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	<title>qualidade de vida - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>qualidade de vida - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
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		<category><![CDATA[peso no câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A relação entre o peso corporal e um quadro oncológico vai muito além da estética. Há décadas, vêm se acumulando evidências de que sobrepeso e obesidade são fatores de prognóstico negativo bem estabelecidos nesta doença. Desse modo, o emagrecimento em pacientes com câncer de mama pode ter impacto real nos desfechos obtidos. Diante disso, um estudo apresentado na edição de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A relação entre o peso corporal e um quadro oncológico vai muito além da estética. Há décadas, vêm se acumulando evidências de que sobrepeso e obesidade são fatores de prognóstico negativo bem estabelecidos nesta doença. Desse modo, o emagrecimento em pacientes com câncer de mama pode ter impacto real nos desfechos obtidos.</p>



<p>Diante disso, um <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-01/773110" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) </u></a>chamou atenção ao revelar trajetórias dinâmicas de perda de peso a partir de uma intervenção digital. Por isso, exploramos o que esse e outros dados relevantes sobre o tema têm evidenciado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Por que o excesso de peso corporal pode impactar negativamente no prognóstico do câncer de mama?</h2>



<p>A associação entre obesidade e piores desfechos no câncer de mama é bem documentada. Uma metanálise de 82 estudos publicada nos <a href="https://www.annalsofoncology.org/article/S0923-7534(19)36595-0/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Annals of Oncology</u></em></a><a href="https://www.annalsofoncology.org/article/S0923-7534(19)36595-0/fulltext"></a>demonstrou que mulheres com algum nível de obesidade ao receberem diagnóstico de câncer apresentaram aumento de 35% na mortalidade específica pela doença e de 41% na mortalidade geral quando comparadas àquelas com peso normal.</p>



<p>Além disso, a cada cinco unidades a mais no índice de massa corporal (IMC), o risco de morte total sobe 17% antes do diagnóstico, 11% logo após e 8% depois de um ano; para morte por câncer de mama, o aumento chega a 29% no longo prazo.</p>



<p>Como reforça a <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a> (OMS), o sobrepeso é o estado em que o IMC se encontra entre 25 e 29,9. Já a obesidade é considerada um patamar superior a 30. O número é obtido por meio de um cálculo simples: o peso em quilos dividido pelo quadrado da altura em metros. Ou seja, IMC = peso (kg) / altura x altura (m).</p>



<p>Seja como for, os mecanismos pelos quais o excesso de gordura corporal exerce esse efeito são múltiplos. Entre os mais destacados estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A forma como o excesso de tecido adiposo promove um ambiente inflamatório crônico;</li>



<li>A associação entre obesidade e desregulação da insulina, que estimula a proliferação de células tumorais e inibe a morte dessas células;</li>



<li>A produção de estrogênio pelo tecido adiposo, especialmente relevante em mulheres na pós-<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menopausa.</u></a> Esse excesso hormonal pode alimentar tumores com receptores positivos para o hormônio.</li>
</ul>



<p>Além de afetar os mecanismos biológicos, o excesso de peso interfere nas terapias utilizadas, podendo dificultar a realização de cirurgias e reduzir a tolerância ao tratamento. Tudo isso reforça que abordar o peso corporal é parte integrante do cuidado oncológico e nunca um detalhe secundário.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Descubra o que novas atualizações dizem sobre os riscos da relação entre álcool e câncer de mama.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Intervenções para o emagrecimento em pacientes com câncer de mama e resultados obtidos</h2>



<p>Os dados apresentados no SABCS 2025, coletados por meio do estudo BWEL, demonstraram o uso de ferramentas digitais como suporte à intervenção necessária para a perda de peso.</p>



<p>Para isso, os pesquisadores acompanharam 3.180 mulheres com câncer de mama em estágios mais avançados (II-III) e peso acima do ideal (IMC igual ou maior que 27), recém-tratadas com quimioterapia e/ou radioterapia. Pouco mais da metade passou pela intervenção (que incluía o uso de aplicativos e balanças digitais de alta precisão) enquanto o restante não passou por ela.</p>



<p>No grupo que recebeu 42 ligações telefônicas ao longo de dois anos, com orientações específicas sobre dieta, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exercícios </u></a>e outros hábitos de saúde, houve uma curva descendente da massa corporal dos participantes. Em princípio, o peso médio caiu de 91,4 kg para 85,6 kg em dez meses (queda de 6,1% do peso inicial), ficou estável por mais dois meses e, após dois anos, terminou com redução de 4,4% (87 kg).</p>



<p>Contudo, os resultados não foram homogêneos: enquanto 68% perderam cerca de 6,6% no pico de redução do peso corporal, 22% não perderam peso e uma pequena parcela (2,2%) chegou a ganhar 2,2%. Os autores indicam que os resultados variaram conforme o quadro clínico da paciente, seus hábitos e fatores demográficos.</p>



<p>As medições obtidas por meio dos dispositivos eletrônicos mostram que aplicativos e balanças digitais funcionam bem em acompanhamentos a distância. De qualquer forma, mais do que os resultados em si, o estudo demonstrou a viabilidade do monitoramento digital em larga escala no contexto oncológico.</p>



<p>Além disso, os resultados obtidos são clinicamente relevantes. A perda de peso promovida pelo programa pode ser importante para a obtenção de melhores prognósticos no controle da doença e até mesmo na redução do risco de recidiva, o que precisa ser acompanhado no longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como médicos e pacientes devem abordar esse tema ao longo de todo o tratamento?</h2>



<p>Apesar das evidências crescentes sobre a relevância do controle do peso corporal, este ainda é um tema frequentemente evitado nas consultas oncológicas, seja pelo receio de constrangimento, pelo foco nas urgências do tratamento ou pela percepção equivocada de que não há muito a fazer nesse sentido. Os dados do estudo apresentado são mais uma amostra de como o cenário pode mudar.</p>



<p>Para médicos, a recomendação é abordar ativamente o controle da massa corporal desde o diagnóstico. Isso não significa pressionar a paciente com cobranças estéticas, mas sim contextualizar o peso como parte do cuidado oncológico integral.</p>



<p>A conversa deve incluir a avaliação do IMC, a discussão sobre riscos específicos para aquela paciente e o encaminhamento para equipes multiprofissionais (nutricionistas, educadores físicos e psicólogos) sempre que for julgado pertinente.</p>



<p>Para as pacientes, é importante compreender que o ganho de peso durante o tratamento é algo comum, por diversos fatores, entre eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Efeitos colaterais</u></a> dos medicamentos;</li>



<li>Redução da atividade física;</li>



<li>Alterações no <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>metabolismo</u></a>;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Fatores emocionais.</u></a></li>
</ul>



<p>Reconhecer isso sem se culpabilizar é o primeiro passo. O segundo é buscar suporte qualificado. Além disso, o acompanhamento do peso não deve se encerrar com o término da quimioterapia ou da radioterapia. A atenção com a balança deve ser encarada como uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estratégia contínua de prevenção de recidivas e de promoção da qualidade de vida.</u></a></p>



<p>Acima de tudo, médicos e pacientes devem ter em mente que atuar sobre o emagrecimento em pacientes com câncer de mama é factível. E, com abordagem adequada, deve ser um aspecto central no manejo oncológico.</p>



<p>Para se aprofundar ainda mais no assunto, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira agora qual a influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/">Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/">Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[crioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais da quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[neuropatia periférica]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) identificou como a crioterapia na quimioterapia foi consideravelmente eficaz na prevenção da neuropatia. Essa é uma técnica que consiste no resfriamento das mãos e dos pés utilizando mecanismos específicos. Esse efeito colateral é um dos mais relevantes da quimioterapia, que muitas vezes persiste por meses ou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de <a href="https://discovery.researcher.life/article/abstract-ps1-01-18-temperature-controlled-hand-foot-cooling-prevents-chemotherapy-induced-polyneuropathy-cipn-a-real-world-data-collection-in-500-patients/06c2de226e33350fac63b2fda44371d2" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) </u></a>identificou como a <strong>crioterapia na quimioterapia foi consideravelmente eficaz na prevenção da neuropatia.</strong> Essa é uma técnica que consiste no resfriamento das mãos e dos pés utilizando mecanismos específicos.</p>



<p>Esse efeito colateral é um dos mais relevantes da quimioterapia, que muitas vezes persiste por meses ou até anos após o fim do tratamento. Nos tópicos a seguir, vamos entender melhor do que se trata essa condição e como essas e outras abordagens podem ser aliadas importantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é a neuropatia periférica induzida por quimioterapia?</h2>



<p>A <strong>neuropatia periférica induzida por quimioterapia (CIPN, na sigla em inglês, ou NPIQ, em português) é uma das queixas frequentes entre pacientes com câncer de mama</strong>. Ela se manifesta principalmente naquelas submetidas a tratamentos químicos para destruir as células cancerígenas.</p>



<p>Os quimioterápicos utilizados são amplamente eficazes contra as células tumorais. Porém, eles podem causar danos aos nervos periféricos, aqueles responsáveis pelas sensações e movimentos nas extremidades do corpo.</p>



<p>A <strong>complicação tende a ser mais notada quando são utilizados fármacos da classe dos taxanos,</strong> como paclitaxel e docetaxel, tanto de modo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>neoadjuvante (antes da cirurgia) </u></a>quanto adjuvante (depois da cirurgia). Entre os sintomas mais comuns estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Formigamento ou dormência nas pontas dos dedos das mãos e dos pés;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Dor ou sensação de queimação</u></a>;</li>



<li>Fraqueza muscular;</li>



<li>Dificuldade de equilíbrio;</li>



<li>Sensibilidade ao toque ou às mudanças de temperatura.</li>
</ul>



<p>Sendo assim, a<strong> presença da neuropatia pós-quimio compromete diretamente a qualidade de vida das pacientes,</strong> interferindo na autonomia e em atividades cotidianas simples.</p>



<p>Além disso, a neuropatia é uma das principais causas de redução de dose ou interrupção precoce da quimioterapia. Tal necessidade pode comprometer o sucesso do tratamento oncológico.</p>



<p>Estudos anteriores, como uma <a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2014/12000/incidence,_prevalence,_and_predictors_of.6.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revisão sobre o tema publicada na revista </u></a><a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2014/12000/incidence,_prevalence,_and_predictors_of.6.aspx"><em><u>Pain </u></em><u>em 2014, </u></a>mostravam que <strong>70% dos pacientes oncológicos experimentaram o quadro no primeiro mês de tratamento.</strong> Gradativamente, em três meses, a incidência caia para <strong>60% e, em seis meses, atingia cerca de 30%.</strong></p>



<p>Contudo, dados mais recentes mostraram que a neuropatia dolorosa atinge mais de <strong>40% dos pacientes de forma persistente após 3 meses, como sustenta artigo de 2025 publicado na revista</strong> <a href="https://rapm.bmj.com/content/early/2025/02/04/rapm-2024-106229"></a><a href="https://rapm.bmj.com/content/early/2025/02/04/rapm-2024-106229" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u><strong>Regional Anesthesia &amp; Pain Medicine.</strong></u></em></a></p>



<p>Os dados são, portanto, um dos indicativos da relevância de estratégias de prevenção iniciadas antes mesmo do aparecimento dos sintomas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como a crioterapia em mãos e pés pode prevenir a CIPN?</h2>



<p>Em resumo, a utilização da crioterapia na quimioterapia consiste no resfriamento de mãos e pés durante a infusão do quimioterápico. Na prática clínica, são utilizadas luvas e meias capazes de ficar geladas antes do início da infusão, durante a sessão e por mais algum tempo depois do término.</p>



<p>O mecanismo de ação é relativamente simples. O frio provoca a constrição dos vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue nas extremidades. Consequentemente, há diminuição da concentração do medicamento que chega aos nervos periféricos nessa região. Com menos exposição ao agente químico, os nervos ficam mais protegidos dos danos que levam à neuropatia.</p>



<p>O estudo apresentado no SABCS avaliou especificamente a tecnologia <em>Hilotherapy</em>. Esse sistema permite o controle preciso e contínuo da temperatura aplicada às mãos e aos pés durante toda a sessão de quimioterapia. Tal vantagem garante maior consistência na intervenção e conforto para a paciente.</p>



<p>Entre as aproximadamente 500 mulheres com câncer de mama que integraram o estudo e completaram a quimioterapia, <strong>mais de 90% das participantes não desenvolveram neuropatia periférica clinicamente significativa ao longo do tratamento.</strong></p>



<p>Esses dados estão de acordo com outros estudos já realizados sobre o tema anteriormente. Uma revisão publicada no começo de 2025 no periódico <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-024-07597-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Breast Cancer Research and Treatment</u></em></a> mostrou que diferentes técnicas de crioterapia reduziram a incidência de neuropatia por conta dos taxanos em até 55%.</p>



<p>Outro trabalho, dessa vez apresentado no encontro da <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.2025.43.16_suppl.e24074" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>American Society of Clinical Oncology</u></em></a>, mostrou que, <strong>em um grupo de 180 pacientes com câncer recebendo quimioterapia acompanhada da crioterapia na quimioterapia, mais de 90% não registrou sintomas ou teve quadros leves de neuropatia depois de um ano.</strong></p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfomas-em-implantes-de-mama-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Outros cuidados importantes no acompanhamento da neuropatia induzida por quimioterapia</h2>



<p>Ainda que a crioterapia na quimioterapia represente um avanço relevante, ela tem pontos de atenção, que muitas vezes impedem seu uso. Eles envolvem o desconforto por conta das baixas temperaturas ou contraindicações em pacientes com problemas circulatórios.</p>



<p>Desse modo, o manejo adequado da condição neuropática envolve um conjunto de estratégias complementares. Nesse sentido, vale mencionar a diretriz publicada pela <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.20.01399" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ASCO (</u></a><a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.20.01399"><em><u>American Society of Clinical Oncology</u></em><u>) no </u><em><u>Journal of Clinical Oncology </u></em><u>em 2020</u></a>, que revisou sistematicamente as melhores evidências disponíveis sobre prevenção e tratamento da CIPN em adultos sobreviventes de câncer. Os dados desse documento apontam que pode ser importante:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Avaliação regular e ajuste da dose do quimioterápico</strong>, com monitoramento ativo da neuropatia ao longo de cada ciclo de tratamento;</li>



<li><strong>Prescrição de medicamentos para manejo da dor já instalada</strong>, ainda que os benefícios possam ser moderados conforme cada caso;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Exercício físico supervisionado,</u></a> uma vez que <strong>movimentar o corpo pode ser bastante benéfico na prevenção e no manejo desses sintomas</strong>;</li>



<li><strong>Cuidados com segurança e prevenção de quedas</strong>, pois a dormência e a fraqueza nas pernas aumentam consideravelmente o risco de acidentes;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Atenção com suplementação</u></a>. A diretriz da ASCO é <strong>explícita contra o uso de acetil-L-carnitina</strong> e aponta que as <strong>evidências sobre o uso de substâncias como vitamina B12, ômega-3 e magnésio são limitadas.</strong></li>
</ul>



<p>Ou seja, a<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-cancer-de-mama/"><u> crioterapia </u></a>na quimioterapia é mais uma opção no contexto de atenção global. Mas, acima de tudo, é essencial que cada paciente tenha um plano de cuidado individualizado, discutido com a própria equipe assistencial. Assim, é <strong>possível minimizar a neuropatia periférica, uma das queixas que mais impactam a adesão ao tratamento e a qualidade de vida durante e depois da terapia oncológica.</strong></p>



<p>Leia também sobre <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>os efeitos colaterais da primeira sessão de quimioterapia e como se preparar para esse momento.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama em mulheres jovens]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[vida depois do câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A preocupação com a qualidade de vida no câncer de mama deve considerar como a fase da vida em que a mulher se encontra pode influenciar as queixas apresentadas Isso significa avaliar impactos em aspectos como vida sexual, fertilidade e saúde emocional, entre outros fatores que contribuem para o bem-estar. Foi justamente nesse cenário que um estudo apresentado na edição [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A preocupação com a qualidade de vida no câncer de mama deve considerar como a fase da vida em que a mulher se encontra pode influenciar as queixas apresentadas Isso significa <strong>avaliar impactos em aspectos como</strong> <strong>vida sexual, fertilidade e saúde emocional,</strong> entre outros fatores que contribuem para o bem-estar.</p>



<p>Foi justamente nesse cenário que um <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-03/773167/Abstract-GS3-03-Randomized-controlled-trial-of?searchresult=1"><u>estudo apresentado na edição de 2025 do</u></a><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-03/773167/Abstract-GS3-03-Randomized-controlled-trial-of?searchresult=1"><em><u> San Antonio Breast Cancer Symposium </u></em></a>(SABCS 2025) chamou atenção. <strong>Os resultados trouxeram evidências sobre o potencial de intervenções com ferramentas digitais para melhorar a qualidade de vida de sobreviventes jovens de câncer de mama.</strong> Nos tópicos abaixo, você poderá entender melhor quais impactos isso pode ter.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A preocupação com a qualidade de vida em pacientes com câncer de mama em todas as fases da vida</h2>



<p>O câncer de mama costuma ocupar o posto de tumor maligno mais frequente entre as mulheres, excluído o de pele não melanoma. Como referência, o<a href="https://ninho.inca.gov.br/jspui/bitstream/123456789/17914/1/Estima2026_completo%20%281%29.pdf"><u> Instituto Nacional do Câncer estima que entre 2026 e 2028 serão identificados mais de 78 mil novos casos, para cada ano, no Brasil.</u></a></p>



<p>Se antes o impacto da doença se concentrava entre mulheres mais velhas (geralmente após a menopausa) isso parece estar mudando. Um estudo publicado em março de 2026 na revista <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(25)00730-2/abstract"><em><u>The Lancet Oncology,</u></em></a><a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(25)00730-2/abstract"></a>com dados de mais de 200 países, <strong>aponta que a incidência de tumores mamários entre mulheres dos 20 aos 54 anos cresceu 29% desde 1990.</strong> Enquanto isso, a tendência de diagnósticos após os 55 anos permaneceu mais ou menos a mesma.</p>



<p>É claro que esse aumento no número de casos esteve acompanhado de maior capacidade de detecção precoce e de avanços no tratamento. Com isso, cada vez mais pacientes conseguem superar a doença.</p>



<p>Contudo, o impacto disso vai além do período de acompanhamento necessário para combater o tumor. <strong>Mesmo após a conclusão das terapias principais, muitas pacientes convivem por anos com sintomas físicos e emocionais que afetam diretamente a qualidade de vida.</strong> Entre eles estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fadiga persistente;</li>



<li>Alterações do humor;</li>



<li>Problemas sexuais;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/"><u>Dificuldades cognitivas</u></a>;</li>



<li>Dores articulares (neuropatias);</li>



<li>Receio constante de uma recidiva.</li>
</ul>



<p>Além dos efeitos do próprio tratamento, mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama muitas vezes estão em plena construção de carreira e de seus relacionamentos, e frequentemente têm planos de maternidade.</p>



<p>Portanto, a preocupação com a qualidade de vida desses pacientes é uma questão a ser abordada ao longo de toda a jornada de recuperação.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/"><u>Os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O possível papel de intervenções digitais na promoção de uma vida melhor</h2>



<p>Nesse cenário, o estudo apresentado no SABCS 2025 testou uma ferramenta digital chamada YES (sigla para <em>Young, Empowered &amp; Strong</em>, algo como Jovem, Empoderada e Forte, em português), desenvolvida especificamente para sobreviventes jovens de câncer de mama. O objetivo é oferecer suporte acessível durante esse novo período.</p>



<p>A ferramenta funciona por meio de um aplicativo, no qual as participantes respondiam mensalmente a questionários sobre sintomas e preocupações. Com base nessas respostas, o sistema oferecia informações personalizadas, links para recursos relevantes e orientações práticas.</p>



<p>Além disso, a plataforma incluía uma ferramenta de escrita expressiva (uma técnica terapêutica para expressar as próprias emoções) e uma sala de bate-papo para troca de experiências. As conclusões foram obtidas por meio de ensaio clínico randomizado, considerando os seguintes parâmetros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Foram recrutadas <strong>360 mulheres com menos de 39 anos</strong> diagnosticadas com<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><u> câncer de mama em estágios 0 a III</u></a>;</li>



<li>Após a avaliação inicial, as participantes foram divididas aleatoriamente em dois grupos: <strong>179 tiveram acesso à ferramenta YES e 181 seguiram o cuidado habitual;</strong></li>



<li>A <strong>qualidade de vida foi medida por instrumento que avaliava tanto dimensões gerais, como bem-estar emocional, fadiga, dor e relações sociais, quanto aspectos específicos do câncer,</strong> como preocupação com recidiva, alterações na aparência e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/"><u>impacto na satisfação sexual.</u></a></li>
</ul>



<p>Após seis meses, <strong>o grupo que utilizou o YES apresentou evolução mais favorável nos indicadores de qualidade de vida em comparação a quem não teve acesso ao recurso.</strong></p>



<p>Entre os ganhos mais notáveis estiveram o alívio de sintomas relacionados a problemas vaginais e nos braços, como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfedema-bracos/"><u>linfedemas</u></a>, que são queixas frequentes entre sobreviventes.</p>



<p>Contudo, a intervenção não demonstrou impacto significativo sobre sintomas de menopausa, ansiedade ou depressão, dimensões que tiveram melhorias sem diferença estatisticamente expressiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que esses resultados podem indicar na prática para médicos e pacientes</h2>



<p>Embora promissores, vários passos precisam ser percorridos para que a disponibilidade desse tipo de ferramenta se torne realidade. A validação dessas ferramentas em contextos mais diversos (incluindo localidades com menor renda e menor letramento digital) será fundamental para garantir avanços equitativos.</p>



<p>Também é necessária a evolução da ferramenta para incluir melhores intervenções em dimensões cujo cuidado ainda se mostra mais desafiador, como é o caso da saúde mental, uma limitação importante do estudo em questão.</p>



<p>Em suma, os dados do estudo refletem um problema bem conhecido. <strong>Depois que o tratamento principal termina, muitos pacientes ficam com lacunas importantes no acompanhamento do seu bem-estar.</strong></p>



<p>As <strong>consultas diminuem, os sintomas persistentes são frequentemente ignorados e não raro o acesso presencial a recursos de suporte fica limitado</strong>. Nesse contexto, uma ferramenta digital de saúde bem desenvolvida pode preencher parte desse vazio.</p>



<p>Para os médicos, o estudo reforça a importância de abordar ativamente a qualidade de vida durante as consultas de acompanhamento, mesmo quando a paciente não apresenta queixas espontâneas.</p>



<p>Questões relacionadas à saúde sexual, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/">fertilidade</a>, saúde mental e adesão ao tratamento hormonal são frequentemente relegadas ao segundo plano, mas têm impacto direto nos resultados a longo prazo.</p>



<p>Acima de tudo, <strong>médicos e pacientes devem ter sempre em mente que a vida após a doença não precisa ser inevitavelmente pior</strong>. Com atenção, suporte especializado e diálogo franco, a qualidade de vida diante do câncer de mama pode ser uma prioridade<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"><u> durante e depois do tratamento.</u></a></p>



<p>Confira agora como<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/"> </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/"><u>companheiros(as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama e também ser parte do cuidado nesse momento difícil.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/">Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/">Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além dos desafios físicos e do tratamento em si, há uma dimensão frequentemente subestimada, mas igualmente relevante, que surge com esse tipo de diagnóstico: o impacto emocional do câncer de mama. Diante de tal notícia, é de se esperar que haja reflexos profundos também sobre a saúde mental e o bem-estar psíquico da paciente. Portanto, quem a cerca deve estar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Além dos desafios físicos e do tratamento em si, há uma dimensão frequentemente subestimada, mas igualmente relevante, que surge com esse tipo de diagnóstico: <strong>o impacto emocional do câncer de mama.</strong></p>



<p>Diante de tal notícia, é de se esperar que haja reflexos profundos também sobre a saúde mental e o bem-estar psíquico da paciente. Portanto, quem a cerca deve estar preparado para compreender essa dimensão para saber oferecer suporte adequado ao longo da jornada de recuperação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho do impacto emocional do câncer de mama</h2>



<p>A forma como cada pessoa reage à notícia de um tumor varia bastante. Todavia, é de se imaginar que uma <strong>série de sentimentos e emoções negativas</strong> se intensifiquem nesse momento.</p>



<p>Para quantificar isso melhor, uma metanálise — isto é, uma análise conjunta de estudos prévios — publicada no <a href="https://www.nature.com/articles/s41416-021-01542-3" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>British Journal of Cancer</u></em></a> revelou números expressivos sobre a prevalência de sintomas psicológicos clinicamente significativos após o diagnóstico de um câncer de mama.</p>



<p>Após consultar 34 artigos com diferentes amostras e metodologias, os autores concluíram que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>39% das pacientes apresentaram <strong>angústia e estresse geral de natureza não especificada;</strong></li>



<li>34% desenvolveram sintomas de <strong>ansiedade;</strong></li>



<li>31% experimentaram <strong>manifestações de estresse pós-traumático;</strong></li>



<li>20% manifestaram <strong>depressão.</strong></li>
</ul>



<p>Tais dados reforçam que alterações na saúde mental são comuns nesse cenário. Por consequência, podem surgir sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>distúrbios do sono</strong>, incluindo dificuldade para adormecer ou manter o sono;</li>



<li><strong>mudanças no humor,</strong> com sensação persistente de tristeza ou ansiedade;</li>



<li><strong>perda de interesse</strong> em atividades que antes traziam satisfação;</li>



<li><strong>alterações no apetite</strong>, resultando em perda ou ganho de peso;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>fadiga </u></a>(nem sempre relacionada aos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais do tratamento</u></a>);</li>



<li>dificuldade de <strong>concentração ou foco.</strong></li>
</ul>



<p>Além disso, certos fatores podem intensificar o prejuízo emocional, como histórico prévio de problemas de saúde mental, diagnóstico em idade mais jovem ou prognóstico pior, falta de apoio social, menor acesso à educação e baixa renda.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O papel de companheiros(as) e familiares nessa jornada</h2>



<p>Diante desse cenário, o apoio de pessoas próximas é fundamental para amenizar o impacto emocional do câncer de mama. <strong>Mas como oferecer esse suporte de forma efetiva sem causar mais mal do que bem?</strong> Algumas estratégias são bem úteis nesse momento desafiador:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>estar presente e disponível para ouvir. </strong>Muitas vezes, a paciente não precisa de conselhos ou soluções imediatas, mas de alguém que a escute com empatia e sem julgamentos. Usar frases como &#8220;está tudo bem se sentir assim nesse momento&#8221; ou &#8220;eu não consigo imaginar o quanto isso é difícil, mas estou aqui&#8221; é um primeiro passo importante;</li>



<li><strong>validar os sentimentos</strong>, reconhecendo que não existe uma maneira &#8220;certa&#8221; ou &#8220;errada&#8221; de sentir após o diagnóstico. É essencial também não minimizar o que a pessoa está sentindo com sentenças como &#8220;mantenha o pensamento positivo&#8221;, &#8220;seja forte&#8221; ou &#8220;você não parece doente&#8221;;</li>



<li><strong>oferecer ajuda prática</strong>, pois o impacto emocional pode ser agravado pelo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estresse de lidar com tarefas cotidianas </u></a>durante o tratamento. Entram nessa lista o auxílio com tarefas domésticas, preparo de refeições e acompanhamento em consultas médicas ou demais responsabilidades que possam estar sobrecarregando a paciente;</li>



<li><strong>informar-se sobre a doença e o tratamento</strong> para oferecer um apoio mais sólido e demonstrar genuíno interesse no processo de recuperação;</li>



<li><strong>respeitar os limites</strong>, tendo em mente que <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cada pessoa lida com o diagnóstico</u></a> de forma diferente. Enquanto algumas preferem falar abertamente sobre a situação, outras podem precisar de tempo e espaço;</li>



<li><strong>manter alguma noção de normalidade</strong> dentro do possível. Embora o câncer seja uma parte importante da vida naquele momento, estabelecer algumas rotinas e ter espaços para <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>atividades prazerosas</u></a> pode ajudar a preservar a sensação de tranquilidade e controle.</li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Outras recomendações para atenuar o impacto emocional</h2>



<p>Além do suporte familiar, <strong>existem estratégias adicionais que podem ajudar a reduzir o impacto emocional do câncer de mama antes, durante e depois do tratamento.</strong> Algumas delas podem ser feitas sem apoio profissional, enquanto outras dependem de auxílio especializado. Entre elas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>práticas e </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>terapias complementares</strong></u></a>, como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura</u></a>, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>meditação</u></a> e técnicas de respiração profunda, entre outras, que têm o potencial de ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>exercícios físicos</strong></u></a><strong> regulares</strong>, mas adaptados às restrições da paciente, como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>caminhadas </u></a>ou <em>yoga,</em> pois melhoram o humor, reduzem a ansiedade e aumentam a energia;</li>



<li><strong>grupos de apoio</strong> presenciais ou online, permitindo a troca de experiências para reduzir o sentimento de isolamento e aprender estratégias de enfrentamento com quem já passou por situações semelhantes;</li>



<li><strong>amparo psicológico</strong> para facilitar o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento mais saudáveis e efetivas;</li>



<li><strong>manutenção de uma comunicação aberta com a equipe médica</strong>, já que os profissionais podem orientar sobre recursos de apoio disponíveis e fazer ajustes no tratamento quando necessário para minimizar os efeitos colaterais que afetam a saúde mental.</li>
</ul>



<p>Por fim, cabe destacar que<strong> o impacto emocional do câncer de mama não termina quando o tratamento acaba.</strong></p>



<p>Muitas mulheres enfrentam desafios emocionais significativos durante o período de sobrevivência, incluindo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>medo de recorrência</u></a>, dificuldades de adaptação à &#8220;nova normalidade&#8221; e preocupações sobre a autoimagem (<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>causadas pela remoção parcial ou total da mama</u></a>, por exemplo).</p>



<p>Logo, o acompanhamento psicológico e o suporte de pessoas próximas continuam sendo essenciais mesmo após o término do tratamento ativo. Essa é a melhor maneira de contornar o impacto emocional do câncer de mama e, pouco a pouco, superar os obstáculos que surgem.</p>



<p>Para continuar lendo sobre o tema, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira uma lista com mais 6 dicas de como cuidar da saúde mental durante tratamento de câncer de mama</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Instituto À Flor da Pele: novas conquistas e um resumo sobre a expansão da iniciativa ao longo de 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Projeto à Flor da Pele]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[projeto À Flor da Pele]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Unir ciência, solidariedade e amor ao próximo: esses são os pilares do Instituto À Flor da Pele. A iniciativa reúne o esforço e a dedicação de dezenas de profissionais de saúde e já impactou positivamente a vida de mais de 200 mulheres por meio de procedimentos de reconstrução mamária. Confira um resumo de como o Instituto À Flor da Pele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Unir ciência, solidariedade e amor ao próximo: esses são os pilares do Instituto À Flor da Pele. A iniciativa reúne o esforço e a dedicação de dezenas de profissionais de saúde e já impactou positivamente a vida de mais de 200 mulheres por meio de procedimentos de reconstrução mamária.</p>



<p>Confira um resumo de como o Instituto À Flor da Pele fez a diferença na vida das pacientes beneficiadas e entenda melhor o que está por vir para o futuro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Qual a origem e os objetivos do Instituto À Flor da Pele?</h2>



<p>Mais do que uma questão estética, a reconstrução mamária após a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>retirada parcial ou total do tecido mamário </u></a>como parte de um tratamento oncológico é um fator relevante na qualidade de vida de quem se recupera da doença.</p>



<p>Esse aspecto é destacado por entidades médicas e científicas, como a <a href="https://sbmastologia.com.br/para-a-populacao/nova-lei-amplia-o-direito-das-mulheres-sobre-cirurgias-reparadoras-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Mastologia,</u></a> e pela própria legislação brasileira. Em 2025, <a href="https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/07/governo-amplia-direito-a-cirurgia-reparadora-da-mama-pelo-sus-e-planos-de-saude" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>o texto legal foi atualizado</u></a>, assegurando o direito ao procedimento, inclusive pelo sistema público de saúde. <strong>Ainda assim, barreiras no acesso adequado a essa intervenção cirúrgica permanecem.</strong></p>



<p>Foi com isso em mente que o Dr. Cléber Sérgio da Silva, coordenador da Residência Médica em Mastologia do Hospital Hélio Angotti (Uberaba – MG) e membro titular da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), idealizou o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/projeto-a-flor-da-pele-reconstrucao-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>projeto À Flor da Pele</u></a>, que hoje é o Instituto À Flor da Pele.</p>



<p>O objetivo, desde o princípio, foi sempre o mesmo: <strong>oferecer cirurgias reconstrutivas por meio de uma iniciativa filantrópica a mulheres que não têm acesso a esse tipo de tratamento pelo SUS.</strong></p>



<p>Tudo é feito baseando-se não apenas nas principais diretrizes técnicas e científicas sobre o tema, mas também no caráter humano e no potencial transformador que a união de esforços em prol do próximo proporciona.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que foi feito de mais importante em 2025?</h2>



<p>Até o momento, <strong>222 pacientes já foram beneficiadas pelo Instituto </strong>À Flor da Pele. Elas estão distribuídas em diferentes localidades do país:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>171 em Uberaba (MG).</li>



<li>16 em Caruaru (PE).</li>



<li>35 em João Pessoa (PB).</li>
</ul>



<p>Além do Dr. Cléber Sérgio, <strong>o projeto conta com uma ampla rede de profissionais que se unem em torno da causa. </strong>Só assim esses números expressivos são possíveis.</p>



<p>Em João Pessoa (PB), a ação foi realizada em parceria com a <a href="https://www.instagram.com/dra.anatherezauchoa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Dra. Ana Tereza Uchôa</u></a>. Já em Caruaru (PE), o trabalho contou com o <a href="https://www.instagram.com/darleyfh/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Dr. Darley Ferreira</u></a> que também participou da organização e execução das cirurgias.</p>



<p>Adicionalmente, a sexta edição do projeto em Uberaba, que teve como carro-chefe mais um mutirão de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>reconstruções mamárias,</u></a> sediou também o <strong>&#8220;II Uberbreast e I Congresso Multidisciplinar em Oncologia Feminina: Ciência, Cuidado e Equidade&#8221;.</strong></p>



<p>O evento foi realizado pelo Instituto À Flor da Pele, com apoio do Hospital Hélio Angotti e da ConectaMED, e aconteceu em outubro de 2025.</p>



<p>Nesse encontro, foram reunidos especialistas para discutir os principais avanços no diagnóstico e tratamento dos tumores femininos (ginecológicos e de mama). O foco foram as práticas clínicas atualizadas e a humanização do cuidado, bem como o enfrentamento das desigualdades no acesso à saúde.</p>



<p>O público-alvo do congresso era composto por estudantes de medicina de Uberaba e região, além de profissionais da saúde (como enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e gestores de saúde) com a finalidade de fomentar a educação continuada e a troca de conhecimento entre os presentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais as perspectivas para o futuro do Instituto À Flor da Pele?</h2>



<p>Ao longo do ano de 2025, o projeto também seguiu atuante em outras frentes. Entre elas estão a captação de recursos e o estabelecimento de parcerias a fim de permitir a manutenção das atividades planejadas em curso.</p>



<p>Para os próximos anos, <strong>o objetivo é atender pacientes de outros estados brasileiros e até mesmo de outros países</strong>, ampliando significativamente o alcance do Instituto À Flor da Pele.</p>



<p>Como parte desse esforço, a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/projeto-a-flor-da-pele-reconstrucao-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Dra. Brenda Delgado </u></a>integra, desde 2022, o corpo clínico de mastologistas <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-oncoplastica-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>especialistas em oncoplastia</u></a> e reconstrução mamária que se voluntariaram para a realização dos procedimentos. Assim, ela contribui de forma ativa para que esse trabalho siga crescendo e transformando vidas.</p>



<p>Em suma, a <strong>mensagem por trás de todo o trabalho do Instituto À Flor da Pele é que a união de esforços, conhecimento e solidariedade pode transformar realidades</strong>. Com isso, cada intervenção carrega um significado profundo como parte de um processo não só de recuperação física, mas também de superação e recomeço das pacientes atendidas.</p>



<p>Para mais informações e para acompanhar cada um dos passos dessa iniciativa transformadora, siga a página no Instagram tanto do<a href="https://www.instagram.com/instituto.aflordapele/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Instituto À Flor da Pele </u></a>quanto do <a href="https://www.instagram.com/clebersergio.mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Dr. Cléber Sérgio, </u></a>que coordena as atividades com dedicação e expertise.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/instituto-a-flor-da-pele/">Instituto À Flor da Pele: novas conquistas e um resumo sobre a expansão da iniciativa ao longo de 2025</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/instituto-a-flor-da-pele/">Instituto À Flor da Pele: novas conquistas e um resumo sobre a expansão da iniciativa ao longo de 2025</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar da paciente]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapias complementares e integrativas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de câncer de mama é um momento delicado para qualquer mulher. Nesse contexto, junto dos tratamentos convencionais disponíveis, muitas pacientes buscam formas de melhorar sua qualidade de vida durante essa jornada. Assim, asterapias complementares no câncer de mamasurgem como uma possibilidade real de tornar o tratamento mais tolerável, sem substituir as abordagens comprovadas pela medicina,sendo cada vez mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diagnóstico de câncer de mama é um momento delicado para qualquer mulher. Nesse contexto, junto dos tratamentos convencionais disponíveis, muitas pacientes buscam formas de melhorar sua qualidade de vida durante essa jornada.</p>



<p>Assim, asterapias complementares no câncer de mama<strong>surgem como uma possibilidade real de tornar o tratamento mais tolerável, sem substituir as abordagens comprovadas pela medicina,</strong>sendo cada vez mais procuradas.</p>



<p>Ao mesmo tempo, aparecem dúvidas sobre a efetividade e a segurança desses recursos, o que merece ser sempre discutido. É isso o que vamos fazer nos tópicos a seguir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que são as terapias complementares no câncer de mama?</h2>



<p>As <strong>terapias complementares (ou integrativas) no câncer de mama são práticas utilizadas em conjunto com o tratamento médico convencional</strong>. Ou seja, em complemento à cirurgia, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quimioterapia,</u></a> <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>radioterapia</u></a>, hormonioterapia e o que mais for pertinente conforme orientação profissional.</p>



<p>De modo geral, essas práticas englobam uma série de técnicas que trabalham o corpo e a mente de forma integrada. As mais conhecidas são a acupuntura, a meditação e a ioga, entre outras modalidades terapêuticas.</p>



<p>Um trabalho apresentado na <a href="https://ecancer.org/en/news/20417-asco-2021-breast-cancer-patients-embrace-integrative-health-during-treatment" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>edição de 2021 do encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) </u></a>revelou que <strong>73% das pacientes com câncer de mama nos Estados Unidos relataram usar ao menos um tipo de terapia complementar</strong> <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>após o diagnóstico.</u></a></p>



<p>Esse número é muito superior às estimativas que os oncologistas tinham sobre a utilização desses métodos, que, em geral, <strong>não ultrapassava metade das pacientes atendidas (43%)</strong>. Ainda assim, dois terços dos médicos e das pacientes acreditam que essas técnicas têm potencial para melhorar a qualidade de vida durante o tratamento.</p>



<p>No Brasil, essas práticas também ganham espaço. Muitas delas já foram incorporadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dentro da P<a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnpic.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>olítica Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde</u></a> (as PICs), posta em prática em 2006.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que elas são diferentes das terapias alternativas?</h2>



<p>Embora os termos sejam frequentemente usados de forma conjunta, <strong>existe uma diferença fundamental entre terapias complementares e terapias alternativas no câncer de mama</strong>. Essa distinção é crucial para a segurança das pacientes.</p>



<p>Comumente, <strong>as terapias alternativas são aquelas utilizadas no lugar dos tratamentos convencionais</strong>. Em outras palavras, quando uma pessoa opta por substituir a quimioterapia, a cirurgia ou a radioterapia por dietas restritivas,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> suplementos sem comprovação </u></a>ou outras práticas não validadas pela ciência, ela está assumindo riscos consideráveis.</p>



<p>Não raro, a substituição ou o atraso no início do tratamento adequado pode permitir que o tumor avance para estágios mais graves, reduzindo drasticamente as <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>chances de remissão da doença.</u></a></p>



<p>Por outro lado, <strong>as terapias complementares são usadas ao lado dos tratamentos médicos comprovados</strong>. Elas não prometem curar o câncer, mas sim ajudar a aliviar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais</u></a> e reduzir sintomas (como insônia, ansiedade e dor, entre outros) para melhorar a qualidade de vida como um todo, dentro do possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Que tipo de benefício é possível obter com esse recurso?</h2>



<p>As terapias complementares no câncer de mama oferecem benefícios cada vez mais documentados, especialmente no manejo de sintomas e efeitos colaterais do tratamento.</p>



<p>Para ajudar a separar o que de fato é relevante, a <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/EDBK_431554" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e a Sociedade de Oncologia Integrativa</u></a> publicaram diretrizes sobre o uso dessas práticas, classificando-as de acordo com o grau de evidência científica disponível. Entre os benefícios mais consistentes, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>redução da ansiedade: </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>meditação, </u></a>ioga e musicoterapia podem amenizar o desconforto em pacientes, o que está associado a melhorias na <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>saúde mental</u></a> e no bem-estar emocional;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>combate à fadiga</strong></u></a><strong>: </strong>a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura </u></a>e a ioga já se mostraram úteis no combate à fadiga pós-tratamento, um dos sintomas mais debilitantes relatados pelas pacientes;</li>



<li><strong>alívio da dor: </strong>mais uma vez, a acupuntura e a musicoterapia demonstraram potencial para o alívio da dor relacionada ao câncer;</li>



<li><strong>prevenção e controle do </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfedema-bracos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>linfedema</strong></a><strong>: </strong>por meio dedrenagem linfática manual e uso de faixas de compressão no pós-cirurgia.</li>
</ul>



<p>Seja como for, muito ainda precisa ser explorado quando o tema é o uso de terapias complementares no câncer de mama. O que funciona para uma pessoa pode não ser tão efetivo em outras circunstâncias, por exemplo.</p>



<p>Por isso, vários estudos estão em curso para determinar como e quando esse tipo de solução tende a apresentar melhores resultados nas diferentes fases do tratamento oncológico.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que médicos e pacientes devem levar em consideração nessas abordagens?</h2>



<p>Acima de tudo, <strong>é fundamental que as terapias complementares no câncer de mama sejam implementadas de forma segura</strong>. Com tal finalidade, existem aspectos importantes que tanto médicos quanto pacientes devem sempre ter em mente.</p>



<p><strong>A comunicação transparente entre paciente e equipe médica é essencial.</strong> Muitas mulheres hesitam em compartilhar que estão utilizando terapias complementares por receio de julgamento. No entanto, o oncologista e o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologista</u></a> precisam ter essa informação para garantir que não haja interações prejudiciais com os tratamentos em curso.</p>



<p>Além disso, nem todas as terapias complementares são reguladas adequadamente pelas autoridades responsáveis. Diferentemente dos medicamentos convencionais, muitas práticas integrativas não passam por controle de qualidade rigoroso. Por isso, é importante buscar profissionais qualificados, apoiando-se em fontes confiáveis e reconhecidas.</p>



<p><strong>Outro ponto de atenção refere-se às expectativas realistas.</strong> As terapias complementares não substituem o tratamento convencional e não curam o câncer. Elas devem ser vistas como parte de um plano de cuidado mais amplo e integrado.</p>



<p>Por fim, a individualização do cuidado é fundamental. A escolha das ferramentas complementares deve levar em conta o perfil da paciente, o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> tipo de tumor</u></a>, o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estágio da doença</u></a> e os tratamentos convencionais em curso. Cada caso exige uma avaliação minuciosa.</p>



<p>De todo modo, quando utilizadas de forma consciente e orientada, <strong>as terapias complementares no câncer de mama representam uma abordagem promissora para o suporte à paciente</strong>. Elas refletem uma mudança positiva, que cada vez mais reconhece a importância de tratar não apenas a doença, mas a pessoa como um todo.</p>



<p>Depois de conhecer os benefícios das terapias complementares, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira 5 pontos da relação entre suplementos e câncer de mama</u></a> que toda paciente deve saber.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 12:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[exercícios físicos]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[sedentarismo]]></category>
		<category><![CDATA[sobrevida no câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diversos estudos já mostraram que movimentar o corpo regularmente pode aumentar a sobrevida de pacientes depois do diagnóstico do câncer de mama. Nesse contexto, os benefícios da caminhada também fazem dessa prática uma alternativa importante para reduzir o sedentarismo e suas complicações. Para sustentar a afirmação, um estudo buscou mapear de que forma um número maior de passos diários está [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Diversos estudos já mostraram que <strong>movimentar o corpo regularmente pode aumentar a sobrevida de pacientes depois do diagnóstico do câncer de mama</strong>. Nesse contexto, os <strong>benefícios da caminhada também fazem dessa prática uma alternativa importante</strong> para reduzir o sedentarismo e suas complicações.</p>



<p>Para sustentar a afirmação, um estudo buscou mapear de que forma um número maior de passos diários está associado a uma menor mortalidade por qualquer causa depois que a doença foi identificada. <a href="https://aha.abstractarchives.com/abstract/epi2025-4176580/accelerometer-measured-physical-activity-and-sedentary-behavior-and-risks-of-all-cause-and-cardiovascular-disease-mortality-among-postmenopausal-cancer-survivors-the-womens-health-accelerometry-collaboration" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Os resultados foram apresentados em um evento</u></a> sobre estilo de vida e saúde cardiometabólica da <em>American Heart Association.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A importância da atividade física entre pacientes com câncer de mama</h2>



<p><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/">Finalizar </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o tratamento do câncer de mama </a>certamente é uma etapa fundamental na jornada que começa depois da notícia do diagnóstico. Mas esse marco não significa que é possível dispensar a manutenção de determinados cuidados com a saúde.</p>



<p>Desse modo, há vários motivos para reforçar <strong>as recomendações sobre uma vida ativa entre esse grupo de pacientes.</strong></p>



<p>Logo de início, evitar o sedentarismo tem o potencial de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>amenizar o risco de recidivas do câncer de mama</u></a>, independentemente da idade. Além disso, o hábito contribui com o bem-estar físico e mental como um todo, reduzindo possíveis <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais de longo prazo associados ao tratamento.</u></a></p>



<p>Em paralelo, <strong>os exercícios também são essenciais para prevenir complicações cardiovasculares, obesidade e diabetes</strong>, entre outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). O <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Ministério da Saúde </u></a>reforça que elas são as principais causas de morte em todo o país e que, por isso, devem ser monitoradas de perto para uma maior qualidade de vida.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Como exercícios podem ajudar na prevenção e no tratamento do câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho dos benefícios da caminhada na sobrevida depois do câncer</h2>



<p>Com isso em mente, pesquisadores reuniram os dados de 2.600 mulheres sobreviventes de diferentes tipos de câncer já na pós-menopausa. Mais da metade da amostra era composta por pacientes com tumores mamários.</p>



<p>As participantes passaram pelo menos quatro dias de uma semana com um acelerômetro no quadril. O equipamento, mantido junto ao corpo por no mínimo 10 horas diárias, registrava todos os movimentos de cada uma delas.</p>



<p>Depois disso, elas foram acompanhadas por cerca de oito anos. Nesse período, eram registrados os óbitos por todas as causas, incluindo câncer e doenças cardiovasculares.</p>



<p>Os <strong>resultados obtidos indicaram que mulheres que praticaram pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa</strong> (como uma caminhada mais rápida) <strong>apresentaram redução significativa no risco de morte por qualquer causa</strong>, mas principalmente por doenças do coração. Além disso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mulheres com 5.000 a 6.000 passos diários acumulados apresentaram um <strong>risco 40% menor de mortalidade por qualquer causa;</strong></li>



<li>a cada 2.500 passos adicionais, <strong>a chance de comprometimento cardiovascular caía cerca de 34%;</strong></li>



<li>a cada pouco mais de 100 minutos diários em posição sentada, observou-se um aumento de 12% no risco de morte por qualquer causa e de 30% no risco relacionado a doenças cardíacas;</li>



<li>os maiores benefícios foram entre aquelas que se exercitavam de forma vigorosa ou moderada, mas <strong>quem praticava exercícios leves também obteve ganhos</strong>, ainda que menores.</li>
</ul>



<p>Os achados estão em linha com outro estudo sobre o tema publicado também em 2025 no<a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/117/8/1689/8138213" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u> Journal of the National Cancer Institute</u></em></a>, reunindo dados de 90 mil sobreviventes de câncer, com acompanhamento médio de 10 anos.</p>



<p>No fim, <strong>os pesquisadores concluíram que entre 150 e 300 minutos de atividade física semanal (inclusive em momentos de lazer) com intensidade moderada </strong>ou vigorosa estão associados com uma maior sobrevida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As recomendações para colocar em prática com segurança esse tipo de orientação</h2>



<p>A caminhada, em particular, é um exercício que geralmente não exige equipamentos especiais ou treino intenso prévio. Ela pode ser feita ainda em diferentes ambientes e adaptada ao ritmo e à condição física de cada pessoa.</p>



<p>De qualquer maneira, <strong>antes de iniciar qualquer rotina de atividade mais intensa, é fundamental conversar com seu médico</strong>. O profissional poderá avaliar o estado geral, identificar eventuais limitações e indicar a melhor forma de começar.</p>



<p>Seja como for, entre as dicas que podem ajudar na busca de uma vida mais ativa estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>começar aos poucos</strong> com um ritmo que seja confortável e ir aumentando-o progressivamente;</li>



<li><strong>dividir o tempo de atividade em vários intervalos</strong> ao longo do dia e combiná-lo com outras atividades diárias (como levar o cachorro para passear);</li>



<li><strong>evitar longos períodos sentados</strong>, procurando sempre levantar-se a cada hora para se movimentar, alongar-se ou caminhar alguns passos. Isso ajuda a reduzir os riscos ligados ao comportamento sedentário;</li>



<li><strong>observar sempre os sinais do corpo</strong> para entender se o esforço não está além do limite do organismo;</li>



<li><strong>considerar outras formas de se movimentar</strong>, como andar de bicicleta, dançar, fazer pilates, entre outras modalidades.</li>
</ul>



<p>Assim sendo, ao incorporar esse tipo de atividade na rotina, fica mais fácil aproveitar os benefícios da caminhada e de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>outras práticas</u></a>, <strong>reduzindo o risco de complicações de saúde mesmo depois do diagnóstico de um câncer.</strong></p>



<p>Saiba agora como <a href="https://redacao.wellmaker.com.br/wp-admin/post.php?post=2422&amp;action=edit"></a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exercícios após cirurgia de câncer de mama melhoram a mobilidade do braço e do ombro</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/">Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/">Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Técnica de respiração profunda com sessões de 20 minutos ajuda no controle da dor do câncer, indica estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[dor oncológica]]></category>
		<category><![CDATA[manejo não farmacológico]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dor do câncer é um dos sintomas associados ao quadro capazes de causar várias alterações no cotidiano do indivíduo, comprometendo ainda mais a sua qualidade de vida. Por isso, o controle dessa manifestação deve ser parte permanente das conversas entre médicos e pacientes. Nesse cenário, um estudo publicado em julho de 2024 no BMJ Supportive &#38; Palliative Care demonstrou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A dor do câncer é um dos sintomas associados ao quadro capazes de causar várias alterações no cotidiano do indivíduo, comprometendo ainda mais a sua qualidade de vida. Por isso, o controle dessa manifestação deve ser parte permanente das conversas entre médicos e pacientes.</p>



<p>Nesse cenário, um estudo publicado em julho de 2024 no <a href="https://spcare.bmj.com/content/early/2024/07/22/spcare-2023-004762.long" target="_blank" rel="noopener"><em><u>BMJ Supportive &amp; Palliative Care </u></em></a>demonstrou que <strong>20 minutos de exercícios de respiração focada contribuem para o alívio da dor.</strong> Assim, essa pode ser mais uma medida não farmacológica capaz de auxiliar a contornar tal queixa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As manifestações de dor no câncer</h2>



<p>Estima-se que entre <strong>30% e 50% dos pacientes com diferentes tipos de câncer terão algum episódio de dor de intensidade moderada ou grave</strong> em algum momento da jornada de combate ao tumor.</p>



<p>As causas para isso são variadas. Ou seja, diferentes tipos de neoplasia podem causar dor por circunstâncias distintas. Entre algumas das explicações mais comuns para o fenômeno estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>compressão de nervos por conta do avanço do tumor;</li>



<li>comprometimento de tecidos próximos da lesão maligna;</li>



<li>dores de origem neuropática (ou seja, por conta de alterações nos tecidos nervosos);</li>



<li>efeitos colaterais de determinados tratamentos.</li>
</ul>



<p>Entre pacientes <strong>com câncer de mama, a dor, por si só, não costuma ser um sintoma frequente da doença</strong>. No entanto, ela pode surgir em casos de desenvolvimento de um <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>câncer de mama inflamatório </u></a>ou da progressão da doença até um <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-cancer-mama-metastatico/"><u>estágio metastático.</u></a></p>



<p>Além disso, <strong>a sensação dolorosa pode ser consequência de abordagens necessárias para tratar o quadro. </strong>Exemplo disso acontece em<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u> mulheres submetidas a uma cirurgia</u></a> ou a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>sessões de radioterapia.</u></a></p>



<p>Adicionalmente, o uso de medicamentos da classe dos inibidores de aromatase (empregados para controlar a atividade hormonal da mulher) também pode desencadear episódios de dor articular e muscular.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dor-no-seio/"><u>Confira algumas causas mais comuns para a sensação de dor nas mamas</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O papel das intervenções não farmacológicas no manejo da dor do câncer</h2>



<p>A partir da orientação profissional, vários medicamentos podem ser prescritos para fornecer alívio à dor. Eles são alternativas valiosas e não devem ser descartados, mas seu uso precisa ser feito sempre com a devida supervisão, dentro das recomendações profissionais.</p>



<p>Em paralelo<strong>, medidas complementares que não necessariamente utilizam qualquer substância</strong> são capazes de fornecer resultados igualmente satisfatórios. <strong>A elas se dá o nome de intervenções não farmacológicas.</strong></p>



<p>Exercícios físicos regulares, sessões de fisioterapia ou mesmo abordagens psicoterápicas e de medicina alternativa (como a acupuntura) são exemplos comuns dessas possibilidades de suporte.</p>



<p>Mais recentemente, <strong>os especialistas vêm voltando a atenção também para o potencial de técnicas de meditação. </strong>Em resumo, elas envolvem uma série de programas de exercícios cujo objetivo é voltar a atenção do indivíduo para o momento presente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A possível eficácia de técnicas de respiração focada em curtos períodos</h2>



<p>Ainda que haja evidências positivas do uso da meditação no alívio dos relatos da dor do câncer, a maioria delas é proveniente de estudos que analisam programas estruturados de <em>mindfulness</em>. Eles têm como característica a necessidade de manter a prática por algumas semanas.</p>



<p><strong>Mas e se a orientação envolvesse apenas exercícios rápidos de meditação focada, com duração de alguns minutos? Seria possível alcançar algum benefício?</strong> Era isso que pesquisadores da Malásia responsáveis pelo estudo destacado na introdução deste conteúdo queriam saber.</p>



<p>Para isso, foram reunidos 40 pacientes que haviam relatado uma dor de intensidade igual ou superior a 4, em uma escala que ia até 10. Seis pacientes tinham um diagnóstico de câncer de mama. Tumores colorretais, ginecológicos e pulmonares também faziam parte da amostra em maior número.</p>



<p>A partir disso, <strong>um grupo de 21 pessoas foi encaminhado para a prática de uma técnica de respiração focada para estimular o relaxamento do corpo</strong>, similar à meditação <em>mindfulness</em> convencional. O exercício era dividido em quatro etapas, que juntas somavam 20 minutos.</p>



<p>Os 19 participantes do segundo grupo não fizeram o exercício de respiração. Em vez disso, eles integraram um grupo de escuta ativa, em que falavam sobre si e a experiência com a doença também por pelo menos 20 minutos.</p>



<p>No final, pelos resultados coletados a partir de questionários com os pacientes, <strong>foi possível constatar que aqueles que haviam feito os exercícios de respiração relataram menos dor </strong>(tanto em intensidade quanto em quantidade) e <strong>menos ansiedade em relação ao desconforto.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Incluindo esses possíveis benefícios no dia a dia</h3>



<p>Os autores do estudo ressaltam que 20 minutos é um intervalo de tempo que demonstrou resultados efetivos, diferentemente de períodos menores. Eles levaram em conta que, em estudos anteriores, apenas <a href="https://jpalliativecare.com/the-effect-of-5-min-mindful-breathing-on-pain-in-palliative-care-cancer-patients-a-randomized-controlled-study/" target="_blank" rel="noopener"><u>cinco minutos de respiração focada haviam falhado </u></a>na demonstração de benefícios significativos.</p>



<p>O<strong> trabalho apresentado ainda esbarra na amostra pequena utilizada para alcançar os resultados</strong>. A <strong>diversidade de diagnósticos e a multiplicidade de estágios da evolução da doença</strong> também atrapalham a análise dos dados obtidos.</p>



<p>De qualquer maneira<strong>, a prática de intervalos de 20 minutos de respiração focada no controle da dor do câncer é uma medida acessível</strong>. Ela não oferece riscos, nem exige alguma estrutura específica. Basta ter um espaço tranquilo e o tempo necessário para se dedicar ao controle do entra e sai de ar até alcançar o relaxamento do corpo.</p>



<p>Para mais dicas sobre qualidade de vida durante o tratamento do câncer de mama, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/"><u>confira algumas recomendações sobre como se alimentar durante esse período.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/">Técnica de respiração profunda com sessões de 20 minutos ajuda no controle da dor do câncer, indica estudo</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/">Técnica de respiração profunda com sessões de 20 minutos ajuda no controle da dor do câncer, indica estudo</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A suplementação durante o tratamento do câncer de mama faz diferença?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2023 11:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[suplementos alimentares]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A suplementação durante o tratamento do câncer pode ser importante, mas alguns cuidados precisam ser seguidos para evitar problemas Em geral, uma dieta equilibrada consegue garantir toda a energia e os nutrientes necessários para que o corpo desempenhe suas funções conforme esperado. Não é raro que mulheres diagnosticadas com um tumor mamário se questionem sobre a necessidade de suplementação durante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A suplementação durante o tratamento do câncer pode ser importante, mas alguns cuidados precisam ser seguidos para evitar problemas</em></p>



<p>Em geral, uma dieta equilibrada consegue garantir toda a energia e os nutrientes necessários para que o corpo desempenhe suas funções conforme esperado. <strong>Não é raro que mulheres diagnosticadas com um tumor mamário se questionem sobre a necessidade de suplementação durante o tratamento do câncer de mama.</strong></p>



<p>Por inúmeras razões, <strong>os suplementos podem ser úteis, sobretudo por contribuir com uma nutrição adequada quando a alimentação por si só não é suficiente</strong>. Outros podem interferir na eficácia do esquema terapêutico adotado. Logo, é preciso levar em conta cada um desses fatores e considerar as orientações do seu médico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que são suplementos alimentares?</h2>



<p>De acordo com a<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Agência Nacional de Vigilância Sanitária</u></a>, a ANVISA, <strong>são considerados suplementos alimentares produtos com a finalidade de fornecer nutrientes, substâncias bioativas, enzimas e probióticos para complementar a</strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u><strong> alimentação</strong></u></a><strong> norma</strong>l. Acima de tudo, a agência reforça que <strong>suplementos não são remédios.</strong></p>



<p>Suplementos raramente passam por inúmeros ensaios clínicos antes de chegarem às farmácias, como acontece com os medicamentos. Dessa forma, com exceção das enzimas e dos probióticos, <strong>esses produtos não podem trazer a alegação de qualquer benefício clínico no rótulo</strong>. Logo, um suplemento de vitamina C não pode prometer a cura de gripes e resfriados, por exemplo.</p>



<p>A partir disso, <strong>uma pessoa pode usar um suplemento sempre que houver uma deficiência ou necessidade específica identificada.</strong> É o que acontece com quem faz dietas restritivas, com quem sofre com alterações que prejudicam a absorção de certo nutriente ou ainda para quem pratica exercícios físicos de forma intensa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a suplementação durante o tratamento do câncer de mama deve ser considerada?</h2>



<p>Quando falamos do uso de suplementação durante o tratamento do câncer de mama, é fundamental apontar que <strong>não existem evidências robustas de que qualquer nutriente contribui com a recuperação do quadro.</strong></p>



<p>Embora muito se fale nas redes sociais ou entre familiares e amigos, a maior parte dos relatos que indicam um possível benefício dos suplementos na cura de qualquer tipo de câncer se baseiam em <strong>evidências anedóticas</strong>. Portanto, elas quase sempre são baseadas em histórias contadas no boca a boca e que dificilmente podem ser replicadas, já que não houve o controle necessário para avaliar essas possíveis vantagens (e também os riscos, claro).</p>



<p>Entretanto, <strong>isso não quer dizer que todas as eventuais aplicações de um suplemento devem ser descartadas.</strong> Com uma avaliação cuidadosa de médicos e, se possível, de nutricionistas, pacientes diagnosticadas com câncer de mama e submetidas a determinados tratamentos podem se beneficiar do uso desses produtos. Existem vários exemplos disso, inclusive.</p>



<p>Em mulheres utilizando inibidores de aromatase ou outros tipos de tratamento hormonal, <strong>o uso de suplementos que contenham cálcio e vitamina D pode reduzir a velocidade da degradação da massa óssea.</strong> Esse é um sintoma comum dessas intervenções, que no longo prazo podem elevar o risco de osteoporose.</p>



<p>Ao mesmo tempo, pacientes passando por sessões de<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-intestino-preso/"><u> quimioterapia</u></a> e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>radioterapia</u></a> podem encontrar dificuldades em se alimentar, também por conta dos efeitos colaterais do tratamento. Portanto, nesses casos, o <strong>médico pode recomendar o uso de suplementos multivitamínicos para garantir parte dos nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo.</strong></p>



<p id="leiamais">Veja mais: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>Por que o cabelo cai na quimioterapia?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os riscos dos suplementos alimentares durante o tratamento de câncer?</h2>



<p>Como não poderia deixar de ser<strong>, o uso indevido dos suplementos alimentares ao longo de um tratamento contra o câncer de mama pode trazer riscos</strong>. Um dos que mais desperta preocupação é que a suplementação interfira na eficácia do tratamento padrão.</p>



<p>A erva-de-são-joão (não tão comum no Brasil, mas bastante utilizada em outros países para combater sintomas da menopausa e de transtornos depressivos), por exemplo,<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6133076/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> pode interagir com o tamoxifeno, prejudicando sua atuação no organismo.</u></a></p>



<p>Outro ilustrativo desse problema é <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7062457/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>baseado em um estudo</u></a> que tentou entender se o uso de suplementos com antioxidantes (vitaminas A e E, carotenóides e coenzima Q10) traria riscos para pacientes seguindo determinados regimes quimioterápicos.</p>



<p>A partir da comparação entre grupos de mulheres que fizeram ou não o uso dos suplementos, foi possível concluir que a utilização desses produtos elevou em 41% o risco de recorrência da doença. Ainda que pequeno, os responsáveis pelo estudo apontam que os resultados reforçam a precaução necessária na introdução da suplementação concomitante ao tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como reduzir a chance de problemas com a suplementação durante o tratamento de câncer de mama?</h2>



<p><strong>Manter contato com o médico responsável pelo acompanhamento e informá-lo sobre qualquer suplemento que você pretenda tomar é a recomendação-chave para evitar problemas</strong>. Dessa forma, o profissional pode avaliar a necessidade da suplementação, considerando possíveis benefícios, interações medicamentosas e efeitos colaterais. Além disso, redobre a atenção para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ter garantia sobre a procedência do suplemento alimentar.</li>
<li>Não confiar em produtos que prometem benefícios mirabolantes ou curas milagrosas.</li>
<li>Evitar misturar diversos suplementos.</li>
<li>Seguir as recomendações máximas para o uso de cada suplemento.</li>
<li>Antes de uma<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"><u> cirurgia ou qualquer outro procedimento médico</u></a>, consultar o profissional sobre a necessidade de interromper o uso desses suplementos.</li>
<li>Jamais substituir as medicações prescritas pelo seu médico por qualquer suplemento.</li>
</ul>



<p>Embora envolta em controvérsias (e muitas vezes, em alguns mitos), <strong>a suplementação durante o tratamento de câncer de mama pode ter o seu lugar e oferecer à paciente benefícios capazes de contribuir com sua qualidade de vida</strong>. É preciso sempre considerar os riscos de efeitos colaterais e possíveis prejuízos sobre as terapias convencionais. Na dúvida, converse sempre com seu médico sobre seus receios e preocupações.</p>



<p><strong>Para contornar as dificuldades com a alimentação que podem surgir durante o tratamento de câncer de mama, confira algumas </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/"><u><strong>dicas valiosas para atravessar esse período.</strong></u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementacao-tratamento-cancer/">A suplementação durante o tratamento do câncer de mama faz diferença?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementacao-tratamento-cancer/">A suplementação durante o tratamento do câncer de mama faz diferença?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Câncer de mama e sexualidade: por que essa relação precisa ser debatida?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Mar 2023 12:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[vida sexual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante e depois do tratamento, mulheres com câncer de mama podem explorar sua sexualidade de diferentes formas Se para muitas mulheres saudáveis falar sobre a satisfação em torno da própria vida sexual já é um assunto cercado de tabus, para aquelas diagnosticadas com um tumor nas mamas a barreira pode ser ainda maior. Por isso, é fundamental colocar em pauta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Durante e depois do tratamento, mulheres com câncer de mama podem explorar sua sexualidade de diferentes formas</em></p>



<p>Se para muitas mulheres saudáveis falar sobre a satisfação em torno da própria vida sexual já é um assunto cercado de tabus, para aquelas diagnosticadas com um tumor nas mamas a barreira pode ser ainda maior. <strong>Por isso, é fundamental colocar em pauta o debate sobre câncer de mama e sexualidade. Isso vale tanto para a relação entre mulheres e profissionais de saúde, quanto para a vida privada.</strong></p>



<p>Nesse sentido, a preocupação em torno da qualidade de vida e da saúde sexual dos pacientes oncológicos fez surgir e ganhar força muitos estudos e avaliações numa área chamada de oncosexualidade. <strong>Na prática, entender de que forma o tumor e o tratamento afetam a sexualidade contribui para reduzir o estigma e tirar o foco de qualquer intervenção apenas na sobrevivência, a partir de um conceito mais amplo de bem-estar e qualidade de vida.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Afinal, de que forma câncer de mama e sexualidade se conectam?</h2>



<p>O diagnóstico de um tumor em qualquer parte do corpo pode afetar a qualidade de vida e o bem-estar de uma pessoa, também do ponto de vista sexual. <strong>Em um primeiro momento, pode haver um impacto emocional até mesmo financeiro gerado pela notícia</strong>. A partir disso, é esperado também que certos tratamentos tenham efeitos colaterais que geram algum grau de desconforto, inclusive em relação à aparência ou mesmo no que diz respeito às questões fisiológicas da prática sexual.</p>



<p>Esses reflexos são ainda mais acentuados quando o câncer está na mama. Logo de cara, há um componente simbólico: qualquer intervenção que altere o visual da mama pode prejudicar ainda mais a sexualidade da paciente. <strong>Os </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/seios-tamanhos-diferentes/"><u><strong>seios</strong></u></a><strong> são um traço característico da sexualidade feminina em nossa cultura. Assim, as mudanças nessa região podem gerar vergonha, prejuízo à autoestima e perda de interesse sexual.</strong></p>



<p>Do ponto de vista fisiológico, as mulheres podem sofrer com alterações hormonais, seja por condições impostas pela doença, seja devido aos tratamentos. Logo, elas podem experimentar diferentes graus de comprometimento da satisfação sexual. Tais alterações podem se manifestar em sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Redução da libido e do desejo sexual;</li><li>Dificuldade para atingir o orgasmo;</li><li>Secura vaginal, que gera dor em sexo com penetração vaginal.</li></ul>



<p><strong>Vale ressaltar que parte desses problemas pode ser resultado de outros efeitos colaterais e sintomas, como fadiga, queda de cabelo, enjoos, vômitos e inchaços corporais.</strong> No mais, é preciso considerar o impacto psicológico do diagnóstico de câncer de mama. É natural que mulheres que se sintam deprimidas tenham menor interesse sexual, por exemplo.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/">Confira recomendações para reduzir a fadiga durante o tratamento contra um câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como certos tratamentos impactam na sexualidade das mulheres?</h2>



<p><strong>Muitos dos efeitos colaterais e impactos na vida sexual do câncer de mama são passageiros e costumam desaparecer depois de algum tempo do fim do tratamento.</strong> Entretanto, isso não significa que eles não sejam incômodos. É o caso, por exemplo, da <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>queda dos cabelos</u></a> durante as sessões de quimioterapia.</p>



<p>Algumas intervenções cirúrgicas e hormonais podem acentuar os problemas sexuais por períodos posteriores ao fim do tratamento. Mulheres que se submetem a terapias hormonais podem experimentar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/entrando-na-menopausa/"><u>menopausa precoce</u></a>. Esse quadro é acompanhado por uma série de sintomas (como secura vaginal e redução da libido) que afetam a satisfação sexual.</p>



<p>Já mulheres que passam por mastectomias precisam lidar com o prejuízo à função sexual, à qualidade de vida, e à autoimagem sobre seus corpos causados pela remoção da mama (ou de parte dela). Nesse caso, a mulher pode passar por uma<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/"><u> reconstrução da mama</u></a>, com a devida orientação profissional, já que existem diversas opções para recompor a aparência da mama. <strong>Embora o resultado costume ser bastante satisfatório, o processo de </strong><a href="https://www2.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/mama/reconstrucao-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>reconstrução pode exigir diversos procedimentos</strong></u></a><strong>. Com isso, é importante ponderar os riscos dessa alternativa.</strong></p>



<p>Muitas mulheres podem também optar por não passar pelo processo de reconstrução. É o que acontece com aquelas que não querem se submeter a novos procedimentos cirúrgicos que não sejam estritamente necessários.</p>



<p>Seja como for, médicos e pacientes precisam manter um canal de diálogo sobre esses temas. Quanto mais se falar sobre sexualidade e câncer de mama, melhor. Isso permite que a mulher possa se abrir em relação aos seus aspectos íntimos. Assim, ambos podem discutir riscos, impactos e potenciais efeitos das diferentes opções de tratamento, inclusive no longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Que estratégias podem ser adotadas para minimizar tal problema?</h2>



<p><strong>Em geral, não há restrição para que mulheres com câncer de mama mantenham relações sexuais. </strong>Contudo, em períodos de imunidade baixa devido ao tratamento, pode ser necessário se abster de sexo. Reforçar a adoção de métodos contraceptivos e de prevenção para infecções sexualmente transmissíveis é fundamental. Portanto, a camisinha é indispensável nessas situações.</p>



<p>Além disso, muitas recomendações para promover melhorias na vida sexual não são válidas para todas as pessoas. <strong>Mulheres que não têm um relacionamento estável ou têm orientação sexual não heterossexual vivenciam sua sexualidade de maneira diferente.</strong> De qualquer maneira, entre os cuidados que podem contribuir para lidar com os prejuízos a satisfação sexual estão:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Fortalecer a comunicação com o(a) parceiro(a) deixando claro seus medos, receios e desejos; Pode haver receio ou insegurança sobre a melhor forma de demonstrar afeto, então conversar sobre essas expectativas contribui para a satisfação sexual nesse período;</li><li>Reforçar a lubrificação vaginal com lubrificantes apropriados;</li><li>Usar lubrificantes a base de água e hidrantes vaginais. Eles contribuem para reduzir o desconforto gerado pela falta de lubrificação. É importante não usar produtos com materiais não indicados para esse fim, assim como loções, desodorantes ou duchas;</li><li>Não insistir no sexo com penetração vaginal se isso traz desconforto;</li><li>Encontrar outras formas de satisfação sexual;</li><li>Entender as limitações durante esse período;</li><li>Procurar ajuda profissional, como o suporte de um profissional de psicologia ou terapeutas sexuais;</li><li>Deixar claro ao médico de que forma o tratamento está afetando sua qualidade de vida, inclusive do ponto de vista sexual;</li><li>Investir na prática regular de exercícios. Atividades físicas estimulam a produção de endorfinas, ampliando a sensação de bem-estar e melhorando o humor. Além disso, esse hábito ajuda no controle do peso e pode colaborar com a melhoria da autoimagem corporal.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como abordar as relações entre câncer de mama e sexualidade de forma mais saudável?</h2>



<p>Para equilibrar a relação com o sexo nesse período, é essencial também não se cobrar para ser mais ou menos ativa sexualmente do que se gostaria. Ou seja, tenha em mente que não existe uma maneira &#8220;certa&#8221; de viver a própria sexualidade. O mais importante, sobretudo, é explorar o que você deseja e trabalhar aquilo que você quer mudar. Todas as mulheres merecem sentir prazer e cabe a você definir de que forma isso funciona melhor.</p>



<p>De um lado, é impossível negar que a descoberta de um tumor na mama inaugura uma fase delicada na vida da mulher. Ao mesmo tempo, explorar as relações entre câncer de mama e sexualidade pode se transformar em uma nova forma de enxergar e perceber o próprio corpo, como o papel das relações na construção do bem-estar. <strong>Por fim, quebrar esses tabus contribui para sensibilizar pacientes e evitar que tal assunto seja negligenciado, como foi por muito tempo.</strong></p>



<p>Aproveite e veja<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/"><u> dicas para fortalecer a saúde mental durante o tratamento contra um câncer de mama.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/">Câncer de mama e sexualidade: por que essa relação precisa ser debatida?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/">Câncer de mama e sexualidade: por que essa relação precisa ser debatida?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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