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	<title>oncologia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>oncologia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 20:09:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando se fala em tratamento cirúrgico do câncer de mama, muitas mulheres se deparam com uma preocupação legítima: como remover o tumor sem comprometer a aparência da mama? É nessas circunstâncias que as técnicas de cirurgia oncoplástica desempenham um papel relevante. Essa abordagem torna possível combinar segurança no controle da doença e preservação do aspecto estético, o que faz dessa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se fala em tratamento cirúrgico do câncer de mama, <strong>muitas mulheres se deparam com uma preocupação legítima: como remover o tumor sem comprometer a aparência da mama</strong>? É nessas circunstâncias que as <strong>técnicas de cirurgia oncoplástica desempenham um papel relevante</strong>.</p>



<p>Essa abordagem torna possível combinar segurança no controle da doença e preservação do aspecto estético, o que faz dessa alternativa uma opção com boas perspectivas em muitos casos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é uma cirurgia oncoplástica no câncer de mama?</h2>



<p>A cirurgia oncoplástica <strong>c</strong><strong>ombina princípios da oncologia com técnicas de cirurgia plástica reconstrutiva.</strong></p>



<p>O objetivo é remover o tecido mamário comprometido pelo câncer enquanto se preserva ou restaura a forma, o volume e a simetria das mamas.</p>



<p>Como destaca um artigo publicado no periódico <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s12609-016-0212-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Current Breast Cancer Reports,</u></em></a> o termo engloba abordagens que &#8220;<strong>visam manter a qualidade de vida e uma aparência aceitável da mama, sem comprometer a eficácia oncológica</strong>&#8220;.</p>



<p>Isso significa que, diferentemente de uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u>mastectomia tradicional,</u></a> que remove toda a mama, ou da lumpectomia convencional, que pode deixar deformidades visíveis dependendo da quantidade de tecido retirado, a cirurgia oncoplástica permite incisões sem prejuízos ao caráter estético.</p>



<p>Na prática, a realização da cirurgia oncoplástica depende de um conjunto de técnicas adaptadas às características individuais de cada paciente<strong>. Isso inclui o tamanho e a localização do tumor, o volume mamário e a necessidade de tratamentos complementares, como radioterapia, que também pode afetar a aparência da mama.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Em que situações a cirurgia oncológica é pertinente?</h2>



<p>A <strong>cirurgia oncoplástica é especialmente indicada quando a remoção do tumor pode resultar em deformidades significativas</strong>. Algumas das situações mais comuns incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/"><u>tumores maiores</u></a> que exigem a retirada de uma quantidade considerável de tecido;</li>



<li>tumores localizados em áreas centrais ou superiores da mama, onde a remoção pode causar assimetrias evidentes ou alterações na posição do mamilo;</li>



<li>mulheres com mamas pequenas ou médias, nas quais até mesmo a remoção de uma porção moderada de tecido pode causar mudanças visíveis no formato;</li>



<li>casos em que há queixas preexistentes nas mamas, como flacidez excessiva, tamanho muito grande ou assimetria evidente;</li>



<li>situações em que a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u>quimioterapia antes da cirurgia</u></a> (chamada quimioterapia neoadjuvante) reduz o câncer o suficiente para tornar a abordagem possível.</li>
</ul>



<p>Em contrapartida, a cirurgia oncoplástica tende a ser desaconselhada quando o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-cancer-mama-metastatico/"><u> tumor se espalhou por vários pontos</u></a> ou há diagnóstico de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-inflamatorio/"><u>carcinoma inflamatório.</u></a></p>



<p>Nesses casos, torna-se mais difícil remover a lesão cancerígena de modo seguro sem impacto na forma da mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Por que a mama saudável também pode precisar ser operada?</h3>



<p>Essa é uma dúvida comum entre as pacientes. <strong>De modo geral, a resposta envolve a busca por uma simetria satisfatória no resultado. </strong>Quando o cirurgião realiza uma cirurgia oncoplástica em uma das mamas, ele pode alterar o volume, o formato ou a posição do mamilo.</p>



<p>Para que ambas as mamas fiquem harmônicas<strong>, muitas vezes é recomendável realizar um procedimento de simetrização na mama contralateral</strong> (ou seja, aquela que não tem câncer). Para isso, o cirurgião pode eventualmente recorrer a técnicas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mamoplastia redutora, se a mama saudável for grande e a operada ficar menor após a remoção do tumor;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mastopexia-cancer-de-mama/"><u>mastopexia</u></a>, para reposicionar a mama saudável e igualar a altura da estrutura da aréola e do mamilo.</li>
</ul>



<p>É importante destacar que essa intervenção na mama contralateral é opcional e depende das preferências da paciente.</p>



<p>Algumas mulheres, por exemplo, optam por não realizar a simetrização imediatamente, preferindo avaliar o resultado final após a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"><u>conclusão de todos os tratamentos,</u></a> incluindo radioterapia, que pode causar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cicatrizes-da-mama-apos-cirurgia-do-cancer/"><u>alterações adicionais na mama operada.</u></a></p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/aumento-dos-seios/"><u>Aumento dos seios com resultados mais naturais eleva a autoestima feminina</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais os benefícios físicos e psicológicos de uma cirurgia oncoplástica?</h2>



<p>Embora a preservação da aparência das mamas seja um aspecto central, as vantagens se estendem à qualidade de vida e ao bem-estar psíquico. Entre os ganhos que merecem destaque estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>possibilidade de remover uma quantidade maior de tecido</strong> sem comprometer a estética para alcançar margens livres de tumor com mais segurança;</li>



<li><strong>menor taxa de reintervenções</strong> para ampliação de margens quando comparada à lumpectomia tradicional;</li>



<li><strong>compatibilidade com outras opções de tratamento adjuvante</strong>, como a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>radioterapia;</u></a></li>



<li>preservação da <strong>sensibilidade mamária</strong>;</li>



<li><strong>melhora da autoimagem e autoestima,</strong> uma vez que preservar a aparência das mamas ajuda muitas mulheres a se sentirem mais confortáveis com seus corpos durante e após o tratamento.</li>
</ul>



<p>Como forma de ilustrar parte desses benefícios, uma revisão sobre o tema publicada em 2024 na revista <u><a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-30062-w" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Scientific </a></u><a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-30062-w"><u>Reports</u></a> trouxe achados importantes.</p>



<p>De acordo com os dados reunidos, foram analisados mais de 3.400 casos de mulheres com câncer de mama em estágio inicial submetidas a diferentes técnicas de cirurgia oncoplástica.</p>



<p>No fim<strong>, todas as técnicas utilizadas apresentaram segurança oncológica equivalente, com baixas taxas de recorrência e necessidade de nova excisão</strong>. Além disso, <strong>a satisfação geral foi alta, com média superior a 80%.</strong></p>



<p>De todo modo, cabe destacar que a paciente e o médico devem tomar de forma compartilhada a decisão sobre qual técnica utilizar. Cada caso é único e é preciso considerar cuidadosamente fatores como o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>estadiamento do tumor,</u></a> as características anatômicas, as expectativas e a disponibilidade de recursos.</p>



<p>Seja como for, a cirurgia oncoplástica representa um avanço significativo na busca por tratamentos que respeitem não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e a qualidade de vida.</p>



<p>Independentemente do tipo de cirurgia,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"> </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>vale repassar quais são os cuidados necessários depois dessa etapa do tratamento oncológico</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-oncoplastica-estetica-das-mamas/">Como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-oncoplastica-estetica-das-mamas/">Como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Entenda melhor qual a relação do gene ATM e o câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 13:32:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[mutação genética]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[testes genéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além das alterações nos genes BRCA 1 e BRCA 2, as mais conhecidas quando se pensa nas mutações associadas ao câncer de mama, outras modificações no material genético da mulher também podem merecer atenção específica. Exemplo disso é o gene ATM. Na prática, os especialistas apontam que pessoas com pelo menos um dos genes ATM alterados têm um risco maior [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Além das alterações nos genes BRCA 1 e BRCA 2, as mais conhecidas quando se pensa nas mutações associadas ao câncer de mama, outras modificações no material genético da mulher também podem merecer atenção específica. Exemplo disso é o gene ATM.</p>



<p>Na prática, os especialistas apontam que pessoas<strong> com pelo menos um dos genes ATM alterados têm um risco maior de desenvolver câncer de mama</strong> (e em outras partes do corpo, como ovário e pâncreas).</p>



<p>A partir disso, medidas que contribuam para a prevenção e um possível diagnóstico precoce podem ser recomendadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O papel do DNA no desenvolvimento de um câncer de mama</h2>



<p>O desenvolvimento de qualquer tipo de câncer de mama está intimamente relacionado com alterações que ocorrem no DNA das células.</p>



<p>Em resumo, as informações armazenadas na sequência de letras que compõem o material genético funcionam como um manual de instruções que controla todo o desenvolvimento celular.</p>



<p>Assim, quando essas instruções são modificadas por <strong>determinadas mutações (chamadas também de variações patogênicas),</strong> as células podem começar a se comportar de forma anormal.</p>



<p>Isso interfere em mecanismos de proteção que impedem que células danificadas se multipliquem descontroladamente. Parte desse papel é de responsabilidade dos <strong>genes supressores de tumor</strong>, que têm no gene ATM um dos seus representantes.</p>



<p>Presentes em duplas no organismo, <strong>eles atuam justamente detectando danos no DNA e ativando processos de reparo ou mesmo eliminação das células comprometidas</strong> a partir do momento em que elas começam a se reproduzir, evitando assim o aparecimento de um tumor.</p>



<p>Mas, quando esses genes não funcionam adequadamente devido às mutações, a regulação da divisão celular que acontece a todo momento perde essa capacidade.</p>



<p>Em paralelo, a <a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/risk-and-prevention/breast-cancer-risk-factors-you-cannot-change.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Norte-Americana do Câncer </u></a>aponta que entre <strong>5% e 10% de todos os diagnósticos de câncer de mama têm caráter hereditário.</strong></p>



<p>Ou seja, eles são resultado de alterações genéticas que passam de pais para filhos e interferem na forma como determinado aspecto do corpo trabalha, aumentando a chance de que a doença apareça em algum momento da vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O peso da mutação no gene ATM no risco de câncer de mama</h2>



<p>Estima-se que <a href="https://www.genomicseducation.hee.nhs.uk/genotes/knowledge-hub/atm-associated-cancer-risk/#gene-locus-and-structure" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menos de 1% da população geral seja portadora de mutações no gene ATM</u></a>. <strong>A maioria das alterações atinge apenas uma das cópias que toda pessoa carrega</strong>. Isso significa que ela foi passada pelo pai ou pela mãe.</p>



<p>Seja como for, uma mulher na média da população, sem qualquer alteração genética associada a uma maior predisposição ao câncer, <strong>tem cerca de 10% de chance de ter um tumor na mama ao longo da vida.</strong></p>



<p>Já diante dessa modificação no DNA, é possível que o <a href="https://aacrjournals.org/mct/article/15/8/1781/146010/ATM-Mutations-in-Cancer-Therapeutic" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>risco cresça para algo em torno de 20% a 30%. </u></a>Além disso, esse grupo parece ter mais chance de desenvolver <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/retirada-ovarios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>câncer de ovário </u></a>e de pâncreas.</p>



<p>Nos casos em que ambos os genes ATM têm uma mutação (ou seja, quando pai e mãe são portadores da variação), a criança pode nascer com uma doença rara chamada de ataxia telangiectasia.</p>



<p id="leia">Leia também:<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mutacao-palb2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>De que forma a mutação PALB2 aumenta o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A necessidade de um teste genético para identificar mutações no gene ATM</h2>



<p>Genes relacionados ao câncer de mama podem ser detectados por meio de um <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/teste-genetico-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>teste genético</u></a>. Nesses casos, uma amostra de sangue ou saliva é coletada e analisada em laboratório para identificar quais são as alterações existentes.</p>



<p>No entanto, <strong>não existe necessariamente indicação para que toda mulher passe por essa avaliação em algum momento da vida</strong>. Esse é um procedimento cuja exigência é definida junto ao médico, levando em conta cada caso. Entre as situações que podem orientar tal necessidade estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>familiares com mutação conhecida (no gene ATM ou em outros);</li>



<li>existência de vários casos de câncer na família, sobretudo em parentes próximos;</li>



<li>histórico familiar de câncer de mama (<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-em-homens/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>inclusive em homens</u></a>), ovário ou pâncreas;</li>



<li>diagnósticos de câncer de mama antes dos 45 anos.</li>
</ul>



<p>Além disso, mulheres já diagnosticadas com câncer de mama podem ser submetidas a tal avaliação para obter informações relevantes na decisão do tratamento da neoplasia</p>



<p>A prática clínica mostra que tais mutações podem fazer com que o tumor apresente<a href="https://aacrjournals.org/mct/article/15/8/1781/146010/ATM-Mutations-in-Cancer-Therapeutic" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> maior resistência a alguns quimioterápicos</u></a>, exigindo estratégias diferenciadas para obter os resultados esperados, mesmo que essa constatação ainda seja controversa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A influência da mutação no gene ATM na radioterapia contra um câncer de mama</h2>



<p>A partir do momento em que o gene ATM é crucial para o reparo do DNA, pode haver reflexos na forma como as células se comportam diante dos danos colaterais provocados pela radioterapia. Tais interações variam conforme a mutação presente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pessoas<strong> com duas cópias mutadas do gene ATM </strong>(homozigotos, com achamada Ataxia-Telangiectasia) são <strong>muito sensíveis à radioterapia</strong>, o que restringe o uso da radiação ou indica que ela seja feita com doses mínimas para evitar problemas graves.</li>



<li>Nos <strong>indivíduos com mudança em apenas um gene ATM</strong> (ou seja, heterozigotas) a <strong>radioterapia pode ser feita com segurança</strong>. Em tese, o risco de efeitos colaterais graves não aumenta muito. Embora haja uma pequena chance de um segundo câncer (especialmente na outra mama ou nos casos em que a paciente é muito nova), os <strong>benefícios superam tal possibilidade.</strong></li>
</ul>



<p>De qualquer forma,<strong> a conversa com médico</strong> (oncologista e mastologista) <strong>para decidir sobre a radioterapia é indispensável.</strong> Isso permite que a decisão seja personalizada para cada caso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As recomendações para mulheres com esse tipo de alteração</h2>



<p><strong>Ter uma mutação no gene ATM não é uma sentença</strong>. Logo, mulheres com essa mutação podem passar a vida sem ter câncer de mama.</p>



<p>No entanto, elas devem receber acompanhamento médico personalizado, para que se compreenda adequadamente os riscos associados e as opções disponíveis para reduzir tais chances.</p>



<p>O <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>rastreamento </u></a>(ou seja, a aplicação de exames mesmo sem qualquer<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-inflamatorio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> sintoma suspeito da doença</u></a>) é uma das principais estratégias recomendadas.</p>



<p>Discussão sobre opções para reduzir o risco, que podem variar de mudanças no estilo de vida a considerações sobre medicamentos preventivos.</p>



<p><strong>Aconselhamento Familiar:</strong> Orientar outros membros da família sobre a possibilidade de testagem e aconselhamento genético.</p>



<p>As <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mamografias </u></a>com esse fim podem ser <strong>antecipadas para antes dos 40 anos</strong>, por exemplo. Já a<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> ressonância magnética</u></a> das mamas pode ser indicada de modo complementar, especialmente para mulheres mais jovens ou com tecido mamário denso.</p>



<p>Add:</p>



<p>Nesse mesmo contexto, a <strong>adoção de hábitos de vida saudáveis ganha importância ainda maior</strong>. É fundamental seguir orientações que envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manutenção de um peso adequado;</li>



<li>adoção de uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>alimentação equilibrada</u></a>;</li>



<li>prática regular de exercícios físicos;</li>



<li>limitação do <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>consumo de álcool</u></a>;</li>



<li>interrupção do tabagismo.</li>
</ul>



<p>Em determinadas circunstâncias, o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uso de medicamentos que são capazes de contribuir para prevenir o câncer</a> é cabível, sempre com a supervisão profissional.</p>



<p>Adicionalmente, pode <strong>ainda haver a orientação para que outros membros da família sigam a abordagem que prevê a testagem e o devido aconselhamento genético</strong>, identificando riscos similares de forma precoce.</p>



<p>Por fim, diante de um risco muito elevado, pode ser discutida a possibilidade de outras medidas profiláticas, como a<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> mastectomia redutora de risco. </u></a>Esta é uma decisão complexa que deve levar em conta fatores individuais como <strong>idade, histórico familiar, outros elementos de risco e, principalmente, as preferências de cada um.</strong></p>



<p>O volume de conhecimento sobre o gene ATM e outras variantes patológicas associadas ao câncer de mama vem crescendo muito nos últimos anos e ainda permanece em evolução, certamente proporcionando a médicos e pacientes novas opções de prevenção e tratamento da doença.</p>



<p>Aproveite e entenda melhor quando é realmente necessário fazer um <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>teste genético para o câncer de mama.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/gene-atm/">Entenda melhor qual a relação do gene ATM e o câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/gene-atm/">Entenda melhor qual a relação do gene ATM e o câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>A relação do gene BRCA com o câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[BRCA 1 e 2]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A compreensão em torno de tudo aquilo que envolve um câncer de mama muitas vezes depende do entendimento de determinados termos, que nem sempre são tão simples à primeira vista. Um tópico que ilustra isso são as possíveis mutações no gene BRCA. Dessa forma, vale a pena entender mais sobre como alterações no DNA têm impacto sobre a saúde da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A compreensão em torno de tudo aquilo que envolve um câncer de mama muitas vezes depende do entendimento de determinados termos, que nem sempre são tão simples à primeira vista. Um tópico que ilustra isso são as <strong>possíveis mutações no gene BRCA.</strong></p>



<p>Dessa forma, vale a pena entender mais sobre <strong>como alterações no DNA têm impacto sobre a saúde da mulher</strong> e de que forma isso interfere no acompanhamento necessário para prevenir ou diagnosticar precocemente um tumor na mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A função do gene BRCA no organismo humano</h2>



<p>Toda pessoa (incluindo os indivíduos do sexo masculino) tem dois genes BRCA. Assim sendo, eles são denominados <strong>BRCA 1 e BRCA 2</strong>. O nome vem da união das iniciais de <strong>breast cancer</strong> (câncer de mama, em inglês).</p>



<p>Genes são pequenos trechos do material genético humano que fornecem orientações específicas para o funcionamento do corpo (por meio da síntese de proteínas ou controle de determinadas funções celulares, por exemplo).</p>



<p>Os genes também são elementos essenciais na transmissão de informações hereditárias (ou seja, que passam de pais para filhos). <strong>No caso do BRCA, cada cópia é proveniente de um lado: ou seja, uma vem do pai e outra da mãe.</strong></p>



<p>Embora muitas vezes passem despercebidos para a maioria das pessoas, os genes BRCA têm um papel importante. De modo bastante resumido, <strong>eles têm como função reparar o DNA danificado, impedindo que ele se replique indefinidamente.</strong></p>



<p>Com isso, eles são <strong>chamados de genes &#8220;supressores de tumores&#8221;, </strong>considerando justamente que um câncer é, a grosso modo, resultado da replicação desordenada de células defeituosas.</p>



<p>Para a maioria das pessoas, esse processo de correção segue normalmente ao longo dos anos e décadas. No entanto, uma fatia bem pequena da população pode herdar cópias &#8220;defeituosas&#8221; de seus pais. Essas alterações são mutações patológicas.</p>



<p><strong>Diante dessa alteração, que torna o gene disfuncional, cresce a chance de que erros no DNA passem para frente a cada multiplicação celular.</strong> É por isso que a mutação do gene BRCA é um fator de risco importante para o câncer de mama.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Orientação recomenda que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> De que forma as mutações no gene BRCA interferem no risco de um câncer de mama</h2>



<p>Dados reunidos pelo <a href="https://www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/genetics/brca-fact-sheet#r2" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>National Institute of Cancer</u></em></a><em>, </em>dos Estados Unidos, indicam que <strong>mutações patológicas do gene BRCA estão presentes em uma parcela reduzida da população.</strong></p>



<p>Estima-se que elas sejam encontradas em cerca de 0,2% a 0,3% das pessoas. Isso é o equivalente a mais ou menos um a cada 400 indivíduos. As evidências mostram também que determinados grupos étnicos apresentam uma chance maior de ter uma alteração patológica.</p>



<p>Entram nessa lista, por exemplo, judeus ashkenazis ou pessoas com ascendências em determinadas regiões do norte da Europa, africanos e latino-americanos.</p>



<p>A partir disso, é possível constatar uma <strong>elevação significativa da chance de ter um câncer entre mulheres com um dos genes BRCA alvos de mutação:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>aproximadamente 60% das mulheres com mutações nos genes BRCA 1 ou 2 vão ter um câncer de mama em algum momento da vida. Na população em geral, esse patamar é de cerca de 13%, considerando a vida toda;</li>



<li>mulheres com alterações também têm um maior risco de desenvolver recidivas depois de um diagnóstico, inclusive na mama inicialmente não atingida (o que é chamado de tumor contralateral).</li>
</ul>



<p>Adicionalmente, tumores mais agressivos (como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-inflamatorio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>carcinomas inflamatórios</u></a> ou<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> triplo-negativos</u></a>) são mais prováveis e ainda existe uma chance maior de desenvolverem câncer de ovário e no pâncreas.</p>



<p>Ao mesmo tempo,<strong> essa não é uma sentença definitiva. Muitas das pessoas com mutações nos genes BRCA jamais vão desenvolver um câncer.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A necessidade de testar a presença de mutações nos genes BRCA</h2>



<p>Até o momento, não existe uma recomendação geral para que toda mulher se submeta a um<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/teste-genetico-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> teste genético</u></a> para a presença de mutações nos genes BRCA.</p>



<p>Contudo, sempre que essa for uma preocupação<strong>, vale a pena discutir a relevância desse recurso junto a um médico de confiança.</strong> Tanto pacientes sem câncer quanto aquelas já diagnosticadas com a doença podem se beneficiar dos resultados obtidos por meio dessa avaliação.</p>



<p><strong>A decisão pela testagem pondera sempre riscos e benefícios.</strong> De qualquer forma, entram na equação questões como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>algum familiar direto tem mutação nos genes BRCA 1 ou 2?</li>



<li>a ascendência familiar está associada a grupos étnicos com maior risco de carregar a mutação?</li>



<li>há um histórico pessoal ou familiar de câncer de mama antes dos 50 anos?</li>



<li>há registros pessoais ou familiares de tumores nos ovários, na próstata ou no pâncreas?</li>
</ul>



<p><strong>O procedimento para o teste em si é simples.</strong> Ele é feito com uma amostra de saliva ou sangue em um laboratório com estrutura para análises genéticas. O custo pode ser uma barreira, então, esse é outro ponto que deve ser pesado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que pode ser feito em mulheres com alterações nesse gene</h2>



<p>Se a mutação for identificada antes do diagnóstico de um câncer de mama, a <strong>presença do gene BRCA alterado pode orientar o reforço de </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>medidas de rastreamento.</strong></u></a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Exames</h3>



<p>Essas medidas envolvem a aplicação em intervalos menores de exames e de forma antecipada (ou seja, em faixas etárias abaixo do recomendado usualmente), como a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mamografia </u></a>ou a ressonância magnética. Tal iniciativa aumenta a viabilidade de um diagnóstico em estágio precoce.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quimioprevenção</h3>



<p>A chamada<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioprevencao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> quimioprevenção</u></a> é outra possibilidade. Medicamentos como o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>tamo</u></a><u><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">x</a></u><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/"><u>ifeno </u></a>e o raloxifeno são eventualmente usados justamente para reduzir a chance de que o câncer de mama apareça entre grupos com alta possibilidade de desenvolvê-lo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mastectomia preventiva</h3>



<p>Uma terceira alternativa ficou conhecida por meio da iniciativa da <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51j018e8meo" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>atriz Angelina Jolie,</u></a> que chamou bastante atenção na época: a<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> mastectomia preventiva</u></a>. Embora seja efetiva, tal opção pode ter impacto psicológico profundo, o que acaba interferindo na hora da decisão. A<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/retirada-ovarios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> remoção dos ovários </u></a>(ooforectomia) também pode ser considerada.</p>



<p>Em resumo, a mensagem que deve ficar é que, para a maior parte das pessoas, o BRCA é somente um par de genes com papel específico no organismo. Porém, uma fatia pequena das pessoas pode ter uma mutação em um deles. <strong>Essa alteração é identificável em testes genéticos e pode orientar medidas específicas frente ao risco maior de um tumor</strong>, sempre conforme orientação profissional.</p>



<p>Entenda melhor as recomendações de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/teste-genetico-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>teste genético para mulheres diagnosticadas com câncer de mama</u></a> e de que modo isso pode influenciar nas decisões de tratamento e acompanhamento a longo prazo.</p>



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		<title>Os benefícios da mastopexia realizada na mesma cirurgia de remoção do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 11:46:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[lumpectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[quadrantectomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tratamentos cirúrgicos para o câncer de mama podem trazer impactos significativos na imagem corporal e na autoestima das pacientes. Nesse contexto, a chamada mastopexia surge como uma opção complementar para recompor a aparência das mamas quando a remoção da alteração maligna é feita de maneira conservadora. Popularmente conhecida como &#8220;lifting das mamas&#8221;, tal técnica pode ser combinada às abordagens cirúrgicas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tratamentos cirúrgicos para o câncer de mama podem trazer impactos significativos na imagem corporal e na autoestima das pacientes.</p>



<p>Nesse contexto, a <strong>chamada mastopexia surge como uma opção complementar para recompor a aparência das mamas quando a remoção da alteração maligna</strong> é feita de maneira conservadora.</p>



<p>Popularmente conhecida como &#8220;lifting das mamas&#8221;, tal técnica pode ser combinada às abordagens cirúrgicas necessárias, ampliando os benefícios do procedimento sobre diferentes pontos de vista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As possibilidades de uma mastopexia</h2>



<p>Em resumo, a mastopexia é um procedimento cirúrgico que visa remodelar as mamas. Com isso, é possível <strong>reposicionar o tecido mamário e os mamilos de forma natural e esteticamente harmoniosa.</strong></p>



<p>Geralmente, em circunstâncias não patológicas, o recurso é indicado para mulheres que apresentam flacidez mamária devido a fatores como gravidez, amamentação, envelhecimento ou perda significativa de peso.</p>



<p>A cirurgia pode envolver ainda a <strong>remoção de excesso de pele </strong>eos resultados são satisfatórios mesmo após a retirada de próteses mamárias. Entre os benefícios da mastopexia estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>melhora da estética dos seios;</li>



<li>correção de assimetrias;</li>



<li>redução do tamanho da aréola;</li>



<li>melhor posicionamento do mamilo.</li>
</ul>



<p>A condução da técnica é feita sob anestesia geral, com incisões realizadas conforme avaliação do cirurgião responsável. Antes de tudo, como em outros procedimentos similares, a recuperação exige uma série de cuidados para prevenir complicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A combinação da mastopexia com a cirurgia oncológica</h2>



<p>Ainda que a mastectomia seja o tipo de procedimento mais conhecido, ela não é a única opção quando há a necessidade de remover o tecido maligno da mama. Muitas mulheres podem alcançar a recuperação por meio de uma lumpectomia (eventualmente chamada de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u>quadrantectomia</u></a>).</p>



<p>Diferente da<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/"><u> mastectomia </u></a>(em que a retirada é integral), nesses casos a maior parte da mama é preservada. <strong>Somente o tumor e uma pequena margem ao redor são removidos</strong>. Apesar disso, o resultado pode gerar desconforto estético, incluindo alteração do volume mamário, assimetria ou deformidades.</p>



<p>A partir desse ponto<strong>, a mastopexia pode ser integrada ao plano cirúrgico, oferecendo uma solução que une saúde e estética</strong>. Em outras palavras, isso indica a possibilidade de realizar a retirada do tumor e a reconstrução da aparência das mamas logo em seguida.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mamoplastia-redutora-antes-depois/">O que esperar da recuperação e dos resultados de uma mamoplastia redutora</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>As principais vantagens dessa opção</h3>



<p>Realizar a reconstrução na mesma cirurgia significa que não será necessário esperar por um novo procedimento (com todos os riscos associados a esse tipo de intervenção) nem ter que atravessar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>dois períodos pós-operatórios distintos.</u></a></p>



<p>Assim sendo, a combinação dos procedimentos permite que se trabalhe para alcançar um resultado que priorize tanto a remoção completa do tumor quanto a estética final das mamas.</p>



<p>Tal possibilidade é particularmente importante para mulheres que desejam <strong>preservar a aparência de suas mamas após o tratamento do câncer sem depender de novas intervenções</strong>. Ela pode ser relevante também para <strong>mulheres que já conviviam com algum desconforto estético</strong> em relação aos seios mesmo antes do diagnóstico.</p>



<p>Como resultado, há também um claro impacto psicológico positivo. A possibilidade de reconstruir ou remodelar as mamas durante o mesmo procedimento diminui o estigma e amplia o amparo dessas pacientes em um momento difícil.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As limitações da mastopexia dentro do tratamento oncológico</h2>



<p>A <strong>decisão de optar por essa abordagem deve ser tomada com a orientação de profissionais qualificados</strong>. Entre os aspectos que podem indicar a viabilidade desse tipo de reconstrução estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>seios menores, onde a remoção de até mesmo um pequeno tumor provavelmente terá uma consequência visível;</li>



<li>nódulo do tumor em um local especialmente aparente, como na parte interna da mama ou próximo ao mamilo;</li>



<li>seios de tamanho médio a grande em que se identifica a necessidade de remover uma boa quantidade de tecido;</li>



<li>aplicação de<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u> quimioterapia antes da cirurgia</u></a> (chamada quimioterapia neoadjuvante), o que reduz o câncer o suficiente para tornar a tumorectomia possível;</li>



<li>presença de flacidez excessiva, mamas muito grandes ou assimétricas, que são aspectos que podem ser corrigidos junto com a remoção do câncer.</li>
</ul>



<p>Por outro lado, é esperado que <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-inflamatorio/"><u>carcinomas inflamatórios</u></a>, tumores que se disseminaram por várias áreas ou a presença simultânea de vários nódulos impeça a opção por essa alternativa terapêutica.</p>



<p>Seja como for, com a escolha da mastopexia ou não, é essencial que se esclareçam todas as dúvidas sobre como será a condução da operação, <strong>sobretudo para que haja expectativas realistas sobre os resultados estéticos e prognósticos clínicos alcançados</strong>, <strong>compreendendo os riscos associados</strong> a qualquer procedimento cirúrgico.</p>



<p>Aproveite e saiba mais sobre as técnicas empregadas na oncoplastia, que <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/"><u>associa técnicas de cirurgia plástica ao tratamento cirúrgico do câncer de mama,</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mastopexia-cancer-de-mama/">Os benefícios da mastopexia realizada na mesma cirurgia de remoção do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mastopexia-cancer-de-mama/">Os benefícios da mastopexia realizada na mesma cirurgia de remoção do câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>O impacto do câncer de mama no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os tumores mamários são os mais comuns entre as pacientes do sexo feminino em boa parte do mundo. Eles representam cerca de 12,5% dos casos entre todos os tipos de câncer em todo o planeta. Logo, é esperado que a incidência do câncer de mama no Brasil também seja grande. No país, além de ser o tipo mais comum dessa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tumores mamários são os mais comuns entre as pacientes do sexo feminino em boa parte do mundo. Eles representam cerca de <a href="https://www.breastcancer.org/es/datos-estadisticas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">12</a>,5% dos casos entre todos os tipos de câncer em todo o planeta. Logo, é esperado que a incidência do câncer de mama no Brasil também seja grande.</p>



<p>No país, além de ser o tipo mais comum dessa doença entre as mulheres (com exceção do câncer de pele não-melanoma), o <strong>câncer de mama também ocupa o posto de primeira causa de mortalidade por tumores malignos entre pacientes de todas as idades</strong>.</p>



<p>Tais números podem ser um alerta importante para fortalecer medidas de prevenção e de diagnóstico precoce, que fazem bastante diferença no sucesso dos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>tratamentos</u></a> disponíveis contra essa condição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As estimativas de casos de câncer de mama no Brasil</h2>



<p>De acordo com <a href="https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/relatorio_dados-e-numeros-ca-mama-2023.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer (o Inca)</u></a>, no triênio que compreende os anos de 2023, 2024 e 2025, <strong>são esperados mais de 704 mil casos de câncer em todo Brasil ao ano</strong>. Desse total, 31% dizem respeito aos quadros de câncer de pele não-melanoma. Em seguida, <strong>aparece o câncer de mama, com mais ou menos 10% dos registros.</strong></p>



<p>Na prática, <strong>isso significa que apenas no ano de 2023 foram diagnosticados mais de 73 mil novos casos de câncer de mama</strong>. Portanto, levando em conta o tamanho da população feminina, isso representa uma taxa bruta de pouco mais de 66 diagnósticos do tipo a cada 100 mil mulheres.</p>



<p>Com relação a mortalidade, cujos dados disponíveis datam de 2021, <strong>o país registrou no período mais de 18 mil óbitos pela enfermidade.</strong> Com isso, a incidência calculada foi de 11 mortes por conta dessa doença a cada 100 mil mulheres.</p>



<p>Tomando como referência os números globais, é possível notar uma tendência de <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.2023.41.16_suppl.10528#:~:text=Worldwide%2C%20an%20estimated%202%2C964%2C197%20new,incidence%20and%20mortality%20rates%20worldwide." target="_blank" rel="noreferrer noopener">aumento no número de casos da doença de uns tempos para cá, embora a mortalidade venha caindo</a> em determinados contextos. Além disso, em média a incidência da doença costuma ser maior nos países desenvolvidos, por uma série de fatores que nem sempre são fáceis de isolar um dos outros.</p>



<p>Ainda assim, persistem disparidades socioeconômicas que fazem com que determinados grupos sejam mais afetados pela mortalidade decorrente da doença.</p>



<p id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>Nova orientação recomenda que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O possível aumento de quadros graves da doença</h2>



<p>Outro aspecto que preocupa quando se discute o impacto do câncer de mama no Brasil é o <strong>atraso no diagnóstico, situação que parece ter se agravado durante a pandemia de Covid-19</strong>, principalmente no sistema público de saúde. Tal situação se refletiu em um<a href="https://www.ssph-journal.org/journals/international-journal-of-public-health/articles/10.3389/ijph.2023.1605485/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> levantamento publicado em 2023.</u></a></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Antes da pandemia, o número de casos graves de câncer de mama (aqueles nos<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><u> estágios</u></a> III e IV) diagnosticados em mulheres entre os 50 e os 69 anos foi de 40% do total.</li>



<li>Já entre 2020 e 2021 tal índice foi de 51%.</li>



<li>Ou seja, nessa comparação é possível constatar que os diagnósticos de casos graves aumentaram cerca de 27,5%.</li>
</ul>



<p>Isso provavelmente piorou a assistência oferecida no tratamento e demandou mais intervenções para conter a doença, incluindo<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-cancer-mama-metastatico/"><u> cirurgias</u></a> mais invasivas ou mais abordagens adjuvantes ou neoajudvantes.</p>



<p>As medidas de rastreamento contra o câncer de mama são feitas principalmente com a aplicação de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u>mamografias </u></a>em <strong>mulheres que não apresentaram qualquer sinal ou sintoma da doença</strong>. Assim, é possível diagnosticar tumores em estágios iniciais, quando a chance de cura supera os 90%.</p>



<p>De forma geral, o ideal é que a <a href="https://www.sbmastologia.com.br/sociedades-medicas-brasileiras-recomendam-mamografia-anual-a-partir-dos-40-anos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>primeira mamografia seja feita a partir dos 40 anos</u></a>. Contudo, pode haver recomendações específicas (conforme histórico familiar ou alterações genéticas previamente identificadas).</p>



<p>Assim, lidar de forma mais eficiente com o câncer de mama no Brasil passa por reforçar as ações de rastreamento que permitam que possíveis alterações no tecido mamário sejam avaliadas da forma mais precoce possível, ampliando as chances de prognósticos positivos.</p>



<p>Agora veja <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-jovens/">por que os casos de câncer de mama </a>entre pacientes jovens vem se tornando mais frequentes.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-no-brasil/">O impacto do câncer de mama no Brasil</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-no-brasil/">O impacto do câncer de mama no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>As possíveis conexões entre o estresse e o câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[estresse crônico]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[metástase]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por mais que tentemos impor limites, várias situações corriqueiras fazem com que o dia a dia seja tenso e nervoso. E não é difícil entender como isso pode ser prejudicial para a saúde, de diferentes maneiras. Assim sendo, muito vem sendo investigado para entender melhor qual a relação entre o estresse e o câncer de mama. Esse tipo de pesquisa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por mais que tentemos impor limites, várias situações corriqueiras fazem com que o dia a dia seja tenso e nervoso. E não é difícil entender como isso pode ser prejudicial para a saúde, de diferentes maneiras. Assim sendo, <strong>muito vem sendo investigado para entender melhor qual a relação entre o estresse e o câncer de mama.</strong></p>



<p>Esse tipo de pesquisa pode ser importante não apenas para compreender de que forma o corpo responde a esse tipo de situação e permitir o desenvolvimento de novos tratamentos, mas também para <strong>reforçar a necessidade de que esse aspecto do bem-estar seja levado em conta ao longo da jornada de combate a um tumor.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">O estresse pode contribuir na evolução de um caso de câncer?</h2>



<p>Na prática, o <strong>estresse é o conjunto de reações físicas e psicológicas produzidas pelo corpo quando estamos expostos a situações de pressão ou ameaça</strong>. Isso faz com que um estado constante de alerta seja mantido, o que nem sempre é necessário.</p>



<p>Logo, não é difícil imaginar os motivos que fazem com que um paciente diagnosticado com câncer experimente tal sensação, inclusive de forma contínua. A partir do momento em que se recebe a notícia sobre a doença será preciso lidar com várias incertezas e com diversas alterações na rotina.</p>



<p>Não por menos, uma série de estudiosos tentam demonstrar como isso pode prejudicar a chance de recuperação e remissão do tumor, ampliando a possibilidade de que a doença se dissemine por outras partes do corpo (a chamada<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-metastatico/"><u> metástase</u></a>).</p>



<p>Nesse contexto, um trabalho feito com camundongos mostrou que os desarranjos provocados pelo estresse podem fazem com que algumas células do sistema imune (os neutrófilos) sofram determinadas alterações, <strong>deixando tecidos do organismo mais suscetíveis a proliferação do tumor.</strong></p>



<p>Tais alterações indesejadas seriam causadas pela ação dos hormônios glicocorticoides sobre os neutrófilos. <strong>Essa substância é liberada de forma mais acentuada diante de situações crônicas de estresse.</strong></p>



<p>Os autores apontaram que o nervosismo constante alterou tecidos de forma relevante mesmo onde não havia tumores. Isso talvez indique que o estresse não só contribui com a disseminação dos tumores, <strong>como também com a chance de que a doença surja</strong>, embora tal tipo de associação permaneça cercada de incertezas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O estresse e as chances de recidiva do câncer de mama</h2>



<p>Falando especificamente do câncer de mama, outros estudos apontam (ainda que de forma indireta) como o estresse poderia impactar nos desfechos de um quadro dessa forma da doença.</p>



<p>Uma <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8616395/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revisão sobre o tema publicada em 2021</u></a> mostrou que há uma conexão moderada entre o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-financeiro-cancer-mama/"><u>impacto da tensão emocional</u></a> e a chance de recidiva da doença.</p>



<p>Um artigo de 2015, por sua vez, indicou que pacientes com determinados quadros de câncer de mama que passaram por um programa de manejo do estresse <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-015-3626-6" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>apresentaram melhor sobrevida do que aquelas que ficaram de fora</u></a>. Em tese, isso poderia indicar como o controle do impacto emocional durante o tratamento faria diferença.</p>



<p>Além disso, embora outras publicações já tenham proposto diferentes explicações fisiológicas de como o câncer é afetado pelo estresse, <strong>é preciso considerar sempre como o comprometimento psíquico afeta alguns comportamentos com influência sobre o desfecho da doença</strong>. </p>



<p>Basta pensar nas pacientes com dificuldade de levar em frente atividades simples por conta do estresse excessivo, prejudicando a continuidade do <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementacao-tratamento-cancer/"><u>tratamento indicado.</u></a> Ou daquelas que passam a adotar hábitos não tão saudáveis (como o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>consumo de álcool</u></a> e o fumo) como forma de lidar com a situação adversa.</p>



<p id="leiamais">Veja também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/"><u>Confira dicas de alimentação durante o câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que ainda é preciso saber…</h2>



<p>Ainda assim, mesmo com todas essas informações, as evidências que associam o risco do câncer de mama com o estresse ainda são tímidas, e ora até mesmo inexistentes. <strong>Em outras palavras, não se tem certeza de que o estresse pode aumentar a chance de alguém ter a doença.</strong></p>



<p>A análise de uma<a href="https://breast-cancer-research.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13058-016-0733-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> amostra de mais de 106 mil mulheres</u></a> (das quais 1736 tiveram um tumor mamário) não conseguiu estabelecer relação entre episódios de tensão acumulada ao longo da vida e a doença, ou seja, a casualidade não ficou comprovada.</p>



<p>Outro estudo, dessa vez feito na Austrália, <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/pon.4740" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acompanhou por 15 anos um grupo de mulheres com histórico familiar de câncer de mama</u></a> (o que, em tese, eleva o risco de desenvolver o quadro). Ao todo, quase 3 mil voluntárias participaram da pesquisa. <strong>No fim, ela também não encontrou relação entre o desenvolvimento da neoplasia e o estresse.</strong></p>



<p>Ademais, as <strong>pesquisas que associam o estresse com a chance de casos de câncer, de recidivas ou de queda na sobrevida precisam transpor seus resultados para análises feitas em humanos</strong>. Boa parte do que se sabe hoje foi feito a partir de estudos com animais ou células isoladas em laboratório.</p>



<h2 class="wp-block-heading">… E o que não deve ser ignorado de qualquer forma</h2>



<p>Independentemente de qualquer estudo ou pesquisa, <strong>a preocupação com o bem-estar psicológico da paciente com câncer de mama jamais deve ser negligenciada</strong>.</p>



<p>É natural sentir-se ansiosa, triste ou estressada por conta da situação, mas encontrar formas de lidar com esses sentimentos pode minimizar a queda na qualidade de vida. Entre os mecanismos que podem ser adotados para aliviar o peso da situação estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Encontrar distrações e <em>hobbies</em> no cotidiano.</li>



<li>Engajar-se em atividades em grupo.</li>



<li>Adotar práticas de relaxamento e meditação</li>



<li>Compartilhar experiências com outras mulheres.</li>



<li>Contar com o apoio da família.</li>



<li>Fazer atividades simples do dia a dia, sempre dentro do possível.</li>



<li>Praticar exercícios físicos, sejam eles quais forem.</li>



<li>Evitar o consumo de álcool e de tabaco.</li>
</ul>



<p>Como quase tudo que envolve a oncologia, <strong>a relação entre estresse e câncer de mama é cercada de incertezas, dúvidas e nuances que nem sempre são simples de esclarecer</strong>. Ainda assim, deixar de lado tal aspecto tende a ser uma abordagem equivocada, com impactos significativos sobre o bem-estar da paciente.</p>



<p>Para continuar no assunto, veja <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/"><u>dicas de como cuidar da saúde mental durante o tratamento de câncer de mama.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/">As possíveis conexões entre o estresse e o câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/">As possíveis conexões entre o estresse e o câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>As principais recomendações do teste genético para câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 15:03:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRCA, TP53, ATM]]></category>
		<category><![CDATA[Teste genético]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncogenética]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presença de casos de câncer nas mamas no histórico familiar de uma mulher é um dos fatores que podem influenciar no risco da doença. Nesse contexto, a realização de um teste genético para câncer de mama pode desempenhar um papel importante no rastreamento e diagnóstico precoce. Além disso, esse tipo de mapeamento é relevante para orientar as melhores condutas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A presença de casos de câncer nas mamas no histórico familiar de uma mulher é um dos fatores que podem influenciar no <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>risco da doença.</u></a> Nesse contexto, a realização de um teste genético para câncer de mama pode desempenhar um papel importante no rastreamento e diagnóstico precoce.</p>



<p>Além disso, <strong>esse tipo de mapeamento é relevante para orientar as melhores condutas entre as pacientes já diagnosticadas com a condição em diferentes momentos da vida</strong>, como reforçam as novas diretrizes sobre o tema da <a href="https://ascopubs.org/doi/pdf/10.1200/JCO.23.02225" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Associação Norte-Americana de Oncologia Clínica (a Asco)</u></a>, que publicou recomendações atualizadas a respeito do assunto no começo de 2024.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Qual a relação entre alterações genéticas e câncer de mama?</h2>



<p>O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre mulheres de boa parte do mundo, inclusive no Brasil. No país, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma,<a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> ele é a principal neoplasia diagnosticada entre as brasileiras, conforme aponta o Instituto Nacional do Câncer (Inca).</u></a></p>



<p>Portanto, precisa-se levar em conta que as alterações genéticas são parte dos<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/"><u> fatores de risco não modificáveis</u></a> para desenvolver um tumor. Ou seja, <strong>mutações ou alterações patológicas nos genes BRCA1, BRCA2, CHEK2, PALB2, TP53, ATM, PTEN, entre outras, podem indicar uma maior predisposição a ter um tumor na mama.</strong></p>



<p>Em resumo, tais genes têm como função “corrigir” as alterações no DNA ou regular o crescimento celular, evitando o desenvolvimento de neoplasias. Desse modo, mutações podem prejudicar sua função, elevando o risco de a doença aparecer.</p>



<p>Adicionalmente, com os avanços da oncologia personalizada, a <strong>avaliação genética pode ser relevante para determinar possíveis prognósticos e abordagens para a doença já diagnosticada</strong>, bem como orientar recomendações para avaliar o risco de possíveis casos novos entre os familiares que compartilham a mesma mutação.</p>



<p>Ainda assim, <strong>os dados mostram que esses recursos são subutilizados, em diferentes contextos</strong>. Um<a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2600457#xd_co_f=ZmRiNjE1MTctNzMyMi00NjdmLWI3NzItNTU2NDZmMzk5NTkx~"> </a><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2600457#xd_co_f=ZmRiNjE1MTctNzMyMi00NjdmLWI3NzItNTU2NDZmMzk5NTkx~" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo com mais de 2500 mulheres com câncer de mama</a> de alto risco mostrou que apenas pouco mais da metade foi submetida a testes genéticos. Entre as explicações para o número relativamente baixo estão a <strong>falta de recomendação médica, o alto custo e o desejo de não realizar tal avaliação</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quando o teste genético para câncer de mama pode ser relevante?</h2>



<p>Não há recomendação específica para que todas as mulheres sejam submetidas a um teste genético. Embora possa haver benefícios significativos na adoção desses recursos, <strong>nem sempre é simples determinar quando e como aplicá-los de forma eficiente.</strong></p>



<p>Foi com tal objetivo em mente que a Asco reuniu um painel de especialistas para determinar as principais circunstâncias do uso da ferramenta, <strong>sobretudo para beneficiar pacientes que já receberam o diagnóstico de um câncer de mama</strong>. A partir disso, as principais diretrizes apontam que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pacientes recém-diagnosticadas com câncer de mama em estágio I-III ou estágio IV/metastático com menos de 65 devem fazer testes de mutações nos genes BRCA 1 e 2.</li>



<li>Pacientes recém-diagnosticadas com câncer de mama em estágio I-III ou estágio IV/metastático com mais de 65 devem fazer testes de mutações nos BRCA 1 e 2 quando:
<ul class="wp-block-list">
<li>houver possibilidade de tratamento com inibidores de PARP (poli ADP-ribose polimerase) em estágio inicial ou avançado;</li>



<li>tiverem câncer triplo-negativo,</li>



<li>houver histórico de variante patogênica na família,</li>



<li>forem de ascendência judia asquenaze;</li>
</ul>
</li>



<li>Pacientes com menos de 65 anos podem ser testados para alterações em outros genes (além dos BRCA) quando sugerido por avaliação médica, conforme histórico familiar.</li>



<li>Pacientes com histórico de câncer de mama recorrente (local ou metastático) devem ser testados para alterações nos genes BRCA 1 e 2.</li>



<li>Os testes de BRCA devem ser feitos também em todas as pacientes com um segundo caso de câncer primário.</li>



<li>De modo geral, testes de outros genes podem ser importantes para orientar a conduta terapêutica, estimar as possibilidades de um segundo câncer ou informar a possível avaliação de risco familiar.</li>
</ul>



<p id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mutacao-palb2/"><u>De que forma a mutação PALB2 aumenta o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como é feito um teste genético de câncer de mama? Quanto custa?</h2>



<p>O teste genético de câncer de mama é feito em uma <strong>pequena amostra de líquido corporal ou tecido, geralmente sangue.</strong> Saliva, células internas da bochecha, pele ou líquido amniótico também podem servir para fornecer o material de análise.</p>



<p><strong>A amostra é enviada para um laboratório especializado em testes genéticos</strong>. Os resultados são devolvidos ao médico que solicitou o teste. Em alguns casos, o laboratório pode enviar os resultados diretamente para o paciente. O resultado pode demorar algumas semanas para ser liberado.</p>



<p>De acordo com a regulamentação dos planos de saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), alguns tipos de teste genéticos devem ser cobertos pelos serviços contratados, nos casos de pacientes com diagnóstico de câncer de mama. Em todo caso, o exame pode ser feito em laboratórios especializados por preços que variam entre R$ 1500 e R$ 4000.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que deve ser feito a partir do resultado do teste genético?</h2>



<p>Como já mencionado, os resultados obtidos com o teste genético podem ser utilizados para direcionar as melhores decisões sobre os <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>tratamentos utilizados para lidar com a doença.</u></a></p>



<p>Em alguns casos, <strong>a presença ou não de determinada mutação pode orientar sobre a realização de uma </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u><strong>mastectomia</strong></u></a><strong> radical ou uma lumpectomia, por exemplo</strong>. Em outras circunstâncias, as alterações genéticas identificadas podem ser úteis para a adoção de recursos como a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>radioterapia</u></a> ou mesmo de terapias sistêmicas (como as diferentes abordagens quimioterápicas).</p>



<p>Para isso, é fundamental que o exame seja solicitado e avaliado por um médico especializado em áreas como a oncogenética e que seja <strong>capaz de fornecer o aconselhamento adequado</strong>. Dessa forma, será possível utilizar o teste genético para câncer de mama para tomar as melhores decisões possíveis dentro de cada quadro.</p>



<p>Entenda agora qual o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/assinaturas-genomicas/"><u> papel das chamadas assinaturas genômicas</u></a> no tratamento de um câncer de mama.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/teste-genetico-cancer-mama/">As principais recomendações do teste genético para câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/teste-genetico-cancer-mama/">As principais recomendações do teste genético para câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Efeitos da primeira sessão de quimioterapia: o que você precisa saber?</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=efeitos-primeira-sessao-quimio</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os efeitos da primeira sessão de quimioterapia podem começar horas depois da administração dos fármacos, então é importante se preparar. Conhecer os efeitos da primeira sessão de quimioterapia é importante para a mulher que vai atravessar esse marco importante no tratamento de um câncer de mama. Antes ou depois de outras intervenções necessárias para lidar com o tumor, a terapia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os efeitos da primeira sessão de quimioterapia podem começar horas depois da administração dos fármacos, então é importante se preparar.</em></p>



<p>Conhecer os efeitos da primeira sessão de quimioterapia é importante para a mulher que vai atravessar esse marco importante no tratamento de um câncer de mama. <strong>Antes ou depois de outras intervenções necessárias para lidar com o tumor, a terapia quimioterápica pode despertar a ansiedade na paciente.</strong></p>



<p>Dessa forma, estar preparada para o que está por vir tende a aliviar o estresse. Além disso, obter informações sobre esse assunto pode facilitar o diálogo entre a paciente e o médico responsável pelo tratamento, eliminando dúvidas e preocupações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o papel da quimioterapia no tratamento do câncer de mama?</h2>



<p>A quimioterapia é um tratamento que pode ser utilizado em diferentes tipos de câncer, incluindo aqueles que atingem as mamas. <strong>Essa forma de tratamento utiliza fármacos que são tóxicos às células cancerígenas, destruindo-as e impedindo que elas continuem a se replicar dentro do organismo.</strong> Embora existam alternativas de medicamentos orais, na maioria dos casos a administração acontece por via intravenosa.</p>



<p>Nem toda paciente com câncer de mama vai precisar da quimioterapia. <strong>Entretanto, quando ela é prescrita, essa etapa do tratamento se dá de forma adjuvante (antes da cirurgia) ou neoadjuvante (depois da cirurgia).</strong></p>



<p>Assim, os fármacos podem ajudar a eliminar células cancerígenas que tenham ficado para trás depois da cirurgia ou reduzir o tamanho do tumor, permitindo um procedimento cirúrgico menos invasivo. Além disso, os quimioterápicos também podem ser uma opção de tratamento quando o câncer atinge um <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-metastatico/"><u>estágio metastático,</u></a> alcançando outras partes do organismo.</p>



<p>Há vários fármacos disponíveis para compor um tratamento quimioterápico. A escolha vai depender da opinião do médico e da condição clínica da paciente. No mais, não é raro que medicamentos sejam combinados para aumentar a chance de alcançar o objetivo esperado com o tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que esperar dos efeitos da primeira sessão de quimioterapia?</h2>



<p>Definida a necessidade da quimioterapia e o momento em que isso será feito, <strong>a paciente precisa se preparar para os efeitos colaterais da primeira sessão de terapia e tudo aquilo que cerca o procedimento nesse e nos ciclos seguintes do tratamento.</strong></p>



<p>É comum querer saber, por exemplo, quanto tempo dura uma sessão de quimioterapia. <strong>A resposta varia de acordo com uma série de fatores que envolvem sobretudo a forma como o medicamento será administrado.</strong></p>



<p>Nos casos em que o medicamento é aplicado por meio de uma injeção intravenosa, o processo tende a terminar em alguns minutos. Por outro lado, com a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cateter-para-quimioterapia/"><u>infusão via cateter</u></a> podem ser necessárias algumas horas para completar o processo. <strong>A escolha do método adequado, como sempre, depende da avaliação de uma série de fatores, então é difícil generalizar.</strong></p>



<p>De todo modo, será necessário se dirigir até uma clínica ou hospital com capacidade para administrar a medicação. Chegando lá, a paciente será recebida por uma equipe composta por profissionais de saúde de diferentes áreas e receberá a orientação necessária para essa primeira sessão.</p>



<p>Em muitos casos, são necessárias também a coleta de material para exames de sangue, por exemplo. Além disso, minutos antes da administração do quimioterápico, determinados <strong>medicamentos</strong> podem ser prescritos para prevenir alguns efeitos colaterais, sempre conforme orientação profissional. O mesmo pode acontecer depois da sessão.</p>



<p>Finalizada a administração, é preciso esperar por alguns minutos para garantir que não haverá <strong>nenhuma</strong> <strong>reação mais grave ao medicamento</strong>. Aí sim é possível ir embora. Em casa, é fundamental seguir as orientações repassadas, inclusive para lidar com os possíveis efeitos colaterais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia?</h2>



<p>Por conta da sua ação no seu organismo, <strong>os quimioterápicos podem gerar uma série de efeitos colaterais. Isso é totalmente esperado e se dá pela destruição de células saudáveis que acabam atingidas pelo efeito tóxico do medicamento</strong>. Assim, no curto prazo, os desconfortos mais comuns, que podem aparecer já nas primeiras horas depois da primeira sessão são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/"><u>Fadiga</u></a>;</li>
<li>Perda de apetite;</li>
<li>Náuseas e vômitos;</li>
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>Diarreia</u></a> ou constipação intestinal;</li>
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>Queda de cabelo</u></a>;</li>
<li>Sensação de boca seca;</li>
<li>Alterações na pele e nas unhas;</li>
<li>Queda na contagem de glóbulos brancos (em especial os neutrófilos);</li>
<li>Insônia, dificuldade de concentração, lapsos de memória e (outras alterações que recebem o nome de <a href="https://revista.abrale.org.br/saude/2021/04/chemobrain/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>chemo brain</u></em></a><em>)</em></li>
</ul>



<p><strong>Esses efeitos colaterais de curto prazo costumam desaparecer por conta própria algumas semanas após o fim do tratamento. Se eles persistirem, converse com seu médico</strong>. Além disso, ele pode informá-la sobre possíveis efeitos colaterais de longo prazo (como<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u> infertilidade</u></a> ou impacto sobre a densidade óssea).</p>



<p id="leiamais">Veja também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-intestino-preso/">Entenda como a quimioterapia afeta o comportamento do intestino</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como se preparar para a primeira sessão de quimioterapia?</h2>



<p>Tendo uma noção do que acontece durante a sessão de quimioterapia, a paciente consegue se preparar para o que vai acontecer ao longo do procedimento. Nesse processo, <strong>algumas dicas podem ser valiosas para lidar melhor com a situação:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Se possível, <strong>não vá sozinha para as sessões de quimioterapia</strong>. Além de ajudar a absorver as orientações repassadas, um companheiro pode ser uma distração importante para aliviar o estresse durante as horas que podem ser exigidas até o fim da administração;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Use roupas confortáveis</strong>, de preferência que não atrapalhem a aplicação do fármaco ou que façam você sentir calor ou frio;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Reforce a hidratação.</strong> Ter uma garrafinha de água ajuda bastante;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Salvo orientação em contrário, <strong>leve junto contigo um pequeno lanche leve (uma fruta, por exemplo) para comer durante a sessão</strong>, principalmente se ela se estender muito;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Conte com uma distração</strong>, seja ela o celular, um livro ou uma distração manual;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Observe possíveis reações adversas durante a sessão</strong> (como vermelhidão ou irritação na pele) e acione a equipe do local se for necessário;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Tire suas dúvidas,</strong> sobretudo antes de ir embora.</li>
</ul>



<p><strong>Esse tipo de tratamento é feito em ciclos, com intervalos entre as aplicações (que, às vezes, podem ser feitas em dias seguidos) para que o corpo se recupere adequadamente dos efeitos da primeira sessão de quimioterapia e daquelas que virão depois</strong>. O número de ciclos necessários para completar o regime quimioterápico também é uma decisão que varia caso a caso. <strong>No mais, os médicos podem discutir a necessidade das chamadas doses densas (em que doses maiores são utilizadas em um intervalo menor).</strong></p>



<p><strong>Aproveite e </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/"><u><strong>confira algumas dicas de alimentação que podem ser importantes durante o período da quimioterapia.</strong></u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">Efeitos da primeira sessão de quimioterapia: o que você precisa saber?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">Efeitos da primeira sessão de quimioterapia: o que você precisa saber?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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