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	<title>efeitos colaterais - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>efeitos colaterais - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar da paciente]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapias complementares e integrativas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de câncer de mama é um momento delicado para qualquer mulher. Nesse contexto, junto dos tratamentos convencionais disponíveis, muitas pacientes buscam formas de melhorar sua qualidade de vida durante essa jornada. Assim, asterapias complementares no câncer de mamasurgem como uma possibilidade real de tornar o tratamento mais tolerável, sem substituir as abordagens comprovadas pela medicina,sendo cada vez mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diagnóstico de câncer de mama é um momento delicado para qualquer mulher. Nesse contexto, junto dos tratamentos convencionais disponíveis, muitas pacientes buscam formas de melhorar sua qualidade de vida durante essa jornada.</p>



<p>Assim, asterapias complementares no câncer de mama<strong>surgem como uma possibilidade real de tornar o tratamento mais tolerável, sem substituir as abordagens comprovadas pela medicina,</strong>sendo cada vez mais procuradas.</p>



<p>Ao mesmo tempo, aparecem dúvidas sobre a efetividade e a segurança desses recursos, o que merece ser sempre discutido. É isso o que vamos fazer nos tópicos a seguir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que são as terapias complementares no câncer de mama?</h2>



<p>As <strong>terapias complementares (ou integrativas) no câncer de mama são práticas utilizadas em conjunto com o tratamento médico convencional</strong>. Ou seja, em complemento à cirurgia, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quimioterapia,</u></a> <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>radioterapia</u></a>, hormonioterapia e o que mais for pertinente conforme orientação profissional.</p>



<p>De modo geral, essas práticas englobam uma série de técnicas que trabalham o corpo e a mente de forma integrada. As mais conhecidas são a acupuntura, a meditação e a ioga, entre outras modalidades terapêuticas.</p>



<p>Um trabalho apresentado na <a href="https://ecancer.org/en/news/20417-asco-2021-breast-cancer-patients-embrace-integrative-health-during-treatment" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>edição de 2021 do encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) </u></a>revelou que <strong>73% das pacientes com câncer de mama nos Estados Unidos relataram usar ao menos um tipo de terapia complementar</strong> <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>após o diagnóstico.</u></a></p>



<p>Esse número é muito superior às estimativas que os oncologistas tinham sobre a utilização desses métodos, que, em geral, <strong>não ultrapassava metade das pacientes atendidas (43%)</strong>. Ainda assim, dois terços dos médicos e das pacientes acreditam que essas técnicas têm potencial para melhorar a qualidade de vida durante o tratamento.</p>



<p>No Brasil, essas práticas também ganham espaço. Muitas delas já foram incorporadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dentro da P<a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnpic.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>olítica Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde</u></a> (as PICs), posta em prática em 2006.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que elas são diferentes das terapias alternativas?</h2>



<p>Embora os termos sejam frequentemente usados de forma conjunta, <strong>existe uma diferença fundamental entre terapias complementares e terapias alternativas no câncer de mama</strong>. Essa distinção é crucial para a segurança das pacientes.</p>



<p>Comumente, <strong>as terapias alternativas são aquelas utilizadas no lugar dos tratamentos convencionais</strong>. Em outras palavras, quando uma pessoa opta por substituir a quimioterapia, a cirurgia ou a radioterapia por dietas restritivas,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> suplementos sem comprovação </u></a>ou outras práticas não validadas pela ciência, ela está assumindo riscos consideráveis.</p>



<p>Não raro, a substituição ou o atraso no início do tratamento adequado pode permitir que o tumor avance para estágios mais graves, reduzindo drasticamente as <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>chances de remissão da doença.</u></a></p>



<p>Por outro lado, <strong>as terapias complementares são usadas ao lado dos tratamentos médicos comprovados</strong>. Elas não prometem curar o câncer, mas sim ajudar a aliviar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais</u></a> e reduzir sintomas (como insônia, ansiedade e dor, entre outros) para melhorar a qualidade de vida como um todo, dentro do possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Que tipo de benefício é possível obter com esse recurso?</h2>



<p>As terapias complementares no câncer de mama oferecem benefícios cada vez mais documentados, especialmente no manejo de sintomas e efeitos colaterais do tratamento.</p>



<p>Para ajudar a separar o que de fato é relevante, a <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/EDBK_431554" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e a Sociedade de Oncologia Integrativa</u></a> publicaram diretrizes sobre o uso dessas práticas, classificando-as de acordo com o grau de evidência científica disponível. Entre os benefícios mais consistentes, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>redução da ansiedade: </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>meditação, </u></a>ioga e musicoterapia podem amenizar o desconforto em pacientes, o que está associado a melhorias na <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>saúde mental</u></a> e no bem-estar emocional;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>combate à fadiga</strong></u></a><strong>: </strong>a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura </u></a>e a ioga já se mostraram úteis no combate à fadiga pós-tratamento, um dos sintomas mais debilitantes relatados pelas pacientes;</li>



<li><strong>alívio da dor: </strong>mais uma vez, a acupuntura e a musicoterapia demonstraram potencial para o alívio da dor relacionada ao câncer;</li>



<li><strong>prevenção e controle do </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfedema-bracos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>linfedema</strong></a><strong>: </strong>por meio dedrenagem linfática manual e uso de faixas de compressão no pós-cirurgia.</li>
</ul>



<p>Seja como for, muito ainda precisa ser explorado quando o tema é o uso de terapias complementares no câncer de mama. O que funciona para uma pessoa pode não ser tão efetivo em outras circunstâncias, por exemplo.</p>



<p>Por isso, vários estudos estão em curso para determinar como e quando esse tipo de solução tende a apresentar melhores resultados nas diferentes fases do tratamento oncológico.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que médicos e pacientes devem levar em consideração nessas abordagens?</h2>



<p>Acima de tudo, <strong>é fundamental que as terapias complementares no câncer de mama sejam implementadas de forma segura</strong>. Com tal finalidade, existem aspectos importantes que tanto médicos quanto pacientes devem sempre ter em mente.</p>



<p><strong>A comunicação transparente entre paciente e equipe médica é essencial.</strong> Muitas mulheres hesitam em compartilhar que estão utilizando terapias complementares por receio de julgamento. No entanto, o oncologista e o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologista</u></a> precisam ter essa informação para garantir que não haja interações prejudiciais com os tratamentos em curso.</p>



<p>Além disso, nem todas as terapias complementares são reguladas adequadamente pelas autoridades responsáveis. Diferentemente dos medicamentos convencionais, muitas práticas integrativas não passam por controle de qualidade rigoroso. Por isso, é importante buscar profissionais qualificados, apoiando-se em fontes confiáveis e reconhecidas.</p>



<p><strong>Outro ponto de atenção refere-se às expectativas realistas.</strong> As terapias complementares não substituem o tratamento convencional e não curam o câncer. Elas devem ser vistas como parte de um plano de cuidado mais amplo e integrado.</p>



<p>Por fim, a individualização do cuidado é fundamental. A escolha das ferramentas complementares deve levar em conta o perfil da paciente, o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> tipo de tumor</u></a>, o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estágio da doença</u></a> e os tratamentos convencionais em curso. Cada caso exige uma avaliação minuciosa.</p>



<p>De todo modo, quando utilizadas de forma consciente e orientada, <strong>as terapias complementares no câncer de mama representam uma abordagem promissora para o suporte à paciente</strong>. Elas refletem uma mudança positiva, que cada vez mais reconhece a importância de tratar não apenas a doença, mas a pessoa como um todo.</p>



<p>Depois de conhecer os benefícios das terapias complementares, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira 5 pontos da relação entre suplementos e câncer de mama</u></a> que toda paciente deve saber.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Câncer de mama: os efeitos colaterais da terapia hormonal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 12:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[endócrinoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia hormonal]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como em qualquer outra forma de tratamento da condição, os efeitos colaterais da terapia hormonal (conhecida ainda como hormonioterapia ou terapia endócrina) podem comprometer a qualidade de vida da paciente. Muitas vezes, isso faz com que ela interrompa a intervenção, gerando consequências negativas para a evolução do quadro. Dessa forma, é importante que toda mulher que receba a indicação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como em qualquer outra forma de tratamento da condição, os efeitos colaterais da terapia hormonal (conhecida ainda como<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u> hormonioterapia </u></a>ou terapia endócrina) <strong>podem comprometer a qualidade de vida da paciente. </strong>Muitas vezes, isso faz com que ela interrompa a intervenção, gerando consequências negativas para a evolução do quadro.</p>



<p>Dessa forma, é importante que toda mulher que receba a indicação dessa terapia tenha a orientação adequada sobre as possíveis alterações e o que pode ser feito para minimizar as principais queixas relacionadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A lógica por trás do tratamento hormonal no câncer de mama</h2>



<p>Nas mulheres, a progesterona e o estrogênio desempenham funções relacionadas à fisiologia feminina (como a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-gestacao/"><u>gravidez </u></a>e o ciclo menstrual). No entanto, alguns tipos de tumores de mama possuem <strong>receptores hormonais</strong> <strong>que se ligam a esses hormônios do corpo.</strong> Assim, as células cancerígenas crescem e se proliferam com mais velocidade.</p>



<p>A identificação desses receptores é feita a partir de biópsia ou cirurgia. Na prática, isso ajuda a classificar o câncer como estrogênio positivo ou progesterona positivo.</p>



<p>Tumores que possuem ambos os receptores são denominados <strong>receptores hormonais positivos (ou ER) ou luminais</strong>.</p>



<p>Em média, entre 67% e 80% dos cânceres em mulheres são ER positivo. Nos homens, a taxa chega a 90%. Essa informação é essencial para personalizar o tratamento, tornando-o adaptado e mais eficaz às características de cada paciente.</p>



<p>Assim sendo, a <strong>terapia hormonal é uma abordagem terapêutica que tem como objetivo justamente bloquear a produção ou o efeito do estrogênio</strong> (e, eventualmente, da progesterona) para ajudar a conter o tumor ou impedir que ele retorne.</p>



<p>Geralmente, o tratamento inclui o uso de determinados medicamentos. Os chamados inibidores de aromatase e os moduladores seletivos do receptor de estrogênio são os mais conhecidos. Porém, em circunstâncias ocasionais, o bloqueio hormonal é feito com a remoção dos ovários ou o uso de radiação, que são opções irreversíveis.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A escolha individualizada desse tipo de tratamento em diferentes circunstâncias</h3>



<p>Na maioria dos casos, a terapia hormonal é utilizada em:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>tratamentos adjuvantes</strong> em casos de câncer de mama, tanto na pré quanto na pós-menopausa;</li>



<li><strong>tratamentos neoadjuvantes</strong>, com o objetivo de reduzir o tamanho do tumor e aumentar a chance de sucesso do procedimento cirúrgico;</li>



<li><strong>tratamentos de </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/exame-deteccao-metastase/"><u><strong>tumores de mama metastáticos</strong></u></a>, que é quando o câncer retorna após o tratamento inicial e se espalha para outras partes do corpo.</li>
</ul>



<p>Adicionalmente, <strong>terapias hormonais com o tamoxifeno podem ser utilizadas de forma profilática em mulheres com alto risco de desenvolver um tumor nas mamas</strong>. Ciclos de até cinco anos do uso do fármaco podem diminuir bastante a chance de que a doença se desenvolva.</p>



<p>Uma publicação do<a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/90/18/1371/897928?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u> Journal of the National Cancer Institute</u></em></a> mostrou que, em alguns casos, a redução pode ser de até 50%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os efeitos colaterais mais comuns da terapia hormonal</h2>



<p>Ao mesmo tempo em que bloqueia a ação dos hormônios nas células do tumor, <strong>a hormonioterapia também afeta as células saudáveis</strong> que dependem do estrogênio e da progesterona para desempenhar suas funções. Por isso, os efeitos colaterais da terapia hormonal podem ser notados.</p>



<p>Embora não seja possível prever de forma antecipada como cada mulher vai reagir ao tratamento, é esperado que a maioria delas relate desconfortos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ondas de calor e suor excessivo;</li>



<li>sangramento vaginal, principalmente no início do tratamento;</li>



<li>fadiga, com uma sensação de cansaço que não vai embora;</li>



<li>dores musculares e nas articulações;</li>



<li>perda de massa óssea (o que é mais comum com os inibidores de aromatase);</li>



<li>ganho de peso;</li>



<li>desconfortos gastrointestinais (constipação, enjoos, diarreias e problemas de digestão);</li>



<li>alterações que se assemelham ao início da menopausa, como interrupção da <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-pode-menstruar/"><u>menstruação</u></a>, redução do desejo sexual, diminuição da lubrificação vaginal e mudanças de humor.</li>
</ul>



<p>É preciso acrescentar que alguns medicamentos utilizados na terapia hormonal estão associados ao risco de complicações mais graves, porém muito raras, sobretudo à medida que o tempo passa. Por exemplo, o tamoxifeno pode incrementar discretamente o risco de um câncer no endométrio ou da formação de coágulos sanguíneos, principalmente nos pulmões e nas pernas.</p>



<p>Em paralelo, outros fármacos podem interferir na fertilidade feminina. Mesmo quando isso não acontece, a gestação não é indicada durante a terapia hormonal. Por outro lado, há evidências de que é possível<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/interromper-hormonioterapia/"><u> interromper o tratamento com segurança para tentar engravidar</u></a>, a partir da devida avaliação profissional.</p>



<p id="leia">Saiba mais: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u>O que acontece com a fertilidade durante o tratamento de um câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">As perspectivas para contornar os efeitos colaterais da terapia hormonal</h2>



<p>O primeiro passo para lidar com qualquer um desses sintomas envolve esclarecer dúvidas e expor as eventuais queixas junto ao profissional responsável pela prescrição. Com isso, é possível adotar as estratégias adequadas para amenizar o comprometimento.</p>



<p><strong>Parte das manifestações indesejadas são gerenciadas com mudanças no estilo de vida.</strong> As ondas de calor podem ficar menos intensas ao evitar determinados gatilhos (como bebidas alcoólicas ou cafeína) e com o uso de roupas mais folgadas.</p>



<p>Já a fadiga tende a ser menos intensa em pacientes que procuram se exercitar, manter uma dieta saudável e dedicar um tempo maior ao repouso, dentro do possível. E o uso de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/"><u>cremes vaginais </u></a>com estrogênio, por sua vez, pode ser um recurso útil para lidar com a secura vaginal.</p>



<p>Dessa forma, <strong>os efeitos colaterais da terapia hormonal podem ser manejados da melhor forma possível </strong>sem que seja necessário substituir o medicamento, alterar doses ou mesmo interromper o tratamento. No caso em que isso for inevitável, médico e paciente devem discutir as alternativas e ponderar cuidadosamente os riscos e benefícios da substituição.</p>



<p>Aproveite e<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/"><u> entenda melhor o que pode ser feito para reduzir o risco da recidiva de um câncer de mama.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/">Câncer de mama: os efeitos colaterais da terapia hormonal</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/">Câncer de mama: os efeitos colaterais da terapia hormonal</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quais os principais efeitos colaterais da imunoterapia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2024 12:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os efeitos colaterais da imunoterapia variam de paciente para paciente, mas podem ser potencialmente graves em alguns casos. Tratamentos imunoterápicos podem ser valiosos no enfrentamento de diferentes tipos de tumor, inclusive na mama. Essa abordagem faz com que as defesas do próprio corpo recebam a sinalização adequada para atacar as células cancerígenas e assim eliminá-las. No entanto, como em qualquer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os efeitos colaterais da imunoterapia variam de paciente para paciente, mas podem ser potencialmente graves em alguns casos.</em></p>



<p>Tratamentos imunoterápicos podem ser valiosos no enfrentamento de diferentes tipos de tumor, inclusive na mama. Essa abordagem faz com que as defesas do próprio corpo recebam a sinalização adequada para atacar as células cancerígenas e assim eliminá-las. <strong>No entanto, como em qualquer outro tratamento, os efeitos colaterais da imunoterapia podem despertar a preocupação entre pacientes.</strong></p>



<p>Ainda que essas alterações possam ser diferentes daquelas observadas com outros tratamentos (como na quimioterapia, por exemplo), é necessário abordá-las tanto para garantir uma melhor qualidade de vida à paciente, quanto para prevenir a interrupção da terapia, sempre que possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a imunoterapia age no corpo?</h2>



<p>Na <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">quimioterapia</a>, a ação dos fármacos escolhidos tem como objetivo destruir as células cancerígenas. Entretanto, nesse processo é comum que células saudáveis também sejam afetadas. <strong>Isso, em boa medida, explica muito dos efeitos colaterais percebidos pelas pacientes sob regime quimioterápico.</strong></p>



<p>Porém, a forma como a imunoterapia age no corpo é diferente. <strong>Na prática, essa abordagem emprega diferentes substâncias para orientar ou estimular os mecanismos de defesa a reconhecer e destruir as células do tumor, algo que em circunstâncias normais não acontece.</strong></p>



<p>Em geral, isso se dá pelo fato de que o sistema imune não percebe o câncer como um invasor. Em outras circunstâncias, as células do tumor também conseguem usar mecanismos para “driblar” o sistema imune e continuar imperceptíveis. De todo modo, diante dessas circunstâncias, a imunoterapia pode contribuir para conter o crescimento do tumor ou impedir sua disseminação para outras partes do organismo.</p>



<p>Atualmente, existem vários tipos de imunoterápicos aprovados para o tratamento do câncer de mama. Eles estão divididos em algumas classes, conforme o mecanismo de ação do medicamento. Entre os imunoterápicos mais utilizados para o câncer de mama estão o pembrolizumabe (mais conhecido como <em>Keytruda</em>) e o atezolizumabe.</p>



<p>A prescrição da imunoterapia depende de uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/">série de variáveis biológicas do tumor </a>(expressão de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">proteínas HER</a> e de receptores hormonais, por exemplo). Além disso, <a href="https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2202809?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noreferrer noopener">os resultados podem ser melhores quando se combina essa alternativa com a quimioterapia.</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são e quanto duram os efeitos colaterais da imunoterapia?</h2>



<p>Parte da preocupação do uso de imunoterápicos é sua forma de ação pode fazer com que o sistema imune se torne mais reativo, inclusive diante de tecidos e células do próprio corpo e que obviamente não representam uma ameaça.</p>



<p>Assim sendo, os efeitos colaterais da imunoterapia dependerão de uma série de fatores, incluindo o tipo de medicamento utilizado e a condição geral de saúde da paciente. <strong>Em todo caso, o médico orientará o paciente sobre o que esperar.</strong> Os problemas mais comuns possivelmente enfrentados nesse percurso são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dores de cabeça e nos músculos;</li>
<li>Fadiga;</li>
<li>Febre e outros sintomas que lembram um quadro de gripe;</li>
<li>Náuseas e vômitos;</li>
<li>Redução do apetite;</li>
<li>Diarreia ou constipação intestinal;</li>
<li>Baixa contagem de glóbulos vermelhos ou brancos no sangue;</li>
<li>Coceira e vermelhidão na pele;</li>
<li>Hipotiroidismo e hipopituitarismo.</li>
</ul>



<p>No momento da aplicação do fármaco, <strong>a paciente pode também experimentar reações locais no local da infusão. </strong>Em parte dos casos, esse problema evolui na forma de uma crise alérgica, além de dor no ponto onde o medicamento está sendo aplicado.</p>



<p><strong>Adicionalmente, a atuação do imunoterápico no sistema imune pode fazer com que problemas mais sérios surjam, com alguns deles capazes de colocar em risco a vida de quem está recebendo o tratamento</strong>. Geralmente, esses efeitos colaterais gravíssimos atingem órgãos como os pulmões, o fígado, o intestino e determinadas glândulas e envolvem reações autoimunes e quadros de inflamação.</p>



<p id="leiamais">Veja também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/">O que é e quais as opções de tratamento para um câncer de mama triplo-negativo?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como lidar com esses efeitos e ampliar a qualidade de vida durante o tratamento?</h2>



<p>Pode ser difícil prever de antemão quais serão exatamente os efeitos colaterais decorrentes da imunoterapia. Não raramente, eles variam bastante de pessoa para pessoa. <strong>Portanto, o primeiro passo para garantir a manutenção da qualidade de vida do paciente durante o tratamento envolve uma discussão junto ao médico sobre o que pode acontecer após a infusão do medicamento.</strong></p>



<p>A partir disso, é possível manter a atenção aos sinais que possam indicar um problema mais grave por conta da imunoterapia. Nesses casos, é essencial que haja suporte médico imediato. Logo, diante de qualquer suspeita ou alteração inexplicada, <strong>a recomendação costuma ser comunicar a equipe de saúde responsável pelo tratamento.</strong></p>



<p>Em paralelo, a paciente também deve receber recomendações de como manejar possíveis efeitos colaterais de natureza mais branda ou moderada (incluindo recomendações sobre hidratação, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/">cuidado com a alimentação</a>, controle da dor, entre outros aspectos pertinentes etc.). <strong>De todo modo, pode ser igualmente importante procurar ajuda especializada se tais sintomas parecem piorar.</strong></p>



<p>No mais, os efeitos colaterais da imunoterapia podem exigir<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"> acompanhamento mesmo depois que o tratamento</a> terminar. <strong>Enquanto alguns desconfortos podem persistir mesmo meses ou semanas após suspenso o uso da medicação, outros problemas podem dar as caras apenas nesses anos posteriores.</strong> Nesse cenário, mais uma vez, a comunicação entre médico e paciente pode fazer toda a diferença para abordar adequadamente tais consequências.</p>



<p><strong>Aproveite e confira mais sobre as</strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/imunoterapia-para-cancer-de-mama-como-e-indicacoes/"><u><strong> principais indicações do uso da imunoterapia no câncer de mama.</strong></u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-imunoterapia/">Quais os principais efeitos colaterais da imunoterapia?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-imunoterapia/">Quais os principais efeitos colaterais da imunoterapia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Efeitos da primeira sessão de quimioterapia: o que você precisa saber?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os efeitos da primeira sessão de quimioterapia podem começar horas depois da administração dos fármacos, então é importante se preparar. Conhecer os efeitos da primeira sessão de quimioterapia é importante para a mulher que vai atravessar esse marco importante no tratamento de um câncer de mama. Antes ou depois de outras intervenções necessárias para lidar com o tumor, a terapia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os efeitos da primeira sessão de quimioterapia podem começar horas depois da administração dos fármacos, então é importante se preparar.</em></p>



<p>Conhecer os efeitos da primeira sessão de quimioterapia é importante para a mulher que vai atravessar esse marco importante no tratamento de um câncer de mama. <strong>Antes ou depois de outras intervenções necessárias para lidar com o tumor, a terapia quimioterápica pode despertar a ansiedade na paciente.</strong></p>



<p>Dessa forma, estar preparada para o que está por vir tende a aliviar o estresse. Além disso, obter informações sobre esse assunto pode facilitar o diálogo entre a paciente e o médico responsável pelo tratamento, eliminando dúvidas e preocupações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o papel da quimioterapia no tratamento do câncer de mama?</h2>



<p>A quimioterapia é um tratamento que pode ser utilizado em diferentes tipos de câncer, incluindo aqueles que atingem as mamas. <strong>Essa forma de tratamento utiliza fármacos que são tóxicos às células cancerígenas, destruindo-as e impedindo que elas continuem a se replicar dentro do organismo.</strong> Embora existam alternativas de medicamentos orais, na maioria dos casos a administração acontece por via intravenosa.</p>



<p>Nem toda paciente com câncer de mama vai precisar da quimioterapia. <strong>Entretanto, quando ela é prescrita, essa etapa do tratamento se dá de forma adjuvante (antes da cirurgia) ou neoadjuvante (depois da cirurgia).</strong></p>



<p>Assim, os fármacos podem ajudar a eliminar células cancerígenas que tenham ficado para trás depois da cirurgia ou reduzir o tamanho do tumor, permitindo um procedimento cirúrgico menos invasivo. Além disso, os quimioterápicos também podem ser uma opção de tratamento quando o câncer atinge um <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-metastatico/"><u>estágio metastático,</u></a> alcançando outras partes do organismo.</p>



<p>Há vários fármacos disponíveis para compor um tratamento quimioterápico. A escolha vai depender da opinião do médico e da condição clínica da paciente. No mais, não é raro que medicamentos sejam combinados para aumentar a chance de alcançar o objetivo esperado com o tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que esperar dos efeitos da primeira sessão de quimioterapia?</h2>



<p>Definida a necessidade da quimioterapia e o momento em que isso será feito, <strong>a paciente precisa se preparar para os efeitos colaterais da primeira sessão de terapia e tudo aquilo que cerca o procedimento nesse e nos ciclos seguintes do tratamento.</strong></p>



<p>É comum querer saber, por exemplo, quanto tempo dura uma sessão de quimioterapia. <strong>A resposta varia de acordo com uma série de fatores que envolvem sobretudo a forma como o medicamento será administrado.</strong></p>



<p>Nos casos em que o medicamento é aplicado por meio de uma injeção intravenosa, o processo tende a terminar em alguns minutos. Por outro lado, com a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cateter-para-quimioterapia/"><u>infusão via cateter</u></a> podem ser necessárias algumas horas para completar o processo. <strong>A escolha do método adequado, como sempre, depende da avaliação de uma série de fatores, então é difícil generalizar.</strong></p>



<p>De todo modo, será necessário se dirigir até uma clínica ou hospital com capacidade para administrar a medicação. Chegando lá, a paciente será recebida por uma equipe composta por profissionais de saúde de diferentes áreas e receberá a orientação necessária para essa primeira sessão.</p>



<p>Em muitos casos, são necessárias também a coleta de material para exames de sangue, por exemplo. Além disso, minutos antes da administração do quimioterápico, determinados <strong>medicamentos</strong> podem ser prescritos para prevenir alguns efeitos colaterais, sempre conforme orientação profissional. O mesmo pode acontecer depois da sessão.</p>



<p>Finalizada a administração, é preciso esperar por alguns minutos para garantir que não haverá <strong>nenhuma</strong> <strong>reação mais grave ao medicamento</strong>. Aí sim é possível ir embora. Em casa, é fundamental seguir as orientações repassadas, inclusive para lidar com os possíveis efeitos colaterais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia?</h2>



<p>Por conta da sua ação no seu organismo, <strong>os quimioterápicos podem gerar uma série de efeitos colaterais. Isso é totalmente esperado e se dá pela destruição de células saudáveis que acabam atingidas pelo efeito tóxico do medicamento</strong>. Assim, no curto prazo, os desconfortos mais comuns, que podem aparecer já nas primeiras horas depois da primeira sessão são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/"><u>Fadiga</u></a>;</li>
<li>Perda de apetite;</li>
<li>Náuseas e vômitos;</li>
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>Diarreia</u></a> ou constipação intestinal;</li>
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>Queda de cabelo</u></a>;</li>
<li>Sensação de boca seca;</li>
<li>Alterações na pele e nas unhas;</li>
<li>Queda na contagem de glóbulos brancos (em especial os neutrófilos);</li>
<li>Insônia, dificuldade de concentração, lapsos de memória e (outras alterações que recebem o nome de <a href="https://revista.abrale.org.br/saude/2021/04/chemobrain/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>chemo brain</u></em></a><em>)</em></li>
</ul>



<p><strong>Esses efeitos colaterais de curto prazo costumam desaparecer por conta própria algumas semanas após o fim do tratamento. Se eles persistirem, converse com seu médico</strong>. Além disso, ele pode informá-la sobre possíveis efeitos colaterais de longo prazo (como<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u> infertilidade</u></a> ou impacto sobre a densidade óssea).</p>



<p id="leiamais">Veja também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-intestino-preso/">Entenda como a quimioterapia afeta o comportamento do intestino</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como se preparar para a primeira sessão de quimioterapia?</h2>



<p>Tendo uma noção do que acontece durante a sessão de quimioterapia, a paciente consegue se preparar para o que vai acontecer ao longo do procedimento. Nesse processo, <strong>algumas dicas podem ser valiosas para lidar melhor com a situação:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Se possível, <strong>não vá sozinha para as sessões de quimioterapia</strong>. Além de ajudar a absorver as orientações repassadas, um companheiro pode ser uma distração importante para aliviar o estresse durante as horas que podem ser exigidas até o fim da administração;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Use roupas confortáveis</strong>, de preferência que não atrapalhem a aplicação do fármaco ou que façam você sentir calor ou frio;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Reforce a hidratação.</strong> Ter uma garrafinha de água ajuda bastante;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Salvo orientação em contrário, <strong>leve junto contigo um pequeno lanche leve (uma fruta, por exemplo) para comer durante a sessão</strong>, principalmente se ela se estender muito;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Conte com uma distração</strong>, seja ela o celular, um livro ou uma distração manual;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Observe possíveis reações adversas durante a sessão</strong> (como vermelhidão ou irritação na pele) e acione a equipe do local se for necessário;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Tire suas dúvidas,</strong> sobretudo antes de ir embora.</li>
</ul>



<p><strong>Esse tipo de tratamento é feito em ciclos, com intervalos entre as aplicações (que, às vezes, podem ser feitas em dias seguidos) para que o corpo se recupere adequadamente dos efeitos da primeira sessão de quimioterapia e daquelas que virão depois</strong>. O número de ciclos necessários para completar o regime quimioterápico também é uma decisão que varia caso a caso. <strong>No mais, os médicos podem discutir a necessidade das chamadas doses densas (em que doses maiores são utilizadas em um intervalo menor).</strong></p>



<p><strong>Aproveite e </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/"><u><strong>confira algumas dicas de alimentação que podem ser importantes durante o período da quimioterapia.</strong></u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">Efeitos da primeira sessão de quimioterapia: o que você precisa saber?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">Efeitos da primeira sessão de quimioterapia: o que você precisa saber?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quem faz quimioterapia, o que pode comer? Confira 5 recomendações para ajudar na alimentação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2023 12:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que entender o que quem faz quimioterapia pode comer, é importante adotar estratégias para manter a nutrição adequada nesse período Embora fundamental para combater um câncer de mama, o tratamento quimioterápico pode trazer uma série de efeitos colaterais. Muitos deles podem afetar a capacidade da paciente se alimentar adequadamente. Logo, nesse período é comum surgirem dúvidas a respeito [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mais do que entender o que quem faz quimioterapia pode comer, é importante adotar estratégias para manter a nutrição adequada nesse período</em></p>



<p>Embora fundamental para combater um câncer de mama, <strong>o tratamento quimioterápico pode trazer uma série de efeitos colaterais. </strong>Muitos deles podem afetar a capacidade da paciente se alimentar adequadamente. Logo, nesse período é comum surgirem dúvidas a respeito <strong>daquilo que quem faz quimioterapia pode comer.</strong></p>



<p>Não é raro se deparar com <strong>informações desencontradas sobre evitar comidas ácidas ou se é permitido comer certos tipos de carne, por exemplo.</strong> De qualquer maneira, qualquer recomendação não deve ignorar que uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/"><u>alimentação saudável</u></a>, dentro do possível, pode ajudar a manter a disposição e acelerar a reparação do organismo.</p>



<p>A maior parte dos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>efeitos colaterais da quimioterapia</u></a> é explicada pela toxicidade dos fármacos utilizados. Ao mesmo tempo em que agem para destruir as células cancerígenas, no meio do caminho eles também podem atingir tecidos saudáveis, fazendo com que o corpo manifeste uma série de desconfortos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Tente manter uma dieta equilibrada</h3>



<p>Para garantir o aporte adequado de nutrientes que o corpo precisa<strong>, uma dieta equilibrada deve ser composta por carboidratos, proteínas de origem animal ou vegetal, frutas, verduras e legumes.</strong> Esses alimentos também são ricos em vitaminas e minerais fundamentais para o funcionamento do organismo.</p>



<p>Se for difícil fazer refeições grandes, <strong>tente intercalar porções menores com lanchinhos nos intervalos. </strong>Nesse contexto, variar as escolhas também pode ajudar a garantir a ingestão adequada de alimentos. Desde castanhas e nozes até iogurtes e sorvetes, existem várias alternativas que podem contribuir para a manutenção de um estado nutricional adequado. <strong>Não se esqueça da água</strong>, já que a hidratação também é importante.</p>



<p>Por outro lado, o ideal é reduzir o consumo de<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u> alimentos ultraprocessados</u></a>, que contêm grandes quantidades de sal, açúcar e gordura. Em geral, é fácil reconhecê-los: eles são produtos industrializados como salgadinhos, bolachas ou embutidos, entre outros. Tal restrição pode valer também para bebidas alcoólicas, sobretudo se houver orientação médica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Cuide da segurança dos alimentos</h3>



<p><strong>A ação da quimioterapia pode enfraquecer o sistema imune e tornar o corpo mais suscetível à ameaça de diversos microrganismos</strong>, inclusive aqueles carregados por alimentos contaminados. Assim, <strong>cuide para que as refeições sejam preparadas de forma segura.</strong></p>



<p>Portanto, lave sempre as mãos, mantenha os produtos refrigerados em temperatura apropriada e higienize adequadamente os vegetais. Ao mesmo tempo, evite preparações que levem carnes, laticínios ou ovos crus. Por fim, guarde adequadamente alimentos já preparados e não os deixe expostos à temperatura ambiente por muito tempo.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cateter-para-quimioterapia/"><u>Entenda quais são os cuidados essenciais com o cateter da quimioterapia</u></a></p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Conheça formas de contornar determinados efeitos colaterais</h3>



<p>Muitos efeitos colaterais da quimioterapia podem interferir na alimentação. <strong>A perda de apetite, por exemplo, tende a ser um dos mais comuns, mas não é o único</strong>. Dessa forma, é essencial conhecer formas de minimizar esses problemas.</p>



<p>Para pacientes que não sentem fome, distribuir as refeições em pequenas porções ao longo do dia mais ou menos no mesmo horário ajuda bastante. Além disso, investir na criatividade e tentar alimentos novos pode aumentar a ingestão alimentar.</p>



<p>Já quando o desconforto está relacionado ao enjoo e à náusea, o ideal é evitar comidas gordurosas e excessivamente condimentadas. Alimentos gelados e ácidos (como picolés de frutas cítricas, por exemplo) podem ajudar a reduzir o incômodo.</p>



<p>Dificuldades para mastigar e engolir, feridas na boca e alterações no paladar e no olfato também podem atrapalhar na alimentação. Adicionalmente, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>diarreia </u></a>e constipação podem ser manejadas com ajustes na alimentação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Informe-se a respeito de possíveis interações entre alimentos e medicamentos</h3>



<p><strong>Determinados alimentos podem interferir no efeito de alguns medicamentos utilizados na quimioterapia.</strong> Entre um dos exemplos mais conhecidos está o da<em> grapefruit </em>(também chamada de toranja), ainda que ela não seja tão comum no Brasil. Essa fruta, que se assemelha à uma laranja, pode cortar ou alterar a ação esperada de certos quimioterápicos. Algo similar pode acontecer com o chá verde, principalmente quando consumido em grandes quantidades.</p>



<p>Tal cuidado em relação com interações entre alimentos e medicamentos pode ser estendida a ervas ou compostos fitoterápicos. Na dúvida, procure esclarecimento profissional antes de utilizar qualquer produto com o qual você não estava habituada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">5. Tire dúvidas com seu médico ou nutricionista sempre que necessário</h3>



<p>Por falar em ajuda profissional, <strong>médicos e nutricionistas podem fornecer recomendações adicionais sobre o que você pode ou não comer no período do tratamento quimioterápico</strong>. Além disso, eles ajudam esclarecer dúvidas sobre as melhores opções para lidar com os efeitos colaterais entre as sessões de quimioterapia. Dentro das possibilidades de momento, eles podem ainda reforçar a importância de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/"><u>manter-se fisicamente ativa. </u></a>Exercícios contribuem para manter a disposição e reforçar o apetite.</p>



<p><strong>Se estiver difícil manter uma rotina alimentar, esses profissionais devem indicar alimentos hipercalóricos e/ou hiperproteicos para ajudar na manutenção do estado nutricional apropriado.</strong> Outra possível recomendação <strong>são os suplementos alimentares desenvolvidos para contribuir com o aporte de calorias ou outros nutrientes</strong>. Existem diversas alternativas no mercado, então a orientação profissional é indispensável para encontrar a melhor opção caso a caso.</p>



<p><strong>Mais importante do que entender o que quem faz quimioterapia pode comer é entender de que forma a alimentação pode contribuir com a manutenção de um patamar satisfatório de bem-estar nessa etapa</strong>. Entretanto, é preciso sempre ter em mente que a relação com a comida pode mudar e que flutuações de apetite e de peso são perfeitamente normais. Encarar as coisas dessa maneira pode evitar cobranças excessivas em relação a tal aspecto.</p>



<p><strong>Aproveite e entenda como a </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-intestino-preso/"><u><strong>quimioterapia afeta o intestino e porque é tão comum sofrer com prisão de ventre durante o tratamento.</strong></u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/">Quem faz quimioterapia, o que pode comer? Confira 5 recomendações para ajudar na alimentação</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/">Quem faz quimioterapia, o que pode comer? Confira 5 recomendações para ajudar na alimentação</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Entenda como funciona e quais benefícios da reabilitação física após o câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2023 13:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[fadiga]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A reabilitação física após o câncer de mama é um estágio importante para garantir que a paciente recuperada mantenha um bom patamar de qualidade de vida Tipo de neoplasia mais comum entre as mulheres, o câncer de mama demanda cuidados que vão além do fim do tratamento. Exemplo disso é a necessidade de promover a reabilitação física após o câncer [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A reabilitação física após o câncer de mama é um estágio importante para garantir que a paciente recuperada mantenha um bom patamar de qualidade de vida</em></p>



<p>Tipo de neoplasia mais comum entre as mulheres, <strong>o câncer de mama demanda cuidados que vão além do fim do tratamento.</strong> Exemplo disso é a necessidade de promover a reabilitação física após o câncer de mama. Esse processo passa por diversas fases, capazes de contribuir com o restabelecimento do corpo após todos os procedimentos necessários para combater a doença.</p>



<p>E o passo a passo da reabilitação ultrapassa a questão física. Alguns cuidados envolvem também a preocupação com o bem-estar psíquico, um componente fortemente afetado pelo diagnóstico de um tumor nas mamas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que é preciso reforçar a importância da reabilitação física após o câncer de mama?</h2>



<p>Ao mesmo tempo em que é o tumor mais diagnosticado em mulheres, o câncer de mama conta com alternativas de tratamentos eficazes. Dessa forma, <strong>com o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado, são grandes as chances de que a paciente supere a doença.</strong></p>



<p>Isso, claro, é uma excelente notícia. <strong>Entretanto, a partir do momento em que o tratamento se encerra, essas mulheres precisam continuar a receber a atenção necessária para a devida reabilitação física após o câncer de mama.</strong></p>



<p>Logo, toda a abordagem precisa superar não apenas a busca pela sobrevivência e se dedicar também ao bem-estar pós-tratamento. Com isso, uma série de aspectos psicossociais precisam ser considerados. Caso contrário, o comprometimento da qualidade de vida pode ser significativo.</p>



<p>Em todo caso, uma barreira para a abordagem adequada é a variedade de condições que uma paciente pode experimentar após o tratamento. Para mulheres nesse estágio, as queixas mais comuns envolvem dor, fadiga, o desenvolvimento de linfedemas e até mesmo sintomas depressivos. De uma forma mais ampla, essas pacientes podem ter dificuldade para retomar a sua rotina e o convívio social.</p>



<p><strong>Assim, nas circunstâncias ideais, a reabilitação física, mental e social deve ser desenvolvida de forma personalizada.</strong> Entretanto, profissionais podem ter dificuldade para encontrar as melhores alternativas para cada caso, principalmente quando se leva em conta que as evidências disponíveis quase sempre propõem intervenções separadas para cada problema apresentado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os benefícios da reabilitação para a paciente recuperada?</h2>



<p>O benefício mais notável da reabilitação após o câncer de mama diz respeito ao <strong>manejo de possíveis efeitos colaterais associados ao tratamento.</strong> Mulheres <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u>submetidas à cirurgia</u></a> ou <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>radioterapia,</u></a> por exemplo, normalmente vivenciam sintomas como dor, rigidez e dormência na área operada e/ou irradiada. Dessa forma, fazer determinados exercícios (sempre conforme orientação profissional) pode ajudar na retomada de atividades comuns, como dirigir ou carregar as compras.</p>



<p>Os exercícios e, eventualmente, a<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fisioterapia-cancer-mama/"><u> fisioterapia</u></a> são importantes também na prevenção dos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfedema-bracos/"><u>linfedemas</u></a>. Eles são uma complicação comum em mulheres submetidas à cirurgia nas mamas e nas axilas e têm como principal sintoma o inchaço dos membros do lado operado.</p>



<p>Já pacientes tratadas com quimioterápicos também podem conviver por meses ou mesmo anos com a chamada neuropatia periférica induzida pela quimioterapia. Entre outros sintomas, ela provoca dor intensa e sensação de dormência em braços e pernas. Isso, claro, merece <strong>avaliação e tratamentos específicos.</strong></p>



<p>Seja como for, vale ter em mente que os <strong>benefícios da reabilitação física podem ser percebidos em diferentes estágios da evolução da paciente.</strong> Desde o diagnóstico até anos depois de finalizado o tratamento, a mulher pode procurar ajuda para os problemas que a estejam afetando com o intuito de minimizá-los.</p>



<p>No fim, a reabilitação física <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"><u>após o câncer de mama</u></a> contribui para a <strong>manutenção de um patamar satisfatório de qualidade de vida. </strong>Isso engloba principalmente as possíveis manifestações que persistem mesmo com fim do tratamento. Logo, as pacientes podem ter acesso a recursos capazes de contribuir para a retomada de uma vida próxima daquela experimentada antes do diagnóstico.</p>



<p id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/exercicio-apos-cirurgia-de-cancer-de-mama/">Exercício após cirurgia de câncer de mama melhora a mobilidade do braço e do ombro</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Que intervenções podem ser consideradas no processo de reabilitação física?</h2>



<p>Embora a importância do processo de reabilitação física seja inegável, <strong>é comum que profissionais de saúde encontrem dificuldade para entender os possíveis benefícios de cada recurso nesse período</strong>, conforme já ressaltado.</p>



<p>Para preencher essa lacuna<a href="https://bmccancer.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12885-019-5648-7" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>, uma revisão sistemática publicada em 2019 </u></a>buscou entender qual o papel das principais abordagens durante a reabilitação. Uma revisão sistemática reúne e avalia outros estudos feitos sobre um tema específico.</p>



<p>Para isso, foram incluídas na avaliação apenas outras revisões sistemáticas já publicadas (ou seja, o artigo era, grosso modo, uma revisão das revisões). Após a análise do material, <strong>cinco grandes áreas de interesse no processo de reabilitação foram identificadas</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Exercícios e atividade física.</li>
<li>Medicina alternativa e complementar.</li>
<li>Yoga.</li>
<li>Tratamento dos linfedemas.</li>
<li>Intervenções psicossociais (como psicoterapia, por exemplo).</li>
</ul>



<p>No fim, <strong>os autores da revisão concluíram que as evidências disponíveis apontam para benefícios sólidos provenientes, sobretudo, da prática de exercícios físicos</strong>. As demais áreas avaliadas também apresentaram possíveis efeitos positivos para pacientes recuperadas. <strong>É preciso levar em conta que cada recurso pode ajudar a lidar com sintomas ou condições específicas.</strong></p>



<p>Os exercícios físicos podem contribuir para a redução da fadiga e no risco de desenvolver linfedemas, por exemplo. Já yoga e práticas de medicina alternativa e/ou complementar podem ser importantes para a melhoria na qualidade de vida e na redução de sintomas ansiosos ou depressivos.</p>



<p>Dessa forma, as evidências reunidas no artigo vão ao encontro da necessidade de que a reabilitação após o câncer de mama seja moldada conforme as necessidades identificadas. <strong>Assim, médico e paciente podem discutir as preocupações existentes e as queixas notadas a cada passo da evolução após o fim do tratamento.</strong></p>



<p><strong>Que tal agora saber mais sobre como a </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/"><u><strong>medicação pode trazer benefícios para pacientes diagnosticadas com câncer de mama?</strong></u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/">Entenda como funciona e quais benefícios da reabilitação física após o câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/">Entenda como funciona e quais benefícios da reabilitação física após o câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que precisa ser levado em conta no acompanhamento pós-câncer de mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 May 2023 10:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[risco de recidiva.]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O acompanhamento pós-câncer de mama exige uma série de medidas que contribuem para reduzir o risco de que a doença volte Embora seja um marco significativo, o fim do tratamento contra um tumor na mama não é um ponto final. Ele também não representa uma volta imediata à vida normal, pelo menos quando comparada ao cotidiano antes do diagnóstico. Logo, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O acompanhamento pós-câncer de mama exige uma série de medidas que</em> <em>contribuem para reduzir o risco de que a doença volte</em></p>



<p><strong>Embora seja um marco significativo, o fim do tratamento contra um tumor na mama não é um ponto final.</strong> Ele também não representa uma volta imediata à vida normal, pelo menos quando comparada ao cotidiano antes do diagnóstico. <strong>Logo, a adaptação a essa nova realidade passa por uma série de medidas de acompanhamento pós-câncer de mama.</strong></p>



<p>Além disso, as pacientes que finalizaram o tratamento devem estar cientes sobre as ações de monitoramento necessárias para identificar possíveis recidivas e entender o que pode contribuir para ampliar a sobrevida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mudanças no corpo e efeitos colaterais após o tratamento</h2>



<p><strong>É natural que o corpo da mulher passe por uma série de mudanças durante e após o tratamento contra um tumor nas mamas</strong>. A natureza das alterações dependerá principalmente das condutas adotadas para lidar com a doença e os efeitos colaterais decorrentes delas.</p>



<p>Pacientes submetidas a uma cirurgia, por exemplo, podem experimentar uma série de desconfortos após o procedimento. Além disso, a remoção do tecido da mama ou mesmo as cicatrizes cirúrgicas podem prejudicar a autoestima, impactando diversos âmbitos da vida (como a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/"><u>sexualidade</u></a>, por exemplo). Em muitos casos, procedimentos de reconstrução mamária podem ser feitos para recompor a aparência da mama.</p>



<p><strong>Já tratamentos com medicamentos (como quimioterapia, hormonioterapia ou terapia-alvo) podem contribuir, entre outros </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u><strong>efeitos colaterais,</strong></u></a><strong> para a manifestação de sintomas precoces da </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/entrando-na-menopausa/"><u><strong>menopausa.</strong></u></a> Entre os sinais mais comuns desse quadro estão as ondas de calor, a sudorese noturna e disfunções sexuais, incluindo redução da libido e secura vaginal. É possível também que a paciente ganhe peso. Por outro lado, a perda de cabelo característica da quimioterapia costuma ser revertida assim que o tratamento é encerrado.</p>



<p><strong>Outra alteração corporal que merece atenção em quem foi submetido a uma cirurgia axilar ou tratamento radioterápico são os </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfedema-bracos/"><u><strong>linfedemas.</strong></u></a> Eles surgem devido a danos ao sistema linfático, fazendo com que a área afetada (geralmente os braços e axilas) acumule linfa e fique inchada. Além do desconforto, tal problema afeta a estética. Assim, é fundamental que a paciente receba orientação sobre como prevenir e lidar com essa condição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Recuperação física e fisioterapia acompanhamento pós-câncer de mama?</h2>



<p>Movimentar o corpo é justamente uma das medidas essenciais para evitar linfedemas e outras complicações durante o acompanhamento pós-câncer de mama. <strong>Por isso, mesmo mulheres que passam por cirurgias são incentivadas a se exercitar, inclusive com o suporte de um fisioterapeuta.</strong> Esse cuidado pode acelerar a recuperação física e contribuir para um maior bem-estar geral nessa nova fase da vida.</p>



<p>Entretanto, cada etapa da recuperação faz com que a indicação da intensidade e do tipo de atividade seja diferente. <strong>Mulheres recém-operadas, por exemplo, devem se movimentar com cuidado, mas sempre tendo em mente que os exercícios contribuem para uma recuperação mais ágil dos movimentos de braços e ombros.</strong> Exercícios específicos podem contribuir para fortalecer a capacidade respiratória. Ademais, os movimentos indicados contribuem para garantir a flexibilidade da região acometida.</p>



<p>Por outro lado, esforços físicos maiores não devem ser feitos antes de remover os pontos. A orientação profissional de médico e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fisioterapia-cancer-mama/">fisioterapeuta</a> deve ser sempre respeitada. <strong>Eles que garantirão que sua rotina de exercícios seja segura e contribua efetivamente para a recuperação</strong>.</p>



<p>No mais, interrompa a prática e procure ajuda sempre que aparecem sinais como tontura, dores, inchaço, dormência ou qualquer outro desconforto na região operada. Eles podem indicar que algo não vai bem e merecem atenção apropriada, evitando riscos maiores.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atividades físicas e sobrevida</h2>



<p>Além de ajudar na recuperação, a prática regular de exercícios físicos contribui com uma menor chance de recidivas e um aumento da sobrevida nas pacientes. Ou seja, elas podem viver mais tempo sem a doença após o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/?_ga=2.188753257.356678627.1679338816-848203006.1673623648&amp;_gl=1*1rr646j*_ga*ODQ4MjAzMDA2LjE2NzM2MjM2NDg.*_ga_PQC87SDMSD*MTY3OTQzMDM3MS41OS4xLjE2Nzk0MzAzOTEuMC4wLjA."><u> tratamento</u></a>. Cada vez mais, estudos reforçam tal afirmação.</p>



<p>Um<a href="https://academic.oup.com/jnci/article/113/1/54/5814214?login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> artigo publicado em 2020, no periódico do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos</u></a>, mostrou que pacientes que faziam mais atividades antes do diagnóstico e depois do tratamento tinham menor chance de sofrer com uma recidiva do tumor.</p>



<p>Ao todo, o estudo contou com a participação de 1340 pacientes. Elas foram convidadas a preencher questionários informando características do seu biotipo e a quantidade/intensidade da prática de atividade física ao longo de diferentes momentos, do diagnóstico da doença até o fim do tratamento, passando pelo período de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>quimioterapia. </u></a>Além disso, elas foram acompanhadas por dois anos após a recuperação.</p>



<p><strong>No fim, mulheres que antes e depois do tratamento atingiam o patamar recomendado para a prática regular de exercícios físicos indicado pelas diretrizes de atividades físicas para norte-americanos ( indicada entre 2 horas e 2 horas e 30 minutos por semana de exercícios moderados), tinham uma chance 55% menor de ter uma recidiva.</strong> Além disso, o grupo que mais se exercitava tinha um risco 68% menor de morrer por qualquer outro problema de saúde.</p>



<p><strong>Outro destaque do estudo é que pacientes sedentárias antes do diagnóstico, mas que atingiram o patamar recomendado dois anos após o fim do tratamento também viram cair o risco do retorno da doença. </strong>Nesses casos, a redução foi de 46%. Ou seja, isso indica que nunca é tarde para começar a se exercitar.</p>



<p id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/">Como os exercícios podem ajudar na prevenção e no tratamento de um câncer de mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O monitoramento no acompanhamento pós-câncer de mama</h2>



<p><strong>Mesmo após o fim do tratamento e sem a presença de qualquer vestígio da doença no organismo, é essencial que as pacientes mantenham o acompanhamento para rastrear um possível retorno do câncer de mama.</strong> O planejamento desse monitoramento deve ser feito com cuidado junto ao médico. Entre as medidas recomendadas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Consultas periódicas</strong>, que se repetem de acordo com o período passado do fim do tratamento. Quanto maior a sobrevida sem recidiva, maiores os intervalos entre uma visita e outra;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mamografias</strong>, em especial para mulheres que passaram por cirurgias conservadoras;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Exames para avaliar a saúde do útero e do endométrio</strong>, principalmente para mulheres submetidas a um tratamento hormonal, o que pode elevar a chance de câncer nessa região;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Testes para avaliar a densidade óssea</strong>, em especial para mulheres que usam/usaram inibidores de aromatase.</li>
</ul>



<p><strong>Cabe sempre ao profissional fornecer orientações sobre efeitos colaterais de longo prazo dos tratamentos, bem como instruir a paciente sobre atitudes que podem contribuir para reduzir o risco de recorrência do tumor ou do desenvolvimento de outros tipos de câncer.</strong> Diante de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u>algum sintoma sugestivo do retorno do tumor</u></a>, o médico também pode indicar novos exames, inclusive de imagem.</p>



<p>Com tudo isso, é possível garantir o acompanhamento pós-câncer de mama de forma mais tranquila. <strong>Superar a doença é uma conquista e tanto, mas conviver com o medo de que ela retorne pode ser difícil.</strong> Assim, saber como agir a cada etapa vencida, bem como entender o que pode ser feito para minimizar tais riscos e ampliar a qualidade de vida é o melhor caminho para a vida que começa após finalizado o tratamento.</p>



<p><strong>Aproveite e saiba mais sobre os </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/"><u><strong>riscos da recorrência</strong></u></a><strong> de um tumor na mama e confira dicas adicionais para reduzir tal chance.</strong></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/">O que precisa ser levado em conta no acompanhamento pós-câncer de mama?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/">O que precisa ser levado em conta no acompanhamento pós-câncer de mama?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Conheça os possíveis efeitos da radioterapia da mama na pele e veja como lidar com eles</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=efeitos-radioterapia-pele</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2022 11:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[densidade das mamas]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A radioterapia é capaz de provocar uma série de efeitos colaterais que podem afetar a qualidade de vida durante o tratamento Mesmo diante da importância do tratamento, é natural se preocupar com os efeitos da radioterapia da mama na pele e em outras partes do corpo. Embora em muitos casos tais desconfortos possam ser leves e passageiros, é preciso considerar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A radioterapia é capaz de provocar uma série de efeitos colaterais que podem afetar a qualidade de vida durante o tratamento</em></p>



<p>Mesmo diante da importância do tratamento, <strong>é natural se preocupar com os efeitos da radioterapia da mama na pele e em outras partes do corpo.</strong> Embora em muitos casos tais desconfortos possam ser leves e passageiros, é preciso considerar o impacto cumulativo da radiação e entender de que forma efeitos colaterais de longo prazo podem se manifestar.</p>



<p>A <a href="https://www.inca.gov.br/tratamento/radioterapia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>radioterapia</u></a> é um tratamento amplamente utilizado no câncer de mama. Raios ionizantes (em outras palavras, ondas de radiação capazes de retirar elétrons das moléculas) são empregados para destruir as células do tumor, ajudando na sua eliminação e na prevenção de futuras recidivas da doença.</p>



<p>Existem diferentes métodos de aplicação da radioterapia, mas nos quadros de câncer de mama normalmente são empregados a radioterapia externa, a braquiterapia e a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/radioterapia-intraoperatoria-na-mama/"><u>radioterapia intraoperatória.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os efeitos colaterais mais comuns da radioterapia?</h2>



<p>Assim como outras opções de tratamento para o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama/"><u> câncer de mama</u></a>, <strong>a radioterapia pode, claro, provocar efeitos colaterais. </strong>Eles normalmente estão associados, com maior intensidade, às partes do corpo que recebem a terapia, bem como ao tamanho da dose de radiação e capacidade do corpo de reparar as células saudáveis danificadas no processo.</p>



<p>O<strong>s efeitos costumam ser cumulativos, como já mencionamos</strong>: é normal que os primeiros desconfortos comecem a aparecer após cerca de 3 semanas do início do tratamento e podem seguir até depois de alguns dias ou semanas após a finalização do tratamento. De todo modo, é preciso observar a chance de efeitos mais prolongados, capazes de permanecer por meses após o fim da intervenção.</p>



<p>No mais, <strong>é importante levar em conta que cada organismo reage de forma diferente aos efeitos da radioterapia (ou de qualquer outro tratamento).</strong> Algumas pessoas podem sentir com menos força determinados desconfortos, enquanto passam por períodos mais difíceis durante o tratamento. Com isso em mente, vale reforçar os efeitos colaterais mais comuns da radioterapia na mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Efeitos na pele</h3>



<p>A maioria das pacientes nota uma <strong>vermelhidão na área irradiada</strong>. Com o passar do tempo, a região pode ficar mais escura ou rosada. Outros sinais da reação são <strong>coceira e ressecamento na área, bem como do aumento da sensibilidade, que também pode deixar a região mais dolorida</strong>. A pele pode também descamar.</p>



<p><strong>Esses efeitos colaterais na pele são conhecidos como radiodermites.</strong> Como já mencionado, eles geralmente se iniciam por volta da terceira semana de tratamento. Cerca de 80 a 90% das pacientes irão desenvolvê-las em algum grau. Além disso, em torno de 10 a 15% das pacientes desenvolverão sintomas mais avançados como descamação, ulceração da pele, sangramento ou mesmo necroses. Cabe ressaltar que essas reações costumam ser dolorosas e ocorrem principalmente em regiões de dobras de pele, como nas axilas e abaixo das mamas.<br /><br /><strong>Há diversas recomendações para reforçar os cuidados da pele durante a radioterapia, que devem ser levados em consideração a partir de conversas com o médico radioterapeuta ou radio-oncologista.</strong> Entre algumas dessas orientações estão o uso de chá de camomila, cremes à base de ácidos graxos essenciais ou ácidos graxos insaturadas, placas de hidrocoloide, aloe vera e corticoterapia tópica (ou seja, como o uso de medicamentos corticoides na área afetada). Por fim, tecnologias de luz como a biofotomodulação tem se tornado um método seguro e eficaz para ajudar na cicatrização e regeneração dos tecidos atingidos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Inchaços no braço e na mama</h3>



<p>Uma vez que a radioterapia provoca maior dificuldade para a circulação de fluidos na região irradiada, a paciente pode experimentar inchaços na região do braço e da mama, o que é chamado de linfedema, condição presente em até 25% das pacientes. Normalmente, tais efeitos podem melhorar após a finalização do tratamento, embora possa haver quadros em que eles permanecem como uma alteração crônica na área dos braços.</p>



<p>Logo, é importante informar o médico se o problema persistir ou surgir após o encerramento das sessões de radioterapia. O fisioterapeuta é outro profissional que pode ter papel fundamental na avaliação, prevenção e/ou tratamento desses efeitos colaterais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alterações no formato e aspecto da mama</h3>



<p>Principalmente nos casos em que a radioterapia é aplicada após uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"><u>cirurgia</u></a> conservadora de remoção do tumor, pode haver alterações que farão com que a mama pareça diferente. Isso é causado por alterações na estrutura do tecido , como as fibroses.</p>



<p>O seio pode ficar duro e menos elástico, além de menor do que antes, em um quadro conhecido como síndrome da fibrose radioinduzida. Diante do impacto que isso pode ter na autoestima e até mesmo na sexualidade, é importante conversar com os profissionais que fazem o acompanhamento para discutir o que pode ser feito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A radioterapia provoca dor nas mamas? É normal se sentir cansada? Qual o efeito colateral mais grave?</h2>



<p>No mais, vale reforçar outros efeitos colaterais que não necessariamente têm relação com o aspecto da pele da mama e de regiões próximas, mas podem impactar diretamente na qualidade de vida. É comum, por exemplo, que pacientes sob a radioterapia se sintam cansadas e indispostas, principalmente à medida que as sessões avançam.</p>



<p>A dor também pode estar presente, na forma de pontadas, agulhadas e dores agudas em toda a região das mamas e do peito. A intensidade costuma ser moderada, mas elas podem se prolongar por semanas após o fim do tratamento, ainda que com o tempo a intensidade e frequência dos episódios de desconfortos venha a diminuir.</p>



<p>No mais, pode haver alteração da sensibilidade no braço devido ao dano nos nervos da área tratada. Além da dor, esse problema se apresenta por meio de formigamentos, dormência e fraqueza. Nessas circunstâncias, a intervenção precoce da fisioterapia também ajuda na recuperação da paciente.</p>



<p>Em casos raríssimos, <a href="https://jmedicalcasereports.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13256-020-02482-x#:~:text=It%20has%20been%20specified%20that,mainly%20described%20histology%20%5B4%5D." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>a radioterapia pode desencadear outro tumor no futuro</u></a>. Eles são chamados tumores radioinduzidos. Entre os mais frequentes estão aqueles conhecidos como angiosarcomas, um câncer do sistema linfático que pode se formar na área previamente irradiada ou no membro superior do mesmo lado.</p>



<p>Entretanto, isso não é motivo para interromper o tratamento: os riscos de isso acontecer certamente são menores do que não tratar o câncer que gerou a prescrição do uso da radiação. De qualquer forma, vale discutir esse aspecto com seu médico sempre.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/">Como é feita a radioterapia na mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como minimizar os efeitos da radioterapia, em especial na pele?</h2>



<p>É provável que os médicos que acompanham seu tratamento (sejam os oncologistas,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/o-que-faz-o-mastologista/"><u> mastologistas </u>ou radioterapeutas</a>) forneçam orientações básicas sobre como lidar com as reações provocadas pela radioterapia, em especial na pele. De qualquer forma, é possível apontar algumas recomendações gerais para minimizar o desconforto causado pelo tratamento, a partir das diretrizes das principais sociedades médicas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não esfregue a área irradiada, já que isso pode deixá-la ainda mais sensível. Lave de forma suave com água e sabão neutro. Se enxugue com uma toalha macia;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não use perfumes, talcos, desodorantes, soluções com álcool nem nada que possa provocar irritação na região irradiada;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não coloque bolsas de água quente ou fria na área;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Utilize protetor solar como fator de proteção solar maior que 30, no mínimo por 1 ano após finalizado o tratamento;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não utilize roupas justas e escolha sempre peças de tecidos naturais. Sempre que possível, a recomendação é ficar sem o sutiã;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não depile a região irradiada;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Seu médico deve indicar um hidratante para ser aplicado na região.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Beba bastante líquido e mantenha-se hidratado</li>
</ul>



<p>Associados aos cuidados com o local irradiado, a manutenção de uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercícios físicos (claro, dentro das limitações do momento) e o descanso adequado podem contribuir para minimizar esses e outros efeitos colaterais do tratamento.</p>



<p>Por fim, fica o reforço para procurar ajudar e avisar o médico sempre que qualquer sintoma anormal ou que cause preocupação apareça, durante ou depois do tratamento, seja relativo aos efeitos da radioterapia da mama na pele, seja relacionado a qualquer outro aspecto do seu bem-estar.</p>



<p><em>Veja mais sobre </em><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/"><em><u>como os exercícios físicos colaboram na prevenção e no tratamento </u></em></a><em>do câncer de mama.</em></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/">Conheça os possíveis efeitos da radioterapia da mama na pele e veja como lidar com eles</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/">Conheça os possíveis efeitos da radioterapia da mama na pele e veja como lidar com eles</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Tamoxifeno: o que é e quais os efeitos colaterais de um dos medicamentos mais importantes da história da oncologia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[tamoxifeno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um marco da história da oncologia, o tamoxifeno pode ser usado no tratamento e na prevenção de recidivas e novos casos de câncer de mama Hoje, quem recebe um diagnóstico de câncer de mama conta com diferentes abordagens, que combinam várias possibilidades de tratamento para alcançar a remissão do tumor. Contudo, nem sempre foi assim e por muito tempo as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Um marco da história da oncologia, o tamoxifeno pode ser usado no tratamento e na prevenção de recidivas e novos casos de câncer de mama</em></p>



<p> Hoje, quem recebe um <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/"><u>diagnóstico de câncer de mama</u></a> conta com diferentes abordagens, que combinam várias <strong>possibilidades de tratamento</strong> para alcançar a remissão do tumor. Contudo, nem sempre foi assim e por muito tempo as alternativas para lidar com a doença eram limitadas e, muitas vezes, pouco eficientes.</p>



<p>Felizmente, com o avanço da ciência, isso foi mudando até chegarmos ao estágio atual de desenvolvimento. Nessa trajetória, alguns marcos merecem destaque especial. E esse é o caso do desenvolvimento e introdução do tamoxifeno no tratamento <strong>e até mesmo na prevenção do câncer de mama. </strong>Por isso, veja tudo o que você precisa saber sobre esse fármaco que estabeleceu uma revolução nessa área da medicina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>A história do tamoxifeno</h2>



<p>O desenvolvimento do tamoxifeno se deu, em partes, de forma acidental. Em meados dos anos 1960 ele havia sido testado para a criação de novos contraceptivos de emergência devido a sua familiaridade com o estrogênio, o principal hormônio sexual feminino.</p>



<p>Embora tenha se mostrado promissor nos testes com camundongos, o tamoxifeno foi <strong>ineficaz no objetivo de provocar efeito contraceptivo em humanos</strong>. Assim, ele ficou de lado e quase teve seu uso clínico descartado.</p>



<p>Isso não aconteceu, pois, um dos membros da equipe inicial de pesquisa suspeitava de que aquele novo fármaco poderia ter aplicações em casos de câncer de mama receptor de hormônio positivo. Desde o final do século 19, se sabia que o desenvolvimento de <strong>alguns tumores estava relacionado à exposição das células cancerígenas ao estrogênio.</strong></p>



<p>O cirurgião britânico George Beatson, por exemplo, ficou famoso justamente por prolongar a sobrevida de alguns pacientes com câncer de mama removendo seus ovários, a principal fonte de estrogênio do organismo feminino.</p>



<p>Dessa forma, ao longo das décadas, <strong>vários bloqueadores de estrogênio foram desenvolvidos</strong>. Alguns deles tiveram resultados positivos, mas os efeitos colaterais eram tão expressivos que impediam um uso mais amplo.</p>



<p>Além disso, o momento em que a pesquisa com o tamoxifeno para fins contraceptivos chegou a um beco sem saída coincidiu com o ressurgimento no interesse pela busca por medicamentos capazes de atuar no bloqueio do estrogênio para combater o câncer de mama.</p>



<p>Com isso, <strong>parte da equipe inicial dos estudos com o tamoxifeno como método contraceptivo resolveu testar a nova aplicação do fármaco</strong>. No início dos anos 1970 foi <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2008453/pdf/brjcancer00359-0057.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>feito o primeiro teste clínico com esse fim</u></a>, em um hospital da Inglaterra. Naquele estudo inicial, de 46 mulheres diagnosticadas com câncer de mama que receberam o medicamento, 10 mostraram uma boa resposta ao tratamento. Em 1972, o tamoxifeno foi registrado no Reino Unido.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como o tamoxifeno atua nos casos de câncer de mama</h2>



<p>Na prática, o que o tamoxifeno faz é <strong>bloquear a atuação do estrogênio nas células de tumores receptores de hormônio positivo.</strong> Dentro do organismo, o tamoxifeno se liga a esses receptores nas células cancerígenas, impedindo que eles recebam estímulo hormonal para crescer e se multiplicar.</p>



<p>Apesar disso, ele pode <strong>atuar de forma similar ao estrogênio em outras partes do corpo, como no útero e nos ossos.</strong> Por essa razão, o tamoxifeno é classificado como um modulador seletivo dos receptores de estrogênio.</p>



<p>Dessa forma, ele não atua em tumores com receptor de hormônio negativo ou que tenham apenas os receptores positivos para a progesterona. Por isso <strong>é tão importante conhecer o status desses receptores hormonais na definição do tratamento.</strong></p>



<p>Em média, <strong>2 a cada 3 tumores nas mamas são receptores positivos de algum desses hormônios</strong>, que provocam uma evolução mais lenta do quadro. Por outro lado, os prognósticos são melhores, ainda que tal condição represente uma chance maior de recidiva no futuro.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-outubro-rosa-e-importante/">por que o movimento Outubro Rosa é tão importante?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Principais indicações, como ingerir e efeitos colaterais mais comuns</h2>



<p>Nem todas as pacientes com câncer de mama se beneficiam da prescrição do tamoxifeno em casos de câncer de mama. Além do status do receptor hormonal do tumor e do estadiamento do câncer, outros aspectos são levados em conta, como risco associado a alguns efeitos colaterais ou uma eventual <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/"><u>gravidez</u></a>.</p>



<p>Desse modo, ele apresenta maior potencial em oferecer resultados positivos principalmente em complemento à cirurgia e à quimioterapia. Alguns dos quadros indicados para a prescrição do fármaco são, por exemplo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres que foram tratadas com cirurgias conservadoras para carcinoma ductal in situ;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres com tumores receptores positivos de estrogênio tratadas cirurgicamente. O tamoxifeno pode ser introduzido antes ou depois da cirurgia;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres com câncer de mama em estágios iniciais que ainda não tenham passado pela menopausa. Para mulheres que já tenham atravessado esse período, os chamados inibidores de aromatase costumam ser a indicação de referência;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres com câncer com receptor positivo que tenha se espalhado para outras partes do corpo. O medicamento pode contribuir para reduzir a velocidade desse espalhamento ou mesmo reduzir alguns focos do tumor pelo corpo;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Para mulheres ainda não diagnosticadas com câncer de mama, mas com alto risco de desenvolvimento desse tipo de tumor. Além disso, o uso prolongado pode reduzir o risco do desenvolvimento de tumores contralaterais (na mama oposta àquela que foi tratada cirurgicamente).</li></ul>



<p>Em média, o ciclo de tratamento utilizando o tamoxifeno deve se estender por, ao menos, 5 anos. O respeito ao prazo é fundamental. Períodos menores de 2 anos tendem a oferecer um benefício insignificante, por exemplo. Além disso, já há evidências de que pacientes com alto risco de recidiva podem se beneficiar com terapias estendidas por períodos entre 7 e 10 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Como tomar o tamoxifeno?</h3>



<p>O tamoxifeno está disponível na forma de <strong>comprimidos</strong>. Ele pode ser ingerido normalmente com água, geralmente uma vez ao dia.</p>



<p>Ele não deve ser administrado em conjunto com alguns tipos de anticoagulantes. Além disso, parece haver uma redução na eficácia do tamoxifeno quando ele é tomado junto com alguns antidepressivos da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (em especial a fluoxetina e a paroxetina).</p>



<p>No mais, pacientes em tratamento com o tamoxifeno não devem receber em conjunto inibidores de CYP2D6 também sob o risco de ver o efeito do medicamento reduzido. Em todo caso, converse sempre com seu médico em caso de dúvida.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os principais efeitos colaterais?</h3>



<p>Como qualquer medicamento, o tamoxifeno também apresenta efeitos colaterais. A intensidade e a frequência de cada um deles varia caso a caso. Os <strong>desconfortos mais comuns são:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ondas de calor;</li><li>Ressecamento e corrimento vaginal, devido ao bloqueio da atuação do estrogênio no estímulo à lubrificação natural. Isso pode provocar também dor e coceira durante relações sexuais.</li><li>Náusea;</li><li>Alterações de humor;</li><li>Fadiga;</li><li>Constipação intestinal;</li><li>Ressecamento da pele;</li><li>Em casos raros, pode haver sangramento vaginal. Esse sintoma deve sempre chamar a atenção devido ao risco de câncer de endométrio associado ao uso do tamoxifeno.</li></ul>



<p>Não há indícios de que o tamoxifeno provoque ganho de peso de forma direta, uma preocupação comum das pacientes. Contudo, o sobe e desce emocional e hormonal do tratamento de um câncer pode favorecer o ganho de massa corporal.</p>



<p>Por isso, há sempre a orientação para a manutenção de dieta equilibrada e a prática regular de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/?_ga=2.7226482.1586547413.1666042270-2131309531.1663336781&amp;_gl=1*vwcgh0*_ga*MjEzMTMwOTUzMS4xNjYzMzM2Nzgx*_ga_PQC87SDMSD*MTY2NjA0MjI3MC4xMi4xLjE2NjYwNDIyNzAuMC4wLjA."><u>exercícios físicos. </u></a>Esses hábitos também contribuem em outros aspectos, como na manutenção do bem-estar e no controle de outras doenças, como diabetes e distúrbios cardiovasculares.</p>



<p><strong>Além dessas alterações, de forma mais rara, o tamoxifeno pode provocar quadros mais sérios.</strong> Entre os mais frequentes estão coágulos sanguíneos e tumores no endométrio, uma vez que o medicamento pode provocar alterações no tecido que reveste o útero.</p>



<p>Com isso, os efeitos colaterais podem ser uma barreira para a adesão necessária ao tratamento com tamoxifeno. Porém,<strong> nunca é demais reforçar que a interrupção da utilização do tamoxifeno antes do final do ciclo recomendado aumenta a possibilidade de manifestação da doença</strong>, o que obviamente contribui para prejuízos significativos à qualidade de vida e o risco de óbito.</p>



<p>Embora não tenha sido a primeira medicação antiestrogênio desenvolvida, o tamoxifeno representou um marco na história e abriu caminho para o desenvolvimento de novas terapias, cada vez mais bem toleradas e com maiores chances de sucesso. Dessa forma, com o diagnóstico feito de forma precoce aumentam as chances de que a paciente com câncer de mama tenha uma sobrevida longa e satisfatória.</p>



<p>Que tal agora conhecer <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama/"><u>9 mitos e verdades sobre o câncer de mama?</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/">Tamoxifeno: o que é e quais os efeitos colaterais de um dos medicamentos mais importantes da história da oncologia?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/">Tamoxifeno: o que é e quais os efeitos colaterais de um dos medicamentos mais importantes da história da oncologia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Imunoterapia para câncer de mama: como é e indicações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jun 2022 12:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[Atezolizumabe]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Keynote 522]]></category>
		<category><![CDATA[Nab-paclitaxel]]></category>
		<category><![CDATA[Pembrolizumab]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[resposta imunológica]]></category>
		<category><![CDATA[tipos de câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[tumores triplo negativos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A imunoterapia para câncer de mama funciona de modo diferente da quimioterapia Ao longo dos anos, o avanço científico na área de pesquisas médicas tem possibilitado o desenvolvimento de novos tratamentos, um exemplo disso é a utilização da imunoterapia para câncer de mama. Até pouco tempo, tínhamos apenas a quimioterapia convencional como tratamento eficaz para o câncer de mama, mas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A imunoterapia para câncer de mama funciona de modo diferente da quimioterapia</em></p>



<p>Ao longo dos anos, o avanço científico na área de pesquisas médicas tem possibilitado o desenvolvimento de novos tratamentos, um exemplo disso é a utilização da <strong>imunoterapia para câncer de mama.</strong></p>



<p>Até pouco tempo, tínhamos apenas a quimioterapia convencional como tratamento eficaz para o câncer de mama, mas felizmente, outros tratamentos, como a imunoterapia, tem se mostrado uma modalidade terapêutica promissora.</p>



<p>A imunoterapia é mais uma das possibilidades terapêuticas que elevam consideravelmente as taxas de cura do câncer de mama devido sua ação em diferentes tipos de tumores.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a imunoterapia?</h2>



<p>De acordo com a <a href="https://sbmastologia.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)</u></a>, a <strong>imunoterapia</strong> estimula e auxilia o sistema imunológico do paciente, responsável pela defesa do organismo contra infecções e células tumorais, a atacar as células cancerígenas. Assim, a imunoterapia</p>



<p>funciona de modo diferente da quimioterapia. Enquanto os mecanismos de ação contra o tumor oferecidos pela quimioterapia se baseiam em atacar as células tumorais diretamente, a <strong>imunoterapia auxilia o próprio sistema imunológico do paciente a identificar e combater o câncer.</strong> Contudo, é preciso que fique claro que a imunoterapia não se aplica a todos os casos de câncer.</p>



<p>A recomendação para este tratamento está relacionada com o tipo de tumor e a fase do tratamento na qual o paciente se encontra. Atualmente, no Brasil, existem medicamentos imunoterápicos, aprovados pela <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</u></a>, para os cânceres de pulmão, rim, bexiga, estômago, cabeça e pescoço, melanoma, pele e alguns <strong>tipos de câncer de mama.</strong></p>



<p>Outro aspecto importante de ser abordado, é que mesmo com o aumento da utilização do método, o tratamento não apresenta eficácia para todos os pacientes. Os resultados dependem da <strong>resposta imunológica </strong>no paciente.</p>



<p>Continue a leitura deste artigo para saber mais sobre as indicações da imunoterapia para câncer de mama.</p>



<p id="leiamais">Veja também: <a href="/tipos-de-cancer-de-mama-conheca">Tipos de câncer de mama: conheça os mais comuns e entenda suas características</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Utilização e indicações da imunoterapia para câncer de mama</h2>



<p>O primeiro tratamento imunoterápico para tratamento do câncer de mama foi aprovado há alguns anos pelo <a href="https://www.fda.gov/"><u>FDA (US Food and Drug Administration)</u></a>, órgão americano responsável pelo controle e regulamentação de alimentos e fármacos.</p>



<p>Os imunoterápicos utilizados na prática do tratamento do câncer de mama são vários, entre eles <strong>Pembrolizumabe</strong> e <strong>Atezolizumabe</strong>.</p>



<p>Recentemente, mais exatamente no mês de maio de 2022, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso de do anticorpo anti-PD-1&nbsp;<strong>Pembrolizumabe</strong>&nbsp;para tratamento de câncer de mama triplo-negativo localizado ou em estágio inicial, considerado de risco alto, em combinação à quimioterapia neoadjuvante e mantido como monoterapia adjuvante após a cirurgia.</p>



<p>Esta nova indicação terapêutica no cenário da doença localizada é embasada no estudo de fase III&nbsp;Keynote-522, que revisaremos neste artigo.</p>



<p>Também foi aprovado o uso de&nbsp;<strong>Pembrolizumabe</strong>&nbsp;para o tratamento de pacientes portadoras de câncer de mama triplo-negativo (CMTN) irressecável ou metastático com expressão positiva de PDL-1 (pontuação positiva combinada [PPC] ≥ 10), conforme os dados do estudo de fase III&nbsp;Keynote-355.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Efeitos colaterais</h2>



<p>Um obstáculo que ainda precisa ser superado pela imunoterapia são os <strong>efeitos colaterais</strong>. Contudo, como as células sadias não são acometidas pela imunoterapia, ao contrário da</p>



<p>quimioterapia, os sintomas costumam ser menores. Ainda assim, reações como alergias, diarreia, fadiga e infecções no pulmão podem acontecer.</p>



<p id="leiamais">Leia também:<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"> Por que o cabelo cai na quimioterapia e como lidar?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Pembrolizumab aliada a quimioterapia neoadjuvante</h2>



<p>Já no recente estudo <strong>Keynote-522,</strong> divulgado pelo <a href="https://www.nejm.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>The New England Journal of Medicine</u></a>, realizado entre as pacientes com câncer de mama inicial triplo negativo, mostrou resultados positivos significativos em pacientes que receberam a droga <strong>Pembrolizumab</strong> aliada a quimioterapia neoadjuvante do que entre aqueles que receberam placebo mais quimioterapia neoadjuvante.</p>



<p>Outro ponto positivo observado no Keynote &#8211; 522 foi relacionado à taxa de efeitos colaterais considerada aceitável e dentro do esperado. Nenhuma ocorrência relevante com relação à segurança ou a efeitos colaterais foi observada neste estudo.</p>



<p>Os dados iniciais do estudo foram publicados em 2020, com uma atualização dos resultados publicada em 2022 também no <em>The New England Journal of Medicine</em>. A taxa de resposta completa foi de 63% no braço&nbsp;<strong>Pembrolizumabe</strong>&nbsp;e 56% no braço placebo (p&lt;0,001), sendo considerado o benefício consistente.</p>



<p>Adicionalmente, o tratamento com&nbsp;<strong>Pembrolizumabe</strong>&nbsp;reduziu em 37% o risco de eventos, ou seja, diminui as chances de recidivas tumorais, progressão de doença para metástase ou aparecimento de um outro tumor primário. Houve também uma tendência a benefício em sobrevida global em favor do braço&nbsp;<strong>Pembrolizumabe</strong>&nbsp;(HR=0,72; IC de 95%: 0,51-1,02).</p>



<p>Esses dados mostram que a sobrevida livre de eventos do estudo Keynote-522 é bastante encorajadora, oferecendo às mulheres com câncer de mama TN em estágio inicial, mas de alto risco, uma nova opção de tratamento.</p>



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