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	<title>estresse crônico - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>estresse crônico - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>As possíveis conexões entre o estresse e o câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[estresse crônico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por mais que tentemos impor limites, várias situações corriqueiras fazem com que o dia a dia seja tenso e nervoso. E não é difícil entender como isso pode ser prejudicial para a saúde, de diferentes maneiras. Assim sendo, muito vem sendo investigado para entender melhor qual a relação entre o estresse e o câncer de mama. Esse tipo de pesquisa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por mais que tentemos impor limites, várias situações corriqueiras fazem com que o dia a dia seja tenso e nervoso. E não é difícil entender como isso pode ser prejudicial para a saúde, de diferentes maneiras. Assim sendo, <strong>muito vem sendo investigado para entender melhor qual a relação entre o estresse e o câncer de mama.</strong></p>



<p>Esse tipo de pesquisa pode ser importante não apenas para compreender de que forma o corpo responde a esse tipo de situação e permitir o desenvolvimento de novos tratamentos, mas também para <strong>reforçar a necessidade de que esse aspecto do bem-estar seja levado em conta ao longo da jornada de combate a um tumor.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">O estresse pode contribuir na evolução de um caso de câncer?</h2>



<p>Na prática, o <strong>estresse é o conjunto de reações físicas e psicológicas produzidas pelo corpo quando estamos expostos a situações de pressão ou ameaça</strong>. Isso faz com que um estado constante de alerta seja mantido, o que nem sempre é necessário.</p>



<p>Logo, não é difícil imaginar os motivos que fazem com que um paciente diagnosticado com câncer experimente tal sensação, inclusive de forma contínua. A partir do momento em que se recebe a notícia sobre a doença será preciso lidar com várias incertezas e com diversas alterações na rotina.</p>



<p>Não por menos, uma série de estudiosos tentam demonstrar como isso pode prejudicar a chance de recuperação e remissão do tumor, ampliando a possibilidade de que a doença se dissemine por outras partes do corpo (a chamada<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-metastatico/"><u> metástase</u></a>).</p>



<p>Nesse contexto, um trabalho feito com camundongos mostrou que os desarranjos provocados pelo estresse podem fazem com que algumas células do sistema imune (os neutrófilos) sofram determinadas alterações, <strong>deixando tecidos do organismo mais suscetíveis a proliferação do tumor.</strong></p>



<p>Tais alterações indesejadas seriam causadas pela ação dos hormônios glicocorticoides sobre os neutrófilos. <strong>Essa substância é liberada de forma mais acentuada diante de situações crônicas de estresse.</strong></p>



<p>Os autores apontaram que o nervosismo constante alterou tecidos de forma relevante mesmo onde não havia tumores. Isso talvez indique que o estresse não só contribui com a disseminação dos tumores, <strong>como também com a chance de que a doença surja</strong>, embora tal tipo de associação permaneça cercada de incertezas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O estresse e as chances de recidiva do câncer de mama</h2>



<p>Falando especificamente do câncer de mama, outros estudos apontam (ainda que de forma indireta) como o estresse poderia impactar nos desfechos de um quadro dessa forma da doença.</p>



<p>Uma <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8616395/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revisão sobre o tema publicada em 2021</u></a> mostrou que há uma conexão moderada entre o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-financeiro-cancer-mama/"><u>impacto da tensão emocional</u></a> e a chance de recidiva da doença.</p>



<p>Um artigo de 2015, por sua vez, indicou que pacientes com determinados quadros de câncer de mama que passaram por um programa de manejo do estresse <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-015-3626-6" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>apresentaram melhor sobrevida do que aquelas que ficaram de fora</u></a>. Em tese, isso poderia indicar como o controle do impacto emocional durante o tratamento faria diferença.</p>



<p>Além disso, embora outras publicações já tenham proposto diferentes explicações fisiológicas de como o câncer é afetado pelo estresse, <strong>é preciso considerar sempre como o comprometimento psíquico afeta alguns comportamentos com influência sobre o desfecho da doença</strong>. </p>



<p>Basta pensar nas pacientes com dificuldade de levar em frente atividades simples por conta do estresse excessivo, prejudicando a continuidade do <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementacao-tratamento-cancer/"><u>tratamento indicado.</u></a> Ou daquelas que passam a adotar hábitos não tão saudáveis (como o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>consumo de álcool</u></a> e o fumo) como forma de lidar com a situação adversa.</p>



<p id="leiamais">Veja também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/"><u>Confira dicas de alimentação durante o câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que ainda é preciso saber…</h2>



<p>Ainda assim, mesmo com todas essas informações, as evidências que associam o risco do câncer de mama com o estresse ainda são tímidas, e ora até mesmo inexistentes. <strong>Em outras palavras, não se tem certeza de que o estresse pode aumentar a chance de alguém ter a doença.</strong></p>



<p>A análise de uma<a href="https://breast-cancer-research.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13058-016-0733-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> amostra de mais de 106 mil mulheres</u></a> (das quais 1736 tiveram um tumor mamário) não conseguiu estabelecer relação entre episódios de tensão acumulada ao longo da vida e a doença, ou seja, a casualidade não ficou comprovada.</p>



<p>Outro estudo, dessa vez feito na Austrália, <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/pon.4740" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acompanhou por 15 anos um grupo de mulheres com histórico familiar de câncer de mama</u></a> (o que, em tese, eleva o risco de desenvolver o quadro). Ao todo, quase 3 mil voluntárias participaram da pesquisa. <strong>No fim, ela também não encontrou relação entre o desenvolvimento da neoplasia e o estresse.</strong></p>



<p>Ademais, as <strong>pesquisas que associam o estresse com a chance de casos de câncer, de recidivas ou de queda na sobrevida precisam transpor seus resultados para análises feitas em humanos</strong>. Boa parte do que se sabe hoje foi feito a partir de estudos com animais ou células isoladas em laboratório.</p>



<h2 class="wp-block-heading">… E o que não deve ser ignorado de qualquer forma</h2>



<p>Independentemente de qualquer estudo ou pesquisa, <strong>a preocupação com o bem-estar psicológico da paciente com câncer de mama jamais deve ser negligenciada</strong>.</p>



<p>É natural sentir-se ansiosa, triste ou estressada por conta da situação, mas encontrar formas de lidar com esses sentimentos pode minimizar a queda na qualidade de vida. Entre os mecanismos que podem ser adotados para aliviar o peso da situação estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Encontrar distrações e <em>hobbies</em> no cotidiano.</li>



<li>Engajar-se em atividades em grupo.</li>



<li>Adotar práticas de relaxamento e meditação</li>



<li>Compartilhar experiências com outras mulheres.</li>



<li>Contar com o apoio da família.</li>



<li>Fazer atividades simples do dia a dia, sempre dentro do possível.</li>



<li>Praticar exercícios físicos, sejam eles quais forem.</li>



<li>Evitar o consumo de álcool e de tabaco.</li>
</ul>



<p>Como quase tudo que envolve a oncologia, <strong>a relação entre estresse e câncer de mama é cercada de incertezas, dúvidas e nuances que nem sempre são simples de esclarecer</strong>. Ainda assim, deixar de lado tal aspecto tende a ser uma abordagem equivocada, com impactos significativos sobre o bem-estar da paciente.</p>



<p>Para continuar no assunto, veja <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/"><u>dicas de como cuidar da saúde mental durante o tratamento de câncer de mama.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/">As possíveis conexões entre o estresse e o câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/">As possíveis conexões entre o estresse e o câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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