<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="https://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="https://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="https://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="https://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="https://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="https://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Qualidade de Vida - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
	<atom:link href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/categorias/qualidade-de-vida/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>Mastologista em São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Apr 2026 12:02:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-favicon2-32x32.png</url>
	<title>Qualidade de Vida - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=emagrecimento-pacientes-cancer-mama</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecimento]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[peso no câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20603</guid>

					<description><![CDATA[<p>A relação entre o peso corporal e um quadro oncológico vai muito além da estética. Há décadas, vêm se acumulando evidências de que sobrepeso e obesidade são fatores de prognóstico negativo bem estabelecidos nesta doença. Desse modo, o emagrecimento em pacientes com câncer de mama pode ter impacto real nos desfechos obtidos. Diante disso, um estudo apresentado na edição de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/">Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/">Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A relação entre o peso corporal e um quadro oncológico vai muito além da estética. Há décadas, vêm se acumulando evidências de que sobrepeso e obesidade são fatores de prognóstico negativo bem estabelecidos nesta doença. Desse modo, o emagrecimento em pacientes com câncer de mama pode ter impacto real nos desfechos obtidos.</p>



<p>Diante disso, um <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-01/773110" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) </u></a>chamou atenção ao revelar trajetórias dinâmicas de perda de peso a partir de uma intervenção digital. Por isso, exploramos o que esse e outros dados relevantes sobre o tema têm evidenciado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Por que o excesso de peso corporal pode impactar negativamente no prognóstico do câncer de mama?</h2>



<p>A associação entre obesidade e piores desfechos no câncer de mama é bem documentada. Uma metanálise de 82 estudos publicada nos <a href="https://www.annalsofoncology.org/article/S0923-7534(19)36595-0/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Annals of Oncology</u></em></a><a href="https://www.annalsofoncology.org/article/S0923-7534(19)36595-0/fulltext"></a>demonstrou que mulheres com algum nível de obesidade ao receberem diagnóstico de câncer apresentaram aumento de 35% na mortalidade específica pela doença e de 41% na mortalidade geral quando comparadas àquelas com peso normal.</p>



<p>Além disso, a cada cinco unidades a mais no índice de massa corporal (IMC), o risco de morte total sobe 17% antes do diagnóstico, 11% logo após e 8% depois de um ano; para morte por câncer de mama, o aumento chega a 29% no longo prazo.</p>



<p>Como reforça a <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a> (OMS), o sobrepeso é o estado em que o IMC se encontra entre 25 e 29,9. Já a obesidade é considerada um patamar superior a 30. O número é obtido por meio de um cálculo simples: o peso em quilos dividido pelo quadrado da altura em metros. Ou seja, IMC = peso (kg) / altura x altura (m).</p>



<p>Seja como for, os mecanismos pelos quais o excesso de gordura corporal exerce esse efeito são múltiplos. Entre os mais destacados estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A forma como o excesso de tecido adiposo promove um ambiente inflamatório crônico;</li>



<li>A associação entre obesidade e desregulação da insulina, que estimula a proliferação de células tumorais e inibe a morte dessas células;</li>



<li>A produção de estrogênio pelo tecido adiposo, especialmente relevante em mulheres na pós-<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menopausa.</u></a> Esse excesso hormonal pode alimentar tumores com receptores positivos para o hormônio.</li>
</ul>



<p>Além de afetar os mecanismos biológicos, o excesso de peso interfere nas terapias utilizadas, podendo dificultar a realização de cirurgias e reduzir a tolerância ao tratamento. Tudo isso reforça que abordar o peso corporal é parte integrante do cuidado oncológico e nunca um detalhe secundário.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alcool-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Descubra o que novas atualizações dizem sobre os riscos da relação entre álcool e câncer de mama.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Intervenções para o emagrecimento em pacientes com câncer de mama e resultados obtidos</h2>



<p>Os dados apresentados no SABCS 2025, coletados por meio do estudo BWEL, demonstraram o uso de ferramentas digitais como suporte à intervenção necessária para a perda de peso.</p>



<p>Para isso, os pesquisadores acompanharam 3.180 mulheres com câncer de mama em estágios mais avançados (II-III) e peso acima do ideal (IMC igual ou maior que 27), recém-tratadas com quimioterapia e/ou radioterapia. Pouco mais da metade passou pela intervenção (que incluía o uso de aplicativos e balanças digitais de alta precisão) enquanto o restante não passou por ela.</p>



<p>No grupo que recebeu 42 ligações telefônicas ao longo de dois anos, com orientações específicas sobre dieta, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exercícios </u></a>e outros hábitos de saúde, houve uma curva descendente da massa corporal dos participantes. Em princípio, o peso médio caiu de 91,4 kg para 85,6 kg em dez meses (queda de 6,1% do peso inicial), ficou estável por mais dois meses e, após dois anos, terminou com redução de 4,4% (87 kg).</p>



<p>Contudo, os resultados não foram homogêneos: enquanto 68% perderam cerca de 6,6% no pico de redução do peso corporal, 22% não perderam peso e uma pequena parcela (2,2%) chegou a ganhar 2,2%. Os autores indicam que os resultados variaram conforme o quadro clínico da paciente, seus hábitos e fatores demográficos.</p>



<p>As medições obtidas por meio dos dispositivos eletrônicos mostram que aplicativos e balanças digitais funcionam bem em acompanhamentos a distância. De qualquer forma, mais do que os resultados em si, o estudo demonstrou a viabilidade do monitoramento digital em larga escala no contexto oncológico.</p>



<p>Além disso, os resultados obtidos são clinicamente relevantes. A perda de peso promovida pelo programa pode ser importante para a obtenção de melhores prognósticos no controle da doença e até mesmo na redução do risco de recidiva, o que precisa ser acompanhado no longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como médicos e pacientes devem abordar esse tema ao longo de todo o tratamento?</h2>



<p>Apesar das evidências crescentes sobre a relevância do controle do peso corporal, este ainda é um tema frequentemente evitado nas consultas oncológicas, seja pelo receio de constrangimento, pelo foco nas urgências do tratamento ou pela percepção equivocada de que não há muito a fazer nesse sentido. Os dados do estudo apresentado são mais uma amostra de como o cenário pode mudar.</p>



<p>Para médicos, a recomendação é abordar ativamente o controle da massa corporal desde o diagnóstico. Isso não significa pressionar a paciente com cobranças estéticas, mas sim contextualizar o peso como parte do cuidado oncológico integral.</p>



<p>A conversa deve incluir a avaliação do IMC, a discussão sobre riscos específicos para aquela paciente e o encaminhamento para equipes multiprofissionais (nutricionistas, educadores físicos e psicólogos) sempre que for julgado pertinente.</p>



<p>Para as pacientes, é importante compreender que o ganho de peso durante o tratamento é algo comum, por diversos fatores, entre eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Efeitos colaterais</u></a> dos medicamentos;</li>



<li>Redução da atividade física;</li>



<li>Alterações no <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>metabolismo</u></a>;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Fatores emocionais.</u></a></li>
</ul>



<p>Reconhecer isso sem se culpabilizar é o primeiro passo. O segundo é buscar suporte qualificado. Além disso, o acompanhamento do peso não deve se encerrar com o término da quimioterapia ou da radioterapia. A atenção com a balança deve ser encarada como uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estratégia contínua de prevenção de recidivas e de promoção da qualidade de vida.</u></a></p>



<p>Acima de tudo, médicos e pacientes devem ter em mente que atuar sobre o emagrecimento em pacientes com câncer de mama é factível. E, com abordagem adequada, deve ser um aspecto central no manejo oncológico.</p>



<p>Para se aprofundar ainda mais no assunto, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira agora qual a influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/">Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/">Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/emagrecimento-pacientes-cancer-mama/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=crioterapia-quimioterapia</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[crioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais da quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[neuropatia periférica]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20602</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) identificou como a crioterapia na quimioterapia foi consideravelmente eficaz na prevenção da neuropatia. Essa é uma técnica que consiste no resfriamento das mãos e dos pés utilizando mecanismos específicos. Esse efeito colateral é um dos mais relevantes da quimioterapia, que muitas vezes persiste por meses ou [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de <a href="https://discovery.researcher.life/article/abstract-ps1-01-18-temperature-controlled-hand-foot-cooling-prevents-chemotherapy-induced-polyneuropathy-cipn-a-real-world-data-collection-in-500-patients/06c2de226e33350fac63b2fda44371d2" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) </u></a>identificou como a <strong>crioterapia na quimioterapia foi consideravelmente eficaz na prevenção da neuropatia.</strong> Essa é uma técnica que consiste no resfriamento das mãos e dos pés utilizando mecanismos específicos.</p>



<p>Esse efeito colateral é um dos mais relevantes da quimioterapia, que muitas vezes persiste por meses ou até anos após o fim do tratamento. Nos tópicos a seguir, vamos entender melhor do que se trata essa condição e como essas e outras abordagens podem ser aliadas importantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é a neuropatia periférica induzida por quimioterapia?</h2>



<p>A <strong>neuropatia periférica induzida por quimioterapia (CIPN, na sigla em inglês, ou NPIQ, em português) é uma das queixas frequentes entre pacientes com câncer de mama</strong>. Ela se manifesta principalmente naquelas submetidas a tratamentos químicos para destruir as células cancerígenas.</p>



<p>Os quimioterápicos utilizados são amplamente eficazes contra as células tumorais. Porém, eles podem causar danos aos nervos periféricos, aqueles responsáveis pelas sensações e movimentos nas extremidades do corpo.</p>



<p>A <strong>complicação tende a ser mais notada quando são utilizados fármacos da classe dos taxanos,</strong> como paclitaxel e docetaxel, tanto de modo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>neoadjuvante (antes da cirurgia) </u></a>quanto adjuvante (depois da cirurgia). Entre os sintomas mais comuns estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Formigamento ou dormência nas pontas dos dedos das mãos e dos pés;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Dor ou sensação de queimação</u></a>;</li>



<li>Fraqueza muscular;</li>



<li>Dificuldade de equilíbrio;</li>



<li>Sensibilidade ao toque ou às mudanças de temperatura.</li>
</ul>



<p>Sendo assim, a<strong> presença da neuropatia pós-quimio compromete diretamente a qualidade de vida das pacientes,</strong> interferindo na autonomia e em atividades cotidianas simples.</p>



<p>Além disso, a neuropatia é uma das principais causas de redução de dose ou interrupção precoce da quimioterapia. Tal necessidade pode comprometer o sucesso do tratamento oncológico.</p>



<p>Estudos anteriores, como uma <a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2014/12000/incidence,_prevalence,_and_predictors_of.6.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revisão sobre o tema publicada na revista </u></a><a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2014/12000/incidence,_prevalence,_and_predictors_of.6.aspx"><em><u>Pain </u></em><u>em 2014, </u></a>mostravam que <strong>70% dos pacientes oncológicos experimentaram o quadro no primeiro mês de tratamento.</strong> Gradativamente, em três meses, a incidência caia para <strong>60% e, em seis meses, atingia cerca de 30%.</strong></p>



<p>Contudo, dados mais recentes mostraram que a neuropatia dolorosa atinge mais de <strong>40% dos pacientes de forma persistente após 3 meses, como sustenta artigo de 2025 publicado na revista</strong> <a href="https://rapm.bmj.com/content/early/2025/02/04/rapm-2024-106229"></a><a href="https://rapm.bmj.com/content/early/2025/02/04/rapm-2024-106229" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u><strong>Regional Anesthesia &amp; Pain Medicine.</strong></u></em></a></p>



<p>Os dados são, portanto, um dos indicativos da relevância de estratégias de prevenção iniciadas antes mesmo do aparecimento dos sintomas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como a crioterapia em mãos e pés pode prevenir a CIPN?</h2>



<p>Em resumo, a utilização da crioterapia na quimioterapia consiste no resfriamento de mãos e pés durante a infusão do quimioterápico. Na prática clínica, são utilizadas luvas e meias capazes de ficar geladas antes do início da infusão, durante a sessão e por mais algum tempo depois do término.</p>



<p>O mecanismo de ação é relativamente simples. O frio provoca a constrição dos vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue nas extremidades. Consequentemente, há diminuição da concentração do medicamento que chega aos nervos periféricos nessa região. Com menos exposição ao agente químico, os nervos ficam mais protegidos dos danos que levam à neuropatia.</p>



<p>O estudo apresentado no SABCS avaliou especificamente a tecnologia <em>Hilotherapy</em>. Esse sistema permite o controle preciso e contínuo da temperatura aplicada às mãos e aos pés durante toda a sessão de quimioterapia. Tal vantagem garante maior consistência na intervenção e conforto para a paciente.</p>



<p>Entre as aproximadamente 500 mulheres com câncer de mama que integraram o estudo e completaram a quimioterapia, <strong>mais de 90% das participantes não desenvolveram neuropatia periférica clinicamente significativa ao longo do tratamento.</strong></p>



<p>Esses dados estão de acordo com outros estudos já realizados sobre o tema anteriormente. Uma revisão publicada no começo de 2025 no periódico <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-024-07597-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Breast Cancer Research and Treatment</u></em></a> mostrou que diferentes técnicas de crioterapia reduziram a incidência de neuropatia por conta dos taxanos em até 55%.</p>



<p>Outro trabalho, dessa vez apresentado no encontro da <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.2025.43.16_suppl.e24074" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>American Society of Clinical Oncology</u></em></a>, mostrou que, <strong>em um grupo de 180 pacientes com câncer recebendo quimioterapia acompanhada da crioterapia na quimioterapia, mais de 90% não registrou sintomas ou teve quadros leves de neuropatia depois de um ano.</strong></p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfomas-em-implantes-de-mama-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Outros cuidados importantes no acompanhamento da neuropatia induzida por quimioterapia</h2>



<p>Ainda que a crioterapia na quimioterapia represente um avanço relevante, ela tem pontos de atenção, que muitas vezes impedem seu uso. Eles envolvem o desconforto por conta das baixas temperaturas ou contraindicações em pacientes com problemas circulatórios.</p>



<p>Desse modo, o manejo adequado da condição neuropática envolve um conjunto de estratégias complementares. Nesse sentido, vale mencionar a diretriz publicada pela <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.20.01399" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ASCO (</u></a><a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.20.01399"><em><u>American Society of Clinical Oncology</u></em><u>) no </u><em><u>Journal of Clinical Oncology </u></em><u>em 2020</u></a>, que revisou sistematicamente as melhores evidências disponíveis sobre prevenção e tratamento da CIPN em adultos sobreviventes de câncer. Os dados desse documento apontam que pode ser importante:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Avaliação regular e ajuste da dose do quimioterápico</strong>, com monitoramento ativo da neuropatia ao longo de cada ciclo de tratamento;</li>



<li><strong>Prescrição de medicamentos para manejo da dor já instalada</strong>, ainda que os benefícios possam ser moderados conforme cada caso;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Exercício físico supervisionado,</u></a> uma vez que <strong>movimentar o corpo pode ser bastante benéfico na prevenção e no manejo desses sintomas</strong>;</li>



<li><strong>Cuidados com segurança e prevenção de quedas</strong>, pois a dormência e a fraqueza nas pernas aumentam consideravelmente o risco de acidentes;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Atenção com suplementação</u></a>. A diretriz da ASCO é <strong>explícita contra o uso de acetil-L-carnitina</strong> e aponta que as <strong>evidências sobre o uso de substâncias como vitamina B12, ômega-3 e magnésio são limitadas.</strong></li>
</ul>



<p>Ou seja, a<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-cancer-de-mama/"><u> crioterapia </u></a>na quimioterapia é mais uma opção no contexto de atenção global. Mas, acima de tudo, é essencial que cada paciente tenha um plano de cuidado individualizado, discutido com a própria equipe assistencial. Assim, é <strong>possível minimizar a neuropatia periférica, uma das queixas que mais impactam a adesão ao tratamento e a qualidade de vida durante e depois da terapia oncológica.</strong></p>



<p>Leia também sobre <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>os efeitos colaterais da primeira sessão de quimioterapia e como se preparar para esse momento.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/crioterapia-quimioterapia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=qualidade-de-vida-cancer-mama</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama em mulheres jovens]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[vida depois do câncer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20600</guid>

					<description><![CDATA[<p>A preocupação com a qualidade de vida no câncer de mama deve considerar como a fase da vida em que a mulher se encontra pode influenciar as queixas apresentadas Isso significa avaliar impactos em aspectos como vida sexual, fertilidade e saúde emocional, entre outros fatores que contribuem para o bem-estar. Foi justamente nesse cenário que um estudo apresentado na edição [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/">Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/">Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A preocupação com a qualidade de vida no câncer de mama deve considerar como a fase da vida em que a mulher se encontra pode influenciar as queixas apresentadas Isso significa <strong>avaliar impactos em aspectos como</strong> <strong>vida sexual, fertilidade e saúde emocional,</strong> entre outros fatores que contribuem para o bem-estar.</p>



<p>Foi justamente nesse cenário que um <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-03/773167/Abstract-GS3-03-Randomized-controlled-trial-of?searchresult=1"><u>estudo apresentado na edição de 2025 do</u></a><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-03/773167/Abstract-GS3-03-Randomized-controlled-trial-of?searchresult=1"><em><u> San Antonio Breast Cancer Symposium </u></em></a>(SABCS 2025) chamou atenção. <strong>Os resultados trouxeram evidências sobre o potencial de intervenções com ferramentas digitais para melhorar a qualidade de vida de sobreviventes jovens de câncer de mama.</strong> Nos tópicos abaixo, você poderá entender melhor quais impactos isso pode ter.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A preocupação com a qualidade de vida em pacientes com câncer de mama em todas as fases da vida</h2>



<p>O câncer de mama costuma ocupar o posto de tumor maligno mais frequente entre as mulheres, excluído o de pele não melanoma. Como referência, o<a href="https://ninho.inca.gov.br/jspui/bitstream/123456789/17914/1/Estima2026_completo%20%281%29.pdf"><u> Instituto Nacional do Câncer estima que entre 2026 e 2028 serão identificados mais de 78 mil novos casos, para cada ano, no Brasil.</u></a></p>



<p>Se antes o impacto da doença se concentrava entre mulheres mais velhas (geralmente após a menopausa) isso parece estar mudando. Um estudo publicado em março de 2026 na revista <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(25)00730-2/abstract"><em><u>The Lancet Oncology,</u></em></a><a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(25)00730-2/abstract"></a>com dados de mais de 200 países, <strong>aponta que a incidência de tumores mamários entre mulheres dos 20 aos 54 anos cresceu 29% desde 1990.</strong> Enquanto isso, a tendência de diagnósticos após os 55 anos permaneceu mais ou menos a mesma.</p>



<p>É claro que esse aumento no número de casos esteve acompanhado de maior capacidade de detecção precoce e de avanços no tratamento. Com isso, cada vez mais pacientes conseguem superar a doença.</p>



<p>Contudo, o impacto disso vai além do período de acompanhamento necessário para combater o tumor. <strong>Mesmo após a conclusão das terapias principais, muitas pacientes convivem por anos com sintomas físicos e emocionais que afetam diretamente a qualidade de vida.</strong> Entre eles estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fadiga persistente;</li>



<li>Alterações do humor;</li>



<li>Problemas sexuais;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/"><u>Dificuldades cognitivas</u></a>;</li>



<li>Dores articulares (neuropatias);</li>



<li>Receio constante de uma recidiva.</li>
</ul>



<p>Além dos efeitos do próprio tratamento, mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama muitas vezes estão em plena construção de carreira e de seus relacionamentos, e frequentemente têm planos de maternidade.</p>



<p>Portanto, a preocupação com a qualidade de vida desses pacientes é uma questão a ser abordada ao longo de toda a jornada de recuperação.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/"><u>Os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O possível papel de intervenções digitais na promoção de uma vida melhor</h2>



<p>Nesse cenário, o estudo apresentado no SABCS 2025 testou uma ferramenta digital chamada YES (sigla para <em>Young, Empowered &amp; Strong</em>, algo como Jovem, Empoderada e Forte, em português), desenvolvida especificamente para sobreviventes jovens de câncer de mama. O objetivo é oferecer suporte acessível durante esse novo período.</p>



<p>A ferramenta funciona por meio de um aplicativo, no qual as participantes respondiam mensalmente a questionários sobre sintomas e preocupações. Com base nessas respostas, o sistema oferecia informações personalizadas, links para recursos relevantes e orientações práticas.</p>



<p>Além disso, a plataforma incluía uma ferramenta de escrita expressiva (uma técnica terapêutica para expressar as próprias emoções) e uma sala de bate-papo para troca de experiências. As conclusões foram obtidas por meio de ensaio clínico randomizado, considerando os seguintes parâmetros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Foram recrutadas <strong>360 mulheres com menos de 39 anos</strong> diagnosticadas com<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/"><u> câncer de mama em estágios 0 a III</u></a>;</li>



<li>Após a avaliação inicial, as participantes foram divididas aleatoriamente em dois grupos: <strong>179 tiveram acesso à ferramenta YES e 181 seguiram o cuidado habitual;</strong></li>



<li>A <strong>qualidade de vida foi medida por instrumento que avaliava tanto dimensões gerais, como bem-estar emocional, fadiga, dor e relações sociais, quanto aspectos específicos do câncer,</strong> como preocupação com recidiva, alterações na aparência e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/"><u>impacto na satisfação sexual.</u></a></li>
</ul>



<p>Após seis meses, <strong>o grupo que utilizou o YES apresentou evolução mais favorável nos indicadores de qualidade de vida em comparação a quem não teve acesso ao recurso.</strong></p>



<p>Entre os ganhos mais notáveis estiveram o alívio de sintomas relacionados a problemas vaginais e nos braços, como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfedema-bracos/"><u>linfedemas</u></a>, que são queixas frequentes entre sobreviventes.</p>



<p>Contudo, a intervenção não demonstrou impacto significativo sobre sintomas de menopausa, ansiedade ou depressão, dimensões que tiveram melhorias sem diferença estatisticamente expressiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que esses resultados podem indicar na prática para médicos e pacientes</h2>



<p>Embora promissores, vários passos precisam ser percorridos para que a disponibilidade desse tipo de ferramenta se torne realidade. A validação dessas ferramentas em contextos mais diversos (incluindo localidades com menor renda e menor letramento digital) será fundamental para garantir avanços equitativos.</p>



<p>Também é necessária a evolução da ferramenta para incluir melhores intervenções em dimensões cujo cuidado ainda se mostra mais desafiador, como é o caso da saúde mental, uma limitação importante do estudo em questão.</p>



<p>Em suma, os dados do estudo refletem um problema bem conhecido. <strong>Depois que o tratamento principal termina, muitos pacientes ficam com lacunas importantes no acompanhamento do seu bem-estar.</strong></p>



<p>As <strong>consultas diminuem, os sintomas persistentes são frequentemente ignorados e não raro o acesso presencial a recursos de suporte fica limitado</strong>. Nesse contexto, uma ferramenta digital de saúde bem desenvolvida pode preencher parte desse vazio.</p>



<p>Para os médicos, o estudo reforça a importância de abordar ativamente a qualidade de vida durante as consultas de acompanhamento, mesmo quando a paciente não apresenta queixas espontâneas.</p>



<p>Questões relacionadas à saúde sexual, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/">fertilidade</a>, saúde mental e adesão ao tratamento hormonal são frequentemente relegadas ao segundo plano, mas têm impacto direto nos resultados a longo prazo.</p>



<p>Acima de tudo, <strong>médicos e pacientes devem ter sempre em mente que a vida após a doença não precisa ser inevitavelmente pior</strong>. Com atenção, suporte especializado e diálogo franco, a qualidade de vida diante do câncer de mama pode ser uma prioridade<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"><u> durante e depois do tratamento.</u></a></p>



<p>Confira agora como<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/"> </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/"><u>companheiros(as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama e também ser parte do cuidado nesse momento difícil.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/">Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/">Qualidade de vida no câncer de mama: estudo mostra como intervenção digital pode ampliar bem-estar de pacientes jovens</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=impacto-emocional-cancer-mama</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20422</guid>

					<description><![CDATA[<p>Além dos desafios físicos e do tratamento em si, há uma dimensão frequentemente subestimada, mas igualmente relevante, que surge com esse tipo de diagnóstico: o impacto emocional do câncer de mama. Diante de tal notícia, é de se esperar que haja reflexos profundos também sobre a saúde mental e o bem-estar psíquico da paciente. Portanto, quem a cerca deve estar [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Além dos desafios físicos e do tratamento em si, há uma dimensão frequentemente subestimada, mas igualmente relevante, que surge com esse tipo de diagnóstico: <strong>o impacto emocional do câncer de mama.</strong></p>



<p>Diante de tal notícia, é de se esperar que haja reflexos profundos também sobre a saúde mental e o bem-estar psíquico da paciente. Portanto, quem a cerca deve estar preparado para compreender essa dimensão para saber oferecer suporte adequado ao longo da jornada de recuperação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho do impacto emocional do câncer de mama</h2>



<p>A forma como cada pessoa reage à notícia de um tumor varia bastante. Todavia, é de se imaginar que uma <strong>série de sentimentos e emoções negativas</strong> se intensifiquem nesse momento.</p>



<p>Para quantificar isso melhor, uma metanálise — isto é, uma análise conjunta de estudos prévios — publicada no <a href="https://www.nature.com/articles/s41416-021-01542-3" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>British Journal of Cancer</u></em></a> revelou números expressivos sobre a prevalência de sintomas psicológicos clinicamente significativos após o diagnóstico de um câncer de mama.</p>



<p>Após consultar 34 artigos com diferentes amostras e metodologias, os autores concluíram que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>39% das pacientes apresentaram <strong>angústia e estresse geral de natureza não especificada;</strong></li>



<li>34% desenvolveram sintomas de <strong>ansiedade;</strong></li>



<li>31% experimentaram <strong>manifestações de estresse pós-traumático;</strong></li>



<li>20% manifestaram <strong>depressão.</strong></li>
</ul>



<p>Tais dados reforçam que alterações na saúde mental são comuns nesse cenário. Por consequência, podem surgir sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>distúrbios do sono</strong>, incluindo dificuldade para adormecer ou manter o sono;</li>



<li><strong>mudanças no humor,</strong> com sensação persistente de tristeza ou ansiedade;</li>



<li><strong>perda de interesse</strong> em atividades que antes traziam satisfação;</li>



<li><strong>alterações no apetite</strong>, resultando em perda ou ganho de peso;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>fadiga </u></a>(nem sempre relacionada aos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais do tratamento</u></a>);</li>



<li>dificuldade de <strong>concentração ou foco.</strong></li>
</ul>



<p>Além disso, certos fatores podem intensificar o prejuízo emocional, como histórico prévio de problemas de saúde mental, diagnóstico em idade mais jovem ou prognóstico pior, falta de apoio social, menor acesso à educação e baixa renda.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O papel de companheiros(as) e familiares nessa jornada</h2>



<p>Diante desse cenário, o apoio de pessoas próximas é fundamental para amenizar o impacto emocional do câncer de mama. <strong>Mas como oferecer esse suporte de forma efetiva sem causar mais mal do que bem?</strong> Algumas estratégias são bem úteis nesse momento desafiador:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>estar presente e disponível para ouvir. </strong>Muitas vezes, a paciente não precisa de conselhos ou soluções imediatas, mas de alguém que a escute com empatia e sem julgamentos. Usar frases como &#8220;está tudo bem se sentir assim nesse momento&#8221; ou &#8220;eu não consigo imaginar o quanto isso é difícil, mas estou aqui&#8221; é um primeiro passo importante;</li>



<li><strong>validar os sentimentos</strong>, reconhecendo que não existe uma maneira &#8220;certa&#8221; ou &#8220;errada&#8221; de sentir após o diagnóstico. É essencial também não minimizar o que a pessoa está sentindo com sentenças como &#8220;mantenha o pensamento positivo&#8221;, &#8220;seja forte&#8221; ou &#8220;você não parece doente&#8221;;</li>



<li><strong>oferecer ajuda prática</strong>, pois o impacto emocional pode ser agravado pelo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estresse de lidar com tarefas cotidianas </u></a>durante o tratamento. Entram nessa lista o auxílio com tarefas domésticas, preparo de refeições e acompanhamento em consultas médicas ou demais responsabilidades que possam estar sobrecarregando a paciente;</li>



<li><strong>informar-se sobre a doença e o tratamento</strong> para oferecer um apoio mais sólido e demonstrar genuíno interesse no processo de recuperação;</li>



<li><strong>respeitar os limites</strong>, tendo em mente que <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cada pessoa lida com o diagnóstico</u></a> de forma diferente. Enquanto algumas preferem falar abertamente sobre a situação, outras podem precisar de tempo e espaço;</li>



<li><strong>manter alguma noção de normalidade</strong> dentro do possível. Embora o câncer seja uma parte importante da vida naquele momento, estabelecer algumas rotinas e ter espaços para <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>atividades prazerosas</u></a> pode ajudar a preservar a sensação de tranquilidade e controle.</li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Outras recomendações para atenuar o impacto emocional</h2>



<p>Além do suporte familiar, <strong>existem estratégias adicionais que podem ajudar a reduzir o impacto emocional do câncer de mama antes, durante e depois do tratamento.</strong> Algumas delas podem ser feitas sem apoio profissional, enquanto outras dependem de auxílio especializado. Entre elas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>práticas e </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>terapias complementares</strong></u></a>, como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura</u></a>, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>meditação</u></a> e técnicas de respiração profunda, entre outras, que têm o potencial de ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>exercícios físicos</strong></u></a><strong> regulares</strong>, mas adaptados às restrições da paciente, como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>caminhadas </u></a>ou <em>yoga,</em> pois melhoram o humor, reduzem a ansiedade e aumentam a energia;</li>



<li><strong>grupos de apoio</strong> presenciais ou online, permitindo a troca de experiências para reduzir o sentimento de isolamento e aprender estratégias de enfrentamento com quem já passou por situações semelhantes;</li>



<li><strong>amparo psicológico</strong> para facilitar o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento mais saudáveis e efetivas;</li>



<li><strong>manutenção de uma comunicação aberta com a equipe médica</strong>, já que os profissionais podem orientar sobre recursos de apoio disponíveis e fazer ajustes no tratamento quando necessário para minimizar os efeitos colaterais que afetam a saúde mental.</li>
</ul>



<p>Por fim, cabe destacar que<strong> o impacto emocional do câncer de mama não termina quando o tratamento acaba.</strong></p>



<p>Muitas mulheres enfrentam desafios emocionais significativos durante o período de sobrevivência, incluindo <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>medo de recorrência</u></a>, dificuldades de adaptação à &#8220;nova normalidade&#8221; e preocupações sobre a autoimagem (<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/masctectomia-quandanctomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>causadas pela remoção parcial ou total da mama</u></a>, por exemplo).</p>



<p>Logo, o acompanhamento psicológico e o suporte de pessoas próximas continuam sendo essenciais mesmo após o término do tratamento ativo. Essa é a melhor maneira de contornar o impacto emocional do câncer de mama e, pouco a pouco, superar os obstáculos que surgem.</p>



<p>Para continuar lendo sobre o tema, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira uma lista com mais 6 dicas de como cuidar da saúde mental durante tratamento de câncer de mama</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entenda quais estratégias podem melhorar o desempenho sexual depois do câncer de mama</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20419</guid>

					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de um tumor mamário é um momento significativo na vida de qualquer mulher, com um período de recuperação que se estende por meses e, às vezes, anos. E, entre os aspectos que precisam ser abordados, um tema ainda pouco explorado é o desempenho sexual depois do câncer de mama. Ou seja: nem sempre se aborda adequadamente essa questão, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/">Entenda quais estratégias podem melhorar o desempenho sexual depois do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/">Entenda quais estratégias podem melhorar o desempenho sexual depois do câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O diagnóstico de um tumor mamário é um momento significativo na vida de qualquer mulher, com um período de recuperação que se estende por meses e, às vezes, anos. E, entre os aspectos que precisam ser abordados, <strong>um tema ainda pouco explorado é o desempenho sexual depois do câncer de mama.</strong></p>



<p>Ou seja: nem sempre se aborda adequadamente essa questão, que <strong>tem impacto direto na qualidade de vida e no bem-estar emocional das pacientes.</strong> Felizmente, existem sim estratégias que podem ajudar as mulheres a desfrutar de uma vida íntima satisfatória depois que as terapias terminam.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O impacto do câncer de mama na vida sexual das pacientes</h2>



<p>Estudo publicado em <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-21479-4" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>outubro de 2025 no periódico Scientific Reports</u></a>, feito com 88 mulheres brasileiras que passaram por pelo menos um ano de tratamento oncológico, <strong>mostra que 76% relataram algum incômodo relativo à vida sexual. </strong>As maiores queixas foram a piora da lubrificação vaginal e a falta de libido.</p>



<p>As reclamações eram mais relevantes nos cenários em que havia comorbidades preexistentes (como diabetes e hipertensão), mudanças corporais depois da cirurgia e falta de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>procedimento de reconstrução mamária.</u></a> Seja como for, dados de fontes distintas apontam que <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/EDBK-25-472856" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>o número de pacientes afetadas pode superar os 90%.</u></a></p>



<p>Além disso, outra publicação sobre o tema, dessa vez da <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2059702924000048" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revista da Sociedade Europeia de Oncologia Médica</u></a>, mostrou que menos da <strong>metade das pacientes com esse tipo de reclamação recebe suporte adequado para a questão.</strong></p>



<p>É preciso ter em mente que esse impacto se manifesta de diversas formas<strong>, incluindo alterações físicas e emocionais</strong>. Ademais, cada vez mais <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-jovens/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mulheres jovens são diagnosticadas com câncer de mama</u></a>, tornando esse tópico ainda mais relevante.</p>



<p>Do ponto de vista físico, cirurgias que removem parte ou toda a mama podem resultar em mudanças na imagem corporal e na sensibilidade mamária. A quimioterapia, por sua vez, pode induzir <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/entrando-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menopausa</u></a> precoce ou desregular o ciclo menstrual.</p>



<p>Já a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>hormonioterapia</u></a>, amplamente utilizada em casos de câncer de mama com receptores hormonais positivos, pode causar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais</u></a> como secura vaginal, diminuição da libido e desconforto durante a relação sexual.</p>



<p>Somados a esses fatores, aspectos emocionais frente a um momento em que o medo e a ansiedade são naturalmente maiores contribuem para um cenário ainda mais desafiador.</p>



<p>O impacto também se estende às relações. A <strong>disfunção sexual pode afetar negativamente a autopercepção da imagem corporal e interferir na dinâmica dos relacionamentos amorosos</strong>, prejudicando a vida nesse âmbito.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As queixas mais comuns nessa nova etapa da vida sexual</h2>



<p>Entre as dificuldades relatadas pelas pacientes com relação ao desempenho sexual depois do câncer de mama, as mais relevantes (algumas das quais já citadas) estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>diminuição do <strong>desejo sexual</strong>;</li>



<li>secura vaginal e atrofia genital;</li>



<li>dor durante a relação sexual (dispareunia);</li>



<li><strong>dificuldade para atingir o orgasmo</strong>;</li>



<li>perda de sensibilidade nas mamas e mamilos;</li>



<li>prejuízos à autoimagem corporal, muitas vezes por conta de alterações na anatomia das mamas;</li>



<li>fadiga persistente, comum durante o tratamento, que interfere no interesse e na disposição para atividades sexuais;</li>



<li><strong>ansiedade e estresse</strong> relacionados ao diagnóstico e ao medo de que a doença retorne;</li>



<li>menopausa precoce, induzida por tratamentos específicos, o que traz também uma série de outros incômodos;</li>



<li>incontinência urinária e outros <strong>sintomas geniturinários</strong> (como urgência miccional frequente, desconforto na região genital, coceira e irritação).</li>
</ul>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Quais os riscos e como diminuir a chance de ser afetada pela recorrência de um câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que deve ser feito para preservar o desempenho sexual depois do câncer de mama</h2>



<p>De modo geral, <strong>a partir de uma avaliação individualizada, é possível apontar uma ou mais abordagens para melhorar o desempenho sexual</strong> depois do câncer de mama.</p>



<p>Acima de tudo, profissionais de saúde e outros especialistas devem ver essas estratégias de um ponto de vista multidisciplinar e integrá-las ao plano de cuidados da paciente. Para isso, as principais soluções dependem de aspectos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>garantir espaço para diálogo aberto com a equipe médica</strong>, eliminando estigmas e proporcionando o acolhimento ideal;</li>



<li><strong>ampliar o </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/projeto-a-flor-da-pele-reconstrucao-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>acesso à reconstrução mamária</strong></u></a>, algo que tem impacto positivo na autoconfiança, imagem corporal e na função sexual;</li>



<li><strong>orientar sobre mecanismos para corrigir determinadas queixas</strong>, como lubrificantes à base de água ou silicone, hidratantes vaginais e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estrogênio vaginal </u></a>em baixa dose (quando pertinente), que ajudam a aliviar a secura e a dor durante a relação sexual com penetração;</li>



<li><strong>proporcionar acompanhamento psicológico</strong>, que, se bem conduzido, reduz a ansiedade e os medos das pacientes. Também é um espaço para orientações sobre como retomar a atividade sexual e a intimidade de forma confortável;</li>



<li><strong>incentivar </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>exercícios </strong></u></a><strong>para o assoalho pélvico</strong>, uma vez que eles fortalecem a musculatura vaginal, melhoram a flexibilidade e auxiliam no controle de determinados sintomas geniturinários;</li>



<li><strong>promover o ajuste de expectativas</strong> para reforçar que a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>sexualidade</u></a> pode mudar após o tratamento, o que inclui conversas com o parceiro ou parceira sobre os melhores caminhos para redescobrir o prazer.</li>
</ul>



<p>Em suma, <strong>o desempenho sexual depois do câncer de mama é uma questão que merece ser tratada com seriedade e empatia</strong>. Com o suporte apropriado de uma equipe qualificada, é possível recuperar uma sexualidade saudável e plena.</p>



<p>Entenda agora se uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>gravidez depois de um câncer de mama</u></a> é uma opção segura e saiba quais fatores devem ser levados em consideração nessa decisão.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/">Entenda quais estratégias podem melhorar o desempenho sexual depois do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/">Entenda quais estratégias podem melhorar o desempenho sexual depois do câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=terapias-complementares-no-cancer-de-mama</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar da paciente]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapias complementares e integrativas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20390</guid>

					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de câncer de mama é um momento delicado para qualquer mulher. Nesse contexto, junto dos tratamentos convencionais disponíveis, muitas pacientes buscam formas de melhorar sua qualidade de vida durante essa jornada. Assim, asterapias complementares no câncer de mamasurgem como uma possibilidade real de tornar o tratamento mais tolerável, sem substituir as abordagens comprovadas pela medicina,sendo cada vez mais [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O diagnóstico de câncer de mama é um momento delicado para qualquer mulher. Nesse contexto, junto dos tratamentos convencionais disponíveis, muitas pacientes buscam formas de melhorar sua qualidade de vida durante essa jornada.</p>



<p>Assim, asterapias complementares no câncer de mama<strong>surgem como uma possibilidade real de tornar o tratamento mais tolerável, sem substituir as abordagens comprovadas pela medicina,</strong>sendo cada vez mais procuradas.</p>



<p>Ao mesmo tempo, aparecem dúvidas sobre a efetividade e a segurança desses recursos, o que merece ser sempre discutido. É isso o que vamos fazer nos tópicos a seguir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que são as terapias complementares no câncer de mama?</h2>



<p>As <strong>terapias complementares (ou integrativas) no câncer de mama são práticas utilizadas em conjunto com o tratamento médico convencional</strong>. Ou seja, em complemento à cirurgia, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quimioterapia,</u></a> <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>radioterapia</u></a>, hormonioterapia e o que mais for pertinente conforme orientação profissional.</p>



<p>De modo geral, essas práticas englobam uma série de técnicas que trabalham o corpo e a mente de forma integrada. As mais conhecidas são a acupuntura, a meditação e a ioga, entre outras modalidades terapêuticas.</p>



<p>Um trabalho apresentado na <a href="https://ecancer.org/en/news/20417-asco-2021-breast-cancer-patients-embrace-integrative-health-during-treatment" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>edição de 2021 do encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) </u></a>revelou que <strong>73% das pacientes com câncer de mama nos Estados Unidos relataram usar ao menos um tipo de terapia complementar</strong> <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>após o diagnóstico.</u></a></p>



<p>Esse número é muito superior às estimativas que os oncologistas tinham sobre a utilização desses métodos, que, em geral, <strong>não ultrapassava metade das pacientes atendidas (43%)</strong>. Ainda assim, dois terços dos médicos e das pacientes acreditam que essas técnicas têm potencial para melhorar a qualidade de vida durante o tratamento.</p>



<p>No Brasil, essas práticas também ganham espaço. Muitas delas já foram incorporadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dentro da P<a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnpic.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>olítica Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde</u></a> (as PICs), posta em prática em 2006.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que elas são diferentes das terapias alternativas?</h2>



<p>Embora os termos sejam frequentemente usados de forma conjunta, <strong>existe uma diferença fundamental entre terapias complementares e terapias alternativas no câncer de mama</strong>. Essa distinção é crucial para a segurança das pacientes.</p>



<p>Comumente, <strong>as terapias alternativas são aquelas utilizadas no lugar dos tratamentos convencionais</strong>. Em outras palavras, quando uma pessoa opta por substituir a quimioterapia, a cirurgia ou a radioterapia por dietas restritivas,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> suplementos sem comprovação </u></a>ou outras práticas não validadas pela ciência, ela está assumindo riscos consideráveis.</p>



<p>Não raro, a substituição ou o atraso no início do tratamento adequado pode permitir que o tumor avance para estágios mais graves, reduzindo drasticamente as <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>chances de remissão da doença.</u></a></p>



<p>Por outro lado, <strong>as terapias complementares são usadas ao lado dos tratamentos médicos comprovados</strong>. Elas não prometem curar o câncer, mas sim ajudar a aliviar <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-radioterapia-pele/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais</u></a> e reduzir sintomas (como insônia, ansiedade e dor, entre outros) para melhorar a qualidade de vida como um todo, dentro do possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Que tipo de benefício é possível obter com esse recurso?</h2>



<p>As terapias complementares no câncer de mama oferecem benefícios cada vez mais documentados, especialmente no manejo de sintomas e efeitos colaterais do tratamento.</p>



<p>Para ajudar a separar o que de fato é relevante, a <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/EDBK_431554" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e a Sociedade de Oncologia Integrativa</u></a> publicaram diretrizes sobre o uso dessas práticas, classificando-as de acordo com o grau de evidência científica disponível. Entre os benefícios mais consistentes, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>redução da ansiedade: </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>meditação, </u></a>ioga e musicoterapia podem amenizar o desconforto em pacientes, o que está associado a melhorias na <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>saúde mental</u></a> e no bem-estar emocional;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>combate à fadiga</strong></u></a><strong>: </strong>a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura </u></a>e a ioga já se mostraram úteis no combate à fadiga pós-tratamento, um dos sintomas mais debilitantes relatados pelas pacientes;</li>



<li><strong>alívio da dor: </strong>mais uma vez, a acupuntura e a musicoterapia demonstraram potencial para o alívio da dor relacionada ao câncer;</li>



<li><strong>prevenção e controle do </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/linfedema-bracos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>linfedema</strong></a><strong>: </strong>por meio dedrenagem linfática manual e uso de faixas de compressão no pós-cirurgia.</li>
</ul>



<p>Seja como for, muito ainda precisa ser explorado quando o tema é o uso de terapias complementares no câncer de mama. O que funciona para uma pessoa pode não ser tão efetivo em outras circunstâncias, por exemplo.</p>



<p>Por isso, vários estudos estão em curso para determinar como e quando esse tipo de solução tende a apresentar melhores resultados nas diferentes fases do tratamento oncológico.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que médicos e pacientes devem levar em consideração nessas abordagens?</h2>



<p>Acima de tudo, <strong>é fundamental que as terapias complementares no câncer de mama sejam implementadas de forma segura</strong>. Com tal finalidade, existem aspectos importantes que tanto médicos quanto pacientes devem sempre ter em mente.</p>



<p><strong>A comunicação transparente entre paciente e equipe médica é essencial.</strong> Muitas mulheres hesitam em compartilhar que estão utilizando terapias complementares por receio de julgamento. No entanto, o oncologista e o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologista</u></a> precisam ter essa informação para garantir que não haja interações prejudiciais com os tratamentos em curso.</p>



<p>Além disso, nem todas as terapias complementares são reguladas adequadamente pelas autoridades responsáveis. Diferentemente dos medicamentos convencionais, muitas práticas integrativas não passam por controle de qualidade rigoroso. Por isso, é importante buscar profissionais qualificados, apoiando-se em fontes confiáveis e reconhecidas.</p>



<p><strong>Outro ponto de atenção refere-se às expectativas realistas.</strong> As terapias complementares não substituem o tratamento convencional e não curam o câncer. Elas devem ser vistas como parte de um plano de cuidado mais amplo e integrado.</p>



<p>Por fim, a individualização do cuidado é fundamental. A escolha das ferramentas complementares deve levar em conta o perfil da paciente, o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> tipo de tumor</u></a>, o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/estagios-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estágio da doença</u></a> e os tratamentos convencionais em curso. Cada caso exige uma avaliação minuciosa.</p>



<p>De todo modo, quando utilizadas de forma consciente e orientada, <strong>as terapias complementares no câncer de mama representam uma abordagem promissora para o suporte à paciente</strong>. Elas refletem uma mudança positiva, que cada vez mais reconhece a importância de tratar não apenas a doença, mas a pessoa como um todo.</p>



<p>Depois de conhecer os benefícios das terapias complementares, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira 5 pontos da relação entre suplementos e câncer de mama</u></a> que toda paciente deve saber.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/">Os benefícios e os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=chemobrain-beneficios-da-musica</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 12:17:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[benefícios da música]]></category>
		<category><![CDATA[comprometimentos cognitivos]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapias alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20385</guid>

					<description><![CDATA[<p>O câncer é uma condição crônica que gera efeitos no corpo para além do físico. Mesmo após o término do tratamento, muitas pessoas convivem com alterações psicológicas e cognitivas que podem durar anos. Entre as sobreviventes de câncer de mama, dificuldades de memória, concentração e raciocínio — conhecidas como chemobrain, são especialmente comuns. Segundo estudo publicado na revista médica Complementary [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/">Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/">Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O câncer é uma condição crônica que gera efeitos no corpo para além do físico. Mesmo após o término do tratamento, <strong>muitas pessoas convivem com alterações psicológicas e cognitivas que podem durar anos.</strong></p>



<p>Entre as sobreviventes de câncer de mama, <strong>dificuldades de memória, concentração e raciocínio</strong> — conhecidas como chemobrain, são especialmente comuns. Segundo estudo publicado na revista médica <em>Complementary Therapies in Clinical Practice</em>, esses efeitos colaterais (que podem ser tardios) <strong>podem afetar até 78% das pacientes</strong>.</p>



<p>Nos últimos anos, a ciência tem buscado compreender melhor esse quadro e testar novas formas de tratamento. E uma delas vem de um caminho inesperado: a música.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As características do chemobrain</h2>



<p>O termo <em>chemobrain</em>, ou “névoa cerebral”, é usado para descrever as <strong>mudanças cognitivas que podem ocorrer durante ou </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>após o tratamento do câncer</strong></a><strong>.</strong></p>



<p>De forma simples, o quadro envolve dificuldades em atividades que antes pareciam naturais e inclui sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>redução na velocidade de raciocínio e na capacidade de resolver problemas;</li>



<li>dificuldade de concentração e para finalizar tarefas;</li>



<li>lapsos de memória recente.</li>
</ul>



<p>Essas alterações frequentemente ocorrem como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">efeito colateral da quimioterapia</a>. No entanto, conforme explica um <a href="https://revista.abrale.org.br/saude/2021/04/chemobrain/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado na revista da Associação Brasileira de Câncer do Sangue (ABRALE)</a>, as causas ainda não são totalmente compreendidas.</p>



<p>Isso significa que podem também estar associadas aos outros tratamentos oncológicos (como <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">radioterapia</a> e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">terapia hormonal</a>), <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aos medicamentos indicados</a> e ao estresse psicológico da doença.</p>



<p>Em alguns casos, as manifestações são leves e passageiras; em outros, podem durar meses ou até anos após o fim do tratamento do câncer.</p>



<p>Apesar de o problema ser reconhecido por especialistas, <strong>não há medicamentos aprovados especificamente para o manejo do chemobrain</strong>. Por isso, terapias complementares e estratégias alternativas têm ganhado destaque em pesquisas nos últimos anos.</p>



<p id="leia">Leia mais: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quem faz quimioterapia, o que pode comer? Confira 5 recomendações para ajudar na alimentação</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a música é aliada na recuperação cognitiva</h2>



<p>Um estudo recente publicado na revista médica <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1744388120311038?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Complementary Therapies in Clinical Practice</a> investigou como <strong>ouvir música diariamente poderia ajudar mulheres com </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>câncer de mama</strong></a><strong> a aliviar os sintomas cognitivos e psicológicos após o tratamento.</strong></p>



<p>A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade do Texas em Austin adaptando a técnica de meditação kundalini baseada em mantra, denominada Kirtan Kriya (KK), que envolve canto, visualização e movimentos com as mãos e já se provou eficiente para idosos com declínio cognitivo.</p>



<p><strong>Vinte e sete mulheres que haviam passado por quimioterapia e relatavam dificuldades de concentração e memória</strong> participaram do estudo e foram divididas em dois grupos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>grupo musical:</strong> as participantes ouviram músicas clássicas (como Mozart, Bach, Beethoven e Tchaikovsky) por 12 minutos diários;</li>



<li><strong>grupo de meditação:</strong> as mulheres praticaram a técnica Kirtan Kriya também durante 12 minutos por dia.</li>
</ul>



<p>Após oito semanas, ambos os grupos apresentaram melhora cognitiva significativa, incluindo <strong>maior capacidade de focar, lembrar palavras e priorizar tarefas</strong>, além de melhora no raciocínio e na capacidade de resolver problemas. Porém, <strong>o grupo que apenas ouviu música também relatou benefícios adicionais</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>menos <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estresse</a> e <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fadiga</a>;</li>



<li>melhora no humor e bem-estar geral;</li>



<li>maior prazer na rotina diária.</li>
</ul>



<p>Os pesquisadores explicaram que a razão para esse resultado pode estar relacionada ao fato de que <strong>ouvir música pode ativar e envolver todo o cérebro</strong>, funcionando como uma espécie de “treinamento de atenção”. Esse estímulo contínuo favorece outros processos mentais, como memória e processamento de informações.</p>



<p>Outro ponto positivo levantado é a acessibilidade. <strong>Ouvir música é uma intervenção simples, de baixo custo e fácil de manter.</strong> Diferentemente de outras terapias cognitivas, não exige deslocamento, treinamento ou acompanhamento especializado, possibilitando uma maior adesão e resultados eficazes.</p>



<p id="leia">Confira também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Entenda como funciona e quais benefícios da reabilitação física após o câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Outras alternativas para lidar com o chemobrain</h2>



<p>Embora ainda não exista um tratamento único para o chemobrain, de acordo com <a href="https://www.breastcancer.org/news/music-listening-chemo-brain" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado no portal do Breast Cancer</a> <strong>várias abordagens podem ajudar a reduzir seus sintomas</strong> <strong>e melhorar a qualidade de vida.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Musicoterapia</h3>



<p>A <strong>musicoterapia</strong> <strong>também envolve música como tratamento</strong>, mas é conduzida por um profissional qualificado que propõe outras atividades como cantar, tocar instrumentos, criar composições e explorar os significados das letras.</p>



<p><strong>Essa prática</strong> <strong>tem mostrado bons resultados no alívio de sintomas cognitivos, ansiedade e depressão</strong>. Muitos centros oncológicos e hospitais já oferecem esse tipo de acompanhamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Práticas e hobbies</h3>



<p>Algumas terapias alternativas e abordagens complementares <strong>podem promover benefícios e fortalecer a atividade cerebral e a </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>saúde mental</strong></a>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>meditação</strong></a> e <strong>mindfulness</strong>, para reduzir o estresse e melhorar o foco;</li>



<li><strong>ioga</strong>, <strong>qigong</strong> e <strong>acupressão</strong>, que equilibram corpo e mente;</li>



<li><strong>reabilitação cognitiva</strong>, feita com acompanhamento especializado;</li>



<li><strong>atividades intelectuais</strong>, como leitura, palavras cruzadas ou sudoku.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Hábitos diários e saudáveis</h3>



<p>Pequenas mudanças na rotina também são recomendadas e podem ajudar a amenizar os efeitos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manter horários regulares de sono e de descanso;</li>



<li>evitar multitarefa e priorizar uma tarefa por vez;</li>



<li>anotar compromissos e criar lembretes visuais;</li>



<li>fazer pausas frequentes durante o dia;</li>



<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">praticar exercícios regularmente</a>;</li>



<li>priorizar uma <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alimentação equilibrada</a>.</li>
</ul>



<p>Ao que tudo indica, com o acompanhamento adequado e intervenções simples, como ouvir música, é possível recuperar a confiança e a clareza mental após o tratamento do câncer, minimizando os efeitos cognitivos e retomando a rotina com mais leveza e bem-estar.</p>



<p>Aproveite e conheça também a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">técnica de respiração profunda com sessões de 20 minutos que ajuda no controle da dor do câncer</a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/">Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/">Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tumores de mama benignos de grande volume: o que são, causas e tratamento</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[fibroadenomas]]></category>
		<category><![CDATA[Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa]]></category>
		<category><![CDATA[PASH]]></category>
		<category><![CDATA[tumor benigno na mama]]></category>
		<category><![CDATA[tumores filoides]]></category>
		<category><![CDATA[tumores na mama]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20360</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os tumores de mama benignos de grande volume representam um grupo de lesões que, embora não estejam associadas ao câncer, podem causar desconforto físico, alterações estéticas e preocupação para quem recebe o diagnóstico. Entre as lesões citadas, destaca-se a Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa (PASH, na sigla em inglês para Pseudoangiomatous Stromal Hyperplasia), condição rara que pode atingir grandes dimensões e exigir [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/">Tumores de mama benignos de grande volume: o que são, causas e tratamento</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/">Tumores de mama benignos de grande volume: o que são, causas e tratamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tumores de mama benignos de grande volume representam um grupo de lesões que, embora não estejam associadas ao câncer, podem causar desconforto físico, alterações estéticas e preocupação para quem recebe o diagnóstico.</p>



<p>Entre as lesões citadas, destaca-se a <strong>Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa </strong>(PASH, na sigla em inglês para <em>Pseudoangiomatous Stromal Hyperplasia</em>), condição rara que pode atingir grandes dimensões e exigir tratamento cirúrgico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Características gerais da Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa</h2>



<p>A <strong>Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa (PASH)</strong> é uma <strong>alteração benigna do tecido da mama</strong> causada pelo <strong>crescimento excessivo das células de sustentação</strong> que compõem a estrutura mamária.</p>



<p>Embora a<strong> PASH seja considerada rara, </strong>segundo <a href="https://abs.amegroups.org/article/view/6368/html"><u>artigo publicado na revista acadêmica </u></a><a href="https://abs.amegroups.org/article/view/6368/html"><em><u>Annals of Breast Surgery</u></em></a><a href="https://abs.amegroups.org/article/view/6368/html"><u>,</u></a> <strong>ela é mais comum em mulheres na pré-menopausa</strong>. Ainda assim, casos em adolescentes, mulheres jovens e até mesmo homens (geralmente associada à ginecomastia) já foram registrados na literatura científica.</p>



<p>A causa exata da PASH é desconhecida, mas há indícios de que a origem da condição esteja em uma resposta hormonal exacerbada, especialmente à progesterona — o que estimularia a proliferação tecidual.</p>



<p>De acordo com <a href="https://www.rbcp.org.br/details/1853/pt-BR/hiperplasia-estromal-pseudoangiomatosa--caso-raro-em-menina-de-11-anos"><u>artigo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica</u></a>, a lesão costuma crescer de forma lenta (raramente o aumento de tamanho é rápido), assumindo características de um tumor mamário de grande volume.</p>



<p>Na maioria dos casos, <strong>a PASH é identificada em exames de imagem de rotina</strong>, podendo também se manifestar como uma massa palpável, firme, indolor e móvel.</p>



<p>Assim, o diagnóstico é feito por meio de exames clínicos, <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/mamografia/"><u>mamografia</u></a> e/ou <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/ultrassom-das-mamas-e-axilas/"><u>ultrassonografia</u></a> das mamas, e confirmado em biópsia por agulha grossa, que permite avaliar a estrutura histológica do tecido.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/nodulos-mamarios-grandes-benignos/#:~:text=O%20papel%20das%20t%C3%A9cnicas%20de,as%20possibilidades%20de%20reconstru%C3%A7%C3%A3o%20mam%C3%A1ria."><u>Saiba mais sobre o tratamento dos nódulos mamários grandes e benignos</u></a></p>



<p>Outros tipos de tumores de mama benignos de grande volume</p>



<p>Além da PASH, outros tumores benignos podem atingir grandes dimensões e demandar atenção médica. São eles os <strong>fibroadenomas</strong> e os <strong>tumores filoides</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fibroadenoma</h3>



<p>O <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/"><u>fibroadenoma</u></a> é o tumor benigno mais comum entre as mulheres, formado por tecido <strong>fibroso e glandular. </strong>É um nódulo <strong>bem delimitado, móvel e indolor</strong>. Ocorre, principalmente, entre os <strong>20 e 35 anos</strong> e não aumenta o risco de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/resultado-anatomapatologico-cancer-de-mama/"><u>câncer de mama.</u></a></p>



<p>O chamado fibroadenoma juvenil, mais frequente em adolescentes entre <strong>10 e 18 anos</strong>, pode crescer rapidamente, mas tende a <strong>reduzir de tamanho ou desaparecer</strong> com o tempo. Já quando o nódulo atinge <strong>5 cm ou mais</strong>, é classificado como <strong>fibroadenoma gigante</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tumores filoides</h3>



<p>Os <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumor-filoide-mama/"><u>tumores filoides</u></a> se originam no <strong>tecido conjuntivo (estroma)</strong> da mama e têm crescimento potencialmente rápido. Podem ser classificados <strong>como benignos, borderline (intermediários) ou malignos.</strong></p>



<p>Embora a maioria seja benigna, todos os tipos requerem avaliação médica detalhada, pois <strong>podem atingir grandes volumes e causar dor ou deformidade mamária.</strong></p>



<p>Diagnóstico diferencial e importância da avaliação médica</p>



<p>O exame microscópico é fundamental para identificar casos de PASH e diferenciá-los de fibroadenoma, tumor filoide ou outras condições benignas e malignas.</p>



<p>Isso porque, como reforça o artigo da Annals of Breast Surgery, a <strong>PASH não apresenta sinais de malignidade</strong>, como atipia celular, mitoses ou destruição tecidual.</p>



<p>Outras condições que também podem ser descartadas nessa avaliação médica são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/angiossarcoma-mama/"><u><strong>angiossarcoma</strong></u></a><strong> de baixo grau</strong> (lesão maligna com espaços vasculares verdadeiros);</li>



<li><strong>hamartoma mamário</strong> (tumor benigno que cresce a partir da mistura de tecido mamário, fibroso e adiposo);</li>



<li><strong>miofibroblastoma</strong> (tumor mesenquimal benigno e extremamente raro).</li>
</ul>



<p>Essa diferenciação entre <strong>tumores de mama benignos de grande volume</strong> é decisiva para a definição e início do tratamento adequado.</p>



<p id="liea"><em>Saiba mais: </em><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/"><em><u>O papel do autoexame de mama no acompanhamento da saúde da mulher</u></em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Técnicas de cirurgia oncoplástica para tumores de mama benignos de grande volume</h2>



<p>A definição de tratamento depende do tipo e do tamanho do tumor, além dos sintomas e da evolução clínica da pessoa.</p>



<p>Quando o diagnóstico da PASH ou fibroadenoma é confirmado e o tumor é de pequeno porte e assintomático, pode-se optar pelo acompanhamento clínico e exames periódicos de imagem para verificar a evolução do quadro.</p>



<p>Porém, em casos de crescimento progressivo, de sintomas físicos, estéticos e/ou de achados de imagem suspeitos, pode haver a necessidade de procedimentos cirúrgicos.</p>



<p>Os<strong> tumores filoides, mesmo benignos, também costumam ser removidos cirurgicamente</strong>. Em situações raras, como <strong>PASH gigante</strong>, a <strong>mastectomia</strong> pode ser necessária, conforme relatado na <em>Revista Brasileira de Cirurgia Plástica</em>.</p>



<p>Nesses contextos, a <strong>cirurgia oncoplástica</strong> tem papel essencial, pois combina técnicas de <strong>remoção segura da lesão</strong> com <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/"><u><strong>reconstrução estética da mama</strong></u></a>, buscando preservar o formato e a simetria da região.</p>



<p>O procedimento é realizado em <strong>etapa única</strong>, oferecendo <strong>recuperação mais tranquila e resultados harmônicos</strong>. Além de benefícios estéticos, a reconstrução auxilia na <strong>autoestima e bem-estar emocional</strong> da paciente.</p>



<p>A decisão sobre o tipo de abordagem para o tratamento deve ser tomada em conjunto com a equipe médica, considerando o <strong>tamanho do tumor, o volume mamário e o desejo da paciente</strong>.</p>



<p>Conheça <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reconstrucao-mamaria-com-enxerto-de-gordura/"><u>as principais inovações nas técnicas de reconstrução mamária com enxerto de gordura.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/">Tumores de mama benignos de grande volume: o que são, causas e tratamento</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/">Tumores de mama benignos de grande volume: o que são, causas e tratamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=beneficios-da-caminhada</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 12:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[exercícios físicos]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[sedentarismo]]></category>
		<category><![CDATA[sobrevida no câncer de mama]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20301</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diversos estudos já mostraram que movimentar o corpo regularmente pode aumentar a sobrevida de pacientes depois do diagnóstico do câncer de mama. Nesse contexto, os benefícios da caminhada também fazem dessa prática uma alternativa importante para reduzir o sedentarismo e suas complicações. Para sustentar a afirmação, um estudo buscou mapear de que forma um número maior de passos diários está [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/">Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/">Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diversos estudos já mostraram que <strong>movimentar o corpo regularmente pode aumentar a sobrevida de pacientes depois do diagnóstico do câncer de mama</strong>. Nesse contexto, os <strong>benefícios da caminhada também fazem dessa prática uma alternativa importante</strong> para reduzir o sedentarismo e suas complicações.</p>



<p>Para sustentar a afirmação, um estudo buscou mapear de que forma um número maior de passos diários está associado a uma menor mortalidade por qualquer causa depois que a doença foi identificada. <a href="https://aha.abstractarchives.com/abstract/epi2025-4176580/accelerometer-measured-physical-activity-and-sedentary-behavior-and-risks-of-all-cause-and-cardiovascular-disease-mortality-among-postmenopausal-cancer-survivors-the-womens-health-accelerometry-collaboration" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Os resultados foram apresentados em um evento</u></a> sobre estilo de vida e saúde cardiometabólica da <em>American Heart Association.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A importância da atividade física entre pacientes com câncer de mama</h2>



<p><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/">Finalizar </a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o tratamento do câncer de mama </a>certamente é uma etapa fundamental na jornada que começa depois da notícia do diagnóstico. Mas esse marco não significa que é possível dispensar a manutenção de determinados cuidados com a saúde.</p>



<p>Desse modo, há vários motivos para reforçar <strong>as recomendações sobre uma vida ativa entre esse grupo de pacientes.</strong></p>



<p>Logo de início, evitar o sedentarismo tem o potencial de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>amenizar o risco de recidivas do câncer de mama</u></a>, independentemente da idade. Além disso, o hábito contribui com o bem-estar físico e mental como um todo, reduzindo possíveis <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais de longo prazo associados ao tratamento.</u></a></p>



<p>Em paralelo, <strong>os exercícios também são essenciais para prevenir complicações cardiovasculares, obesidade e diabetes</strong>, entre outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). O <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Ministério da Saúde </u></a>reforça que elas são as principais causas de morte em todo o país e que, por isso, devem ser monitoradas de perto para uma maior qualidade de vida.</p>



<p id="leia">Leia também: <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Como exercícios podem ajudar na prevenção e no tratamento do câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho dos benefícios da caminhada na sobrevida depois do câncer</h2>



<p>Com isso em mente, pesquisadores reuniram os dados de 2.600 mulheres sobreviventes de diferentes tipos de câncer já na pós-menopausa. Mais da metade da amostra era composta por pacientes com tumores mamários.</p>



<p>As participantes passaram pelo menos quatro dias de uma semana com um acelerômetro no quadril. O equipamento, mantido junto ao corpo por no mínimo 10 horas diárias, registrava todos os movimentos de cada uma delas.</p>



<p>Depois disso, elas foram acompanhadas por cerca de oito anos. Nesse período, eram registrados os óbitos por todas as causas, incluindo câncer e doenças cardiovasculares.</p>



<p>Os <strong>resultados obtidos indicaram que mulheres que praticaram pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa</strong> (como uma caminhada mais rápida) <strong>apresentaram redução significativa no risco de morte por qualquer causa</strong>, mas principalmente por doenças do coração. Além disso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mulheres com 5.000 a 6.000 passos diários acumulados apresentaram um <strong>risco 40% menor de mortalidade por qualquer causa;</strong></li>



<li>a cada 2.500 passos adicionais, <strong>a chance de comprometimento cardiovascular caía cerca de 34%;</strong></li>



<li>a cada pouco mais de 100 minutos diários em posição sentada, observou-se um aumento de 12% no risco de morte por qualquer causa e de 30% no risco relacionado a doenças cardíacas;</li>



<li>os maiores benefícios foram entre aquelas que se exercitavam de forma vigorosa ou moderada, mas <strong>quem praticava exercícios leves também obteve ganhos</strong>, ainda que menores.</li>
</ul>



<p>Os achados estão em linha com outro estudo sobre o tema publicado também em 2025 no<a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/117/8/1689/8138213" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u> Journal of the National Cancer Institute</u></em></a>, reunindo dados de 90 mil sobreviventes de câncer, com acompanhamento médio de 10 anos.</p>



<p>No fim, <strong>os pesquisadores concluíram que entre 150 e 300 minutos de atividade física semanal (inclusive em momentos de lazer) com intensidade moderada </strong>ou vigorosa estão associados com uma maior sobrevida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As recomendações para colocar em prática com segurança esse tipo de orientação</h2>



<p>A caminhada, em particular, é um exercício que geralmente não exige equipamentos especiais ou treino intenso prévio. Ela pode ser feita ainda em diferentes ambientes e adaptada ao ritmo e à condição física de cada pessoa.</p>



<p>De qualquer maneira, <strong>antes de iniciar qualquer rotina de atividade mais intensa, é fundamental conversar com seu médico</strong>. O profissional poderá avaliar o estado geral, identificar eventuais limitações e indicar a melhor forma de começar.</p>



<p>Seja como for, entre as dicas que podem ajudar na busca de uma vida mais ativa estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>começar aos poucos</strong> com um ritmo que seja confortável e ir aumentando-o progressivamente;</li>



<li><strong>dividir o tempo de atividade em vários intervalos</strong> ao longo do dia e combiná-lo com outras atividades diárias (como levar o cachorro para passear);</li>



<li><strong>evitar longos períodos sentados</strong>, procurando sempre levantar-se a cada hora para se movimentar, alongar-se ou caminhar alguns passos. Isso ajuda a reduzir os riscos ligados ao comportamento sedentário;</li>



<li><strong>observar sempre os sinais do corpo</strong> para entender se o esforço não está além do limite do organismo;</li>



<li><strong>considerar outras formas de se movimentar</strong>, como andar de bicicleta, dançar, fazer pilates, entre outras modalidades.</li>
</ul>



<p>Assim sendo, ao incorporar esse tipo de atividade na rotina, fica mais fácil aproveitar os benefícios da caminhada e de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>outras práticas</u></a>, <strong>reduzindo o risco de complicações de saúde mesmo depois do diagnóstico de um câncer.</strong></p>



<p>Saiba agora como <a href="https://redacao.wellmaker.com.br/wp-admin/post.php?post=2422&amp;action=edit"></a><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exercícios após cirurgia de câncer de mama melhoram a mobilidade do braço e do ombro</u></a>.</p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/">Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/">Benefícios da caminhada: pacientes com câncer de mama podem viver mais depois da doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/beneficios-da-caminhada/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</title>
		<link>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=anticoncepcao-apos-cancer-de-mama</link>
					<comments>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 20:38:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez após câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[pílula anticoncepcional]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mastologistaemsaopaulo.com.br/?p=20125</guid>

					<description><![CDATA[<p>A preocupação com a anticoncepção após câncer de mama envolve o fato de que muitas mulheres são diagnosticadas ainda em idade fértil e vão seguir assim por vários anos mesmo após o fim do tratamento. Além disso, os avanços nas terapias têm aumentado a sobrevida após o tratamento, especialmente nos casos com o bom prognóstico entre os tumores mamários. Assim [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/">As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
<p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/">As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>preocupação com a anticoncepção após câncer de mama</strong> envolve o fato de que muitas mulheres são diagnosticadas ainda em idade fértil e vão seguir assim por vários anos mesmo após o fim do tratamento.</p>



<p>Além disso, os <strong>avanços nas terapias têm aumentado a sobrevida após o tratamento</strong>, especialmente nos casos com o bom prognóstico entre os tumores mamários.</p>



<p>Assim sendo, mulheres que não querem ter filhos devem ter ciência e obter os <strong>esclarecimentos necessários sobre os métodos contraceptivos apropriados.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os impactos dos tratamentos oncológicos sobre a fertilidade feminina</h2>



<p>Saber se uma mulher poderá ou não engravidar depois de finalizadas as terapias necessárias para eliminar o tumor depende de uma série de variáveis.</p>



<p><strong>Alguns tratamentos para o câncer de mama podem causar menopausa precoce e, em muitos casos, de forma irreversível</strong>. Dessa forma, os <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-pode-menstruar/"><u>ciclos menstruais</u></a> são interrompidos em definitivo, impedindo a liberação de novos óvulos essenciais para a concepção.</p>



<p>Isso geralmente ocorre com tratamentos em que há danos aos ovários. No geral, o<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-de-mama-e-amamentacao/"><u> uso de determinados quimioterápicos</u></a> costuma ser a circunstância em que isso mais ocorre.</p>



<p>Adicionalmente, em alguns casos (como diante de mutações que aumentam a chance de que o tumor volte ou de diagnósticos de tumores com<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/interromper-hormonioterapia/"><u> receptores hormonais positivos</u></a>) pode ser indicada a <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/retirada-ovarios/"><u>remoção cirúrgica</u></a> dos ovários ou o bloqueio da sua função com medicamentos que suprimem a atividade hormonal.</p>



<p>Em paralelo, algumas mulheres experimentam infertilidade apenas temporária. Ela é mais frequente em casos de <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/"><u>terapia hormonal </u></a>utilizando inibidores de aromatase ou o <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tamoxifeno/"><u>tamoxifeno</u>.</a></p>



<p>Seja como for, se essa for uma preocupação, é <strong>fundamental discutir o </strong><a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u><strong>impacto sobre a fertilidade </strong></u></a><strong>com a equipe médica antes de iniciar o tratamento.</strong></p>



<p>Essa discussão permite combinar a preservação da <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/cancer-mama-gravidez/"><u>viabilidade de uma gravidez</u></a>, dentro do possível, e a manutenção da eficácia do tratamento. Entre algumas das opções com esse fim estão o congelamento de óvulos e o uso de técnicas para proteger a função ovariana.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os métodos de anticoncepção contraindicados após um câncer de mama</h2>



<p>Ainda que a preservação da fertilidade seja uma possibilidade relevante, nem toda mulher deseja ser mãe depois do fim do tratamento.</p>



<p>Portanto, essas mulheres (e seus respectivos parceiros) podem procurar por métodos contraceptivos capazes de restringir a chance de haver o encontro de um óvulo viável com um espermatozoide.</p>



<p>Mas essa <strong>escolha precisa ser cuidadosa.</strong> Os especialistas concordam que a regra essencial a ser seguida envolve deixar de lado qualquer opção de contracepção que depende de hormônios para funcionar.</p>



<p>O principal exemplo disso são as <strong>pílulas anticoncepcionais</strong>. A razão é simples: os hormônios utilizados para limitar a ovulação podem contribuir com o risco de que o tumor volte, uma vez que a fisiologia de desenvolvimento das células cancerígenas pode sofrer influência da ação hormonal. <strong>Entram também na lista de restrições:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>qualquer tipo de implante hormonal;</li>



<li>adesivos contraceptivos;</li>



<li>anéis vaginais;</li>



<li>dispositivos intrauterinos com hormônios (conhecidos popularmente como DIU Mirena, por conta do nome comercial)</li>
</ul>



<p>Como os nomes sugerem, todos eles de algum modo liberam versões sintéticas de hormônios no organismo feminino, o que faz deles desaconselháveis para mulheres com histórico de câncer de mama.</p>



<p id="leia">Leia também:<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/"><u> As novas alternativas de tratamento não hormonal para as ondas de calor da menopausa</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As alternativas seguras para evitar uma gravidez nessa fase da vida</h2>



<p>Diante da restrição a qualquer mecanismo de anticoncepção que utilize hormônios, as mulheres podem recorrer com maior segurança a opções que incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>dispositivos intrauterinos de cobre</strong>, em que o metal presente no item inserido na cavidade uterina torna o ambiente inóspito para a fecundação. É uma alternativa de longo prazo, mas reversível;</li>



<li><strong>métodos de barreira,</strong> conhecidos sobretudo pelos <strong>preservativos</strong> (masculinos ou femininos), que são fáceis de usar e bastante acessíveis. O diafragma é outra opção bem menos popular dentro dessa categoria;</li>



<li><strong>cirurgias de esterilização</strong>, como a laqueadura (para mulheres) ou vasectomias (para homens), que têm eficiência bem alta, mas são praticamente irreversíveis.</li>
</ul>



<p>Em toda essa equação sobre a escolha do método vale sempre considerar que, na lista acima, somente os preservativos oferecem proteção também contra <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist"><u>infecções sexualmente transmissíveis.</u></a></p>



<p>No mais, toda dúvida sobre fertilidade ou anticoncepção após câncer de mama deve sempre ser discutida junto ao oncologista, mastologista ou ginecologista. Esses profissionais são capacitados para avaliar caso a caso e fornecer orientações personalizadas.</p>



<p>Para saber mais sobre a relação entre câncer de mama e o uso de pílulas anticoncepcionais,<a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcional-e-cancer-de-mama-relacao-e-riscos/"><u> leia esse texto sobre o tema já publicado aqui no blog.</u></a></p><p>The post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/">As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p><p>O post <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/">As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://mastologistaemsaopaulo.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://mastologistaemsaopaulo.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
