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	<title>recidiva - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>recidiva - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Saiba mais sobre as características de um câncer de mama metaplásico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 12:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[metaplasia]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[triplo-negativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um câncer de mama metaplásico, embora raro, pode ser bastante agressivo. Além disso, é comum que eles sejam classificados como triplo-negativo Um caso de câncer de mama metaplásico (não confundir com o termo metastático) tende a ser relativamente raro. Em geral, as evidências apontam que esse tipo de doença corresponde a entre 0,2% e 5% de todos os tumores mamários. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Um câncer de mama metaplásico, embora raro, pode ser bastante agressivo. Além disso, é comum que eles sejam classificados como triplo-negativo</em></p>



<p><strong>Um caso de câncer de mama metaplásico (não confundir com o termo </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-metastatico/"><strong>metastático</strong></a><strong>) tende a ser relativamente raro</strong>. Em geral, as <a href="https://breast-cancer-research.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13058-020-01353-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener">evidências apontam que esse tipo de doença corresponde a entre 0,2% e 5% de todos os tumores mamários.</a> <strong>Entretanto, ainda que pouco comuns, tais quadros podem ter um tratamento mais difícil.</strong></p>



<p>O prognóstico pode ser ainda mais desafiador quando se leva em conta outras alterações presentes na biologia do tumor. <strong>Há mais chances de que ele seja triplo-negativo, por exemplo</strong>. Em geral, essa característica está associada a uma maior agressividade e a piores desfechos, incluindo uma maior chance de disseminação da doença e de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/">recidivas</a> no longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os sintomas e como um tumor metaplásico na mama é diagnosticado?</h2>



<p>Assim como outros tumores, um câncer de mama metaplásico geralmente começa a se desenvolver nos ductos mamários. No entanto, em determinado momento, a evolução da doença faz com que comecem a se acumular diferentes tipos de células, muito distintas daquelas que geralmente estão presentes em outros tumores.</p>



<p><strong>Normalmente os tumores metaplásicos compartilham sintomas em comum com outros tipos de câncer de mama</strong>. Dessa forma, a paciente pode suspeitar do problema diante de alterações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Modificações no formato e no tamanho da mama;</li>
<li>Espessamento, enrugamento ou ondulações da pele na região;</li>
<li>Presença de um nódulo ou caroço;</li>
<li>Dores nos seios;</li>
<li>Mudanças no mamilo, incluindo a eliminação de secreções.</li>
</ul>



<p><strong>Ainda que a mulher possa perceber essas alterações e a partir disso procurar ajuda para entender o que está causando tais problemas, é comum que um câncer de mama metaplásico não apresente sintomas e seja identificado por meio de exames de rastreamento rotineiros</strong>. No mais, diante da suspeita de um tumor na mama, o médico pode recorrer a uma série de exames para confirmar o diagnóstico. Os mais utilizados são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mamografias;</li>
<li>Ressonâncias magnéticas;</li>
<li>Biópsias, que coletam um fragmento do tecido da região e encaminham essa amostra para a análise de um médico patologista. Esse profissional pode identificar se as alterações celulares são compatíveis com as de um câncer de mama metaplásico.</li>
</ul>



<p><strong>Não se sabe ao certo o que leva o organismo a desenvolver essa forma específica de câncer.</strong> De qualquer maneira, é importante considerar os fatores de risco já conhecidos para qualquer tumor na mama, como a idade, a predisposição genética e os hábitos ao longo da vida (como fumar ou manter uma rotina sedentária).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Que opções de tratamento podem ser utilizadas?</h2>



<p>A escolha entre as opções de tratamento com mais chances de sucesso em um câncer de mama metaplásico depende também da avaliação de outros aspectos fisiológicos do tumor. Ou seja, é preciso considerar o estágio no momento do diagnóstico, a presença de receptores hormonais e o status HER2, por exemplo.</p>



<p>Como já destacado, <strong>os tumores metaplásicos da mama tendem a ser triplo-negativos</strong>. Isso significa que eles não expressam a proteína HER2 e não apresentam receptores de estrogênio e progesterona. Além disso, <strong>eles têm mais chances de serem diagnosticados quando já são localmente avançados (com um </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><strong>estágio</strong></a><strong> avançado, mas ainda sem metástase</strong>). Com isso, as opções de tratamento podem ser mais restritas.</p>



<p>Dessa forma, na maioria dos casos, a cirurgia acaba sendo a primeira intervenção recomendada para combater a enfermidade. A extensão do procedimento e a quantidade de tecido da mama removido depende da avaliação do médico responsável pelo acompanhamento.</p>



<p>Contudo, nem sempre é preciso recorrer a uma mastectomia. Cirurgias conservadoras com uma boa margem para a remoção do tumor podem ser uma opção. Em alguns casos, será preciso também fazer a ressecção dos linfonodos da axila e a investigação dos linfonodos sentinela.</p>



<p>Depois da cirurgia, <strong>uma série de tratamentos localizados ou sistêmicos podem ser indicados de forma adjuvante.</strong> Eles são essenciais para reduzir a chance de que a doença retorne ou que alguma célula cancerígena que tenha permanecido no corpo se espalhe pelo organismo. Nessa fase, as opções mais adotadas são a quimioterapia e a radioterapia. Nos casos de tumor com status <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">HER2 positivo</a> ou a presença de receptores hormonais, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapia-alvo-cancer-de-mama-her2/">terapias alvo</a> e hormonioterapia podem ser utilizadas.</p>



<p id="leiamais">Veja também<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/">: Saiba quais as diferenças entre uma mastectomia e uma quadrantectomia</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as perspectivas do prognóstico de um câncer de mama metaplásico em relação a outros subtipos da doença?</h2>



<p>O fato de um câncer de mama metaplásico ser triplo-negativo não significa que ele seja exatamente igual aos demais tumores que compartilham as mesmas características. <strong>Há outros subtipos de câncer de mama relativamente raros que também não apresentam a expressão da proteína HER2 ou receptores hormonais.</strong></p>



<p>Não por menos, <a href="https://www.breastcancer.org/research-news/some-triple-negative-breast-cancers-more-aggressive" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>um estudo publicado em 2021</u></a> buscou mapear como diferentes tumores triplo-negativos respondiam ao tratamento. Foram analisados os casos de doenças metaplásicas, de carcinomas medulares e de tumores adenoides císticos, reunindo os dados de pouco mais de oito mil pacientes entre 2010 e 2016.</p>



<p>Como resultado, os pesquisadores concluíram que, embora tumores metaplásicos e adenoides císticos apresentassem incidência similar de casos triplo-negativos, as pacientes diagnosticadas com um câncer de mama metaplásico tinham uma taxa de sobrevida em cinco anos menor comparado ao câncer de mama adenoide-cistico. Por outro lado, o <strong>fato desse tumor ser triplo-negativo parece não ter influenciado nos desfechos quando comparados a quadros HER2 positivo ou com a presença de receptores hormonais.</strong></p>



<p>Dessa maneira, <strong>isso significa que o diagnóstico de um câncer de mama metaplásico triplo-negativo não aponta necessariamente para as chances de piores prognósticos.</strong> Além desse aspecto, o estágio em que a doença foi identificada e a progressão do tratamento diante das terapias introduzidas podem influenciar consideravelmente na evolução do quadro.</p>



<p><strong>Aproveite para conferir mais detalhes a respeito das</strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u><strong> alternativas de tratamento para tumores de mama triplo-negativos.</strong></u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-metaplasico/">Saiba mais sobre as características de um câncer de mama metaplásico</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-metaplasico/">Saiba mais sobre as características de um câncer de mama metaplásico</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>É possível interromper a hormonioterapia com segurança para engravidar? Veja novidades sobre isso</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/interromper-hormonioterapia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=interromper-hormonioterapia</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Aug 2023 11:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novo estudo indica que interromper a hormonioterapia para tentar engravidar não aumenta o risco de que o câncer de mama volte O diagnóstico de um câncer de mama em mulheres em idade fértil pode gerar uma angústia ainda maior para quem deseja ter um filho. Embora o tema já seja bastante discutido, uma novidade pode oferecer maior segurança a essas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novo estudo indica que interromper a hormonioterapia para tentar engravidar não aumenta o risco de que o câncer de mama volte</em></p>



<p>O diagnóstico de um câncer de mama em mulheres em idade fértil pode gerar uma angústia ainda maior para quem deseja ter um filho. <strong>Embora o tema já seja bastante discutido, uma novidade pode oferecer maior segurança a essas pacientes em determinados casos: interromper a hormonioterapia para tentar uma gestação não oferece riscos adicionais de recidiva da doença.</strong></p>



<p>Essas foram as conclusões de um estudo<a href="https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2212856?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> publicado em maio de 2023,</u><em><u> no New England Journal of Medicine.</u></em></a> <strong>A notícia é boa porque contribui para reduzir o estresse e o desconforto que incertezas do tipo podem gerar em pacientes jovens que pretendiam engravidar.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">As restrições para uma gestação durante a hormonioterapia</h2>



<p><strong>A</strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u><strong> hormonioterapia</strong></u></a><strong> envolve a administração de certos fármacos para bloquear a produção de determinados hormônios dentro do organismo ou impedir que eles atuem sobre o desenvolvimento das células cancerígenas</strong>. Por isso, ela é indicada apenas para os casos em que o tumor é receptor hormonal positivo.</p>



<p><strong>Além disso, a hormonioterapia pode ser prescrita antes da cirurgia (ou seja, de forma neoadjuvante) ou depois da cirurgia (como tratamento adjuvante), para reduzir o risco de recidivas. Esse tipo de terapia também é um recurso profilático importante em mulheres com alto risco de desenvolver um câncer de mama.</strong></p>



<p>Entretanto, é preciso levar em conta que o tratamento deve ser mantido por períodos que variam entre 5 e 10 anos. Durante o tratamento, a mulher pode perceber efeitos colaterais, incluindo prejuízos à fertilidade. A supressão da atividade de determinados hormônios afeta o ciclo de liberação dos óvulos, por exemplo.</p>



<p>A paciente ainda tem chance de engravidar, embora não seja recomendado que mulheres recebendo hormonioterapia comecem uma gestação. A medicação pode oferecer riscos à formação do feto. Por outro lado, não há evidências de que uma gestação posterior aumenta o risco de que a doença volte no futuro.</p>



<p><strong>Seja como for, levando em conta a idade do diagnóstico e o período necessário para o tratamento, pode haver a preocupação sobre a capacidade da mulher engravidar no futuro. Não é incomum, por exemplo, que essas pacientes terminem a hormonioterapia já em um período de declínio natural da fertilidade.</strong></p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/">O que você precisa saber sobre o tamoxifeno, um dos medicamentos mais importantes da histórica da oncologia?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A possibilidade de interromper a hormonioterapia para engravidar</h2>



<p>Foi diante desse quadro que o estudo POSITIVE (acrônimo em inglês para “resultado da gravidez e segurança da interrupção da terapia endócrina para mulheres com câncer de mama”) foi desenhado. <strong>Os responsáveis pela investigação queriam saber se é seguro interromper a hormonioterapia para tentar engravidar.</strong></p>



<p>Para isso, foram reunidas mulheres abaixo dos 42 anos que estavam recebendo terapia hormonal por períodos entre 18 e 30 meses. Todas elas, claro, tinham o desejo de engravidar. Ao todo, foram recrutadas 514 pacientes, com idade média de 37 anos. Elas haviam sido diagnosticadas com câncer de mama, em média, há pelo menos 29 meses. Não havia restrição sobre o uso anterior de quimioterapia</p>



<p>A partir disso, as pacientes interromperam a hormonioterapia. Primeiro, houve um período de 3 meses chamado de “washout” para eliminar o risco de interferência da hormonioterapia na gravidez. Em seguida, as pacientes tiveram até 2 anos de suspensão no tratamento para tentar engravidar. Esse período incluía a concepção, a gestação, o parto e a amamentação. Finalizado esse período, a hormonioterapia poderia ser retomada.</p>



<p>Com a interrupção do tratamento em curso, <strong>os pesquisadores acompanharam o número de casos de recidiva do câncer de mama e indicadores relacionados à fertilidade </strong>(ou seja, número de gestações, de bebês nascidos vivos, segurança da amamentação, entre outros). <strong>Dentro desse período, se mais de 46 mulheres apresentassem um evento de recidiva, o estudo seria interrompido.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">As conclusões do estudo e a segurança da interrupção do tratamento</h2>



<p>Durante o período de acompanhamento, 44 pacientes apresentaram algum tipo de<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/"><u> recorrência do câncer de mama</u></a>. Ou seja, o patamar de episódios negativos foi menor do que o limite estabelecido. Outro dado relevante mostra que a taxa de incidência de recidivas foi 8,9% entre as pacientes acompanhadas, contra 9,2% na coorte populacional usada como referência.</p>



<p><strong>Portanto, os números apontaram para uma incidência parecida do que seria observada se o tratamento fosse mantido. Logo, na prática, isso significa que parece não haver implicações para a segurança devido à interrupção do tratamento endócrino em pacientes dentro do perfil analisado.</strong></p>



<p>Além disso, 368 pacientes (quase 75% das pacientes sem recidiva) engravidaram ao menos uma vez durante o período do estudo. Nesse recorte, 215 mulheres indicaram o uso técnicas de reprodução assistida. <strong>No mais, ao final do acompanhamento, 350 gestações haviam gerado 365 bebês nascidos vivos. Após o fim da coleta de dados, 304 mulheres retomaram a hormonioterapia. Dentre o grupo que ainda não havia retomado, parte continuava tentando engravidar ou estava amamentando.</strong></p>



<p>Entretanto, o estudo reforça a necessidade de que essas <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"><u>pacientes sejam acompanhadas no longo prazo (acima dos 3 anos).</u></a> <strong>Por fim, vale reforçar que a decisão de interromper a hormonioterapia deve passar por uma conversa com o médico responsável, que também pode sugerir recursos para preservação da fertilidade (como o congelamento de óvulos para posterior fertilização, por exemplo).</strong></p>



<p>Para saber mais sobre as possibilidades e cuidados para uma gravidez pós câncer de mama, confira esse<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel"><u> conteúdo já publicado aqui no blog.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/interromper-hormonioterapia/">É possível interromper a hormonioterapia com segurança para engravidar? Veja novidades sobre isso</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/interromper-hormonioterapia/">É possível interromper a hormonioterapia com segurança para engravidar? Veja novidades sobre isso</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O papel das assinaturas genômicas no tratamento de um câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Apr 2023 16:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assinaturas genômicas]]></category>
		<category><![CDATA[assinatura genômica]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As assinaturas genômicas são um avanço da medicina que ajuda os médicos a determinar o melhor tratamento para diferentes quadros de câncer Com os avanços da genética, vários recursos vêm se tornando mais acessíveis e aplicáveis à conduta adotada no acompanhamento das pacientes com câncer de mama. Isso permite que elas tenham tratamentos mais efetivos e personalizados. Um exemplo disso [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>As assinaturas genômicas são um avanço da medicina que ajuda os médicos a determinar o melhor tratamento para diferentes quadros de câncer</em></p>



<p>Com os avanços da genética, vários recursos vêm se tornando mais acessíveis e aplicáveis à conduta adotada no acompanhamento das pacientes com câncer de mama. Isso permite que elas tenham tratamentos mais efetivos e personalizados. <strong>Um exemplo disso são os testes para determinar as assinaturas genômicas dos tumores.</strong></p>



<p>Como tudo o que envolve o manejo de um câncer de mama, cada caso precisa ser avaliado individualmente pelo profissional responsável. Apesar disso, esclarecer alguns pontos sobre a aplicação desse tipo do teste é sempre relevante, uma vez que eles certamente geram dúvidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A identificação das assinaturas genômicas de um tumor</h2>



<p><strong>A assinatura genômica de um tumor diz respeito a expressão ou a inibição de uma série de genes que podem interferir tanto no prognóstico da doença (ou seja, da forma como ela evoluirá, se espalhará pelo organismo ou apresentará chance de recidiva), quanto da possível eficácia dos tratamentos adotados.</strong></p>



<p>Assim sendo, alguns deles são utilizados para determinar a necessidade de sessões de quimioterapia para <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/">evitar recidivas</a>, por exemplo. Se por um lado isso pode contribuir para evitar o retorno da doença, por outro evita que a paciente seja submetida a intervenções desnecessárias.</p>



<p><strong>É importante não confundir esse tipo de procedimento com os testes genéticos.</strong> Os testes genéticos são utilizados para identificar se uma mulher tem maior predisposição a desenvolver um tumor a partir da sua carga hereditária.</p>



<p>Para realizar o teste que traça a assinatura genômica, o médico precisa de uma amostra de tecido do tumor. Esse material pode ser coletado por meio de biópsia ou <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>durante a cirurgia</u></a>. Enquanto isso, um teste genético com o intuito de mapear o risco da doença no futuro costuma ser feito com amostras de sangue ou da saliva.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">O que significa um câncer de mama HER2 positivo?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Os testes de assinaturas genômicas mais conhecidos</h2>



<p>Uma série de testes estão disponíveis para traçar as assinaturas genômicas. A seguir, uma lista aponta aqueles mais conhecidos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Breast Cancer Index</strong></h3>



<p><strong>Em geral, o Breast Cancer Index (BCI) é feito no momento do diagnóstico do câncer de mama. Seu propósito é determinar o grau de risco para a chance de recidivas entre 5 e 10 anos após a descoberta da doença.</strong> Ele é indicado para mulheres com tumores invasivos ou como tumores com receptores hormonais positivos que ainda não tenham atingido mais do que 3 <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfonodos-mama/"><u>linfonodos </u></a>axilares. Nesse contexto, ele pode ser útil para determinar a eficácia da<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u> hormonioterapia </u></a>por períodos acima de 5 anos.</p>



<p>Ele avalia 11 genes. O resultado é apresentado considerando dois parâmetros. O primeiro é BCI Prognóstico, indicado por meio de uma porcentagem que aponta para a probabilidade de o tumor retornar entre 5 e 10 anos após o diagnóstico. Já o segundo é o BCI Preditivo, que indica por meio de um “sim” ou “não” se a paciente se beneficiaria de um período prolongado de hormonioterapia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mammaprint</strong></h3>



<p><strong>O Mammaprint tem como objetivo determinar qual a chance de o tumor na mama apresentar uma recidiva após o tratamento em uma parte distante do corpo. </strong>Para isso, ele analisa as alterações em 70 genes. O teste é indicado para pacientes com tumores invasivos em estágio I ou II menores do que 5 centímetros. Ademais, o tumor não pode ter alcançado mais do que 3 linfonodos, mas pode ser feito independentemente da idade da mulher e do receptor hormonal do tumor e da expressão do HER2.</p>



<p>O resultado aponta se o risco de recidiva é alto ou baixo nos 10 anos seguintes ao diagnóstico. Com essa informação em mãos, o médico pode determinar intervenções adicionais (como adicionar sessões de quimioterapia ao tratamento, por exemplo) para minimizar a chance de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/">recidiva</a> do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prosigna</strong></h3>



<p><strong>O Prosigna tem uma aplicação mais específica e é utilizado para determinar o risco de recidiva em até 10 anos após o diagnóstico em mulheres já na menopausa.</strong> Levando isso em consideração, o teste pode ser utilizado em pacientes com tumores invasivos com receptores hormonais positivos ou negativos que não tenham alcançado mais de 3 linfonodos.</p>



<p>Ao todo, 50 genes são analisados. O resultado é indicado por meio de uma escala que vai de 0 a 100. Por consequência, os números mais próximos do 100 indicam uma chance maior de retorno da doença no futuro, considerando um intervalo de 10 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>EndoPredict</strong></h3>



<p>O EndoPredict é utilizado também para determinar a chance de recorrência do tumor em uma parte distantes do corpo em até 10 anos após o diagnóstico. <strong>Ele é indicado para mulheres diagnosticadas com cânceres em estágios iniciais (I ou II), com receptor hormonal de estrogênio positivo, mas com a expressão do HER2 negativa.</strong></p>



<p>Ao todo, são analisados 11 genes, além do tamanho do tumor e a possível invasão dos linfonodos. O resultado é apresentado por meio de uma escala que vai de 1.1 até 6.2. Assim, o número determina se o risco de recidiva é baixo, médio ou alto. Seja como for, aliado a outros parâmetros, o teste pode ser utilizado pelo médico para determinar a necessidade da introdução da quimioterapia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Oncotype DX</strong></h3>



<p><strong>Por fim, o Oncotype DX oferece às pacientes estimativas em torno dos riscos de o tumor voltar após 9 anos do diagnóstico e qual o benefício de adicionar quimioterapia ao esquema de tratamento em pacientes que irão receber hormonioterapia.</strong> Ele é indicado para mulheres diagnosticadas com tumores com receptores hormonais positivos, com expressão do HER2 negativa e que não tenham atingido mais do que 3 linfonodos.</p>



<p>São analisados 21 genes, cujo resultado é apresentado em uma escala de 0 a 100. Com isso, diferentes perfis de pacientes podem obter a probabilidade de sofrer com a recorrência do tumor no período mencionado:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Para mulheres <strong>acima de 50 anos </strong>e sem sinal de câncer nos linfonodos, um resultado acima de 26 indica um <strong>alto risco</strong> de recidiva. Isso significa que esse grupo será beneficiado com a adição da quimioterapia juntamente com a hormonioterapia. Adicionalmente, pontuações entre 0 e 25 apontam para um <strong>baixo risco</strong>. Nesse grupo, a hormonioterapia isolada traz mais benefícios, em comparação ao tratamento acrescido da quimioterapia.</li>
<li>Para mulheres de <strong>50 anos ou menos </strong>sem linfonodos afetados, um resultado acima de 26 também indica um alto risco de recidiva, enquanto números entre 16 e 25 apontam para um risco moderado. Por fim, resultados entre 0 e 15 indicam um risco baixo;</li>
<li>Para mulheres de <strong>50 anos ou menos com linfonodos afetados</strong> pela doença, os números são iguais aos das mulheres acima de 50 anos. Portanto, isso pode indicar que haverá benefício adicional na introdução da quimioterapia associada à hormonioterapia ou ainda da supressão dos ovários acompanhada do uso do<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/"><u> tamoxifeno</u></a> ou de inibidores de aromatase.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">As eventuais limitações dos testes de assinaturas genômicas</h2>



<p>Embora importantes, os testes de assinaturas genômicas precisam ser implementados com a devida ponderação. Um estudo <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/fullarticle/2672388" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>publicado em 2018, por exemplo, comparou quatro modelos de testes (Breast Cancer Index, Oncotype DX, Prosigna e EndoPredict)</u></a>. Ele concluiu que em pacientes com entre um e três linfonodos afetados, todos eles apresentaram alguma limitação.</p>



<p>Por outro lado, para pacientes com tumores com receptores hormonais positivos, HER2 negativo e linfonodos não afetados, o Prosigna, o EndoPredict e o Breast Cancer Index ofereceram melhores informações de prognóstico do que o Oncotype DX nesse cenário.</p>



<p><strong>Em suma, ainda que limitados, estudos do tipo certamente são valiosos para orientar a decisão dos médicos a respeito dos testes de assinaturas genômicas em diferentes perfis de pacientes</strong>. Com tal perspectiva, é possível obter maior confiança a respeito dos tratamentos adotados, melhorando o desfecho do quadro e o risco de recidivas.</p>



<p><strong>Para saber mais sobre os estágios de um câncer de mama,</strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><u><strong> leia este conteúdo que detalha como o estadiamento de um tumor é feito.</strong></u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/assinaturas-genomicas/">O papel das assinaturas genômicas no tratamento de um câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/assinaturas-genomicas/">O papel das assinaturas genômicas no tratamento de um câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Recorrência do câncer de mama: quais os riscos e como evitar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 17:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
		<category><![CDATA[recorrência do câncer]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A recorrência do câncer de mama é preocupante para quem já foi diagnosticado uma vez. Vamos falar mais sobre como isso reforça a importância do cuidado! Combater e superar o câncer de mama não são tarefas fáceis e quem passa por essa situação merece mesmo se sentir vitoriosa e comemorar. No entanto, é preciso lembrar que essa luta não acaba [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A recorrência do câncer de mama é preocupante para quem já foi diagnosticado uma vez. Vamos falar mais sobre como isso reforça a importância do cuidado!</em></p>



<p>Combater e superar o câncer de mama <strong>não são tarefas fáceis</strong> e quem passa por essa situação <strong>merece mesmo se sentir vitoriosa</strong> e comemorar. No entanto, é preciso lembrar que essa luta<strong> não acaba por aí</strong> e o objetivo passa a ser outro, pois é preciso <strong>ficar de olho na recidiva</strong>, ou seja, o cuidado deve continuar e <strong>até ser redobrado</strong> para prevenir a recorrência do câncer de mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que causa a recorrência do câncer de mama?</h2>



<p><strong>Após uma cirurgia de retirada do câncer de mama</strong>, seja ela conservadora ou mais invasiva, é possível que <strong>células cancerígenas dormentes</strong>, não identificáveis a olho nu e nem nos exames, <strong>ainda permaneçam no local do tumor</strong>, ou tenham se alocado em outras partes do corpo, <strong>causando o retorno da doença</strong> posteriormente. Quando isso ocorre, recebe o nome de recidiva ou recorrência do câncer.</p>



<p>Em algumas pacientes, a recidiva pode ser na mama (recorrência local). Outras podem apresentar recidiva locorregional (nos linfonodos axilares) e há ainda aquelas que apresentam metástase a distância (em outros órgãos do corpo) – <em>você poderá ver mais sobre os tipos de recidiva mais adiante.</em></p>



<p>O risco da doença retornar depende, principalmente, das características do tumor anterior, que incluem: tamanho, número de linfonodos cancerígenos, grau histológico, perfil molecular, além de fatores como obesidade, menopausa, diagnóstico antes dos 40 anos e associações com mutações genéticas.</p>



<p>Em situações em que há risco de recorrência, ou recidiva, costumam ser recomendados tratamentos <strong>como a radioterapia ou hormonioterapia</strong>, que exploramos com mais detalhes em outro artigo e que você pode <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/">conferir aqui.</a> Em geral, eles são indicados para ajudar na eliminação dessas células e diminuir as chances de que a recidiva aconteça.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tipos-de-cancer-de-mama-conheca/">Tipos de câncer de mama: conheça os mais comuns e entenda suas características</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Em quanto tempo pode ocorrer a recorrência do câncer de mama?</h2>



<p>A recorrência do câncer é <strong>muito variável</strong>. O que torna impossível estimar prazos. De acordo com <a href="https://academic.oup.com/jnci/article/114/3/391/6423212">o Journal of the National Cancer Institute</a>, por exemplo, há relatos de <strong>casos de recidiva com 39 anos</strong> após o diagnóstico primário. No entanto, o mesmo estudo ainda aponta, que nas mulheres diagnosticadas com câncer do tipo receptor de estrogênio positivo (ER) e receptor HER2 negativo, <strong>pelo menos metade</strong> das recorrências aconteceram em <strong>mais de cinco anos</strong>. O estudo considerou 36.924 mulheres diagnosticadas com câncer de mama entre 1 de janeiro de 1987 e 31 de dezembro de 2004.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tipo de recorrência do câncer de mama</h2>



<p>Podemos citar três tipos principais de recorrência do câncer:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Recorrência local</h3>



<p>O câncer que reaparece <strong>no mesmo seio ou na cicatriz da cirurgia</strong> é considerado como uma recidiva de <strong>recorrência local</strong>.</p>



<p>Entre seus sintomas estão <strong>a vermelhidão e o inchaço no local</strong>, o que merece ser analisado, pois esses sintomas podem ser causados pelo tratamento de radioterapia posterior a cirurgia, por exemplo, e <strong>confundir o diagnóstico de recidiva</strong>.</p>



<p>Outro ponto de atenção é <strong>se forem percebidos caroços</strong>. Após as cirurgias de mastectomia ou de reconstrução, esses caroços costumam aparecer e não são cancerígenos. Da mesma forma, seu médico pode acompanhá-los e se certificar para garantir de que <strong>não são sinais de recorrência</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Recorrência regional</h3>



<p>Quando o câncer é identificado em <strong>áreas próximas do primeiro câncer de mama</strong>, ele é considerado como câncer de <strong>recorrência regional</strong>. Ele pode ser identificado em áreas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Linfonodos;</li>
<li>Axilas;</li>
<li>Na pele das mamas;</li>
<li>Parede torácica;</li>
<li>Clavícula.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">3. Recorrência de metástase</h3>



<p>Este tipo de câncer <strong>é considerado em estágio IV</strong>, um dos estágios avançados. Geralmente é o câncer que <strong>se originou na mama, mas que se instalou em partes mais distantes do corpo</strong>, principalmente nos ossos, cérebro, pulmões e fígado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar a recorrência do câncer de mama?</h2>



<p><strong>Não existe uma maneira específica para evitar que o câncer de mama volte a aparecer</strong>. O melhor que pode ser feito é <strong>manter as mesmas medidas de prevenção</strong> do primeiro diagnóstico, pois também ajudam como prevenção de recidiva, além de contribuir com o seu bem bem-estar em geral, ou seja:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mantenha as rotinas de exercícios físicos;</li>
<li>Continue realizando os exames de acompanhamento anual, semestral ou de acordo com a indicação do especialista;</li>
<li>Tenha uma alimentação balanceada;</li>
<li>Cuide também da saúde mental, fundamental para o equilíbrio da saúde em sua plenitude.</li>
</ul>



<p><em>Veja também outros artigos do meu blog, nos quais dou algumas dicas sobre </em><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/"><em>saúde mental que falo em outro artigo</em></a><em>, e dicas sobre exercícios físicos como forma de prevenção.</em></p>



<p>Além disso, como <strong>cada caso de câncer tem suas próprias características</strong>, o mais importante é <strong>seguir as recomendações médicas e cumprir a rotina de tratamentos indicada</strong>. Rotina que pode acompanhar cirurgia ou não.</p>



<p>Lembrando que <strong>alguns tratamentos são feitos antes, depois da cirurgia ou em ambos os períodos</strong>, como é o caso da radioterapia, por exemplo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que difere uma recidiva de um segundo câncer?</h2>



<p>O câncer é categorizado <strong>de acordo com alguns subtipos</strong> e precisa sempre de uma análise para que o tratamento seja <strong>indicado corretamente</strong>. Levando isso em consideração, é preciso saber que <strong>é possível ocorrer o aparecimento de um segundo câncer</strong>, de um tipo diferente e originado em área diferente e que, por isso, não <strong>deve ser confundido com a recorrência ou recidiva. </strong>Ou seja, a presença de um tumor após o diagnóstico de um primeiro câncer não indica, necessariamente, que o câncer primário retornou.</p>



<p>De acordo com o American Cancer Society, <strong>apesar de ser um caso muito raro, o surgimento de um segundo câncer acontece</strong>. E <strong>só reforça as necessidades de cuidado e prevenção</strong>, já que o câncer não é um tipo de doença que podemos ganhar imunidade, como as transmitidas por vírus, por exemplo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Reposição hormonal tem ligação com a recorrência do câncer?</h2>



<p>Um último assunto para completar nosso artigo sobre a recorrência do câncer aborda uma pesquisa feita pelo Journal of National Cancer Institute, comentada em publicação da Oncoguia. Ela fala sobre a <strong>relação entre o tratamento de reposição hormonal e a recorrência do câncer de mama</strong>.</p>



<p>O tratamento de reposição hormonal visa <strong>amenizar os efeitos da menopausa</strong>, mas também recebem o alerta de muitos especialistas, principalmente, para mulheres que <strong>já foram diagnosticadas com câncer de mama</strong>. Porém, segundo a publicação, <strong>estudos mais recentes</strong> mostram que as chances de recorrência do câncer de mama não aumentam com uso de estrogênio tópico e via vaginal em baixas doses.</p>



<p>No caso do estrogênio vaginal de baixa dosagem, principalmente em pacientes que tomam inibidores de aromatase (Ais), a tomada de decisão sobre o uso deve ser compartilhada entre paciente, ginecologista/mastologista e oncologista.</p>



<p><em>Gostou do que aprendeu por aqui? Aproveite para </em><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/categorias/qualidade-de-vida/"><em>conferir mais artigos aqui!</em></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/">Recorrência do câncer de mama: quais os riscos e como evitar?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/">Recorrência do câncer de mama: quais os riscos e como evitar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Câncer de mama HER2 positivo: o que isso indica?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 11:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[biopsia]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[chances de cura]]></category>
		<category><![CDATA[estrogenio]]></category>
		<category><![CDATA[mastologista]]></category>
		<category><![CDATA[progesterona]]></category>
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		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução da mama]]></category>
		<category><![CDATA[subtipos de câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[T-DM1.]]></category>
		<category><![CDATA[tecido mamário]]></category>
		<category><![CDATA[terapia alvo]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[tumor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>HER2 positivo é um dos subtipos mais agressivos de câncer de mama e requer tratamento e medicamentos específicos O diagnóstico de câncer de mama descortina uma grande variedade de termos médicos que muitas vezes deixam as pacientes com dúvidas. Um desses termos associados à nomenclatura da doença é o HER2 positivo. Segundo as estatísticas divulgadas pela Agência Internacional de Pesquisa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>HER2 positivo é um dos subtipos mais agressivos de câncer de mama e requer tratamento e medicamentos específicos</em></p>



<p>O diagnóstico de <strong>câncer de mama</strong> descortina uma grande variedade de termos médicos que muitas vezes deixam as pacientes com dúvidas. Um desses termos associados à nomenclatura da doença é o <strong>HER2 positivo</strong>.</p>



<p>Segundo as estatísticas divulgadas pela <a href="https://www.iarc.who.int/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC</u></a>), órgão vinculado a <a href="https://www.who.int/pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde (OMS)</u></a>, o câncer de mama é a forma de câncer mais comumente diagnosticada em todo o planeta. No entanto, é preciso compreender que existem diversos subtipos de câncer de mama caracterizados de acordo com as especificações de cada<strong> tumor</strong>, o câncer de mama HER2 positivo é um desses subtipos.</p>



<p>De acordo com o subtipo do câncer de mama, o <strong>mastologista</strong> responsável pelo acompanhamento da paciente pode adotar as opções de <strong>tratamento </strong>e estratégias mais recomendadas para obtenção dos melhores resultados conforme o quadro clínico de cada mulher.</p>



<p>Para ajudar a entender mais sobre o câncer de mama HER2 positivo e tirar suas principais dúvidas sobre o assunto preparamos uma FAQ (<em>Frequently Asked Questions</em> ou Perguntas Frequentes).</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que significa HER2 positivo?</h2>



<p>A sigla HER2 é abreviação de <em>Human Epidermal growth factor Receptor-type</em> 2 que pode ser traduzido como “receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano”.</p>



<p>O HER2 é uma proteína com um importante papel relacionado ao crescimento e desenvolvimento epidérmico dos seres humanos, entre elas as células que compõem o <strong>tecido mamário</strong>. Contudo, quando em níveis mais elevados do que os normais, esta proteína pode ser hostil ao organismo humano levando a formação do tumor cancerígeno, o câncer de mama HER2 positivo.</p>



<p>Esse é um dos subtipos mais agressivos de <strong>câncer de mama</strong> e requer tratamento e medicamentos específicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como são as classificações moleculares de câncer de mama?</h2>



<p>A classificação molecular do câncer de mama é caracterizada pela presença quantitativa de HER2 e também dos <strong>receptores hormonais</strong> de <strong>estrogênio</strong> e/ou <strong>progesterona </strong>nas células do tumor. Assim temos como possíveis classificações moleculares:</p>



<h3 class="wp-block-heading">HER2</h3>



<p>Possuem a expressão da proteína HER2 (HER2 positivo ou 3+), que podem ou não ter expressão de receptores hormonais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">HER2 LOW</h3>



<p>É um novo subtipo, caracterizado como positividade de 1+ na análise imunohistoquímica ou 2+ com teste de hibridização in situ para HER-2 negativo. Antes, essa população era classificada como negativa para fins terapêuticos. Hoje, esse grupo de pacientes foram redefinidos e vislumbram uma nova possibilidade de tratamento, de acordo com estudos em andamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Luminal A</h3>



<p>Têm crescimento celular lento, não possuem a expressão de HER2, sendo conhecidos, portanto, como HER2 negativo; apresentam muitos receptores hormonais;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Luminal B</h3>



<p>Apresentam do mesmo modo que o Luminal A receptores hormonais positivos e também são HER2 negativo, no entanto, apresentam um nível de crescimento celular mais acelerado;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Triplo Negativo</h3>



<p>Não apresenta nem a expressão de HER2, nem de estrogênio e progesterona.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/">Para que serve a Biópsia das Mamas?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o diagnóstico?</h2>



<p>O diagnóstico do subtipo de câncer mama HER2 positivo é realizado por meio da análise molecular de imunohistoquímica do fragmento de biopsia e serve como guia para que o mastologista possa orientar a paciente acerca do<strong> tratamento </strong>individualizado mais adequado para o seu quadro.</p>



<p>Os resultados da biópsia podem variar em uma escala de 0 a 3+. Em casos que os resultados forem 0 é considerado como HER2 negativo, se o resultado for HER2 1+ ou 2+ com teste negativo de hibridização in situ para HER-2, é considerado como HER2-Low. Já resultados com +2 apontam que o subtipo do câncer não tem o status definido e, portanto, será preciso realizar um novo exame, que consistiria na hibridização in situ do HER2. Quando ocorrem resultados 3+ é considerado um câncer de mama do tipo HER2 positivo.</p>



<p id="leiamais">Veja também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/">Cirurgia para câncer de mama: quais as opções de tratamento cirúrgico?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as opções de tratamento de câncer de mama HER2 positivo?</h2>



<p>Como aponta o <a href="https://www.inca.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer (Inca)</u></a>, atualmente existem tratamentos específicos para pacientes diagnosticados com câncer de mama HER2 positivo com resultados expressivos.</p>



<p>As opções de tratamento devem ser determinadas de acordo com as características biológicas do tumor, o <strong>estadiamento do câncer, </strong>além de fatores como idade, comorbidades, menopausa, assim como as preferências da paciente.</p>



<p>Entre as possibilidades de tratamento do câncer de mama HER2 positivo temos os tratamentos local e sistêmico. O tratamento local compreende cirurgia para remoção do tumor associada a <strong>radioterapia</strong> e também <strong>reconstrução da mama</strong>. Enquanto o tratamento sistêmico envolve a realização de <strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">quimioterapia</a></strong>, terapia biológica e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/">hormonioterapia</a>.</p>



<p>A <strong>terapia alvo</strong>, por meio de medicações que produzem menos efeitos colaterais para o organismo, e que tem por objetivo atingir como alvo a proteína HER especificamente, tem apresentado bons resultados.</p>



<p>Atualmente o medicamento Herceptin, cujo nome químico é trastuzumab, é aprovada pelo FDA, órgão regulatório americano, para ser usada no tratamento de câncer de mama HER2-positivo que esteja em estágio inicial ou avançado/metastático.</p>



<p>Desde 2019, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou no Brasil a utilização de um novo medicamento, o <strong>T-DM1</strong> (trastuzumabe entansina) para o tratamento de pacientes com câncer de mama HER2 positivo com doença residual após tratamento com terapia neoadjuvante. Essa tem sido uma importante opção terapêutica nos casos de pacientes que não apresentaram melhores respostas com os outros tratamentos disponíveis, assim como para diminuir a possibilidade de recidivas.</p>



<p>Já a Trastuzumab deruxtecan (Enhertu) é o mais novo medicamento aprovado pela FDA nos casos de câncer de mama metastático que apresentam o HER2 Low, contudo ainda não foi liberada pela Anvisa para utilização no Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Câncer de mama HER 2 positivo tem cura?</h2>



<p>De acordo com dados do <a href="https://www.nih.gov/about-nih/what-we-do/nih-almanac/national-cancer-institute-nci" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>National Cancer Institute (NCI)</u></a>, nos Estados Unidos, o câncer de mama do subtipo HER2 positivo corresponde a 14% dos casos de câncer de mama diagnosticados. Contudo, o diagnóstico não é uma sentença de morte.</p>



<p>O <strong>rastreamento precoce, associado ao avanço das técnicas cirúrgicas </strong>e a descoberta de novos medicamentos pela Ciência tem conduzido a uma resposta patológica completa com significativas <strong>chances de cura. </strong>As estatísticas apontam que quando diagnosticado na fase inicial as chances de cura do câncer de mama podem chegar a 95%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual a probabilidade de reincidência do câncer de mama HER2 positivo?</h2>



<p>A maioria dos casos de câncer de mama quando diagnosticado na sua fase inicial, independente do perfil molecular, podem ser curados e não apresentar reincidência ao longo da vida.</p>



<p>Porém, uma pequena parte das pacientes pode apresentar recidiva do câncer na mama (recorrência local), ou nos linfonodos axilares (recidiva loco regional) ou em outros órgãos do corpo (metástase à distância).</p>



<p>Os riscos de recorrência estão associados a diversos fatores como <strong>tamanho do tumor,</strong> idade da paciente, comprometimento dos <strong>linfonodos </strong>e do grau de diferenciação.</p>



<p>O risco é mais elevado nos primeiros dois anos após o tratamento, diminuindo ao longo do tempo. Considera-se que depois de 10 anos o risco de câncer de mama é semelhante a mulheres que nunca tiveram a doença. Importante destacar que é essencial o acompanhamento de um mastologista para avaliação periódica das pacientes com histórico de câncer de mama.</p>



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