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	<title>Prevenção - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Prevenção - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Entenda por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Quimioprevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estágios do câncer de mama]]></category>
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		<category><![CDATA[Oncotype DX]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A notícia de um diagnóstico de câncer de mama traz consigo uma série de dúvidas, e certamente uma das mais frequentes diz respeito ao tratamento. De qualquer modo, quando o tumor é descoberto precocemente, a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama pode ser dispensada sem impactos negativos. Isso é possível uma vez que há recursos para avaliar a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A notícia de um diagnóstico de câncer de mama traz consigo uma série de dúvidas, e certamente uma das mais frequentes diz respeito ao tratamento. De qualquer modo, quando o tumor é descoberto precocemente, a <strong>quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama pode ser dispensada sem impactos negativos.</strong></p>



<p>Isso é possível uma vez que há recursos para avaliar a biologia da doença e <strong>determinar quais pacientes realmente se beneficiarão dos medicamentos</strong>, permitindo uma abordagem individualizada com maior precisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que define um câncer de mama em estágio inicial?</h2>



<p>Quando falamos em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>câncer de mama em estágio inicial</u></a>, estamos nos referindo, grosso modo, aos <strong>estágios 0, I e II da doença</strong>. Nessas fases, o tumor ainda está restrito à mama ou, no máximo, atingiu poucos linfonodos próximos. Como destaca a <a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/understanding-a-breast-cancer-diagnosis/stages-of-breast-cancer.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Norte-Americana do Câncer,</u></a> esses casos apresentam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estágio 0: as células cancerígenas permanecem confinadas aos ductos mamários, sem capacidade de invasão de outros tecidos.</li>



<li>Estágio I: tumores de até 2 centímetros que não se espalharam para os linfonodos.</li>



<li>Estágio II: o tumor pode medir entre 2 e 5 centímetros ou ter comprometido alguns linfonodos axilares.</li>
</ul>



<p>Embora forneçam informações importantes, <strong>cabe ressaltar sempre que o estadiamento, por si só, não determina a necessidade de quimioterapia. </strong>A biologia tumoral (ou seja, as características moleculares do câncer) desempenha papel decisivo nessa escolha, como destacamos no tópico seguinte.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que a biologia do tumor é tão importante quanto seu tamanho?</h2>



<p>Nem todos os cânceres de mama se comportam da mesma forma. Existem diferentes subtipos moleculares, <strong>cada um com características próprias que influenciam tanto o prognóstico quanto a resposta ao tratamento</strong>. As diferenciações englobam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tumores luminais A e B, que são positivos para receptores hormonais (estrogênio e progesterona) e negativos para HER2.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/"><u>HER2-positivo</u></a>, onde há presença aumentada da proteína HER2, que estimula o crescimento celular.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>Triplo-negativo, </u></a>que não apresenta receptores de estrogênio, progesterona ou HER2. Tende a ser mais agressivo e não responde a diversas opções de tratamentos.</li>
</ul>



<p>Num exemplo bastante resumido, a classificação molecular poderia indicar que um tumor pequeno e triplo negativo pode demandar tratamento quimioterápico, enquanto um tumor Luminal A de tamanho similar, porém de baixo risco, pode prescindir dessa modalidade sem prejuízo para o bem-estar da paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais benefícios a quimioterapia pode oferecer no estágio inicial do câncer de mama?</h2>



<p>A principal finalidade de regimes quimioterápicos adjuvantes (realizados depois da cirurgia) ou neoadjuvantes (antes da cirurgia) é <strong>eliminar células tumorais que possam ter se espalhado para além da mama, mas não sejam detectáveis em exames de imagem.</strong></p>



<p>Esse é o que os médicos chamam de tratamento sistêmico, que aumenta as chances de recuperação ao mesmo tempo em que reduz o risco de recidiva.</p>



<p>No entanto, a quimioterapia também pode causar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/"><u>efeitos colaterais significativos</u></a>. Os mais relevantes são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Náuseas.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>Queda de cabelo.</u></a></li>



<li>Fadiga.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>Diarreia </u></a>e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-intestino-preso/"><u>constipação intestinal.</u></a></li>



<li>Feridas na boca.</li>



<li>Neuropatias periféricas.</li>



<li>Maior suscetibilidade a infecções.</li>



<li>Impactos na fertilidade.</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/relacao-entre-retirada-dos-ovarios-e-insuficiencia-cardiaca/"><u>Disfunções cardiovasculares.</u></a></li>



<li>Comprometimento da <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/"><u>satisfação sexual.</u></a></li>



<li>Alterações cognitivas.</li>
</ul>



<p>Dessa forma, <strong>quando um tumor tem baixo risco</strong> (em geral, por conta da proliferação celular mais lenta e resposta a outros tratamentos), <strong>pode haver pouco benefício na adição da quimioterapia.</strong></p>



<p>Nessas situações, evitá-la significa poupar a paciente de efeitos adversos desnecessários sem comprometer o resultado oncológico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Qual o papel dos testes de assinatura genômica na decisão sobre quimioterapia?</h2>



<p>Para determinar com maior precisão quais pacientes realmente precisam de quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama, a medicina dispõe de testes que analisam a expressão de múltiplos genes no tecido tumoral.<strong> Os principais testes disponíveis no Brasil são o Oncotype DX e o MammaPrint.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Oncotype DX</h3>



<p>Avalia a expressão de 21 genes e gera um escore de recorrência que varia de 0 a 100 para prever o risco de o câncer retornar nos próximos 10 anos e indica o benefício potencial da quimioterapia.</p>



<p>Um <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1804710" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo sobre o tema </u></a>apontou que cerca de <strong>70% das mulheres com escore intermediário</strong> (entre 11 e 25) podem ser poupadas da quimioterapia com segurança, especialmente se tiverem mais de 50 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>MammaPrint</h3>



<p>Analisa 70 genes e classifica os tumores em dois grupos: baixo risco ou alto risco de recorrência. Diferentemente do Oncotype DX, pode ser aplicado em qualquer tipo de câncer de mama invasivo de estágio inicial (I ou II), independentemente do status hormonal ou HER2.</p>



<p>Publicação do <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1602253" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>New England Journal of Medicine </u></a>mostra que o <strong>recurso permite evitar quimioterapia em cerca de 46% das mulheres com alto risco clínico, mas baixo risco genômico</strong>, mantendo taxas de sobrevivência consideráveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é descalonamento e por que ele vem se tornando uma abordagem cada vez mais adotada?</h2>



<p>Tudo isso converge para o fato de que a oncologia tem adotado cada vez mais o conceito de descalonamento terapêutico, uma estratégia que visa utilizar o tratamento mínimo necessário para alcançar a cura. Esse conceito se aplica não apenas à quimioterapia, mas também à cirurgia e à <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/">radioterapia.</a></p>



<p>No contexto do câncer de mama em estágio inicial, o descalonamento pode apontar para abordagens tais quais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dispensar a quimioterapia quando os testes genômicos indicam baixo risco de recorrência.</li>



<li>Reduzir o número de ciclos ou a intensidade da quimioterapia, com regimes mais curtos.</li>



<li>Optar por <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mamoplastia-redutora-e-mastopexia-quando-sao-indicada/"><u>cirurgias conservadoras sempre que possível, </u></a>preservando a mama sem comprometer a segurança oncológica.</li>



<li>Evitar o esvaziamento axilar completo em pacientes com poucos linfonodos comprometidos, realizando apenas a biópsia do linfonodo sentinela.</li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u>Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</u></a></p>



<p>O <strong>descalonamento não significa subestimar a doença e nem dizer que a quimioterapia é inútil, mas sim tratá-la de forma inteligente e individualizada</strong>. O norte para a tomada de decisão envolve um equilíbrio delicado entre segurança e qualidade de vida, que deve ser alcançado por meio de um diálogo aberto entre médicos e pacientes.</p>



<p>Por isso, quem recebeu um diagnóstico de câncer de mama em estágio inicial deve buscar consultar o especialista sobre a necessidade de testes genômicos e sobre as diferentes opções de tratamento disponíveis para o seu caso específico. <strong>A decisão compartilhada, baseada em informações precisas e atualizadas, é sempre o modo mais eficiente de enfrentar a doença.</strong></p>



<p>Para saber mais sobre o mapeamento das <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/assinaturas-genomicas/"><u>assinaturas genômicas dos tumores de mama através dos testes disponíveis,</u></a> leia este outro conteúdo disponível por aqui.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-cancer-de-mama-estagio-inicial/">Entenda por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-cancer-de-mama-estagio-inicial/">Entenda por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estrogênio]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[reposição hormonal]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de reposição hormonal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da relação entre reposição hormonal e câncer de mama, as novas informações devem ser encaradas com cautela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da <strong>relação entre reposição hormonal </strong>e câncer de mama, <strong>as novas informações devem ser encaradas com cautela por médicos e pacientes.</strong></p>



<p>A decisão reconhece que os<strong> benefícios de abordagens para repor hormônios superam os riscos para a maioria das mulheres saudáveis</strong>. Contudo, para mulheres com histórico oncológico, essa é uma atualização que merece atenção especial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Entenda o que o FDA decidiu sobre os alertas em medicamentos de terapia hormonal</h2>



<p>Em novembro de 2025, após mais de duas décadas, o <a href="https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/hhs-advances-womens-health-removes-misleading-fda-warnings-hormone-replacement-therapy" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>FDA removeu os chamados “alertas de caixa preta” de diversos produtos contendo estrogênio</u></a>. <strong>Eles são, em certa medida, equivalente à tarja preta nos medicamentos vendidos no Brasil.</strong> Sua inserção é obrigatória quando medicamentos apresentam riscos significativos à saúde.</p>



<p>Tais avisos foram implementados em 2003. Isso foi resultado de <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/195120" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo conduzido Women&#8217;s Health Initiative (WHI)</u></a>, que sugeriram que a terapia hormonal combinando estrogênio e progesterona aumentava certos riscos. Os mais relevantes apontados envolviam riscos cardiovasculares, câncer de mama e demência.</p>



<p>Com a avaliação de novas evidências, <strong>os rótulos deixam de conter as advertências relacionadas a essas consequências,</strong> inclusive nas abordagens sistêmicas de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>reposição hormonal</u></a>. A agência também removeu completamente os alertas dos produtos de estrogênio vaginal de baixa dose. A razão é que, nesses casos, somente quantidades mínimas são absorvidas para a corrente sanguínea.</p>



<p>Contudo, a <strong>entidade norte-americana manteve o alerta para câncer de endométrio em produtos que contêm apenas estrogênio.</strong> Normalmente, eles são destinados a mulheres que já passaram por uma histerectomia (cirurgia de remoção do útero).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que isso significa na prática (inclusive para as pacientes brasileiras)</h2>



<p>No Brasil, a <a href="https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/2273-febrasgo-comemora-decisao-do-fda-sobre-retirada-de-advertencias-em-medicamentos-hormonais-para-menopausa" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)</u></a> manifestou apoio à decisão. Ela reconheceu que a novidade pode ajudar a desmistificar aspectos sobre o tema e permitir que mais mulheres acessem tratamentos adequados.</p>



<p>A remoção dos alertas reflete uma compreensão mais precisa dos riscos e benefícios da terapia hormonal. Se prescrita adequadamente, os benefícios dessa abordagem incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alívio de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fogachos e suores noturnos,</a> um incômodo comum no climatério/menopausa;</li>



<li>Ampliação da <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>satisfação sexual</u></a>, graças ao alívio do ressecamento vaginal e da dor durante as relações sexuais;</li>



<li>Prevenção de fraturas ósseas e de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/perda-ossea-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quadros de osteoporose</u></a>;</li>



<li>Diminuição das oscilações de humor, de sintomas ansiosos, de queixas para dormir e do declínio cognitivo;</li>



<li>Redução do risco de complicações cardiovasculares.</li>
</ul>



<p>Tais benefícios podem ser maiores ou menores, dependendo do momento escolhido para a introdução da intervenção visando repor os hormônios. O<strong> próprio FDA reconhece que os benefícios tendem a ser maiores que eventuais riscos dentro de dez anos após o início da menopausa</strong> (e geralmente antes dos 60 anos).</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que mulheres que já tiveram câncer de mama precisam saber sobre a reposição hormonal</h2>



<p>Apesar da remoção dos alertas gerais, <strong>de modo geral a terapia hormonal sistêmica permanece desaconselhável para mulheres com histórico de câncer de mama.</strong></p>



<p>A <a href="https://www.asco.org/news-initiatives/policy-news-analysis/statement-HHS-revision-black-box-warning" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)</u></a> emitiu um comunicado esclarecendo que, embora a mudança do FDA seja positiva para indivíduos saudáveis, ela não se aplica em determinados contextos.</p>



<p>Segundo o órgão, “a terapia sistêmica de reposição hormonal continua sendo contraindicada para pessoas que já tiveram câncer de mama, <strong>particularmente aquelas com doença positiva para </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>receptores hormonais</strong></u></a><strong>, ou outros tipos de câncer que respondem ao estrogênio</strong> (por exemplo, certos cânceres ginecológicos), devido ao aumento do risco de recorrência do câncer”.</p>



<p>Estudos como o <a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/100/7/475/918680?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ensaio clínico HABITS, publicado no Journal of the National Cancer Institute</u></a>, reforçam essa cautela. Essa avaliação, inclusive, foi interrompida prematuramente devido a preocupações com o aumento de novos eventos de câncer de mama no grupo que recebia terapia hormonal. No fim, os dados mostraram um risco pouco mais de duas vezes maior de recorrência do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> A importância da abordagem individualizada</h3>



<p>Ou seja, para quem já superou um câncer de mama ou mesmo convive com um risco maior de ter a doença (<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/brca-risco-cancer-de-mama-antinconcepcional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>por conta de mutações nos genes BRCA</u></a>, por exemplo), a mensagem que continua valendo é: cada caso é único e requer avaliação cuidadosa.</p>



<p>É fundamental que <strong>mulheres com histórico da doença mantenham um diálogo aberto</strong> com seus <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologistas</u></a>, oncologistas e ginecologistas para tomar decisões informadas que equilibrem qualidade de vida sem ignorar o risco de que a doença retorne. Nesse sentido, paciente e especialistas podem considerar, entre outros caminhos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Alternativas não hormonais </u></a>(inclusive com avanços recentes, graças a substâncias como o fezolinetant e o elinzanetant, destinados a amenizar os fogachos).</li>



<li>Medidas destinadas a combater sintomas específicos e que oferecem absorção sistêmica mínima (como o caso de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cremes vaginais com estrogênio</u></a>).</li>
</ul>



<p>Em resumo, a remoção do alerta sobre a possível conexão entre reposição hormonal e câncer de mama (e outros riscos) não significa abrir mão da precaução. No entanto, <strong>a atualização pode respaldar e orientar conversas sobre as abordagens disponíveis para cada mulher nessa fase da vida</strong>, respeitando sempre seu histórico de saúde.</p>



<p>Para saber mais sobre o impacto da menopausa na saúde feminina e quais os sinais de que esse marco na vida reprodutiva está chegando,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/entrando-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acesse esse outro conteúdo sobre o tema que já foi pauta aqui no blog.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reposicao-hormonal-e-cancer-de-mama/">Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reposicao-hormonal-e-cancer-de-mama/">Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>BRCA e contraceptivo hormonal: o que o novo estudo mostra sobre o risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 15:48:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[BRCA 1 e 2]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[contraceptivos hormonais]]></category>
		<category><![CDATA[pílula anticoncepcional]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A relação entre BRCA e risco de câncer de mama é relativamente bem estabelecida. Estima-se que cerca de 70% das mulheres com a mutação em uma das cópias desse gene desenvolverão um tumor mamário em algum momento da vida. Porém, outros fatores também interferem nessa equação. Foi pensando nisso que pesquisadores de centros de pesquisa na Austrália analisaram os dados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A relação entre BRCA e risco de câncer de mama é relativamente bem estabelecida. Estima-se que cerca de <strong>70% </strong><strong>das mulheres com a mutação em uma das cópias desse gene desenvolverão um tumor mamário</strong> em algum momento da vida. Porém, outros fatores também interferem nessa equação.</p>



<p>Foi pensando nisso que pesquisadores de centros de pesquisa na Austrália analisaram os dados e concluíram que essas mulheres podem apresentar um aumento proporcional de risco de até 3% ao ano <strong>devido ao uso</strong><strong> de métodos contraceptivos orais baseados em hormônios</strong> (como as pílulas).</p>



<p>Os resultados foram publicados em outubro de 2024 no <a href="https://ascopubs.org/doi/pdfdirect/10.1200/JCO.24.00176" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Journal of Clinical Oncology.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A relação entre mutações no gene BRCA e câncer de mama</h2>



<p>Os <strong>genes BRCA têm como função controlar a multiplicação de DNA danificado</strong> durante a reprodução celular. Assim, células com defeito são eliminadas, evitando que o erro no material genético se propague pelo organismo.</p>



<p>Por isso, eles são conhecidos como genes supressores de tumores. Todo mundo tem uma dupla dos genes BRCA (o 1 e o 2), com uma cópia herdada da mãe e a outra do pai.</p>



<p>Para a maioria das pessoas, essa é uma informação que não faz muita diferença no dia a dia. Contudo, algumas pessoas carregam desde o nascimento uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mutacao-palb2/"><u>mutação</u></a> (ou seja, uma versão alterada) do gene. Como consequência, ele não cumpre seu papel conforme esperado.</p>



<p>Nas mulheres, quando isso acontece, <strong>cresce o risco de desenvolver um câncer de mama </strong>e nos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/retirada-ovarios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ovários.</u></a></p>



<p>Tal alteração é <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/teste-genetico-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>identificável por meio de testes genéticos.</u></a> Com os resultados em mãos, um médico pode orientar sobre as <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioprevencao/"><u>med</u></a><u><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioprevencao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">i</a></u><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioprevencao/"><u>das profiláticas disponíveis </u></a>para amenizar o risco aumentado de desenvolver um tumor.</p>



<p>Nesse sentido, <strong>a escolha dos métodos contraceptivos adequados para as mulheres que não querem engravidar é um ponto importante</strong>.</p>



<p id="leia">Saiba mais:<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Entenda a influência dos genes BRCA no câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O risco oferecido pelas pílulas contraceptivas nessas circunstâncias</h2>



<p>Não é de hoje que se sabe que o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcional-e-cancer-de-mama-relacao-e-riscos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> uso de contraceptivos hormonais</u></a> potencialmente eleva em alguma medida a chance de um câncer de mama nas mulheres como um todo.</p>



<p>No entanto, levando em conta somente o grupo com mutação BRCA, as evidências ainda não são muito claras. Além disso, não se sabe qual seria o tamanho desse impacto.</p>



<p>Para esclarecer essa relação, os pesquisadores analisaram dados combinados de quatro estudos anteriores, abrangendo <strong>3.882 mulheres com mutação no gene BRCA1 e 1.509 com alteração no BRCA2, </strong><strong>sem câncer prévio. </strong>Em seguida, foi possível constatar que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>53% das mulheres com mutações no gene BRCA1 e 71% daquelas com alteração no gene BRCA2 haviam usado contraceptivos hormonais (pílulas, dispositivos intrauterinos, implantes, etc.) por pelo menos um ano;</li>



<li>durante o período de acompanhamento (que variou ao longo da amostra), 488 mulheres com mutação no BRCA1 e 191 com mutação no gene BRCA2 receberam um diagnóstico de câncer de mama.</li>
</ul>



<p>Ao analisar as mulheres que tiveram câncer de mama, <strong>foi possível notar que aquelas que utilizaram um método contraceptivo hormonal tinham mais chance de estar nesse grupo.</strong></p>



<p>Como medida disso, <strong>os autores apontam que a elevação do risco poderia ser de até 29% nas pacientes com alteração no gene BRCA1</strong>. No sentido oposto, não foi possível estabelecer tal vínculo no grupo com mutações no gene BRCA2.</p>



<p>Na população geral, anticoncepcionais hormonais já são associados a um <strong>aumento relativo do risco de tumor que varia entre 20 e 30%</strong>. Ou seja: o estudo sugere que em pacientes com alterações no gene BRCA1 a <strong>tendência é semelhante</strong>, mas o impacto <strong>absoluto</strong> é maior porque o risco de base já é mais alto.</p>



<p>Adicionalmente, o <strong>estudo mostra que o risco aumenta de acordo com o tempo em que se opta por essas formas de contracepção</strong>. Como exemplo, ele pode ser de 51% para uma mulher que nunca usou contraceptivo hormonal e alcançar 67% numa pessoa que adotou tal método por pelo menos 15 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que médicos e pacientes devem levar em consideração</h2>



<p>Antes de generalizar qualquer conclusão, vale ponderar as limitações do estudo. Entre as mais relevantes estão a sua natureza observacional e a reunião de poucas pacientes com período de uso do contraceptivo oral por mais de 15 anos.</p>



<p>Além disso, havia dados incompleto sobre o método de contracepção utilizado em parte das voluntárias. Desse modo, os efeitos podem estar sub ou superestimados.</p>



<p>Portanto, mais avaliações são necessárias para entender melhor de que forma os contraceptivos hormonais associados às mutações BRCA interferem no risco de câncer de mama.</p>



<p>Além disso, tal constatação não deve ser encarada como uma contraindicação absoluta para o uso dessas alternativas. Todavia, os dados apresentados podem ser um ponto importante na escolha dos métodos.</p>



<p>Na dúvida, a melhor alternativa é falar com o médico. <strong>O profissional pode esclarecer os prós e contras de cada opção</strong> e orientar sobre quais delas podem oferecer mais <strong>segurança, comodidade e eficiência.</strong></p>



<p>Complementariamente, diante do vínculo da mutação BRCA e o risco de câncer de mama, o <strong>contato constante junto ao especialista é indispensável para recomendações personalizadas e o acompanhamento adequado.</strong> Isso pode facilitar a adoção de medidas de prevenção e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>agilizar um eventual diagnóstico precoce.</u></a></p>



<p>A contracepção depois de um câncer de mama também pode levantar dúvidas, então vale a pena saber mais sobre o tema com <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>esse outro conteúdo aqui do blog.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/brca-risco-cancer-de-mama-antinconcepcional/">BRCA e contraceptivo hormonal: o que o novo estudo mostra sobre o risco de câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/brca-risco-cancer-de-mama-antinconcepcional/">BRCA e contraceptivo hormonal: o que o novo estudo mostra sobre o risco de câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Álcool e câncer de mama: o que as novas atualizações dizem sobre os riscos dessa associação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 11:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[bebidas alcoólicas]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fator de risco]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção do câncer]]></category>
		<category><![CDATA[risco de câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é de hoje que existem evidências que vinculam o álcool ao câncer de mama. A ingestão de bebidas alcoólicas está associada a um risco adicional para o desenvolvimento de uma série de tipos de tumor, incluindo os que afetam os seios. A Associação Americana de Pesquisa do Câncer e outros órgãos de saúde já alertavam que o consumo dessa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje que existem evidências que vinculam o álcool ao câncer de mama. <strong>A ingestão de bebidas alcoólicas está associada a um risco adicional para o desenvolvimento de uma série de tipos de tumor</strong>, incluindo os que afetam os seios.</p>



<p>A Associação Americana de Pesquisa do Câncer e outros órgãos de saúde já <a href="https://www.aicr.org/cancer-prevention/recommendations/limit-alcohol-consumption/#overview-top-tips" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>alertavam que o consumo dessa substância era o terceiro maior fator de risco para o desenvolvimento de um câncer</u></a>, ficando atrás apenas do tabagismo e do<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/"><u> excesso de peso.</u></a></p>



<p>Mais recentemente, o <a href="https://www.hhs.gov/surgeongeneral/reports-and-publications/alcohol-cancer/index.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>alerta foi reforçado pelo cirurgião-geral dos Estados</u></a> (uma das principais autoridades de saúde pública do país), que <strong>reafirmou como o uso de álcool é um dos principais fatores de risco evitáveis para a doença.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como o álcool pode aumentar o risco de câncer</h2>



<p>É consenso entre pesquisadores e órgãos de saúde pública que o álcool é uma substância carcinogênica. Em outras palavras, isso significa que a <strong>exposição a ele tem o potencial de elevar o risco do desenvolvimento de neoplasias.</strong></p>



<p>Além disso, as evidências também apontam que quanto mais álcool uma pessoa consome, maior a chance de ter a doença no futuro.</p>



<p>De acordo com a <a href="https://www.iarc.who.int/wp-content/uploads/2018/07/WCR_2014_Chapter_2-3.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (conhecida como IARC</u></a>), desde meados do século XX já se conhece a relação entre o consumo de álcool e tumores.</p>



<p>Estudos conduzidos ao longo das décadas reforçam essa associação, principalmente em tumores de boca, laringe, faringe, esôfago, fígado, cólon, reto e mamas. São <strong>vários os mecanismos que fazem com que o álcool aumente a chance de desenvolver um tumor, incluindo:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o metabolismo do álcool dentro do organismo. Ele é convertido em acetaldeído, um agente químico que faz com que as células sofram alterações danosas em seu material genético. A longo prazo, isso provocaria o quadro de câncer;</li>



<li>o consumo de álcool favorece a geração de radicais livres, que acentuam o estresse oxidativo e danificam o DNA celular;</li>



<li>o aumento a exposição a outros carcinogênicos (como aqueles provenientes do tabaco, que se dissolvem no álcool e são absorvidos com mais facilidade);</li>



<li>o prejuízo na absorção de determinados nutrientes essenciais para a saúde (como ácido fólico, vitaminas do complexo B como o folato, vitamina C, vitamina E e carotenoides) e o acréscimo do nível de estrogênio.</li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/"><u>Síndrome metabólica interfere na incidência e na mortalidade pelo câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Os alertas das novas recomendações apresentadas em 2025</h2>



<p>O <a href="https://www.hhs.gov/sites/default/files/oash-alcohol-cancer-risk.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>documento de 22 páginas emitido no começo de janeiro de 2025</u></a> pelo cirurgião-geral norte-americano reafirma o conjunto de evidências já disponíveis sobre o tema.</p>



<p>A autoridade reforça, por exemplo, que só naquele país o consumo de álcool contribui anualmente para 100 mil casos de câncer e 20 mil mortes (<strong>mais do que a quantidade de incidentes fatais decorrentes de acidentes de trânsito causados por motoristas alcoolizados</strong>).</p>



<p>Considerando exclusivamente os episódios de câncer de mama, <a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.3322/caac.21858" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>as estimativas de um estudo de 2019</u></a> listado na atualização mostram que mais de 44 mil casos desse tipo de tumor estão vinculados ao álcool.</p>



<p>Dessa forma, as bebidas alcoólicas representam um fator de risco maior para tumores mamários do que para qualquer outra lesão maligna.</p>



<p>Em contrapartida, diante desse cenário, foram elaboradas as seguintes recomendações:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a <strong>inclusão de alertas nos rótulos de bebida</strong>, destacando como seu consumo aumenta a chance de ter um câncer;</li>



<li>a <strong>revisão sobre as quantidades consideradas &#8220;seguras&#8221; para utilização da substância</strong>, que hoje estão em uma dose por dia para mulheres e duas para homens;</li>



<li>a implementação <strong>de campanhas de conscientização</strong>, destacando como a bebida é um fator de<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u> risco modificável para a doença.</u></a></li>
</ul>



<p>A lista de orientações também inclui sugestões para que médicos esclareçam aos seus pacientes tais informações e procurem avaliar a relação de cada um deles com a substância.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>As estratégias para escolhas mais conscientes</h2>



<p>Pode ser difícil eliminar completamente a ingestão de bebidas alcoólicas, pois elas estão quase sempre relacionadas a momentos de interação social, diversão e relaxamento.</p>



<p>Ainda assim, <strong>qualquer diminuição no consumo de álcool se mostra positiva na redução do risco de desenvolver um câncer.</strong> Como referência, uma dose de bebida alcoólica equivale a uma:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>lata de cerveja ou chope (350 ml);</li>



<li>lata ou garrafa pequena de bebidas tipo ice (275 ml);</li>



<li>taça de vinho (90 ml);</li>



<li>dose de bebida destilada (90 ml).</li>
</ul>



<p>A partir desses números, avalie substituir ou alternar a bebida por opções não alcoólicas. Separar dias da semana para não beber também é uma medida interessante.</p>



<p>Acima de tudo, acompanhe como se dá sua relação com o álcool e procure ajuda quando necessário. Além do câncer, <strong>o consumo excessivo de bebidas está associado a uma série de outros impactos psicossociais.</strong></p>



<p>Já durante um <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>tratamento oncológico</u></a><strong>, o ideal é abster-se do consumo de álcool,</strong> pois a ingestão de bebidas pode afetar a metabolização dos medicamentos prescritos pelo médico. Vale discutir com o profissional que faz o acompanhamento a segurança de beber não só durante as terapias, mas também depois da sua finalização.</p>



<p>Em suma, a cada dia a relação entre álcool e câncer de mama fica mais bem estabelecida. Mas não basta condenar qualquer comportamento ou colocar medo diante de uma doença que gera tanto estigma<strong>: é preciso ressaltar como esse hábito se associa com o desenvolvimento de um tumor para que cada um faça escolhas mais inteligentes em prol da própria saúde</strong>.</p>



<p>Aproveite e confira<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama/"><u> mais informações sobre alguns dos principais mitos e verdades sobre o câncer de mama.</u></a></p>



<p></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/">Álcool e câncer de mama: o que as novas atualizações dizem sobre os riscos dessa associação?</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/">Álcool e câncer de mama: o que as novas atualizações dizem sobre os riscos dessa associação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Uso de “chip da beleza”: as reais aplicações e os possíveis riscos para a saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[implante hormonal manipulado]]></category>
		<category><![CDATA[procedimento estético]]></category>
		<category><![CDATA[riscos à saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já em destaque na mídia há algum tempo, o dispositivo que ficou conhecido como &#8220;chip da beleza&#8221; voltou a chamar atenção no final de 2024. Isso aconteceu em virtude do aumento das restrições impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A entidade reguladora estabeleceu medidas rigorosas para combater o uso irregular desses implantes hormonais manipulados devido aos relatos frequentes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já em destaque na mídia há algum tempo, o dispositivo que ficou conhecido como &#8220;chip da beleza&#8221; voltou a chamar atenção no final de 2024. Isso aconteceu em virtude do <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2024/implantes-hormonais-novas-medidas-vao-impor-mais-rigor-a-manipulacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>aumento das restrições impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</u></a></p>



<p>A entidade reguladora estabeleceu medidas rigorosas para combater o <strong>uso irregular desses implantes hormonais manipulados </strong>devido aos relatos frequentes de complicações associadas, conforme alertado por <a href="https://diabetes.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carta-das-Sociedades-Medicas-a-ANVISA.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>diversas entidades médicas em todo o país.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Afinal, como e por que os chips de beleza ganharam tanta popularidade?</h2>



<p>O que vem sendo chamado de chip da beleza não tem necessariamente relação com qualquer inovação tecnológica do mundo da informática ou dos cosméticos.</p>



<p>Na prática, os chamados “chips da beleza” são i<strong>mplantes hormonais feitos de silicone colocados abaixo da pele</strong>, próximo à camada de gordura, em regiões como glúteos, braços ou abdômen.</p>



<p>Geralmente, eles combinam <strong>de maneira inadequada mais de um hormônio ou substância química (</strong>incluindo estosterona, gestrinona, ciproterona, oxandrolona, progesterona, ocitocina, NADH, entre outras),cuja composição específica é supostamente alinhada às necessidades individuais.</p>



<p>Esses implantes hormonais, que são utilizados há várias décadas, prometem soluções para problemas estéticos e hormonais, mas carecem de evidências robustas obtidas com estudos de Nível I e Nível II que comprovem sua segurança e eficiência.</p>



<p>O que existem são apenas alguns estudos descritivos associados a vieses que comprometem a validade dos resultados apresentados.</p>



<p>Não por menos, <u>publicação na <em>Endocrine News</em></u> alerta justamente para os riscos associados a essas terapias manipuladas, apontando a falta de evidências robustas e destacando o uso inadequado desses tratamentos em busca de soluções milagrosas.</p>



<p>As promessas, indevidas, sustentam que tais recursos auxiliam no aumento de massa muscular, perda de peso, combate ao envelhecimento e elevação da capacidade sexual, entre várias afirmações sem qualquer respaldo.</p>



<p>Outro fator que contribuiu com a popularização do tema é a abordagem agressiva, sobretudo nas redes sociais.</p>



<p>Apesar de proibida qualquer apologia e prescrição de hormônios para fins estéticos e de aprimoramento de performance, essa<strong> divulgação envolve quase sempre profissionais de saúde sem a devida qualificação</strong> (médicos sem especialidade cadastrada ou mesmo biomédicos e farmacêuticos), junto de custos muito elevados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Por que o uso desse dispositivo pode ser tão arriscado para a saúde?</h2>



<p>Salvo raras exceções, nenhum desses dispositivos possui registro para comercialização adequada junto às autoridades competentes, no Brasil e no mundo. Como todo medicamento ou intervenção similar, eles dependem da apresentação de dados de eficácia e segurança para uma liberação apropriada.</p>



<p>Porém, a restrição aos chips da beleza <strong>não tem relação com outras aplicações legítimas de diferentes formas certificadas de reposição hormonal</strong>.</p>



<p>Há algumas décadas, mulheres na <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/entrando-na-menopausa/"><u>menopausa </u></a>se beneficiam do uso controlado dessas substâncias, sempre com supervisão profissional qualificada (de um ginecologista ou endocrinologista capazes de seguir as regras estabelecidas, por exemplo).</p>



<p>Além disso, implantes hormonais corretamente desenvolvidos podem ser utilizados como método <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcional-e-cancer-de-mama-relacao-e-riscos/"><u>anticoncepcional.</u></a> Adicionalmente, eles podem ser usados no tratamento da endometriose e, mais raramente, como estratégia de reposição hormonal durante a menopausa.</p>



<p>Já o uso irregular aumenta a chance de ameaças à saúde. A <strong>distribuição de hormônios muitas vezes aleatória e sem qualquer controle de segurança e eficácia, pode trazer consequências indesejadas</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alterações metabólicas.</li>



<li>Disfunções cardiológicas.</li>



<li>Aumento do risco de episódios trombóticos e acidentes vasculares.</li>



<li>Danos hepáticos e renais.</li>



<li>Prejuízos ao sistema reprodutivo de homens e mulheres.</li>
</ul>



<p>Além disso, estudos indicam que a manipulação inadequada de hormônios em doses não padronizadas pode exacerbar determinados desarranjos metabólicos, incluindo problemas relacionados ao colesterol, triglicérides e resistência à insulina. Logo, isso reforçar a necessidade de práticas baseadas em evidências para minimizar impactos adversos à saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A falta de evidências que confirme os benefícios dos chips da beleza</h3>



<p>Mesmo os possíveis benefícios associados a essa técnica provêm de estudos de baixíssima qualidade. Um <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/20420188211015238?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>artigo</u></a> que alega que o uso de hormônios como testosterona e estradiol provocou poucos eventos adversos, na verdade, apresenta inconformidades significativas.</p>



<p>Publicado na revista <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/20420188211015238?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Therapeutic Advances in Endocrinology and Metabolism</em></a>, o estudo baseia-se em dados coletados pelo aplicativo do próprio fabricante, limitando a validade científica do artigo e apresentando vieses importantes.</p>



<p>Os dados coletados em uma coorte longitudinal retrospectiva não comparativa incluiu informações de 307.690 mulheres. Os autores alegaram que realizaram mais de 1 milhão de implantes, mas deixaram de avaliar questões importantes como acne, hirsutismo (aumento de pelos corporais), alopecia (queda de cabelo) e efeitos metabólicos.</p>



<p>Além disso, 43% ds pacientes descontinuaram o uso e não foram analisados, enquanto a taxa de satisfação de 93% foi restrita apenas ao segundo implante.</p>



<p>Os dados de segurança foram limitados aos usuários de mais de um implante. Por fim, o estudo parece ter distorcido o número de complicações ao limitar a consideração de eventos adversos de acordo com os interesses do fabricante.</p>



<p>Portanto,<strong> não há a robustez ou credibilidade necessárias para embasar qualquer afirmação positiva em torno da segurança e da eficácia da intervenção.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é possível afirmar sobre a relação entre o uso do chip da beleza e o câncer de mama?</h2>



<p>A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e<a href="https://sbco.org.br/atualizacoes-cientificas/sociedade-brasileira-de-cirurgia-oncologica-reforca-alerta-sobre-chip-da-beleza-destacando-possivel-relacao-com-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica</u></a> divulgaram notas reforçando os riscos dessa modalidade de implante hormonal manipulado.</p>



<p>O teor do comunicado considerou a<strong> influência na probabilidade de desenvolvimento de câncer</strong>, inclusive nas mamas.</p>



<p>A FEBRASGO, inclusive, enfatiza o lema: “<a href="https://www.febrasgo.org.br/es/campanhas/terapia-hormonal-sim-com-etica-e-seguranca" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Terapia hormonal SIM. Com ética e segurança SEMPRE</a>.”</p>



<p>A campanha reforça que esse recurso abrange tratamentos para várias condições de saúde, incluindo a reposição hormonal na menopausa, mas que <strong>deve sempre ser conduzida com métodos comprovadamente seguros.</strong></p>



<p>Atualmente, apenas o Implanon é aprovado pela regulamentação brasileira como implante anticoncepcional, destinado exclusivamente à prevenção da gravidez.</p>



<p>Além dos aspectos já mencionados (ausência de registro pela Anvisa, controle das substâncias e compreensão de sua ação no corpo), a entidade destaca que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que determinados hormônios (sobretudo os esteroides androgênicos e anabolizantes) são <strong>potencialmente cancerígenos.</strong></p>



<p>É preciso ainda considerar os perigos aos quais pacientes diagnosticadas com câncer de mama durante o uso desses dispositivos estão submetidas. Como a remoção total do chip é complicada, a <strong>elevação do nível hormonal</strong> se mantém por um longo período e influencia na disseminação das células cancerígenas, prejudicando o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u> sucesso dos tratamentos disponíveis.</u></a></p>



<p>Em resumo, ainda que preocupações estéticas e de bem-estar sejam relevantes, <strong>elas devem ser tratadas sempre com a supervisão de profissionais responsáveis</strong>, capazes de oferecer alternativas devidamente respaldadas pela melhor ciência disponível.</p>



<p>Se você está considerando o uso de implantes hormonais, busque orientação de i, profissional de saúde qualificado e priorize tratamentos baseados em evidências científicas.</p>



<p>Para informações de qualidade sobre câncer de mama e saúde da mulher,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/blog/"> </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/blog/"><u>acesse sempre o nosso blog, que traz atualizações constantes sobre esse e outros temas.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/riscos-chip-da-beleza/">Uso de “chip da beleza”: as reais aplicações e os possíveis riscos para a saúde</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/riscos-chip-da-beleza/">Uso de “chip da beleza”: as reais aplicações e os possíveis riscos para a saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[redução de peso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago, é um procedimento que ajuda no manejo de casos graves de obesidade. Em geral, é indicada quando o índice de massa corporal (IMC) passa de 40 ou está acima de 35 com a presença de doenças associadas, como diabetes, colesterol alto e comprometimento hepático. Seja como for, o acúmulo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago, é um <strong>procedimento que ajuda no manejo de casos graves de obesidade</strong>.</p>



<p>Em geral, é indicada quando o índice de massa corporal (IMC) passa de 40 ou está acima de 35 com a presença de doenças associadas, como diabetes, colesterol alto e comprometimento hepático.</p>



<p>Seja como for, o acúmulo de peso já é um fator de risco comprovado para uma série de complicações de saúde, incluindo o câncer de mama em mulheres.</p>



<p>Porém, se submeter a uma cirurgia bariátrica pode auxiliar na redução desse risco? O que as pesquisas atuais dizem sobre o tema? Confira essas e outras respostas nos tópicos abaixo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Sobrepeso, obesidade e o risco de desenvolver um câncer</h2>



<p>De acordo com a <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a>, em 2022 cerca de <strong>43% da população mundial acima de 18 anos</strong> estava vivendo com sobrepeso ou obesidade.</p>



<p>Vale lembrar que esses quadros são definidos pelo cálculo do peso em quilos divido pelo quadrado da altura (índice de massa corporal). O sobrepeso compreende um IMC oscilando entre 25 e 29,9 e a obesidade quando ultrapassa 30.</p>



<p>A própria OMS também estima que, no ano de 2019, as doenças relacionadas ao excesso de peso foram responsáveis por 5 milhões de mortes. Entre elas estão vários tipos de câncer.</p>



<p>O<a href="https://www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/risk/obesity/obesity-fact-sheet" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Instituto Nacional do Câncer</u></a> dos Estados Unidos aponta que a obesidade eleva o risco de tumores em localidades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>esôfago;</li>



<li>estômago;</li>



<li>pâncreas;</li>



<li>vesícula biliar;</li>



<li>fígado;</li>



<li>intestino (cólon e reto);</li>



<li>rins;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/retirada-ovarios/"><u>ovários;</u></a></li>



<li>endométrio;</li>



<li>mamas.</li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u>Pequena redução no consumo de alimentos ultraprocessados reduz risco de câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como o peso se relaciona com o câncer de mama</h2>



<p>O acúmulo de gordura corporal pode causar uma <strong>série de desequilíbrios no organismo da mulher, </strong>sobretudo na <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/entrando-na-menopausa/"><u>pós-menopausa,</u></a> como disfunções na <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/">ação da insulina</a> ou aumento da produção do <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/"><u>estrogênio,</u></a> por exemplo.</p>



<p>Em tese, ambos os hormônios estão envolvidos em processos de desenvolvimento e proliferação das células cancerígenas.</p>



<p>Além disso, a obesidade pode <strong>colocar o corpo em um estado de inflamação crônica</strong> que favorece erros na replicação do material genético das células. Esse é justamente o &#8220;gatilho&#8221; para que a doença se forme.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O impacto da cirurgia bariátrica na redução de riscos</h2>



<p>Um<a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220"><u> estudo de 2022 publicado no </u></a><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the American Medical Association (Jama)</u></em></a> <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220"></a>já havia mostrado resultados promissores de que a redução de estômago poderia diminuir a mortalidade e o número de tumores relacionados à obesidade.</p>



<p>Para essa conclusão, os autores acompanharam 30 mil pacientes obesos entre 2004 e 2017. Cinco mil deles foram operados, enquanto os outros 25 mil não. No final, <strong>aqueles que passaram pela cirurgia apresentaram 32% menos chances de ter a doença.</strong></p>



<p>Em 2023, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2802993" target="_blank" rel="noreferrer noopener">outra pesquisa</a> analisou dados coletados ao longo de seis anos de um grupo de mais de 60 mil mulheres com obesidade. Do montante, 659 tiveram um câncer de mama, assim como parte delas passou por uma cirurgia bariátrica e outra não.</p>



<p>Em resumo, os autores puderam concluir que o procedimento estava atrelado a um menor risco de câncer de mama em mulheres com obesidade prévia. Inclusive, o índice foi <strong>equivalente ao de uma mulher com IMC abaixo de 25.</strong></p>



<p>Por fim, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2818742" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>um artigo de maio de 2024 veiculado na JAMA Surgery </u></a>acompanhou, ao longo de quase 24 anos, pouco mais de 2.500 mulheres entre 37 e 60 anos com uma média de IMC acima de 38.</p>



<p>Nesse período, cerca de 1.400 fizeram uma cirurgia bariátrica e as demais mantiveram mecanismos convencionais de redução de peso. <strong>A conclusão foi de que as mulheres operadas apresentaram um risco 32% menor de câncer de mama</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que médicos e pacientes precisam levar em consideração</h2>



<p>A possibilidade de que a cirurgia bariátrica reduza as chances de um câncer de mama está diretamente associada ao fato de que o proced<strong>imento pode contribuir com uma perda de peso significativa ao longo do tempo.</strong></p>



<p>No entanto, qualquer análise de risco deve considerar que a <strong>doença nunca surge a partir da presença de um único aspecto</strong>. Uma série de outros componentes, incluindo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u>herança genética </u></a>e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>hábitos acumulados ao longo da vida</u></a>, podem influenciar em seu desenvolvimento.</p>



<p>Já em relação à obesidade, <strong>é preciso também ponderar que a cirurgia bariátrica pode não ser uma abordagem viável para todos os casos</strong>.</p>



<p>De qualquer maneira, existem evidências que permitem concluir que esse procedimento ajuda a diminuir os riscos de câncer, o que pode ser um ponto importante no processo de decisão para orientações e tratamentos.</p>



<p>Aproveite e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>entenda por que a avaliação de risco de câncer deve ser feita aos 25 anos em algumas circunstâncias.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/">A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/">A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vitamina D e o câncer de mama: o que se sabe sobre essa relação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[cálcio]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência vitamina D]]></category>
		<category><![CDATA[fósforo]]></category>
		<category><![CDATA[hormônio]]></category>
		<category><![CDATA[sistema imune]]></category>
		<category><![CDATA[suplementos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como muita coisa que envolve a prevenção de um tumor, a possível conexão entre vitamina D e o câncer de mama conta ainda com várias incertezas. Todavia, existem sim evidências sugerindo que deficiências nesse elemento podem elevar o risco de desenvolver a doença. Diante disso, o que as mulheres devem fazer sobre esse aspecto? E que fatores devem ser considerados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Como muita coisa que envolve a prevenção de um tumor, <strong>a possível conexão entre vitamina D e o câncer de mama conta ainda com várias incertezas</strong>. Todavia, existem sim evidências sugerindo que deficiências nesse elemento podem elevar o risco de desenvolver a doença.</p>



<p>Diante disso, o que as mulheres devem fazer sobre esse aspecto? E que fatores devem ser considerados no dia a dia para garantir que o organismo tenha à disposição a quantidade suficiente do nutriente? Essas e outras questões serão exploradas nos tópicos a seguir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a vitamina D age no organismo</h2>



<p>Na prática, a vitamina D é um hormônio associado a uma série de processos fisiológicos essenciais do corpo humano. Alguns dos mecanismos que não funcionam a contento sem a presença adequada do elemento são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Absorção e retenção de cálcio e fósforo nos ossos</strong>, fazendo com que sua deficiência possa desencadear um quadro de osteoporose (algo relevante para <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/perda-ossea-na-menopausa/"><u>mulheres na menopausa</u></a>).</li>



<li>Regulação de <strong>atividades do sistema imune.</strong></li>



<li><strong>Metabolismo da glicose</strong> através da produção da insulina.</li>



<li><strong>Relaxamento e contração dos músculos</strong>, inclusive do coração.</li>



<li>Interferência em diversos <strong>fatores de crescimento celular</strong>.</li>
</ul>



<p>Outro fato relevante é que, embora existam <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/"><u>alimentos</u></a> que possam contribuir com as necessidades diárias da substância, <strong>a maior parte dela é produzida pelo próprio corpo.</strong></p>



<p>No entanto, para isso é necessário que a pessoa tenha contato diário de pelo menos alguns minutos com a luz solar. Sem o estímulo, o organismo é incapaz de efetuar a síntese do elemento em uma das suas versões (o colecalciferol, também chamado de vitamina D3).</p>



<p>Por fim, vale reforçar que a deficiência de vitamina D é considerada um problema de saúde pública em vários contextos.</p>



<p>Estima-se que pelo menos metade da população mundial tenha um nível insuficiente do hormônio, <strong>enquanto cerca de um bilhão de pessoas sofram com algum grau de deficiência</strong>, conforme dados apresentados em artigo do <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3356951/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of Pharmacology &amp; Pharmacotherapeutics.</u></em></a></p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/"><u>Dicas de alimentação durante o tratamento do câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">De que maneira os níveis de vitamina D e o câncer de mama podem interagir</h2>



<p>Embora se saiba que a deficiência de vitamina D tenha inúmeros reflexos sobre a saúde humana, <strong>concluir se a manutenção dos níveis ideais contribui para a prevenção de um câncer de mama está longe de um consenso</strong>. Ainda assim, pesquisadores tentam jogar luz sobre a questão.</p>



<p>Um estudo que reuniu dados de vários outros artigos e ponderou o peso de cada um deles (o que os especialistas chamam de metanálise) identificou que <strong>mulheres com maiores níveis de vitamina D apresentam uma chance 45% menor de desenvolver uma neoplasia mamária</strong>. Tal conclusão foi apresentada no periódico <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-009-0593-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Breast Cancer Research and Treatment</u></em></a>, em 2009.</p>



<p>Nos anos seguintes, em maior ou menor grau, outras publicações demonstraram resultados similares. Já evidências de um estudo mais recente, <a href="https://www.mdpi.com/2072-6643/16/5/573" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>publicado em 2024</u></a>, <strong>sugeriu que um nível de vitamina D acima de 40 ng/mL</strong> (valor considerado saudável para a maior parte da população) seria o suficiente para oferecer alguma proteção.</p>



<p>No mais, a concentração da substância no corpo poderia trazer ganhos também entre mulheres já diagnosticadas com um tumor na mama. Logo, a presença do nutriente em patamares maiores aumentaria a sobrevida, conforme <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/article-abstract/2580715" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo de 2017 veiculado no</u></a><a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/article-abstract/2580715"><em><u> Jama Oncology.</u></em></a></p>



<p>Mesmo diante de tudo isso, outra revisão foi no sentido oposto. Um <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793447" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>trabalho de 2022</u></a> levou em conta as informações de 84 estudos sobre o tema e concluiu que nenhum tipo de suplementação de vitaminas e minerais seria suficiente para contribuir com a prevenção de diferentes tipos de câncer.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A relação causa e efeito da vitamina D</h3>



<p>Em teoria, a presença de vitamina D no organismo poderia contribuir com a prevenção do câncer de mama por interferir nos mecanismos que permitem às células se multiplicarem.</p>



<p>Contudo, mesmo com estudos detalhados, <strong>é difícil bater o martelo em definitivo a respeito dessa questão</strong>. Em resumo, isso acontece pelo fato de ser complicado determinar a causalidade entre a disponibilidade da vitamina D e a doença.</p>



<p>Em outras palavras, isso significa que não se sabe ao certo se a redução do risco observado em alguns casos é consequência do efeito da substância.</p>



<p>É possível que pessoas com níveis altos de vitamina D mantenham hábitos mais saudáveis e, por isso, sejam menos afetadas pelo câncer. Ao mesmo tempo, é necessário considerar que talvez a concentração do elemento sofra influência do desenvolvimento de um tumor (e não o contrário).</p>



<p>De todo modo, cabe sempre ressaltar que um câncer de mama é resultado de uma<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/"><u> interação complexa de fatores,</u></a> que nem sempre podem ser isolados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados para garantir mais vitamina D para o corpo</h2>



<p>Seja como for, <strong>acompanhar os níveis de vitamina D pode (e deve) fazer parte dos cuidados básicos de saúde</strong>, sobretudo de pacientes já na menopausa (por conta do risco de osteoporose, por exemplo).</p>



<p>Assim sendo, um exame de sangue relativamente simples é capaz de medir a presença da substância no corpo. Se o número encontrado for abaixo do ideal, é possível atuar para ajustar isso.</p>



<p>Além de aumentar o contato com a luz do Sol, sempre de forma protegida por alguns minutos diariamente, é possível ainda recorrer a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementacao-tratamento-cancer/"><u>suplementos</u></a> com a finalidade de corrigir a deficiência. <strong>A inclusão de determinados alimentos na dieta também pode ajudar</strong>. Entre alguns deles estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gemas dos ovos.</li>



<li>Salmão, atum e sardinha.</li>



<li>Frutos do mar em geral (como os camarões).</li>



<li>Óleo de fígado de bacalhau.</li>



<li>Fígado bovino ou de frango.</li>



<li>Cogumelos.</li>



<li>Leite de vaca e seus derivados (iogurte, queijo e manteiga)</li>
</ul>



<p>Portanto, ainda que a possível conexão entre a vitamina D e o câncer de mama seja difícil de definir, outros fatores associados ao nutriente devem sempre ser observados de perto. Com isso, é possível se proteger contra outras complicações, muitas delas comuns na vida de uma mulher.</p>



<p><br />Confira também o que diz a ciência a respeito do<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u> consumo de ultraprocessados e a chance de que isso cause um câncer.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/vitamina-d-e-o-cancer-de-mama/">Vitamina D e o câncer de mama: o que se sabe sobre essa relação</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/vitamina-d-e-o-cancer-de-mama/">Vitamina D e o câncer de mama: o que se sabe sobre essa relação</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo aponta como síndrome metabólica interfere na incidência e na mortalidade pelo câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[colesterol]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[gor]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em geral, a síndrome metabólica compreende alterações fisiológicas que, no longo prazo, podem elevar a chance de complicações cardiovasculares, diabetes e outras disfunções potencialmente graves. Adicionalmente, esse quadro pode estar acompanhado de manifestações relacionadas à obesidade. Nesse contexto, um artigo publicado em maio de 2024 no periódico Cancer reforçou como essas disfunções podem também ampliar o risco de uma mulher [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em geral, a síndrome metabólica compreende alterações fisiológicas que, no longo prazo, podem elevar a chance de complicações cardiovasculares, diabetes e outras disfunções potencialmente graves. Adicionalmente, esse quadro pode estar acompanhado de manifestações relacionadas à obesidade.</p>



<p>Nesse contexto, um<a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/cncr.35318" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> artigo publicado em maio de 2024 no periódico </u></a><a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/cncr.35318"><em><u>Cancer</u></em></a> reforçou como <strong>essas disfunções podem também ampliar o risco de uma mulher na pós-menopausa não superar um tumor maligno nas mamas.</strong></p>



<p>Embora tal constatação não seja necessariamente uma novidade, a publicação demonstra o tamanho do efeito dessas alterações e indica de que forma isso se dá em diferentes subtipos do câncer de mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os indicadores e características da síndrome metabólica</h2>



<p>De acordo com os critérios diagnósticos utilizados atualmente, <strong>a síndrome metabólica se faz presente quando são constatados ao menos três ou mais </strong>dos fatores abaixo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Circunferência elevada da cintura, por conta do acúmulo de gordura na região. Como referência, a <u>Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso)</u> considera medidas da barriga acima de 102 centímetros para homens e 92 para mulheres.</li>



<li>Elevação do colesterol &#8220;ruim&#8221; (LDL igual ou acima de 150 mg/dL).</li>



<li>Redução do colesterol &#8220;bom&#8221; (HDL igual ou inferior a 40 mg/dL em homens e 50 mg/dL em mulheres).</li>



<li>Pressão arterial alta (em geral, acima de 13 por 8 ou que exija medicação para ser controlada).</li>



<li>Glicose no sangue aumentada, considerando um valor de referência de 100 mg/dL em jejum.</li>
</ul>



<p>Em resumo, aponta-se que a síndrome metabólica tem origem multifatorial. Em outras palavras, <strong>isso significa que ela é resultado da interação de uma série de aspectos, que vão desde uma maior predisposição genética até o acúmulo de hábitos ruins,</strong> como falta de atividades físicas e alimentação desequilibrada.</p>



<p>De acordo com as evidências disponíveis, estima-se que pessoas com a síndrome metabólica têm <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0889852913001084?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>duas vezes mais chance de desenvolver aterosclerose (a obstrução das artérias do coração) e cinco vezes maior probabilidade de serem diagnosticadas com diabetes</u></a>.</p>



<p>Por compartilhar alguns dos mesmos fatores de risco (como o excesso de peso e o sedentarismo), é provável que a síndrome metabólica também acentue a chance de que uma mulher tenha um câncer de mama.</p>



<p>No entanto, vários componentes desta associação ainda não são bem determinados. Assim sendo, preencher essas lacunas sobre o conhecimento a respeito do tema pode ampliar as ações preventivas em todas as fases da vida da mulher, incluindo a pós-menopausa.</p>



<p id="leiamais">Confira também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/"><u>A possível conexão entre estresse e câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho do impacto da síndrome metabólica e da obesidade no câncer de mama</h2>



<p>Para providenciar mais dados sobre a questão, <strong>os autores do estudo reuniram informações de mais de 68 mil mulheres que já tinham atravessado a menopausa</strong>. Elas não tinham qualquer histórico de câncer de mama.</p>



<p>Em seguida, a partir dos fatores considerados na composição (descritos acima) de um quadro de síndrome metabólica e obesidade, elas foram classificadas da seguinte maneira:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mulheres no grupo 0 não tinham nenhum indicador de síndrome metabólica.</li>



<li>Aquelas do grupo 1-2 tinham um ou dois desses indicadores.</li>



<li>Por fim, as incluídas no segmento 3-4 apresentavam três ou quatro das alterações listadas (circunferência da cintura, colesterol, pressão alta e diabetes).</li>
</ul>



<p>A partir disso, um acompanhamento médio de 20 anos foi mantido. O objetivo era registrar todos os casos de câncer de mama, os desfechos obtidos e de que forma a síndrome metabólica pareceria interferir.</p>



<p>Ao todo, foram diagnosticados 4.562 casos dentro da amostra da pesquisa. Como consequência da doença, 659 pacientes morreram. Outras 2.073 faleceram depois do diagnóstico, mas não necessariamente por conta do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> As principais conclusões apresentadas</h3>



<p>Nesse cenário, os autores do estudo apontaram que <strong>graus 3-4 de síndrome metabólica estão fortemente associados com uma maior mortalidade. </strong>Foi constatada uma chance 44% maior de morrer por conta do câncer e 53% de mortalidade por qualquer causa depois do diagnóstico.</p>



<p>Os prognósticos de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/"><u>tumores receptores de estrogênio positivos e progesterona negativos </u></a>demonstram uma piora nessas circunstâncias. Por outro lado, <strong>a presença da síndrome metabólica não influenciou no número de casos de câncer como um todo.</strong></p>



<p>Já o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) se mostrou diretamente ligado com um maior risco de diagnóstico de câncer de mama. Assim, mulheres com obesidade severa apresentam 69% mais chances de desenvolver a doença em comparação àquelas com peso normal.</p>



<p>Paralelamente, pacientes com obesidade poderiam ter maior risco de diagnóstico de tumores receptores hormonais positivos (de estrogênio e progesterona). A mortalidade, por sua vez, só foi maior em casos graves de obesidade (IMC acima de 35).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como esses resultados podem interferir na prevenção do câncer de mama</h2>



<p>Com tudo isso, os autores reforçam que a síndrome metabólica parece influenciar de forma diferente o risco de ter a doença e o prognóstico de um câncer de mama.</p>



<p>Se piores indicadores metabólicos podem aumentar a mortalidade pela doença e por outras causas depois do diagnóstico, <strong>o acúmulo de peso corporal parece elevar a incidência de casos entre pacientes na pós-menopausa.</strong> Por fim, ambos os fatores parecem influenciar de alguma maneira em determinados subtipos da doença.</p>



<p>Seja como for, <strong>esses dados devem servir como reforço para o controle adequado de fatores associados ao desenvolvimento da síndrome metabólica e da obesidade</strong>. Quem já é afetada pela condição deve conversar com o médico sobre como isso interfere na chance de ter um câncer de mama. Há estratégias que podem ser adotadas para fortalecer o controle e a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioprevencao/"><u>prevenção adequada.</u></a></p>



<p>Entenda agora como a redução no consumo de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u>alimentos ultraprocessados</u></a> pode ser parte das iniciativas para evitar um câncer de mama.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/">Estudo aponta como síndrome metabólica interfere na incidência e na mortalidade pelo câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/">Estudo aponta como síndrome metabólica interfere na incidência e na mortalidade pelo câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>A influência de produtos capilares no risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[formol]]></category>
		<category><![CDATA[substâncias cancerígenas]]></category>
		<category><![CDATA[tintura para cabelo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso de cosméticos para o cabelo (como tinturas, alisantes e relaxantes) no cuidado e na mudança da aparência dos fios é um hábito relativamente comum em mulheres de diferentes idades. No entanto, não é de hoje que especialistas discutem se esse comportamento eleva o risco de câncer nas mamas, sobretudo mediante o uso frequente. Como muitos outros aspectos na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O uso de cosméticos para o cabelo (como tinturas, alisantes e relaxantes) no cuidado e na mudança da aparência dos fios é um hábito relativamente comum em mulheres de diferentes idades. No entanto, <strong>não é de hoje que especialistas discutem se esse comportamento eleva o risco de câncer nas mamas</strong>, sobretudo mediante o uso frequente.</p>



<p>Como muitos outros aspectos na oncologia e na<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/o-que-faz-o-mastologista/"><u> mastologia</u></a>, a resposta não é simples e carrega ainda inúmeras incertezas. De qualquer maneira, vale sempre entender como isso deve orientar a aplicação desse tipo de fórmula e como se proteger de possíveis danos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Produtos para o cabelo e a exposição às substâncias químicas</h2>



<p>Muitas das soluções utilizados para tingir ou alisar os fios podem trazer na composição aquilo que os especialistas chamam de substância carcinogênica.</p>



<p>Na prática, isso significa que, em alguma medida<strong>, o contato prolongado com esse elemento eleva o risco de que a pessoa desenvolva o tumor em algum momento da vida</strong>. Isso pode se dar pelo aumento nas chances de que as células se multipliquem com algum defeito.</p>



<p>Um exemplo conhecido disso é o formaldeído (ou só formol) utilizado por muito tempo em técnicas de alisamento permanente. Ao ser aplicado, ele penetra no corpo pela pele e pode também ser inalado. Além do potencial cancerígeno, a substância causa intoxicação aguda, levando até mesmo ao óbito.</p>



<p>Não por menos, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)<a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/formol-nao-pode-ser-utilizado-em-alisantes-de-cabelos" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> restringe o uso do elemento em salões de beleza e a sua comercialização em farmácias.</u></a></p>



<p>Já nas tinturas de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>cabelo</u></a>, as substâncias que chamam mais a atenção no aumento da probabilidade de ter um de câncer são o acetato de chumbo e parafenilenodiamina.</p>



<p>Além disso, <strong>há suspeita de que certos componentes podem ter influência sobre a ação dos hormônios</strong>, desregulando a atividade endócrina. Essa interação pode influenciar na chance de desenvolvimento de uma formação maligna nas mamas.</p>



<p>Entre exemplos disso estão os ftalatos (presentes em tinturas), os parabenos (utilizados em alisantes) e o bisfenol A (parte da composição de diversos cosméticos capilares).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Evidências do risco de câncer por conta dessas composições</h2>



<p>Pesquisadores utilizam várias estratégias para avaliar se uma substância tem o potencial de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>elevar o risco</u></a> de câncer. Em geral, isso começa com estudos feitos em células isoladas em laboratório. Depois, animais são utilizados para testar a hipótese elaborada.</p>



<p>Todavia, <strong>não é correto extrapolar esses resultados para o que acontece efetivamente com os seres humanos.</strong> Ao mesmo tempo, por questões éticas, é inviável expor uma pessoa a um elemento potencialmente perigoso para saber se ela desenvolverá alguma doença.</p>



<p>Por isso, o que os pesquisadores conseguem fazer é acompanhar grupos de indivíduos que, por determinado motivo, já entram em contato com aquele elemento. Eventualmente, elas podem ser comparadas com recortes que não enfrentam a mesma situação. Resumidamente, é assim que foram obtidos os resultados abaixo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Um <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ijc.32738" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo publicado em 2019</u></a> mostrou que mulheres negras com uma predisposição maior à doença registraram mais casos de câncer de mama diante do uso regular de alisantes e tinturas.</li>



<li>Por outro lado, <a href="https://academic.oup.com/carcin/article/42/7/924/6278856" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>uma publicação de 2021</u></a>, não encontrou a conexão entre relaxadores e alisantes capilares utilizados por mulheres negras e a chance de ser afetado por um tumor, com exceção das situações em que esse uso era intenso (se repetindo várias vezes anualmente ao longo de vários anos).</li>



<li>Já um <a href="https://www.bmj.com/content/370/bmj.m2942" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>artigo de 2020</u></a> sustentou que o uso regular de tinturas estaria vinculado a um risco maior de câncer de mama, considerando uma amostra composta principalmente de pacientes brancas.</li>



<li>Por fim, <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ijc.33413" target="_blank" rel="noreferrer noopener">este estudo</a>, também de 2020, trouxe evidências de como o uso de produtos capilares na adolescência implica em uma chance superior de ter um câncer de mama antes da menopausa.</li>
</ul>



<p>Independentemente do que foi apontado em cada artigo, <strong>esses dados ainda precisam ser corroborados por outras análises mais aprofundadas</strong>, já que muitos vieses podem confundir as conclusões obtidas nesse momento. Todavia, alguns cuidados são recomendados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Dicas práticas para garantir uma maior segurança</h2>



<p>Estudos avaliando o perigo dos cosméticos capilares geralmente se concentram nos grupos que usam tais produtos regularmente ou que trabalham com eles (pense na atendente de um salão de beleza, por exemplo).</p>



<p>Dessa forma, é preciso ponderar essas ameaças em ambas as circunstâncias, <strong>determinando estratégias para possibilitar a manipulação desses itens sem prejudicar a saúde.</strong> Logo, para mulheres que desejam apenas manter o visual em dia, as principais recomendações são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Repense a frequência dos tratamentos capilares, aumentando o intervalo entre eles.</li>



<li>Leia com cuidado os rótulos e acompanhe sempre as recomendações das autoridades de saúde pública.</li>



<li>Se for o caso, experimente alternativas menos nocivas para a manutenção dos fios.</li>



<li>Desconfie de promessas milagrosas ou de produtos com origem duvidosa na hora de tingir ou alisar os cabelos.</li>



<li>Ao manipular as substâncias, siga rigorosamente as orientações do fabricante e use equipamentos de proteção (como luvas e máscaras).</li>



<li>Considere que cosméticos importados podem ter substâncias proibidas no Brasil (e vice-versa).</li>



<li>Interrompa a aplicação diante de sinais de irritação ou qualquer outro tipo de incômodo.</li>



<li>Evite o uso desses itens em adolescentes, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/"><u>grávidas</u></a> e<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-e-amamentacao/"><u> lactantes</u></a>, já que não há certeza sobre sua segurança nessas circunstâncias.</li>
</ul>



<p>Por fim, cabe sempre ressaltar que o risco de câncer de mama (ou em qualquer outra parte do corpo) é <strong>quase sempre consequência da interação de inúmeros fatores</strong>, muitos deles não modificáveis. Portanto, além da preocupação com os produtos capilares, é preciso destacar como outros hábitos e comportamentos influenciam nessa equação bastante complexa.</p>



<p>Pensando nisso, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>saiba mais sobre a recomendação que orienta a necessidade de avaliação de risco para um câncer de mama já aos 25 anos.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/produtos-cabelo-risco-cancer-mama/">A influência de produtos capilares no risco de câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/produtos-cabelo-risco-cancer-mama/">A influência de produtos capilares no risco de câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Qual a relação entre câncer de mama e amamentação? Veja como a lactação ajuda a reduzir riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[aleitamento materno]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A relação entre câncer de mama e amamentação deve sempre ser levada em conta quando se pensa nos fatores que colaboram para reduzir a chance que uma mulher tem de ter a doença em algum momento da vida. Ou seja, além de ser fundamental para o desenvolvimento do bebê, a lactação contribui com esse aspecto da saúde materna, em uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A relação entre câncer de mama e amamentação <strong>deve sempre ser levada em conta quando se pensa nos fatores que colaboram para reduzir a chance que uma mulher tem de ter a doença em algum momento da vida. </strong>Ou seja, além de ser fundamental para o desenvolvimento do bebê, a lactação contribui com esse aspecto da saúde materna, em uma relação que é dose-resposta.</p>



<p><strong>Isso significa que as evidências disponíveis sustentam que quanto maior o período de amamentação, maior a proteção contra a doença</strong>. Estima-se que até<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(15)01024-7/abstract"> </a><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(15)01024-7/abstract" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>20 mil mortes anuais por câncer de mama</u></a> em todo o mundo seriam evitadas se houvesse uma ampliação nos períodos de amamentação.</p>



<p>O que se sabe sobre os benefícios da amamentação no risco de ter um câncer de mama?</p>



<p><a href="https://www.who.int/tools/elena/interventions/exclusive-breastfeeding" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Crianças que são alimentadas com leite materno pelo maior período possível</u></a> têm menores taxas de morbimortalidade, além de apresentarem um melhor desenvolvimento intelectual e outros benefícios que perduram pela vida toda (como menor risco de obesidade e diabetes).</p>



<p>Porém, a ciência vem demonstrando também muitos dos benefícios da amamentação que afetam positivamente a saúde das mães, reduzido a chance de um câncer de mama. Exemplo disso é uma<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(02)09454-0/abstract" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> ampla revisão sobre o tema publicada em 2002, que reuniu 47 estudos epidemiológicos de 30 países.</u></a></p>



<p>Ao todo, isso permitiu acumular as informações de mais de 55 mil pacientes diagnosticadas com um câncer de mama invasivo e compará-las com dados de 96 mil mulheres sem a doença. <strong>A partir disso, foi possível constatar que as mulheres com câncer de mama haviam, em média, registrado menos partos e períodos de lactação.</strong></p>



<p><strong>E mesmo entre aquelas que tinham engravidado e alimentado seus filhos com o próprio leite, o intervalo médio de lactação havia sido menor.</strong> No fim, os autores do estudo concluíram <strong>que a cada ano de amamentação, o risco relativo de uma mulher ter um câncer de mama cai, em média, 4,3%.</strong></p>



<p>Além disso, algum grau de benefício pode ser aproveitado mesmo por mulheres que, por outros motivos, têm um<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9972148/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> risco maior de ter a doença. </u></a>Quem carrega uma mutação no gene BRCA 1, por exemplo, <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9972148/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>pode reduzir a probabilidade de ter a doença em patamar de 22% a 50%.</u></a> No mais, a amamentação parece contribuir com uma queda de 20% na chance de ter um <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>câncer de mama triplo-negativo</u></a>. Essa forma da doença costuma evoluir com maior gravidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que pode explicar a relação entre queda no risco de câncer e amamentação?</h2>



<p>São vários os mecanismos fisiológicos os motivos que podem explicar como amamentação reduz a chance de uma mulher ter câncer de mama. <strong>Um laço plausível para essa relação estaria na forma como lactação interfere nos hormônios do organismo feminino.</strong> Como resultado, a mulher experimenta períodos de<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-pode-menstruar/"> amenorreia.</a></p>



<p>Assim sendo, quanto maior o tempo amamentando, menos suscetível estaria seu organismo a influência de altos níveis de uma série de hormônios (em especial, o estrogênio). Já se sabe que a ação hormonal pode aumentar a chance de que um tumor apareça em algum momento da vida.</p>



<p>A <strong>produção constante de leite materno e o esvaziamento da mama poderiam favorecer uma renovação permanente do tecido da mama</strong>, permitindo que o corpo elimine possíveis células defeituosas com mais facilidade durante esse período.</p>



<p>Ademais, <strong>é possível que mães amamentando adotem estilos de vida mais saudáveis reduzindo o consumo de álcool e deixando de fumar, por exemplo</strong>. Logo, indiretamente, essas mudanças contribuíram para reduzir a chance de ter um câncer.</p>



<p id="leiamais">Veja também:<u><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"> O que você precisa saber sobre a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama</a></u></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como aproveitar melhor os benefícios da amamentação?</h2>



<p>No Brasil, o<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aleitamento-materno#:~:text=O%20aleitamento%20materno%20%C3%A9%20uma,ch%C3%A1s%2C%20%C3%A1gua%20e%20outros%20alimentos."> </a><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aleitamento-materno#:~:text=O%20aleitamento%20materno%20%C3%A9%20uma,ch%C3%A1s%2C%20%C3%A1gua%20e%20outros%20alimentos." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Saúde</a> <strong>orienta que as mães amamentem os seus filhos de forma exclusiva por pelo menos seis meses</strong>. Entretanto, junto de outros alimentos, <strong>o leite materno pode ser oferecido até dois anos ou mais</strong>, sem qualquer problema.</p>



<p>Contudo, <strong>por uma série de fatores (inclusive de natureza social e econômica), nem sempre as mães conseguem alcançar essas recomendações</strong>. Desse modo, a orientação básica para ampliar os benefícios que a amamentação oferece para a saúde da mulher e do bebê é manter a amamentação pelo maior período possível.</p>



<p>Além de compreender a relação entre amamentação e câncer de mama, as mulheres também podem adotar outras medidas para contornar os chamados fatores de risco modificáveis para a doença. <strong>Entre esses cuidados estão não fumar, </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u><strong>beber pouco</strong></u></a><strong>, manter um peso saudável e priorizar uma alimentação equilibrada.</strong></p>



<p>Veja também<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-gravidez/"> </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-gravidez/"><u>quais as possíveis abordagens diante da descoberta de um câncer de mama durante a gestação.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-e-amamentacao/">Qual a relação entre câncer de mama e amamentação? Veja como a lactação ajuda a reduzir riscos</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-e-amamentacao/">Qual a relação entre câncer de mama e amamentação? Veja como a lactação ajuda a reduzir riscos</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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