Saiba mais sobre as principais opções de tratamento cirúrgico da assimetria mamária

Ambiente de clínica estética com ilustrações sobre procedimentos de mama, uma maca e silicone em mesa.

Saiba mais sobre as principais opções de tratamento cirúrgico da assimetria mamária

É comum que uma mama seja discretamente diferente da outra em volume, formato ou posição. Embora, na maioria dos casos, essa diferença passe despercebida no dia a dia e não represente risco à saúde, o tratamento cirúrgico da assimetria mamária é relevante quando o desequilíbrio é mais evidente e incomoda a paciente.

Atualmente, as técnicas disponíveis são usadas isoladamente ou combinadas, conforme a característica de cada caso. A seguir, veja como identificar o tipo de assimetria, quando observar e quando a cirurgia passa a ser uma opção.

Entenda as características principais de um quadro de assimetria mamária

A assimetria mamária pode ser definida como qualquer diferença perceptível entre as mamas, seja em tamanho, formato, posição ou projeção. Como ressalta a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, estima-se que mais de 80% das mulheres apresentam algum grau de diferença entre os lados, ainda que mínimo.

Nesse contexto, é útil diferenciar os principais tipos de assimetria visível, já que cada um direciona para uma conduta distinta:

  • Assimetria de volume: uma mama é visivelmente maior ou menor, por desenvolvimento glandular desigual na puberdade, gestações, amamentação ou variações de peso;
  • Assimetria de posição do complexo aréolo-papilar: o mamilo de um lado está em altura ou direção diferente do outro, geralmente associado a graus distintos de ptose (queda) entre as mamas;
  • Assimetria de base e formato: a largura, a projeção ou o contorno variam entre os lados, podendo incluir hipoplasia (subdesenvolvimento) de um dos lados.

Vale notar que o uso do termo assimetria nessas circunstâncias é distinto do termo radiológico (em outras palavras, das alterações notadas em exames de imagem). Em mamografias, ele descreve um achado com relação à densidade da mama.

Ou seja, alterações identificadas em exames de imagem têm critérios próprios de acompanhamento, e cabe ao radiologista apontar quando um achado mamográfico exige investigação. Já no contexto estético, a assimetria se refere às diferenças visíveis na anatomia externa, percebidas pela paciente ou no exame físico.

Saiba mais: Entenda o que é uma assimetria focal na mama e o que isso pode indicar sobre sua saúde

O que deve ser considerado antes da decisão pela cirurgia

Nem toda assimetria precisa ser corrigida cirurgicamente. Diferenças discretas, sem desconforto físico ou impacto emocional relevante, podem ser apenas acompanhadas com consultas de rotina e, quando indicado, exames de imagem periódicos.

Por outro lado, alguns sinais sugerem que vale buscar avaliação especializada com vistas a uma possível intervenção:

  • diferença de volume ou formato grande o suficiente para dificultar o uso de roupas e biquínis;
  • impacto relevante na autoimagem e na autoestima;
  • assimetria que surgiu ou se acentuou recentemente, sobretudo se associada a nódulos ou retração de pele;
  • assimetria decorrente de tratamento oncológico, cirurgia anterior ou malformação congênita, como a síndrome de Poland (condição rara, que, entre outras alterações, faz com que os músculos do tórax não se desenvolvam adequadamente).

Além disso, a assimetria que surge de forma súbita ou progressiva, sem relação com gestação, amamentação ou variação de peso, deve sempre ser investigada antes de qualquer decisão estética. Embora a maioria dos casos seja benigna, a avaliação clínica ajuda a descartar outras causas antes do planejamento cirúrgico.

As técnicas cirúrgicas disponíveis para o tratamento da assimetria mamária

Como cada tipo de assimetria tem origem diferente, o tratamento não segue uma fórmula única. O cirurgião avalia qual combinação de técnicas equilibra volume, posição e formato entre as mamas, respeitando a anatomia de cada paciente.

Mastopexia

Quando a diferença está na posição da aréola e/ou do mamilo, deixando uma mama visualmente mais caída que a outra, a mastopexia costuma ser indicada. O procedimento remove o excesso de pele e reposiciona o mamilo, elevando o contorno da mama rebaixada. Em muitos casos, ela é feita apenas de um lado, para equiparar altura e projeção entre as mamas.

Implantes

Quando a diferença está concentrada no volume, a prótese mamária pode aumentar a mama menor até aproximá-la da mama contralateral. Na prática, os implantes ajudam a restaurar o equilíbrio visual entre os dois lados.

Na prática, é comum usar implantes de volumes diferentes entre os lados, ou até um dispositivo apenas na mama menor. A escolha do perfil, formato e plano de inserção é individualizada para cada mama, já que a anatomia de cada lado pode responder de forma distinta.

Redução

Quando uma mama é visivelmente maior e a paciente não deseja aumentar o lado menor, a redução no lado mais volumoso é a abordagem indicada. A técnica remove excesso de tecido, gordura e pele, equiparando a mama maior ao tamanho do lado oposto.

Esse caminho é comum entre mulheres que já consideram satisfatório o volume da mama menor, ou que têm queixas associadas ao peso excessivo da mama maior, como dor nas costas.

Combinação de técnicas

Muitos casos envolvem mais de uma característica alterada simultaneamente ( por uma mama menor e mais caída que a outra, por exemplo). Nessas situações, combinar mastopexia com prótese, ou redução com mastopexia no lado oposto, permite corrigir volume e posição na mesma cirurgia.

Para diferenças mais sutis de contorno, a lipoenxertia, através da inserção de enxerto de gordura da própria paciente, pode preencher pequenas depressões, geralmente como complemento a outros procedimentos. Apesar disso, ela talvez não seja a solução isolada para diferenças de volume mais expressivas.

O que a paciente deve esperar dos resultados da cirurgia

Acima de tudo, o objetivo do tratamento cirúrgico da assimetria mamária é melhorar o equilíbrio entre as mamas, não obter simetria absoluta. Mesmo após a cirurgia, pequenas diferenças residuais são esperadas e fazem parte da variabilidade anatômica do corpo.

O resultado final costuma ser avaliado com mais precisão após alguns meses, quando o edema (inchaço) some e as cicatrizes adquirem um visual mais suave. Gestações futuras, variações de peso e o envelhecimento podem afetar as mamas de forma distinta, alterando o equilíbrio alcançado.

Por isso, o planejamento individual, discutido em detalhes entre médico e paciente, é fundamental em todas as etapas: do diagnóstico à escolha da técnica e da estratégia para cada mama separadamente, tudo faz diferença na obtenção do melhor resultado possível com o tratamento cirúrgico da assimetria mamária.

A assimetria das mamas é apenas uma das razões para visitar um mastologista. Por isso, confira outros cenários em que o apoio desse especialista faz toda a diferença.

Médica mastologista especializada em reconstrução mamária. Além de sua prática clínica, Dra. Brenda atua como mastologista no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é preceptora da residência médica de Mastologia na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP) e membro titular da Sociedade Brasileira de Mastologia. | CRM-SP 167879 / RQE – SP Cirurgia Geral: 81740 / RQE – SP Mastologia: 81741

ps.in@hotmail.com

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