Mastopexia: descubra quando a cirurgia para levantar as mamas é indicada
Com o passar dos anos, após gestações, períodos de amamentação ou variações de peso, as mamas podem perder firmeza, volume e posicionamento. Tais mudanças estão entre as principais razões pelas quais mulheres buscam uma cirurgia para levantar as mamas.
Mas em que casos essa cirurgia, a mastopexia, é de fato indicada? E o que a paciente pode esperar dos resultados? A seguir, respondemos a essas e outras perguntas frequentes sobre o procedimento, esclarecendo pontos importantes sobre o tema.
O que é a ptose mamária?
A ptose mamária é o termo médico para a queda das mamas. Ela acontece quando a pele perde elasticidade, os ligamentos de sustentação se afrouxam e o tecido glandular, que mantém a mama em sua posição original, se enfraquece.
Como destaca artigo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, as principais causas desse fenômeno incluem o envelhecimento natural, a ação da gravidade, variações de volume durante a gravidez e a amamentação, bem como emagrecimentos significativos.
O grau de ptose costuma ser classificado pela escala de Regnault, que considera a posição do complexo aréolo-papilar (que diz respeito a região do mamilo) em relação ao sulco inframamário (nome dado à dobra natural na parte inferior da mama).
A classificação vai de ptose leve (grau I) até ptose grave (grau III). Há ainda um grau intermediário (grau II) e a chamada pseudoptose, em que a queda é mais do tecido do que da aréola em si.
Vale reforçar que mama caída (ou seja, com ptose) e mama murcha são condições diferentes. A mama caída tem o mamilo posicionado abaixo do nível ideal, mas pode ainda ter volume preservado. Já a mama com volume reduzido, chamada de hipotrófica, perdeu tecido gorduroso e glandular, deixando a aparência mais vazia.
Como a cirurgia para levantar as mamas é conduzida?
A mastopexia, também chamada de lifting mamário, é realizada em centro cirúrgico, sob anestesia geral ou sedação associada à anestesia local. Como destaca a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, a abordagem “levanta os seios removendo o excesso de pele e apertando o tecido circundante para remodelar e apoiar o novo contorno da mama”.
A escolha da técnica depende do grau de ptose e das características anatômicas de cada paciente. Em resumo, é possível agrupar as abordagens nas seguintes definições:
- Técnica periareolar, que deixa cicatriz apenas ao redor da aréola e geralmente é indicada para ptoses leves;
- Técnica vertical (cicatriz em pirulito), em que há mais uma linha vertical até o sulco, sendo indicada para ptoses intermediárias;
- Técnica em âncora (T invertido): cicatriz periareolar, vertical e horizontal na dobra da mama, normalmente indicada para ptoses mais acentuadas.
Com o tempo, as cicatrizes tendem a clarear e ficar discretas, em um processo que pode levar até 12 a 18 meses após a cirurgia. A qualidade da cicatrização depende de fatores individuais, como tipo de pele, cuidados no pós-operatório e predisposição genética. Por isso, cada resultado é único.
Em que casos a prótese pode ser necessária?
A mastopexia, por si só, corrige a queda e remodela o contorno das mamas, mas não aumenta o volume. Por isso, quando a ptose vem acompanhada de perda expressiva de volume (situação comum após gestações múltiplas, amamentação prolongada ou emagrecimento acentuado) a combinação com implante pode ser pertinente.
Nesse cenário, a prótese contribui para restaurar a projeção da mama, complementando o efeito de levantamento promovido pela mastopexia. Quando o volume natural está preservado, entretanto, a cirurgia para levantar as mamas sem implante costuma ser suficiente para alcançar o resultado desejado.
Cabe ressaltar que a mastopexia com prótese é tecnicamente mais complexa do que cada procedimento isolado. A combinação exige planejamento cuidadoso quanto ao plano de inserção do implante, à quantidade de pele a ser removida e ao posicionamento final da aréola.
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O que a paciente pode esperar dos resultados, inclusive com o passar dos anos?
O pós-operatório imediato pode envolver inchaço, desconforto na região e restrição a determinadas atividades físicas, mas a recuperação tende a evoluir bem com os cuidados adequados.
Em termos de durabilidade, a mastopexia não interrompe o envelhecimento natural do organismo, mas pode manter as mamas mais firmes por muitos anos, especialmente quando a paciente mantém o peso estável e adota hábitos de vida saudáveis. Porém, alguns fatores merecem atenção especial quanto à longevidade dos resultados:
- Gravidez após a cirurgia: novas gestações podem comprometer os resultados da mastopexia. As glândulas mamárias se expandem para a produção de leite, esticando a pele e os ligamentos de sustentação, o que pode levar a uma nova ptose;
- Amamentação: dependendo da extensão da cirurgia e da técnica utilizada, a mastopexia pode interferir na capacidade de amamentar, uma vez que o reposicionamento da aréola e a remoção de tecido podem afetar os ductos responsáveis pelo transporte do leite materno;
- Variações de peso: emagrecimento ou ganho de peso significativo após o procedimento também podem alterar os resultados obtidos.
Acima de tudo, é preciso sempre ponderar as expectativas sobre o resultado estético. A mastopexia melhora o posicionamento e a firmeza da mama, mas não cria um colo que a anatomia da paciente não permite.
Entre outros fatores, o resultado da cirurgia para levantar as mamas depende do volume, da elasticidade da pele e da técnica escolhida. Na dúvida, consultar um cirurgião capacitado e alinhar esses pontos antes de qualquer intervenção é sempre a melhor opção.
Saiba agora quais são os benefícios de uma mastopexia realizada na mesma cirurgia de remoção do câncer de mama para pacientes diagnosticadas com a doença.