Tudo o que você precisa saber sobre o procedimento de explante mamário
SEO Title: Explante mamário: o que é e quando é necessário
Meta description: Um explante mamário é um procedimento cirúrgico em que é feita a remoção das próteses e pode ser complementado por outras intervenções.
PALAVRA-CHAVE EM FOCO: explante mamário
Tags: explante mamário, contratura capsular, ruptura de implante, mastopexia, enxerto de gordura, retirada de prótese
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Tudo o que você precisa saber sobre o procedimento de explante mamário
A colocação de próteses de silicone pode fazer parte tanto de uma cirurgia estética quanto de uma reconstrução mamária, em diferentes fases da vida da mulher. Porém, ao longo dos anos, algumas dessas mesmas pacientes decidem — ou precisam — retirar os implantes. É nesse contexto que entra o chamado explante mamário.
Seja qual for a razão, trata-se de um procedimento que exige planejamento cuidadoso. A intervenção modifica volume, formato e sustentação das mamas. Logo, o médico também precisa definir se a retirada será isolada ou acompanhada de técnicas como mastopexia e lipoenxertia.
Tudo isso contribui para a segurança e para a busca de um resultado estético satisfatório, como veremos nos tópicos a seguir.
O que é o explante mamário na prática?
Em resumo, um explante mamário é o procedimento cirúrgico responsável pela remoção das próteses de silicone ou de solução salina previamente implantadas por motivos estéticos ou na reconstrução mamária.
Durante o planejamento do procedimento, o cirurgião também avalia a cápsula que se forma ao redor da prótese ao longo do tempo, podendo indicar sua remoção parcial ou total, como destaca a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos.
Além disso, a remoção do implante pode ser realizada isoladamente ou combinada a outras técnicas, a depender da condição da mama e dos objetivos da paciente. Por isso, cada caso exige planejamento individualizado, que começa muito antes da cirurgia em si.
Um artigo publicado no periódico Plastic and Reconstructive Surgery reforça essa ideia ao mencionar que “nem todos os explantes são iguais”. Segundo os autores, isso significa que a técnica precisa ser definida conforme “indicações e contraindicações, riscos associados, implicações financeiras e aparência alcançada no pós-operatório”.
Quais as causas mais comuns para a realização desse procedimento?
Não existe um único motivo para optar pelo explante. Em alguns casos, a indicação é médica. Em outros, a decisão está relacionada a desconfortos ou a uma mudança na preferência estética da mulher. Entre as situações mais comuns estão:
- ruptura: com o passar do tempo ou após algum trauma, o envoltório da prótese pode perder sua integridade. Nos implantes de silicone, a ruptura nem sempre provoca sintomas evidentes, o que reforça o papel da avaliação por imagem quando existe suspeita;
- contratura capsular: ocorre quando a cápsula ao redor do implante se torna espessa e rígida, podendo modificar o formato da mama, deixá-la endurecida ou causar dor;
- desconforto persistente: peso, tensão, dor ou incômodo com a presença da prótese podem levar algumas pacientes a reconsiderar sua manutenção;
- outras queixas de saúde: suspeita de doenças associadas ao silicone ou ao implante, como o linfoma anaplásico de grandes células;
- mudanças na preferência estética: algumas mulheres passam a desejar mamas menores, com menos projeção ou aparência mais natural, optando pela retirada sem a colocação de um novo implante.
Essa mudança de preferência também aparece na literatura médica. Um estudo publicado em 2023 na revista Aesthetic Plastic Surgery avaliou 522 pacientes submetidas ao explante ao longo de um período de 28 anos.
A insatisfação com a aparência das mamas foi a queixa mais frequente. Preocupações com a segurança dos implantes, sensação tátil insatisfatória e dor apareceram mais atrás na lista de motivações para o desejo de remoção.
Leia também: Como um tratamento com radiação interfere na técnica para recompor a aparência das mamas
O que esperar da condição das mamas depois do explante?
Ao retirar a prótese, a mama perde o volume e a projeção proporcionados pelo implante. Assim, a aparência final passa a depender do tecido mamário natural, da quantidade e qualidade da pele e do grau de elasticidade da região.
Próteses maiores, uso prolongado dos implantes, gestações, oscilações de peso e envelhecimento podem aumentar a chance de flacidez e excesso de pele depois do explante. Também pode ocorrer redução da projeção do polo superior (região acima da aréola), além de assimetrias que antes ficavam menos perceptíveis com o implante.
Isso não significa que toda mama fique “vazia” ou esteticamente comprometida após o explante. Algumas pacientes apresentam boa retração da pele e volume suficiente para um contorno satisfatório apenas com a retirada. Em outras, procedimentos complementares ajudam a redistribuir os tecidos, retirar o excesso de pele ou recuperar parte do volume.
É importante sempre ressaltar que os resultados estéticos após o explante podem variar consideravelmente. Além disso, o aspecto observado nos primeiros dias não corresponde necessariamente ao resultado definitivo. Inchaço, acomodação dos tecidos e retração da pele continuam ocorrendo ao longo dos meses seguintes à cirurgia.
Quais intervenções adicionais podem contribuir para um resultado estético mais harmonioso?
Casos em que o explante mamário é combinado a outras técnicas para que o resultado final fique o mais próximo possível aos objetivos da paciente são comuns. Entre elas estão:
Mastopexia
Relevante quando existe flacidez importante ou queda da mama. A técnica remove o excesso de pele, reposiciona o tecido mamário e pode elevar o complexo aréolo-papilar, buscando um novo contorno sem depender da prótese.
Considera-se essa opção complementar diante de ptose (queda) relevante, sobra de pele, assimetria ou histórico de implantes volumosos por muitos anos. Como a mastopexia exige incisões adicionais, o planejamento deve incluir uma conversa sobre a localização e a extensão das cicatrizes.
Lipoenxertia
Nesse caso, gordura retirada de outras regiões do corpo é preparada e transferida para as mamas. A técnica pode preencher áreas comprimidas, suavizar irregularidades e recuperar parte do volume, especialmente no polo superior.
A lipoenxertia, contudo, não reproduz necessariamente a mesma projeção de uma prótese. Parte da gordura enxertada pode ser reabsorvida, e a quantidade disponível depende da própria paciente. Adicionalmente, em determinados casos, mastopexia e lipoenxertia podem ser combinadas para tratar, ao mesmo tempo, o excesso de pele e a perda de volume.
Seja qual for a abordagem adotada, a avaliação clínica detalhada, aliada a exames de imagem (como ultrassonografias e ressonâncias magnéticas), é essencial.
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Toda a investigação orienta o cirurgião sobre a real condição do implante e sobre qual a técnica mais adequada para cada cenário. Entram ainda na equação fatores como o tempo de uso do implante, o volume das próteses, a elasticidade da pele e as características da mama antes do aumento.
Portanto, dialogar com cuidado sobre cada etapa contribui para o conforto, a segurança e o acompanhamento pós-operatório completo. Em conjunto, todos esses cuidados fazem com que o explante mamário se torne uma decisão bem planejada, aumentando a chance de um resultado satisfatório.
Se você ainda não se decidiu pela retirada das próteses, confira agora o que precisa saber sobre o acompanhamento do implante mamário.