.</p>



<p><strong>Essa característica tornou a técnica conhecida como &#8220;técnica do decote livre&#8221;</strong>. As mulheres podem usar decotes, biquínis e roupas mais abertas sem que as cicatrizes apareçam no centro do peito. Ou seja: as marcas ficam estrategicamente posicionadas em áreas menos visíveis.</p>



<p>Assim, é<strong> possível compreender como essa técnica influencia de modo relevante o aspecto psicológico e emocional das pacientes.</strong></p>



<p>Em outras palavras, manter a aparência satisfatória das mamas tem grande impacto na <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/aumento-dos-seios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>autoestima </u></a>e na autoimagem dessas mulheres. E, como <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jocn.16621" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>a literatura sobre o tema mostra</u></a>, esse é um componente bastante preponderante na qualidade de vida após o tratamento.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-aplicacao-de-enxerto-gordura-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Quais as indicações e os benefícios da reconstrução mamária com enxerto de gordura</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como funciona o procedimento da cicatriz em L na oncoplastia?</h2>



<p>Antes de mais nada, a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cirurgia</u></a> segue etapas cuidadosamente planejadas que integram a cirurgia oncológica com técnicas de plástica mamária. Para isso, são seguidas etapas que envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>planejamento das incisões em relação ao formato da mama e à posição do tumor</strong>;</li>



<li><strong>remoção do tumor com margens adequadas</strong>, com a finalidade de garantir a remoção completa da lesão, incluindo uma área de tecido saudável ao redor;</li>



<li><strong>remodelação mamária com o tecido que sobrou,</strong> redistribuindo a glândula mamária e removendo o excesso de pele, se necessário;</li>



<li>posteriormente, é<strong>considerada a </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/seios-tamanhos-diferentes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>simetrização da mama contralateral (oposta) saudável</strong></u></a>, permitindo uma melhor composição da aparência por meio da modificação da forma, redução ou elevação do outro seio.</li>
</ul>



<p>Cabe destacar que a técnica de cicatriz em L funciona especialmente bem para tumores com características específicas. Isso pode limitar a aplicação a tumores extensos ou multifocais. Contudo, <strong>é levada sempre em consideração a necessidade da remoção de margens seguras com a manutenção de resultados estéticos satisfatórios.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os desafios para se obter um bom resultado com a cicatriz em L?</h2>



<p>Apesar dos benefícios, a técnica de cicatriz em L tem limitações importantes que determinam quais pacientes são boas candidatas e quais serão os retornos obtidos pela abordagem.</p>



<p>Acima de tudo, o<strong>fechamento da incisão sem tensão acentuada é um desses pontos importantes</strong>. Quando a pele é esticada demais por conta das suturas, a pele pode ficar ondulada e a<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cicatrizes-da-mama-apos-cirurgia-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cicatriz tende a alargar e engrossar,</u></a> o que compromete o resultado estético. <strong>A fim de evitar isso, é preferível sempre recorrer a pontos internos de suspensão, distribuindo melhor a tensão da pele.</strong></p>



<p>Além disso, cirurgiões devem sempre considerar a posição do tumor e a adequação necessária para <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>compor a aparência das mamas</u></a> de modo harmônico e satisfatório.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Que tecnologias e recursos são utilizados para garantir cicatrizes com o resultado esperado?</h3>



<p>O cirurgião responsável pode utilizar determinadas tecnologias para otimizar os resultados estéticos. Além de pontos que buscam amenizar a tensão da pele, é possível também recorrer ao uso de materiais que favorecem a cicatrização.</p>



<p>Exemplo disso são as <strong>colas cirúrgicas biológicas aplicadas sobre os pontos internos</strong>, que ajudam a selar a pele e reduzem ainda mais qualquer tensão residual sobre a cicatriz.</p>



<p>As <strong>telas de poliéster</strong>, como o <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1089/gyn.2023.0038?int.sj-full-text.similar-articles.2" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>sistema Dermabond Prineo</u></a>, <strong>são outro recurso valioso</strong>. Essas telas são colocadas sobre a sutura da pele, funcionando como um reforço que distribui a tensão e sustenta os tecidos durante a cicatrização.</p>



<p>Com o tempo, o próprio corpo incorpora a tela de poliéster, que fica permanentemente integrada ao tecido, mantendo a forma da mama a longo prazo e reduzindo as chances de queda acentuada posterior.</p>



<p>No mais, a<strong> adoção de placas de silicone sobre a cicatriz e tratamentos com laser ou luz pulsada visando o clareamento e alisamento das cicatrizes são frequentemente pertinentes.</strong> A aplicação dessas ferramentas de modo supervisionado estimula a hidratação da pele e a remodelação do colágeno, melhorando progressivamente a textura e a cor das marcas.</p>



<p>Seja como for, a<strong>avaliação adequada e o planejamento cuidadoso desde o diagnóstico são fundamentais para que a cicatriz em L na </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-oncoplastica-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>oncoplastia</strong></u></a><strong> traga tanto os resultados oncológicos quanto os estéticos</strong>, permitindo que o câncer de mama seja enfrentado com preservação da autoestima da paciente.</p>



<p>Confira agora <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-mamaria-com-lipoenxertia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>como funciona a lipoenxertia</u></a>, uma outra técnica que permite a reconstrução mamária após o tratamento do câncer de mama utilizando a gordura do corpo da própria mulher.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cicatriz-em-l-oncoplastia/">Como a cicatriz em L na oncoplastia contribui para tratar um câncer de mama com marcas menores e mais discretas?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cicatriz-em-l-oncoplastia/">Como a cicatriz em L na oncoplastia contribui para tratar um câncer de mama com marcas menores e mais discretas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Lipoenxertia e a segurança da reconstrução mamária com enxerto de gordura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 11:01:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia de reconstrução]]></category>
		<category><![CDATA[necrose gordurosa]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução com gordura autóloga]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[segurança da lipoenxertia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após o tratamento do câncer de mama, muitas mulheres buscam alternativas para restaurar o volume e a aparência das mamas. Entre as opções disponíveis, a reconstrução mamária com enxerto de gordura (também chamada de lipoenxertia) é uma técnica relevante. Em resumo, essa abordagem utiliza a própria gordura da paciente para remodelar a mama, oferecendo resultados naturais e, em muitos casos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após o tratamento do câncer de mama, muitas mulheres buscam alternativas para restaurar o volume e a aparência das mamas. Entre as opções disponíveis, a reconstrução mamária com enxerto de gordura (também chamada de lipoenxertia) é uma técnica relevante.</p>



<p>Em resumo, essa abordagem utiliza a própria gordura da paciente para remodelar a mama, oferecendo resultados naturais e, em muitos casos, evitando a necessidade de implantes.</p>



<p>Mas como funciona esse procedimento? Em que situações ele é indicado? E, principalmente, a técnica é segura do ponto de vista oncológico? Esses e outros pontos são esclarecidos nos tópicos abaixo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Entenda o que é a reconstrução mamária por meio de lipoenxertia</h2>



<p>Conforme dados <a href="https://www.rbcp.org.br/details/2946/pt-BR/lipoenxertia-na-reconstrucao-mamaria-apos-tratamento-do-cancer-de-mama--revisao-de-literatura" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>compilados e publicados na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica</u></a>, quase 40% dos procedimentos do tipo no Brasil têm <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>função reparadora. </u></a>Nesse total, mais de 6% são relativos à recomposição das mamas como parte de um tratamento de câncer de mama.</p>



<p>Entre as alternativas disponíveis com tal finalidade, a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-mamaria-com-lipoenxertia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>lipoenxertia </u></a>consiste em retirar gordura de áreas doadoras do próprio corpo da paciente (como abdômen, quadris ou coxas) e transferi-la para a mama que precisa de reconstrução ou remodelação. O cirurgião responsável realiza o procedimento seguindo algumas etapas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a primeira é a lipoaspiração, em que a gordura é retirada de regiões com excesso de tecido adiposo, sempre preservando a viabilidade das células de gordura;</li>



<li>a segunda fase envolve o processamento e a injeção do material. Após ser coletada, a gordura passa por um processo para separar as células viáveis;</li>



<li>posteriormente, o tecido adiposo é injetado cuidadosamente na mama em pequenas quantidades, distribuídas em múltiplas camadas para garantir melhor integração ao local que está recebendo o enxerto.</li>
</ul>



<p>Todo o procedimento é feito sob anestesia geral. Como complemento, o médico pode orientar a paciente sobre a necessidade do uso de expansores teciduais antes e depois do procedimento para ampliar o tecido disponível na região.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Situações em que a abordagem pode ser empregada no contexto oncológico</h2>



<p>Cirurgiões utilizam a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-aplicacao-de-enxerto-gordura-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>reconstrução mamária com enxerto de gordura</u></a> em diferentes cenários do tratamento oncológico. Entre as situações mais comuns estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>correção de irregularidades após cirurgia conservadora</strong>, que pode deixar assimetrias ou contornos irregulares na mama;</li>



<li><strong>reconstrução após mastectomia</strong>, combinada com outras técnicas, como retalhos de tecido ou expansores, para otimizar o volume e a forma da mama;</li>



<li><strong>complemento à reconstrução com implantes e refinamento de reconstruções prévias</strong>, sobretudo de mulheres que não ficaram satisfeitas com o resultado alcançado.</li>
</ul>



<p>É importante ressaltar que nem todas as pacientes são candidatas ideais para o procedimento. A técnica requer planejamento cuidadoso, material doador disponível do próprio corpo da mulher e, em muitos casos, múltiplas sessões para alcançar o resultado desejado, pois parte da gordura transferida pode ser reabsorvida pelo organismo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Eventuais intercorrências depois de uma lipoenxertia</h3>



<p>Embora a lipoenxertia seja segura e minimamente invasiva, ela pode desencadear algumas complicações, como qualquer procedimento cirúrgico.</p>



<p>A <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/esteatonecrose-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>necrose gordurosa</u></a> é uma das mais comuns. Ela ocorre quando parte da gordura enxertada não recebe suprimento sanguíneo adequado. Isso pode formar pequenos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>nódulos palpáveis</u></a>, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dor-no-seio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>dor </u></a>e alterações na pele e nos mamilos.</p>



<p>Ainda que geralmente benignas, elas precisam ser diferenciadas de outras alterações suspeitas por meio de exames de imagem (como mamografias e ultrassons). Lesões menores do tipo somem espontaneamente, mas as maiores podem exigir um novo procedimento cirúrgico para remoção.</p>



<p>Inflamações, infecções, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/sangramento-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>sangramentos </u></a>e a formação de cistos oleosos são outras queixas relevantes. Em algumas áreas, a gordura líquida pode se acumular, exigindo drenagem para solucionar a questão.</p>



<p>Por conta do já destacado processo de reabsorção, podem ocorrer ainda <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/seios-tamanhos-diferentes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>assimetrias</u></a> ou irregularidades na superfície da mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Evidências que apontam para a segurança da reconstrução mamária com a gordura</h2>



<p>De modo geral, os especialistas apontam que a lipoenxertia é capaz de melhorar tanto a forma quanto o volume da mama, criando resultados mais naturais ao toque e à aparência. Com isso, a paciente tem <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/aumento-dos-seios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ganho relevante de autoestima</u></a>, um aspecto essencial para a qualidade de vida depois do tratamento oncológico.</p>



<p>Embora dúvidas sobre como a reconstrução mamária com enxerto de gordura interfere no <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>risco de recorrência do câncer de mama</u></a> sejam comuns, é possível apontar estudos que demonstram que ela não aumenta os riscos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Lipoenxertia e risco de recorrência</h3>



<p>Exemplo disso é uma<a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2706185" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>publicação de 2018 do periódico JAMA Surgery. </u></a>O estudo comparou 287 pacientes com câncer de mama submetidas a reconstruções mamárias com transferência autóloga de gordura e 300 casos controles equivalentes em fatores como idade, tipo de cirurgia oncológica e estágio da doença.</p>



<p>Após seguimento médio de 9,3 anos, não houve diferença significativa nas taxas de recorrência locorregional (ou seja, na mesma parte do corpo em que a doença apareceu originalmente).</p>



<p>Também não houve diferenças em recorrências distantes. Além disso, a mortalidade geral e específica por câncer de mama foram menores no grupo que fez a lipoenxertia, confirmando a segurança oncológica em longo prazo.</p>



<p>Já uma <a href="https://www.mdpi.com/2077-0383/13/15/4369" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revisão sistemática publicada em 2024 pelo Journal of Clinical Medicine </u></a>analisou 40 estudos com 14.078 pacientes com câncer de mama reconstruídas, avaliando o impacto da transferência de gordura na recorrência locorregional.</p>



<p>Os resultados da meta-análise mostraram ausência de associação significativa entre ambos os eventos (ou seja, a escolha pelo enxerto de gordura não favorece um novo episódio de câncer de mama no mesmo local).</p>



<p>Em contrapartida, apesar dessas evidências, é fundamental que a paciente mantenha acompanhamento oncológico regular após a lipoenxertia. Exames e avaliações periódicas são essenciais para monitorar a saúde mamária e diferenciar alterações benignas relacionadas ao enxerto de possíveis sinais de recorrência.</p>



<p>Adicionalmente, a decisão pela lipoenxertia deve ser sempre individualizada, levando em conta as características da paciente, os tratamentos complementares recebidos e, principalmente, as expectativas e preferências pessoais.</p>



<p>Confira agora o que são as <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-oncoplastica-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>técnicas de cirurgia oncoplástica mamária e que vantagens essas abordagens propiciam</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/lipoenxertia-reconstrucao-mamaria-com-enxerto-de-gordura/">Lipoenxertia e a segurança da reconstrução mamária com enxerto de gordura</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/lipoenxertia-reconstrucao-mamaria-com-enxerto-de-gordura/">Lipoenxertia e a segurança da reconstrução mamária com enxerto de gordura</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 20:09:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando se fala em tratamento cirúrgico do câncer de mama, muitas mulheres se deparam com uma preocupação legítima: como remover o tumor sem comprometer a aparência da mama? É nessas circunstâncias que as técnicas de cirurgia oncoplástica desempenham um papel relevante. Essa abordagem torna possível combinar segurança no controle da doença e preservação do aspecto estético, o que faz dessa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se fala em tratamento cirúrgico do câncer de mama, <strong>muitas mulheres se deparam com uma preocupação legítima: como remover o tumor sem comprometer a aparência da mama</strong>? É nessas circunstâncias que as <strong>técnicas de cirurgia oncoplástica desempenham um papel relevante</strong>.</p>



<p>Essa abordagem torna possível combinar segurança no controle da doença e preservação do aspecto estético, o que faz dessa alternativa uma opção com boas perspectivas em muitos casos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é uma cirurgia oncoplástica no câncer de mama?</h2>



<p>A cirurgia oncoplástica <strong>c</strong><strong>ombina princípios da oncologia com técnicas de cirurgia plástica reconstrutiva.</strong></p>



<p>O objetivo é remover o tecido mamário comprometido pelo câncer enquanto se preserva ou restaura a forma, o volume e a simetria das mamas.</p>



<p>Como destaca um artigo publicado no periódico <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s12609-016-0212-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Current Breast Cancer Reports,</u></em></a> o termo engloba abordagens que &#8220;<strong>visam manter a qualidade de vida e uma aparência aceitável da mama, sem comprometer a eficácia oncológica</strong>&#8220;.</p>



<p>Isso significa que, diferentemente de uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u>mastectomia tradicional,</u></a> que remove toda a mama, ou da lumpectomia convencional, que pode deixar deformidades visíveis dependendo da quantidade de tecido retirado, a cirurgia oncoplástica permite incisões sem prejuízos ao caráter estético.</p>



<p>Na prática, a realização da cirurgia oncoplástica depende de um conjunto de técnicas adaptadas às características individuais de cada paciente<strong>. Isso inclui o tamanho e a localização do tumor, o volume mamário e a necessidade de tratamentos complementares, como radioterapia, que também pode afetar a aparência da mama.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Em que situações a cirurgia oncológica é pertinente?</h2>



<p>A <strong>cirurgia oncoplástica é especialmente indicada quando a remoção do tumor pode resultar em deformidades significativas</strong>. Algumas das situações mais comuns incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/"><u>tumores maiores</u></a> que exigem a retirada de uma quantidade considerável de tecido;</li>



<li>tumores localizados em áreas centrais ou superiores da mama, onde a remoção pode causar assimetrias evidentes ou alterações na posição do mamilo;</li>



<li>mulheres com mamas pequenas ou médias, nas quais até mesmo a remoção de uma porção moderada de tecido pode causar mudanças visíveis no formato;</li>



<li>casos em que há queixas preexistentes nas mamas, como flacidez excessiva, tamanho muito grande ou assimetria evidente;</li>



<li>situações em que a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u>quimioterapia antes da cirurgia</u></a> (chamada quimioterapia neoadjuvante) reduz o câncer o suficiente para tornar a abordagem possível.</li>
</ul>



<p>Em contrapartida, a cirurgia oncoplástica tende a ser desaconselhada quando o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-cancer-mama-metastatico/"><u> tumor se espalhou por vários pontos</u></a> ou há diagnóstico de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-inflamatorio/"><u>carcinoma inflamatório.</u></a></p>



<p>Nesses casos, torna-se mais difícil remover a lesão cancerígena de modo seguro sem impacto na forma da mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Por que a mama saudável também pode precisar ser operada?</h3>



<p>Essa é uma dúvida comum entre as pacientes. <strong>De modo geral, a resposta envolve a busca por uma simetria satisfatória no resultado. </strong>Quando o cirurgião realiza uma cirurgia oncoplástica em uma das mamas, ele pode alterar o volume, o formato ou a posição do mamilo.</p>



<p>Para que ambas as mamas fiquem harmônicas<strong>, muitas vezes é recomendável realizar um procedimento de simetrização na mama contralateral</strong> (ou seja, aquela que não tem câncer). Para isso, o cirurgião pode eventualmente recorrer a técnicas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mamoplastia redutora, se a mama saudável for grande e a operada ficar menor após a remoção do tumor;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mastopexia-cancer-de-mama/"><u>mastopexia</u></a>, para reposicionar a mama saudável e igualar a altura da estrutura da aréola e do mamilo.</li>
</ul>



<p>É importante destacar que essa intervenção na mama contralateral é opcional e depende das preferências da paciente.</p>



<p>Algumas mulheres, por exemplo, optam por não realizar a simetrização imediatamente, preferindo avaliar o resultado final após a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"><u>conclusão de todos os tratamentos,</u></a> incluindo radioterapia, que pode causar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cicatrizes-da-mama-apos-cirurgia-do-cancer/"><u>alterações adicionais na mama operada.</u></a></p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/aumento-dos-seios/"><u>Aumento dos seios com resultados mais naturais eleva a autoestima feminina</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais os benefícios físicos e psicológicos de uma cirurgia oncoplástica?</h2>



<p>Embora a preservação da aparência das mamas seja um aspecto central, as vantagens se estendem à qualidade de vida e ao bem-estar psíquico. Entre os ganhos que merecem destaque estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>possibilidade de remover uma quantidade maior de tecido</strong> sem comprometer a estética para alcançar margens livres de tumor com mais segurança;</li>



<li><strong>menor taxa de reintervenções</strong> para ampliação de margens quando comparada à lumpectomia tradicional;</li>



<li><strong>compatibilidade com outras opções de tratamento adjuvante</strong>, como a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>radioterapia;</u></a></li>



<li>preservação da <strong>sensibilidade mamária</strong>;</li>



<li><strong>melhora da autoimagem e autoestima,</strong> uma vez que preservar a aparência das mamas ajuda muitas mulheres a se sentirem mais confortáveis com seus corpos durante e após o tratamento.</li>
</ul>



<p>Como forma de ilustrar parte desses benefícios, uma revisão sobre o tema publicada em 2024 na revista <u><a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-30062-w" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Scientific </a></u><a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-30062-w"><u>Reports</u></a> trouxe achados importantes.</p>



<p>De acordo com os dados reunidos, foram analisados mais de 3.400 casos de mulheres com câncer de mama em estágio inicial submetidas a diferentes técnicas de cirurgia oncoplástica.</p>



<p>No fim<strong>, todas as técnicas utilizadas apresentaram segurança oncológica equivalente, com baixas taxas de recorrência e necessidade de nova excisão</strong>. Além disso, <strong>a satisfação geral foi alta, com média superior a 80%.</strong></p>



<p>De todo modo, cabe destacar que a paciente e o médico devem tomar de forma compartilhada a decisão sobre qual técnica utilizar. Cada caso é único e é preciso considerar cuidadosamente fatores como o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>estadiamento do tumor,</u></a> as características anatômicas, as expectativas e a disponibilidade de recursos.</p>



<p>Seja como for, a cirurgia oncoplástica representa um avanço significativo na busca por tratamentos que respeitem não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e a qualidade de vida.</p>



<p>Independentemente do tipo de cirurgia,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"> </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>vale repassar quais são os cuidados necessários depois dessa etapa do tratamento oncológico</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-oncoplastica-estetica-das-mamas/">Como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-oncoplastica-estetica-das-mamas/">Como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além dos desafios físicos e do tratamento em si, há uma dimensão frequentemente subestimada, mas igualmente relevante, que surge com esse tipo de diagnóstico: o impacto emocional do câncer de mama. Diante de tal notícia, é de se esperar que haja reflexos profundos também sobre a saúde mental e o bem-estar psíquico da paciente. Portanto, quem a cerca deve estar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Além dos desafios físicos e do tratamento em si, há uma dimensão frequentemente subestimada, mas igualmente relevante, que surge com esse tipo de diagnóstico: <strong>o impacto emocional do câncer de mama.</strong></p>



<p>Diante de tal notícia, é de se esperar que haja reflexos profundos também sobre a saúde mental e o bem-estar psíquico da paciente. Portanto, quem a cerca deve estar preparado para compreender essa dimensão para saber oferecer suporte adequado ao longo da jornada de recuperação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho do impacto emocional do câncer de mama</h2>



<p>A forma como cada pessoa reage à notícia de um tumor varia bastante. Todavia, é de se imaginar que uma <strong>série de sentimentos e emoções negativas</strong> se intensifiquem nesse momento.</p>



<p>Para quantificar isso melhor, uma metanálise — isto é, uma análise conjunta de estudos prévios — publicada no <a href="https://www.nature.com/articles/s41416-021-01542-3" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>British Journal of Cancer</u></em></a> revelou números expressivos sobre a prevalência de sintomas psicológicos clinicamente significativos após o diagnóstico de um câncer de mama.</p>



<p>Após consultar 34 artigos com diferentes amostras e metodologias, os autores concluíram que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>39% das pacientes apresentaram <strong>angústia e estresse geral de natureza não especificada;</strong></li>



<li>34% desenvolveram sintomas de <strong>ansiedade;</strong></li>



<li>31% experimentaram <strong>manifestações de estresse pós-traumático;</strong></li>



<li>20% manifestaram <strong>depressão.</strong></li>
</ul>



<p>Tais dados reforçam que alterações na saúde mental são comuns nesse cenário. Por consequência, podem surgir sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>distúrbios do sono</strong>, incluindo dificuldade para adormecer ou manter o sono;</li>



<li><strong>mudanças no humor,</strong> com sensação persistente de tristeza ou ansiedade;</li>



<li><strong>perda de interesse</strong> em atividades que antes traziam satisfação;</li>



<li><strong>alterações no apetite</strong>, resultando em perda ou ganho de peso;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>fadiga </u></a>(nem sempre relacionada aos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais do tratamento</u></a>);</li>



<li>dificuldade de <strong>concentração ou foco.</strong></li>
</ul>



<p>Além disso, certos fatores podem intensificar o prejuízo emocional, como histórico prévio de problemas de saúde mental, diagnóstico em idade mais jovem ou prognóstico pior, falta de apoio social, menor acesso à educação e baixa renda.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O papel de companheiros(as) e familiares nessa jornada</h2>



<p>Diante desse cenário, o apoio de pessoas próximas é fundamental para amenizar o impacto emocional do câncer de mama. <strong>Mas como oferecer esse suporte de forma efetiva sem causar mais mal do que bem?</strong> Algumas estratégias são bem úteis nesse momento desafiador:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>estar presente e disponível para ouvir. </strong>Muitas vezes, a paciente não precisa de conselhos ou soluções imediatas, mas de alguém que a escute com empatia e sem julgamentos. Usar frases como &#8220;está tudo bem se sentir assim nesse momento&#8221; ou &#8220;eu não consigo imaginar o quanto isso é difícil, mas estou aqui&#8221; é um primeiro passo importante;</li>



<li><strong>validar os sentimentos</strong>, reconhecendo que não existe uma maneira &#8220;certa&#8221; ou &#8220;errada&#8221; de sentir após o diagnóstico. É essencial também não minimizar o que a pessoa está sentindo com sentenças como &#8220;mantenha o pensamento positivo&#8221;, &#8220;seja forte&#8221; ou &#8220;você não parece doente&#8221;;</li>



<li><strong>oferecer ajuda prática</strong>, pois o impacto emocional pode ser agravado pelo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estresse de lidar com tarefas cotidianas </u></a>durante o tratamento. Entram nessa lista o auxílio com tarefas domésticas, preparo de refeições e acompanhamento em consultas médicas ou demais responsabilidades que possam estar sobrecarregando a paciente;</li>



<li><strong>informar-se sobre a doença e o tratamento</strong> para oferecer um apoio mais sólido e demonstrar genuíno interesse no processo de recuperação;</li>



<li><strong>respeitar os limites</strong>, tendo em mente que <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cada pessoa lida com o diagnóstico</u></a> de forma diferente. Enquanto algumas preferem falar abertamente sobre a situação, outras podem precisar de tempo e espaço;</li>



<li><strong>manter alguma noção de normalidade</strong> dentro do possível. Embora o câncer seja uma parte importante da vida naquele momento, estabelecer algumas rotinas e ter espaços para <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>atividades prazerosas</u></a> pode ajudar a preservar a sensação de tranquilidade e controle.</li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Outras recomendações para atenuar o impacto emocional</h2>



<p>Além do suporte familiar, <strong>existem estratégias adicionais que podem ajudar a reduzir o impacto emocional do câncer de mama antes, durante e depois do tratamento.</strong> Algumas delas podem ser feitas sem apoio profissional, enquanto outras dependem de auxílio especializado. Entre elas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>práticas e </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>terapias complementares</strong></u></a>, como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura</u></a>, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>meditação</u></a> e técnicas de respiração profunda, entre outras, que têm o potencial de ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>exercícios físicos</strong></u></a><strong> regulares</strong>, mas adaptados às restrições da paciente, como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>caminhadas </u></a>ou <em>yoga,</em> pois melhoram o humor, reduzem a ansiedade e aumentam a energia;</li>



<li><strong>grupos de apoio</strong> presenciais ou online, permitindo a troca de experiências para reduzir o sentimento de isolamento e aprender estratégias de enfrentamento com quem já passou por situações semelhantes;</li>



<li><strong>amparo psicológico</strong> para facilitar o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento mais saudáveis e efetivas;</li>



<li><strong>manutenção de uma comunicação aberta com a equipe médica</strong>, já que os profissionais podem orientar sobre recursos de apoio disponíveis e fazer ajustes no tratamento quando necessário para minimizar os efeitos colaterais que afetam a saúde mental.</li>
</ul>



<p>Por fim, cabe destacar que<strong> o impacto emocional do câncer de mama não termina quando o tratamento acaba.</strong></p>



<p>Muitas mulheres enfrentam desafios emocionais significativos durante o período de sobrevivência, incluindo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>medo de recorrência</u></a>, dificuldades de adaptação à &#8220;nova normalidade&#8221; e preocupações sobre a autoimagem (<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>causadas pela remoção parcial ou total da mama</u></a>, por exemplo).</p>



<p>Logo, o acompanhamento psicológico e o suporte de pessoas próximas continuam sendo essenciais mesmo após o término do tratamento ativo. Essa é a melhor maneira de contornar o impacto emocional do câncer de mama e, pouco a pouco, superar os obstáculos que surgem.</p>



<p>Para continuar lendo sobre o tema, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira uma lista com mais 6 dicas de como cuidar da saúde mental durante tratamento de câncer de mama</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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